terça-feira, 27 de novembro de 2007

Você aceitaria um casamento aberto?

Abigail Pereira Aranha

Onde existe o sagrado, fechado para perguntas, onde o raciocínio lógico não entra, que esmaga o senso comum, que pune quem discorda, ele é o respaldo da atrocidade, a lógica do absurdo, a resposta estúpida para a pergunta inteligente, o premiador e o punidor que explica o acaso, a arbitrariedade que vence o bom senso, o medo que vence o bem viver. O casamento é sagrado. No caso cristão, o casamento foi instituído por Deus (Gn 2:24), que pune os que não o valorizam como sagrado (Hb 13:4).

O objetivo do casamento convencional, não apenas o cristão, não é a felicidade ou a satisfação sexual dos cônjuges. Dentro dele, quase sempre são negados não só o prazer sexual como a dignidade e a vida própria. Fora dele, muitas vezes são reservadas a discriminação e, em vários lugares, dificuldades até para a sobrevivência. Para os homens, o casamento é o recurso para terem filhos que sabem que são seus e a única forma aceita pela sociedade para conseguirem sexo. O casamento convencional também é um troféu. O "bom casamento" para uma mulher e para um pai geralmente é com um marido ou genro com boa situação social ou, pelo menos, boa situação financeira; para um homem, é com uma mulher atraente, estilo santa-na-rua-prostituta-na-cama ou, em lugares mais repressores, habilidosa nas "coisas de mulher" e com aversão ao sexo. Diz a Bíblia que "a mulher virtuosa é a coroa do seu marido" (Pv 12. 4). Quando alguém tem ciúme do seu cônjuge, demonstra que tem interesse em possuí-lo, não em fazê-lo feliz. A pessoa ciumenta tem o seu cônjuge como quem tem um carro.

Por quê o adultério é considerado tão mau? Muitas mulheres, mesmo em locais mentalmente desenvolvidos, abominam o sexo, deixando o prazer para os homens. Alguém já disse que para o homem o preço do sexo é o casamento e para a mulher o preço do casamento é o sexo. Se é assim, o marido traído viu alguém usufruir da mercadoria que ele pagou para ser só sua sem pagar. O adultério é mau porque o casamento é sagrado, naquele sentido acima. Também é aceito socialmente que alguém proíba o contato do cônjuge com o sexo oposto, podendo chegar a extremos de cárcere privado e assassinato movido por ciúmes, porque o casamento é sagrado.

E que tal um casamento em que cada cônjuge permite ao outro fazer sexo heterossexual com outra pessoa? Bizarro? Só se o normal for o casamento convencional, que pertence ao sagrado, do qual discordar é proibido. E se o outro achar alguém melhor de cama? E se o outro fizer comparações? É incômodo para muitas pessoas casadas que seus cônjuges descubram que há vida além do circuito casa-trabalho-igreja, e com sexo bom. Isso mostra que o casamento é baseado na possessividade e no egoísmo. Em geral, essas pessoas deixam a desejar em termos de forma física e desempenho sexual. E se o casamento acabar? A sustentação de quase todos os casamentos é a vida sexual, e a sustentação da vida sexual do casamento convencional é a repressão à vida sexual fora deles. Quando o casamento não tem qualquer atrativo além do sexo, ele não se acaba pelo sexo extraconjugal, pelas amizades de um cônjuge com gente do sexo oposto ou qualquer fator externo, ele acaba por si mesmo. Quando o casamento tem algo mais, não há por que temer que o sexo extraconjugal o comprometa. E o sexo dentro do casamento? Não tem por que acabar ou piorar.

Seria uma visão estranha assistir o seu cônjuge transando com outra pessoa? A estranheza seria porque aprendemos que sexo é só no casamento, e em si mesmo um assunto quase impronunciável. Como explicar aos filhos? É mais fácil explicar para eles do que para os adultos, porque o padrão do casamento convencional não está tão enraizado nas cabeças deles. Com quem abrir o casamento? Com amigos cujas mentes tenham boa aceitação à idéia.

Gente, já ia me esquecendo de dizer. Eu não sou casada e só tenho 16 anos. E como é que eu tenho uma idéia dessas? É que eu tenho vários amigos que me comem e eu ficava pensando: eu podia me casar com qualquer um deles e continuarmos nessa vida de concupiscência. Aí eu descobri que existia esse casamento aberto. Sabe quando você descobre que uma coisa que você queria inventar já existe?

Mas se for assim, pra que casar? Bom, vou inverter a pergunta: por que outro motivo além do sexo o casal vai ter ou manter um casamento convencional?

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

É possível conciliar vida profissional e pessoal

Por Marcos Burghi

São Paulo, 01 (AE) - Embora sempre haja quem cite de bate-pronto duas ou três exceções, a principal regra para o sucesso profissional ainda é transformar esforço e dedicação em resultados. Nessa busca pelo bom desempenho, muitos trabalhadores deixam de lado a vida pessoal, mas especialistas dizem que, com certos cuidados, é possível atingir o objetivo sem abdicar do convívio familiar e do lazer.

Para Camila Mariano, consultora de Recursos Humanos da Catho Online, a primeira tarefa é definir claramente objetivos pessoais e profissionais e reservar tempo para ambos.

A consultora recomenda que, feito isso, as divisões sejam respeitadas e, principalmente, aproveitadas. Segundo ela, o tempo dedicado ao trabalho deve ser utilizado para que os esforços se convertam em resultados para a equipe e para a empresa. Da mesma maneira, observa, a pessoa deve desfrutar ao máximo os momentos de lazer em família ou com os amigos.

Para quem não acredita na possibilidade, Camila esclarece que se a pessoa direcionar corretamente seus esforços no trabalho poderá mostrar ou colaborar para resultados em seu horário normal de expediente, sem ter de prolongar a permanência na empresa.

Ela também lembra que horas extras significam mais custo para as empresas, o que pode levar a uma avaliação de deficiência de desempenho do funcionário.

A consultora reconhece que há momentos que o equilí­brio pode ser quebrado, mas também de forma planejada e por tempo determinado. Caso o empregado almeje promoção, lembra, terá de mostrar o máximo de dedicação, o que talvez tenha de traduzir-se em horas diárias a mais de labuta. O inverso, diz, também pode acontecer. Uma mulher que esteja grávida pode diminuir seu ritmo em função do futuro bebê, sem que seja vista como funcionária de menor capacidade.

Caso o empregado saiba algumas de suas tarefas de antemão deve planejar a execução de forma a aproveitar melhor o tempo, recomenda Camila. "As empresas preferem quem traga resultados no período normal de trabalho."

TODOS OS LADOS - Para o psicólogo José Roberto Leite, especialista em medicina comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), para a pessoa ter êxito, ela deve gerenciar diversos aspectos da própria vida. O profissional é apenas um entre tantos outros. Leite informa que também são fundamentais os cuidados com o organismo e com o lado psicológico, com controle sobre as reações, principalmente aquelas que levam ao estresse. Ele observa que a dedicação à vida profissional deve andar acompanhada de momentos voltados ao conví­vio pessoal. "Se uma delas for tratada com mais importância, a outra vai perder", garante. Na opinião dele, os objetivos profissionais devem estar claros. Ele acredita que todos podem sonhar, mas sem exageros e que progresso é importante, desde que não traga problemas.

BOXE 1: APROVEITE O MELHOR DO SEU TEMPO

A consultora de Recursos Humanos Camila Mariano e o psicólogo José Roberto Leite dão a receita para conciliar vida pessoal e vida profissional sem sofrimento.

1 - Defina claramente seus objetivos, tanto os pessoais como os profissionais.

2 - Organize o tempo que pretende gastar na conquista de suas metas.

3 - Depois de estabelecer os objetivos dedique-se ao máximo a cumprir o caminho até atingi-los.

4 - Saiba separar vida pessoal e vida profissional. Lembre-se que nem todos seus colegas de trabalho são seus amigos.

5 - Fique atento para definir possíveis momentos em que possam ocorrer desequilí­brios entre o trabalho e a vida pessoal. Não deixe de ter claro que as descompensações são temporárias.

6 - Conheça a si mesmo melhor por meio de exercí­cios de relaxamento e meditação, que podem ser feitos num final de tarde.

7 - Faça uma análise crí­tica de sua forma de ver as coisas. Muitas vezes certos problemas são frutos da maneira como vemos as coisas e não de situações reais.

8 - Não defina sua conduta em função do que os outros possam pensar.

9 - Trace um plano de ação e ponha-o em prática.

------

Esse texto é do Yahoo Notícias. O endereço é http://br.noticias.yahoo.com/s/01112007/25/entretenimento-possivel-conciliar-vida-profissional-pessoal.html

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Tem mulher babaca que se acha

Abigail Pereira Aranha
Você já deve ter lido algum texto femista tipo "100 razões pelas quais é bom ser mulher", "100 razões pelas quais é melhor ser mulher", "Motivos para provar que ser mulher é bom demais!!!", "Frases Feministas" ou "A delícia de ser mulher". Se você não é uma mulher femista (ou feminista), é de ferver o sangue de ler uma porcaria destas.
Um dos textos que eu indiquei solta a pérola: "Em menos de um século uma única revolução feminina acabou com milênios de tirania masculina". Que tirania masculina? A moça brinca de rebelde usando estrutura de universidade pública e fazendo baderna quando devia estar estudando, nunca tomou um tapa do vigilante do campus e acha que sabe o que é lutar contra tirania?
Essas também são desses textos que eu falei:
  1. "Mulheres são monogâmicas (embora precisem testar vários homens pra achar um que valha a pena...)"
  2. "Podemos simular o clímax"
  3. "Não somos assoladas por aquela vontade doida de ver todos os filmes pornográficos da locadora"
  4. "Somos capazes de ficar mais de 1 mês sem sexo sem que o nosso cérebro se funda"
  5. "Alguém já ouviu falar de 'Muso' inspirador? Claro que não, pois somos nós mulheres a musa inspiradora de vários homens"
  6. "Mulher sem grande apetite sexual é recatada, homem sem grande apetite sexual é esquisito"
Essas criaturas são tão burras que além de serem reprimidas ainda contam vantagem disto. Igualzinho as bisavós delas. E ainda se acham modernas.
E já reparou também como essas femistas adoram tentar pôr os homens pra baixo?
  1. "Nosso cérebro dá conta do mesmo serviço, com 3 bilhões de neurônios a menos (ou seja, nossos neurônios são mais eficientes)"
  2. "Se resolvemos exercer profissões predominantemente masculinas somos 'pioneiras'. Se um homem resolver exercer uma profissão tipicamente feminina, é bicha."
  3. "Mulher de presidente é primeira-dama; marido de presidenta é um zero a esquerda, mesmo que seja de direita"
E elas são tão burras que são machistas e nem percebem.
Eu tenho raiva de mulher feminista, burra e cretina. As mulheres, tirando muito poucas, continuam submissas, tontas, reprimidas, religiosas, piranhas (que dão por interesse, não porque gostam), metidas a bestas. Freiras de convento dando uma de atriz pornô. Beatas de cidadezinha no meio do nada metidas a modernas. Machistas, mais até que os homens. E se achando só por causa do bundão, dos peitões, do cabelo. Depois reclamam que são vistas como objetos.
Feminismo tem a ver com mulher ser lésbica mal-amada e se meter a besta?
~ * ~ * ~ * ~ * ~ * ~

domingo, 28 de outubro de 2007

Respeite a Si Mesmo e Ganhe Auto-Estima

Flávio Gikovate

Só existe auto-estima quando uma pessoa vive de acordo com suas idéias, sem ofender o código de valores que ela construiu ao longo da vida. Uma pessoa para quem a honestidade é fundamental poderá ficar rica se aceitar suborno, mas sua auto-estima cairá, inevitavelmente. Não é possível alguém gostar de si mesmo, ter um bom juízo de si, se estiver agindo em desacordo com seus princípios.

Os valores de cada pessoa, assim como os de cada sociedade, variam muito e dependem fundamentalmente do ambiente em que ela cresceu. Nos primeiros anos de vida, incorporamos essas normas com o objetivo de agradar aos adultos que nos são importantes. Aprendemos seus valores e os adotamos porque este é o caminho para sermos amados por eles. Os adultos usam essa necessidade das crianças de serem protegidas e acariciadas como instrumento para educá-las, ou seja, transmitir à nova geração as normas daquela comunidade.

Mas isso é apenas o princípio do processo. A partir de um certo ponto do nosso desenvolvimento, passamos a contestar os valores que nos foram impostos pela educação. Isto pode ser feito de um modo bastante estabanado e grosseiro, negando, apenas por negar, tudo o que nos ensinaram (e são muitos os adolescentes que agem assim).

Entretanto, também podemos reavaliar nossos princípios de um modo mais sofisticado, comparando-os com outros pontos de vista ou submetendo-os a uma experimentação na vida prática. Se fomos educados, por exemplo, a não transigir, tornando-nos pessoas rígidas e prepotentes, isso pode nos trazer muitos inimigos e afastar as pessoas de quem gostamos. A prática da vida nesse caso poderá nos ensinar a ter mais "jogo de cintura", ou seja, a afrouxar um pouco mais os nossos critérios quanto à liberdade e aos direitos de cada pessoa.

Sempre que mudarmos nossos valores devemos conseguir mudar também nossa conduta. O objetivo disso é fazer com que possamos viver de acordo com nossas idéias, condição indispensável para uma auto-estima positiva. Mas outra condição se impõe para uma boa auto-estima: levar uma vida produtiva, em constante evolução.

Se uma pessoa gosta de cozinhar, ela tenderá a se dedicar a essa atividade. Será capaz de avaliar seus avanços por meio da reação das pessoas que provam sua comida e não adianta negarmos: somos dependentes das reações dos que nos cercam e nos são queridos. Os elogios reforçarão suas convicções de que está indo pelo caminho certo, enquanto as críticas indicarão a necessidade de correção de rota.

Com o passar do tempo e o crescer da experiência, ela saberá avaliar a qualidade de sua comida por si mesma, tornando-se menos dependente do julgamento dos outros. Sua auto-avaliação vai se tornando mais importante que a dos outros. Sua auto-estima vai se cristalizando em um patamar alto, sólido e independente do ambiente.

Mas é importante ressaltar que esta imagem positiva de si mesmo não pode ser construída do nada. Não adianta a pessoa se olhar todos os dias no espelho e dizer: "Eu sou uma pessoa legal, mereço as coisas boas da vida, eu me amo". Agir assim é acreditar que se pode enganar a si mesmo com discursos bonitos e falsos. Precisamos agir sempre de acordo com as nossas convicções, levar uma vida produtiva e nos aprimorar naquilo que fazemos.

Não importa qual seja a atividade, precisamos nos relacionar com o nosso meio e receber dele sinais positivos de que nossa ação é boa e que está em permanente evolução. Se uma pessoa não faz nada, não se dedica a nenhum tipo de atividade, não terá a menor chance de ter uma boa auto-estima. Ela não se testa para saber qual é o seu valor, e a dúvida puxa para baixo a auto-avaliação. E de nada adianta colocar uma máscara e sair por aí com ares de quem "se ama e muito". Isso não engana ninguém!

-----

A página do Flávio Gikovate é http://www.flaviogikovate.com.br.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

AddToAny