quarta-feira, 20 de junho de 2018

A internet e os porteiros dos céus 2: Olavo de Carvalho, inteligência na internet e idiotas nas mídias tradicionais

Abigail Pereira Aranha

O Carlos Andreazza publicou no Facebook em 18 de setembro de 2017[1]:

Editei um livro de Olavo de Carvalho - um dos maiores best-sellers da história do mercado editorial brasileiro - e a imprensa o ignorou, mesmo que, por meses, aparecesse entre os mais vendidos na página ao lado.

Nada disso era notícia. Mas - vejam que coisa - notícia sobre Olavo de súbito é a carta de uma filha o atacando[2].

Se o Carlos deduziu daí uma perseguição da imprensa ao Olavo, alguma campanha de assassinato de reputação contra o Olavo, ele trouxe dados certos e errou na conclusão. Antes de explicar, vou trazer um trecho de uma reportagem da revista Época[3]:

Em 1996, convidado a coordenar a editora da Faculdade da Cidade, no Rio de Janeiro, Olavo recebeu do chefe a tarefa de, dali a duas semanas, colocar a recém-nascida editora na Bienal do Livro. "Mas como? Não temos nenhum livro publicado!" Olavo correu. Numa máquina que a Xerox acabara de inventar, imprimiu cópias de um livro do ex-ministro Mangabeira Unger com o já – e ainda – presidenciá­vel Ciro Gomes. E de outros três títulos. Juntou as anotações em que insultava a elite dos pensadores brasileiros e aproveitou para incluir na empreitada um título seu, O imbecil coletivo. Foi ali. No meio da década de 1990, o autodidata, astrólogo, jornalista, que estudara desenho artístico e cinema, se tornaria "o filósofo conservador Olavo de Carvalho", como é conhecido até hoje.

Como o próprio Olavo já disse, o antiolavismo é um sinal da decadência cultural do Brasil. A autora dessa reportagem, Flávia Tavares, pelo menos cita o título de um livro que o Olavo escreveu e, em outro trecho, que ele já trabalhou na mesma revista Época. Os antiolavistas nem isso fazem. Ela cita o livro "O imbecil coletivo", que foi uma seleção de exemplos de incompetência intelectual no ambiente acadêmico, na imprensa e no mercado cultural daquela época, década de 1990. E era gente ilustre, que ele demolia em artigos de jornal ou debates em universidades, mas tinham livros ou artigos publicados. Hoje, os críticos de Olavo de Carvalho se reúnem no Facebook ou nos comentários de vídeos do Youtube para falar da astrologia que ele praticava na década de 70 e do esoterismo na década de 80. Mas os críticos do Olavo de Carvalho são uma minoria insignificante, porque quase todos os brasileiros nunca ouviram falar dele. Mas eles nunca ouviram falar dele porque são analfabetos funcionais, nunca leram um livro inteiro na vida, não discutem política ou já bloquearam o primo no Facebook porque leram dois comentários que não concordam. Carlos, você esperava que um Brasil onde poucos graduados leram três livros técnicos inteiros da própria área tivesse uma revista onde fizeram uma reunião na redação e alguém disse "temos que fazer uma reportagem contra o Olavo de Carvalho sem falar dos quase 20 livros que ele escreveu"? O desprezo fingido e o desinteresse sincero por pessoas de alto nível intelectual e moral não são mutuamente exclusivos.

Mas o interesse sincero da mídia tradicional por Olavo de Carvalho existiu nessa e em outras matérias. Antes de explicar por que, vou trazer um trecho de uma postagem do The Huffington Post Brasil sobre Umberto Eco[4]:

"As mídias sociais deram o direito à fala a legiões de imbecis que, anteriormente, falavam só no bar, depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade. Diziam imediatamente a eles para calar a boca, enquanto agora eles têm o mesmo direito à fala que um ganhador do Prêmio Nobel. O drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade".

Depois de uma cerimônia em que recebeu o título de doutor honoris causa em comunicação e cultura na Universidade de Turim, em 2015.

"A internet não seleciona a informação. Há de tudo por lá. A Wikipédia presta um desserviço ao internauta. Outro dia publicaram fofocas a meu respeito, e tive de intervir e corrigir os erros e absurdos. A internet ainda é um mundo selvagem e perigoso. Tudo surge lá sem hierarquia. A imensa quantidade de coisas que circula é pior que a falta de informação. O excesso de informação provoca a amnésia. Informação demais faz mal. Quando não lembramos o que aprendemos, ficamos parecidos com animais. Conhecer é cortar, é selecionar".

Em entrevista à Revista Época, em 2011.

Umberto Eco deve ser lido e ouvido como um cara que devia o que foi aos meios tradicionais de comunicação de massa, incluído aqui o mercado livreiro. Todos os que já falaram em "idiotas da internet" se incomodavam não com os idiotas, mas com as pessoas inteligentes que ganharam meio de expressão sem pedir a misericórdia dos grandes veículos. Com a horizontalidade da internet atual, ela pode ser também meio de informação. Por sinal, o Umberto Eco se trai quando diz que a internet traz "informação demais". Vou explicar melhor com alguns trechos do meu texto "A internet e os porteiros dos céus", de junho de 2015[5]:

Dos livros às redes sociais

(...) Quase todos os colunistas e jornalistas e quase todos os professores e pesquisadores universitários são como porteiros do conhecimento do mundo real: ficam na entrada para controlar quem entra e o que sai. Pra começar, eu, sendo ateia, me lembrei de um texto bíblico e vou fazer uma analogia: "Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando." (Mt 23:13)

(...) O slogan "leia livros" já foi válido, hoje é um clichê obsoleto de burgueses fanfarrões pseudointelectuais que, para começar, confundem o formato de uma obra cultural com o conteúdo em si, e talvez devam ser informados de que blogues não são (sempre) coisa de jovem sem o que dizer e o que fazer (a Presidência da República tem um blogue). Pelo menos no Brasil de hoje, livros impressos só são indicáveis, com cada vez mais cautela, para informação técnico-científica. Lendo livros, nós podemos ganhar conhecimentos valiosos, mas vamos achar menos uma história do conhecimento do que uma história da sobrevivência da estupidez.

(...) Nossas redações de jornais e revistas estão repletas de vadias, lésbicas velhas e afeminados viajando pelo país e ao exterior para aproveitar hotéis cinco estrelas e passeios turísticos e voltar com um texto que sabem que o diretor de jornalismo vai aceitar. Nossas universidades também amam alunos e professores em eventos pomposos para apresentar trabalhos inúteis que pouquíssimas pessoas vão saber que existem. Todas essas pessoas, ou quase todas, vão à fonte do conhecimento ou da notícia para garantir que eles não saiam de lá. Isso, como eu tentei mostrar, não é coisa nova, mas piorou de poucas décadas para cá.

(...) O azar deles é que a internet livre da forma como conhecemos (que, aliás, começou como uma ideia militar genial) surgiu e se popularizou nos países desenvolvidos e alguns em desenvolvimento antes de um governo socialista formal.

A mediocridade geral faz a internet também medíocre em geral, mas gente de boa cabeça também entra com bom (ou ótimo) conteúdo. Em um país de idiocracia, são os bons que perdem ou nunca podem ter espaço na grande mídia. Até a década de 90, apareciam em jornais e revistas, com boa vontade, em uma seção de cartas de leitores ou em um artigo de seção de opinião. A internet, em especial a blogosfera, a vlogosfera e as redes sociais, é um grande canal para quem tem a compartilhar algo bom (ou mau, mas importante) e deixar isso acessível, em tese, a qualquer pessoa que possa entender o idioma.

Eu mesma tenho alguns blogues e estou em redes sociais, publico algumas ideias na forma de textos que sem a internet só seriam conhecidas por poucos parentes e amigos. Eu comecei a partir de algumas observações do cotidiano, eu tinha 15 anos, mas eu já sabia que se eu seguisse o conselho de ler mais antes de escrever o que eu já observava, eu estaria reconhecendo o direito de quem sabia mais, sabia que eu dizia a verdade e poderia estar dizendo de me calar, não a autoridade da mesma pessoa para dizer alguma coisa.

(...) Aí, os "convencionais" se deram mal. E parecem que ainda não se deram conta de que não estão mais na década de 90. Os grandes veículos de comunicação ainda insistem em produzir celebridades que sem eles teriam sua existência ignorada merecidamente. Mesmo eu sendo uma mocinha normal sem muito currículo, digo sem medo que a grande diferença entre eu e grande parte dos jornalistas do Brasil e de outros países é que eles estão no jornal X ou no canal Y e eu não, e SÓ POR ISSO eu sou relativamente desconhecida e eles não.

(...) Quem antes só assistia televisão para ver o jornal hoje lê notícias, talvez os mesmos textos, na internet. Em algumas matérias de grandes jornais na internet, a área de comentários é mais jornalística do que o texto comentado. Pesquisas que até 20 anos atrás seriam longas e exigiriam deslocamento físico pelo menos para a biblioteca pública municipal em horário comercial podem ser feitas (ou encontradas) pela internet, talvez nas lacunas do expediente de trabalho (aliás, eu consultei a Wikipedia para escrever esse texto, hehehehe). Bons livros silenciados, desconhecidos ou mal mencionados até em publicações especializadas em cultura podem ser encontrados na íntegra em versão digital. Pessoas de uma competência excepcional e até grupos inteiros que tiveram espaço negado nos grandes veículos por pressão esquerdista, como Ativistas de Direitos Humanos dos Homens e Meninos ou a direita no Brasil, conseguiram se juntar na internet, publicar suas ideias, compartilhar informações e se definir pelos próprios escritos até ganhar espaços esporádicos nos veículos tradicionais, a contragosto, não raro para tentar desqualificá-los. Já houve um tempo em que mesmo quando "especialistas" e jornalistas admitiam a contragosto algo que tentaram esconder, em alguns casos por décadas, porque chegou ao conhecimento público, eles ainda podiam fazer isso não como quem reconhece a verdade, mas como quem decreta os fatos. Hoje, tanto banalidades quanto notícias de verdade são publicadas no jornal porque são conhecidas do público, e não vice-versa. Se não fosse a internet razoavelmente livre de alguns países, o mundo todo seria ainda mais esquerdista, anorgásmico, mal informado e ridículo. Ainda há muito a ser feito, mas quem estava na portaria dos céus já não determina como antes quem entra e o que sai.

Ah, eu não consegui achar e vou contar de memória: uma das vezes que eu vi o termo "idiotas da internet" foi quando o deputado que saiu do anonimato com o Big Brother Brasil e o ativismo LGBT, Jean Wyllys, atacou o Olavo de Carvalho no Facebook. Entenderam agora por que eu me lembrei do Umberto Eco?

Mas as matérias jornalísticas sobre o caso Heloísa de Carvalho versus Olavo acabaram confirmando aquele texto que eu escrevi mais de dois anos antes. Aquela matéria da Época acaba deixando escapar (vou grifar)[6]:


Após um longo período sem se ouvir falar de Olavo de Carvalho, especialmente depois que ele se mudou para os Estados Unidos, em 2005, seu nome voltou a aparecer em conversas nas rodas da direita. Olavo se radicalizou e esposou ideias divorciadas dos fatos. Passou a divulgá-­las compulsivamente nas redes sociais – Olavo tem 380 mil seguidores no Facebook e 190 mil no Twitter. Personalidades como o apresentador Danilo Gentili (16 milhões de seguidores no Twitter) se declaram seu fã. O filósofo foi cedendo cada vez mais espaço ao conservador.

Bom, que o Olavo de Carvalho conservador, católico, às vezes tira o brilho do filósofo, até eu já disse algumas vezes, uma delas na página do próprio Olavo. Mas você viu aqui, Carlos? A imprensa brasileira ignorou "um dos maiores best-sellers da história do mercado editorial brasileiro", ignorou o Curso Online de Filosofia, mas... prestou atenção em quantos seguidores o Olavo tem no Facebook e no Twitter, e também nos inscritos no Youtube (38 mil, número mostrado no vídeo).

Antes de concluir, vou mostrar pra vocês uma imagem da imprensa do mundo desenvolvido ou em desenvolvimento. A Jessica Valenti é uma colunista do The Guardian. Este flagrante foi compartilhado por um amigo meu do Facebook[7]:

Jessica Valenti: I look forward to all these #womenagainstfeminism giving back their votes, credit cards, family leave, political representation, anti-rape laws and birth control. There's a basket at the door, feel free to leave them there! Mercedes Carrera (TheMercedesXXX): @JasAfk I look forward to all these women who want to #killallmen leaving their iPhones, cars, cosmetics & apartments MEN BUILT behind!

Jessica Valenti

Eu olho no futuro para todas essas #MulheresContraOFeminismo devolvendo seus votos, cartões de crédito, deixar a família, representação política, leis antiestupro e controle de natalidade. Há um cesto na porta, sintam-se à vontade para deixá-los lá!

Mercedes Carrera

@JasAfk, eu olho no futuro para todas essas mulheres que querem #MatarTodosOsHomens deixando seus iPhones, carros, cosméticos e apartamentos que OS HOMENS CONSTRUÍRAM para trás!

Essa é uma imagem da imprensa tradicional: uma lésbica colunista de um jornal do Reino Unido diz uma bobagem, ouve o que não quer de outra mulher dos Estados Unidos, um rapaz da Índia dá um print screen da cena e publica no Facebook marcando uma garota do Brasil. Quem é o idiota da aldeia, Umberto?

A matéria "Filha publica carta com acusações contra Olavo de Carvalho" nunca esteve entre as 10 postagens mais lidas da revista Veja, mas a matéria "Filha de Geraldo Alckmin revela ter vitiligo" esteve, três dias depois. Isso realmente prova a realidade do antiolavismo, mas não é aquela corrente "do Olavo de Carvalho não se fala", nem mesmo uma onda de baixo nível de ofensas e difamações. O antiolavismo ficou mostrado aqui como um sinal de decadência não só cultural, também, e principalmente, mental. Onde uma publicação impressa se dá o trabalho de atacar alguém que só usa as redes sociais, essa mesma publicação não percebe que não vai parar de vender cada vez menos por isso, um jornal com página na internet não se dá conta de que artigos progressistas são demolidos na própria seção de comentários, e o desprezo fingido e o desinteresse sincero pelo que mostra superioridade moral e mental não são mutuamente exclusivos nem no nível individual.

NOTAS:

[1] https://www.facebook.com/carlos.andreazza.5/posts/1457003501065519

[2] Uma das matérias: "Filha publica carta com acusações contra Olavo de Carvalho", Veja, 18 de setembro de 2017, http://veja.abril.com.br/brasil/filha-publica-carta-com-acusacoes-contra-olavo-de-carvalho.

[3] "Olavo de Carvalho, o guru da direita que rejeita o que dizem seus fãs", Época, 13 de outubro de 2017, https://epoca.globo.com/sociedade/noticia/2017/10/olavo-de-carvalho-o-guru-da-direita-que-rejeita-o-que-dizem-seus-fas.html.

[4] "'As redes sociais deram voz aos imbecis': Veja as 17 frases mais marcantes de Umberto Eco, morto aos 84 anos", HuffPost Brasil, 20 de fevereiro de 2016, https://www.huffpostbrasil.com/2016/02/20/as-redes-sociais-deram-voz-aos-imbecis-veja-as-17-frases-mais_a_21683863.

[5] "A internet e os porteiros dos céus", 22 de junho de 2015, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2015/06/a-internet-e-os-porteiros-dos-ceus.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2015/06/a-internet-e-os-porteiros-dos-ceus.html.

[6] Idem nota 3.

[7] "Mulheres Contra o Feminismo... e homens a favor", 05 de julho de 2015, A Vez das Mulheres de Verdade, http://avezdasmulheres.blogspot.com/2015/07/mulheres-contra-o-feminismo-e-homens.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2015/07/mulheres-contra-o-feminismo-e-homens.html.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Nanda Costa, Camila Pitanga e como os conservadores fizeram feio ser hétero e bonito ser lésbica

Abigail Pereira Aranha

Nanda Costa assume relação com Lan Lan no Dia dos Namorados: "Mais um com ela"


A atriz da novela 'Segundo Sol' aproveitou o Dia dos Namorados, nesta terça-feira (12), para assumir o relacionamento com a percurssionista no Instagram: 'Mais um 12/06 com ela'. As duas são sempre vistas juntas e levaram suspeitas de relacionamento. Em maio, a artista negou envolvimento com a cantora: 'Lan Lan é a minha vizinha e temos uma parceria musical'

Nanda Costa finalmente assumiu o relacionamento com a percussionista Lan Lan. A intérprete da Maura, da novela "Segundo Sol" aproveitou o Dia dos Namorados, nesta terça-feira (12), para confirmar o namoro com a cantora, com quem sempre é vista, em uma postagem no Instagram: "Mais um 12/06 com ela". Em seu perfil, Lan Lan compartilhou uma foto com a atriz: "Com ela.. é o meu amor". Em maio, para o jornal "Extra", Nanda comentou os boatos em torno do relacionamento e negou envolvimento com a artista: "Lan Lan é a minha vizinha e temos uma parceria musical. Falaram que eu também estava tendo um caso com a Manu (Emanuelle Araújo), que mora no mesmo condomínio que o meu. Falem o que quiserem, eu gosto de focar e falar do meu trabalho e da parceria que a gente tem".

Famosos apoiam revelação de namoro: 'Lindonas'

Camila Queiroz, prestes a se casar com Klebber Toledo, comemorou a postagem da artista na rede social. "Suas lindonas", escreveu. "Lindas! Sensacional, Nanda", afirmou Letícia Colin, irmã de Nanda na novela das 21h. "Muito amor à vocês", desejou Camila Pitanga.

Atriz incentiva exercícios aos seguidores: 'Na adolescência fiquei bem gordinha'

Adepta de uma dieta sem carne vermelha, Nanda incentivou os seguidores a praticarem exercícios em uma postagem no Instagram e revelou que foi gordinha no passado: "Já fez o que pra mudar a sua rotina hoje? Eu sempre gostei de esporte, desde criança... jogava bola, fazia capoeira, até kung fu eu já fiz! Mas na adolescência fiquei bem gordinha e morria de vergonha do meu corpo, e muita preguiça de correr atrás de um corpo mais bonito e saudável. Com o tempo entendi que endorfina não cai do céu, e que só eu posso correr por mim! O difícil é começar, procure algo que você curta fazer, existem mil possibilidades... Tá sem grana pra academia, então dá um Google, que tem muitas dicas de como treinar em casa, na praia, no parque".

(Por Tatiana Mariano)

"Nanda Costa assume relação com Lan Lan no Dia dos Namorados: 'Mais um com ela'", Purepeople, 12 de junho de 2018, http://www.purepeople.com.br/noticia/nanda-costa-confirma-namoro-com-cantora-lan-lan-mais-um-12-6-com-ela_a231640/1.

Meus comentários

Primeiro ponto: eu vi a pérola na capa do jornal Super Notícia de hoje, então é uma notícia popular. O Super Notícia é um jornal popular de Minas Gerais, vendido por R$ 0,50. Eu estava passando por uma padaria e vi o jornal a venda no balcão do caixa.


Segundo ponto: para a Nanda Costa e a Camila Pitanga, que elogiou o casal, a heterossexualidade é quase criminosa. Quando estava na novela "Salve Jorge", "Nanda Costa diz que posar para a Playboy 'agora seria irresponsabilidade, já que o tema da novela trata do tráfico humano e exploração sexual'". Isso foi o título de uma postagem minha de 10 de abril de 2013 (no A Vez das Mulheres de Verdade e no A Vez dos Homens que Prestam). 27 de maio de 2016: "Abigail P. Aranha estupra Camila Pitanga com as suas próprias palavras sobre cultura do estupro" (no A Vez das Mulheres de Verdade e no A Vez dos Homens que Prestam). Ela não se lembra de mim, mas o print screen do que ela disse e da resposta que eu dei está lá.

Terceiro ponto: isso tudo é mais culpa dos cristãos conservadores do que do ativismo lesbofeminista. E esse é o ponto principal aqui, e que eu vou começar a explicar agora.

As duas atrizes são da Rede Globo, que é a mesma do Big Brother Brasil, que é a mesma rede de televisão que os conservadores brasileiros dizem que incentiva a promiscuidade, o adultério, o Feminismo, o homossexualismo, a pedofilia, o Satanismo e faz até os jovens entrarem no PSOL. A mamãe conservadora não quer que o filhinho e a filhinha vejam isso, ela proíbe que eles liguem a televisão na Rede Globo (se tiver televisão em casa). Junto com isso, ela coloca filtro familiar no computador, bisbilhota os celulares deles, tem as senhas dos perfis dos filhos no Facebook, e por aí vai. E a diversão do filhinho e da filhinha é com quem? Com a família e com a igreja. Isso é o que ela pensa.

O que nós mais vemos quando uma pessoa cristã tradicional fala da educação dos filhos é que ela diz que está "ensinando o menino no caminho em que deve andar", mas não acredita que "até quando envelhecer não se desviará dele". Por que o primeiro pensamento de quem é tão zeloso em ensinar o caminho bom para os próprios filhos é que no final, vai dar tudo errado? Quem tem filhos ou já acompanhou a infância de alguém sabe que uma criança imita os adultos do ambiente onde vive e principalmente os de que ela gosta. Por que, então, é mais fácil a filha de 14 anos do casal conservador sonhar com a festa com bebida e sexo no sítio do pecador que a filha de 14 anos da mãe solteira ímpia se imaginar no acampamento de Carnaval dos crentes começando a parar de beber e fumar maconha? Ah, o mundo tem prazeres? E cadê os prazeres que a igreja oferece, a igreja como povo santo? Mas digo prazer aqui em sentido amplo, em especial o prazer intelectual ou de um padrão moral que não seja a exaltação da falta de sexo.

O cristão conservador típico ensina, pelo exemplo e para os próprios filhos, que o Cristianismo é analfabetismo, neurose, falsidade e mediocridade arrogante. A mulher cristã conservadora em especial também dá à sexualidade, ou à aversão a ela, uma posição especial na sua vida cristã. Pregar o puro Evangelho e ser uma porcaria de pessoa só vai mostrar para a criança e o adolescente que a moral cristã é uma mistura de cacoetes com fragmentação mental, que leva a uma trindade de uma pregação moral de boa qualidade seguida da prática correspondente, um subsistema moral que pode literalmente praticar e glorificar o assassinato desde que defenda algumas porciúnculas e uma vida dupla em que uma coisa é pregada e outra é praticada.

O casal cristão conservador, então, não tem, na regra geral, estatura pessoal para conquistar os próprios filhos para o sistema moral que prega. A única forma de ganhá-los é a imposição e a arbitrariedade enquanto eles são menores. Se esses menores ainda tiverem, na adolescência, autoestima e amor a princípios morais dignos do nome, tudo que o caminho em que eles foram ensinados vai inspirar neles vai ser desinteresse na melhor das hipóteses, ódio na pior e zombaria em uma das mais comuns. A demonização da sexualidade vai produzir a garota adolescente que gosta de roupas curtas e com sexualidade precoce. A pregação contra os prazeres vai produzir a garota adolescente que se embriaga em festas no fim de semana. E assim por diante.

Por sinal, eu não me tornei ateia e sem-vergonha por revolta, então antes de contar para a minha família que eu sou ateia e a minha vida de putaria, eu tive que fazer um jogo para eles não pensarem "Virgem Santíssima! A Abigail não é mais virgem! Quando ela vai abandonar o colégio e fumar maconha? E agora que ela já transou com três homens ao mesmo tempo, quando ela vai querer com mulher?".

Até aqui, eu abordei a questão dentro do ambiente familiar. Não foi só para dar uma imagem reduzida. Também não foi só para mostrar de onde vêm os jovens que se interessam por coisas não-conservadoras. É porque a própria ação conservadora na sociedade é uma expansão do que os conservadores fazem no ambiente doméstico. E a reação também é uma expansão das reações desses ambientes domésticos. Os conservadores lutam contra a Educação Sexual nas escolas, para censurar a pornografia ou para criminalizar a prostituição, e eles não dispensam apoio estatal para isso. Não só para "proteger" seus filhos menores, também para proibir para os filhos adultos e todos os demais aquilo que eles mesmos não gostam e não têm argumentos para mostrar que é realmente reprovável. É o que eles fazem também nos computadores de locais de trabalho tanto com filtros quanto com spywares. Mas a reação das filhas rebeldes também tem a versão política e coletiva. Por exemplo, uma legião de mulheres fazer um protesto seminuas para lutar contra o estupro (de mulheres por homens) pode parecer estranho, de gosto duvidoso e até antifuncional, mas é uma versão coletiva da rebeldia adolescente contra pais puritanos que usa o sexo, e as moças peladas sabem o que estão fazendo e sabem que funciona.

Quando os conservadores se mostraram antissexuais, eles se voltaram para as suas próprias pessoas. A inveja enrustida que as mulheres feias, rudes e semianalfabetas do interior tinham das mulheres bonitas, agradáveis e cultas da cidade grande ou da elite da própria região; ou a inveja que os homens que mal viram os corpos das mulheres com quem se casaram tarde e a contragosto sentem dos rapazes de hoje que podem ver um vídeo pornográfico de uma atriz exuberante num "smartphone" antes dos 16 anos. Mas eles sempre agiram contra o sexo heterossexual e a exposição de corpos nus para pessoas do sexo oposto. Quando o movimento esquerdista tinha abraçado movimentos homossexuais e os conservadores começaram a atacá-los, já era tarde. O Conservadorismo e o Cristianismo já estavam caindo em status e até em respeitabilidade, e não estávamos muito longe da ideia "se os conservadores falam mal, é porque é bom". Qualquer ação violenta ou esdrúxula de um grupo esquerdista já é considerada pelo menos digna de atenção intelectual só por questionar ideias ditas conservadoras. Foi assim que "nós" demos compreensão ao atentado ao World Trade Center, ao Movimento dos Sem-Terra ou à Marcha das Vadias. Os conservadores tentaram fazer ser feio uma pessoa mostrar que é heterossexual, acabaram fazendo ser bonito uma pessoa mostrar que é homossexual.

sábado, 9 de junho de 2018

Antifeminismo ou morte 5: os "incels" estão só no começo, as mulheres devem parar de ser referenciais

Abigail Pereira Aranha

"Incel" é "involuntary celibacy", celibato involuntário. O termo não é muito novo, é de 1993, mas apareceu na "mainstream media" depois que um rapaz, Alex Minassian, cometeu um atentado usando uma van para matar uma dúzia de mulheres nos Estados Unidos (na verdade, nem uma dúzia, foram 10 pessoas de 26 pessoas atingidas).[01] Se em cada dia deste ano, no Brasil, dois "incels" matassem cada um 12 mulheres, seriam 8.760 feminicídios (aí sim dignos do nome), e, se os demais homicídios no país fossem 55.000, 5.000 das vítimas mulheres, teríamos manchetes no ano que vem, em tom de horror, como "mulheres vítimas de homicídio aumentaram para 20% do total". Lá nos Estados Unidos, as proporções não devem ser muito diferentes. E aquele é um país que recebeu um atentado muçulmano (ou um auto-atentado contado como ataque muçulmano) e abriu mais as portas para o Islamismo. E quem se lembrou da Diana Caçadora de Motoristas, uma feminista mexicana que dizia matar motoristas para vingar casos de violência contra mulheres?[02] Então, só não digo para a mídia tradicional tomar no cu porque ela tem muitos rapazes que simpatizam com a ideia.

Não só a imprensa, até alguns homens antifeministas estão descrevendo os "incels" como homens que são revoltados com o universo feminino porque não são bem sucedidos na vida sexual, e as mulheres se afastam deles porque (literalmente) eles são bobos, chatos e feios. Vou admitir que isso seja verdade.

O "incel" teria duas opções: continuar com as mesmas falhas (ou piorar, o que vou mostrar que é a mesma coisa) ou fazer um esforço de desenvolvimento pessoal. Se esses homens não se desenvolverem como pessoas, e se é verdade que o ódio deles contra as mulheres é um complexo de inferioridade mal disfarçado, o ódio vai se autoalimentar. Se esses homens tomarem uma atitude para o desenvolvimento pessoal, vou desprezar aqui e vou assumir que eles desprezarão também problemas como a preferência de alguns empregadores por mulheres ou a comemoração das universidades quando os homens são minoria e alguns deles são expulsos só porque algumas vadias os acusaram de estupro sem provas; se esses homens tomarem uma atitude para o desenvolvimento pessoal, eles vão perceber que quase todas as mulheres são referenciais, mas referenciais no sentido da Cinemática, não saem do lugar e só servem para medir os outros. Portanto, ou esse homem vai continuar socialmente rejeitado, ou ele mesmo vai se ver como homem demais para quase qualquer mulher.[03] Mas nos dois casos, uma coisa que a imprensa e os noticiários não dizem porque não poderiam, só um ou outro idiota que talvez tem um canal no Youtube, é que um "incel" teve um amor não correspondido. E por que esse ponto é importante?

Mulheres que inspiram um homem a oferecer o que ele tem de bom quase não existem. No dia-a-dia do mundo físico, nem mesmo a simpatia é algo que o homem típico pode considerar normal vindo de uma mulher, nem num atendimento de balcão de loja. Qualquer lésbica de favela que mal se distingue de um macaco sabe como deve ser um homem para ser o marido dela, quanto ela merece ganhar de salário, como é a casa que ela merece ter, até como o homem deve fazer sexo oral nela. E de tanto saber o que ela quer, ela ignora como os outros seres humanos têm o direito de serem tratados. A confusão de antipatia a homem com profissionalismo ou dignidade da mulher, a paranoia da cultura do estupro, a depreciação do erotismo e da pornografia como imaturidade masculina, a indústria do divórcio e da pensão alimentícia, a criminalização da prostituição em alguns países, tudo isso pode levar um homem típico a ter um medo leve da mulher típica na melhor das hipóteses e ódio na pior.

Não me lembro se eu já disse nos blogues (no Facebook, sim): a misoginia não é produtiva como filosofia de vida nem como princípio de qualquer movimento masculino contra o Feminismo, mas eu, como mulher, não tenho como condenar ou refutar a misoginia de quem a mostra. Eu não poderia nem se eu fosse homem. Eu também escrevo aqui: eu sou mais respeitada por misóginos declarados do que um homem feminista em muitos grupos feministas.

Se um "incel" tivesse de usar o sucesso com as mulheres como medida dele próprio como homem, em vez de balear ou atropelar 10 ou 20 mulheres de uma vez, ele deveria estuprar a mesma quantidade uma de cada vez e ser preso. Eu poderia dar nomes de assassinos e estupradores em série que conseguiram amantes ou esposas na cadeia, e que você leitor conhece (o bandido, talvez a mulher também). Uns 10 anos atrás, eu poderia recomendar (como ironia) que ele baixasse moralmente e criminalmente o quanto fosse necessário para ter status social ou profissional antes dos 30 anos, para ele foder aquela gostosa que hoje chamaria a polícia pra ele se ele a tocasse num shopping; só não recomendo isso hoje porque é cada vez mais comum mulheres anônimas e celebridades decadentes dizerem que foram assediadas por homens ricos, com status ou famosos.

Se o homem não é um "incel" ou da Real, ele quase sempre é um cretino, um gay ou um quase afeminado. O ataque contra os homens antifeministas só faz bem a lésbicas doentes (isso é um pleonasmo) e a homens capachos que pensam que agradam as mulheres, não apenas as piores seções do lesbofeminismo, com isso. Portanto, eles não vão conseguir sequer alguma coisa que não piore tudo. E o próprio universo feminino vai se cansar das genuflexões dos homens semiafeminados, isso na melhor parte. Não é por acaso que ao mesmo tempo em que a "mainstream media" deprecia os "incels", os "herbívoros" e os homens antifeministas em geral, aparecem cada vez mais mulheres criticando a militância feminista.

E quanto o celibato involuntário é anormal em uma cidade em que homens e mulheres nem podem viajar no mesmo veículo de transporte coletivo? Ou em uma cidade em que uma mulher que tenha camisinhas na bolsa pode ser presa por prostituição? Ou em um país em que esbarrar em uma mulher é estupro? Ou em um país onde cada vez o número de casamentos diminui e o de divórcios aumenta? Não é por acaso, como eu lembrei antes, que cada vez mais mulheres se declaram antifeministas. Elas podem estar antevendo um tempo em que até elas podem ser celibatárias involuntárias. A onda de "herbívoros", homens desinteressados em sexo, já inclui homens casados.[04]

Quando ouvimos uma mulher dizer que mulher também gosta de sexo, ela é uma feminista com uma libido ridícula que considera a heterossexualidade masculina como um manancial de incômodo, egoísmo, violência e estupro, mas ela não quer falar como as mulheres frígidas semianalfabetas dos países católico-protestantes do século XIX. Relações sexuais consensuais podem ser denunciadas como estupro (pela mulher) no dia seguinte ou meses depois, com a única prova do crime sendo a palavra da mulher. Cada vez mais mulheres aqui no Brasil vão à academia para ficarem mais gostosas, mas não são mais afeitas ao sexo do que as bisavós delas. Já tivemos uma série de ensaios sensuais de mulheres... pra pregar contra o assédio sexual.[05] [06] [07] Já faz uns bons anos que mulheres andam na rua seminuas para exibir seus corpos interessantes (para os homens), mas elas rejeitam os olhares e as aproximações dos homens. Mas há pouco tempo, algumas cidades passaram a ter até multas para homens que derem cantadas em uma mulher na rua.[08] [09] Eu perguntei em uma página feminista, em uma postagem sobre a campanha "o assédio começa depois do não", quando é que vamos ter "sim" nessa porcaria.[10] Talvez o "sim" venha tarde demais, das mulheres feministas que dizem que gostam de sexo (com homem) e das mulheres que se dizem antifeministas. Eu tinha 14, 15, 16 anos e já tive homens com medo de mim porque eu fiz proposta de transar com eles ou de mostrar meus melões pra eles, isso na década passada. Em quanto tempo nós vamos ouvir falar de mulheres contando que ela se ofereceu a um rapaz e ele fugiu? Em um futuro próximo, vão existir mulheres "incels".

Demonizar os "incels" é continuar a fazer o que já foi tentado com a criminalização do Ativismo de Direitos Humanos dos Homens ou, no Brasil, com páginas forjadas e fakes em fóruns para provar que os homens que não aceitam o lesbofeminismo estupram crianças e maltratam animais. É um tanto engraçado o título "antifeminismo ou morte" para uma discussão sobre homens que mataram mulheres colocando a culpa no Feminismo. Isso é o título de uma série que eu comecei em janeiro do ano passado, e o primeiro texto era sobre queda de natalidade.[11] No apêndice, eu trouxe esta pérola: "Homem é condenado por estupro por ter feito sexo sem camisinha sem a parceira saber". Você nunca viu um homem dizer que era machista ou cafajeste e foi mais feliz respeitando as mulheres, mas pode ver vários homens contarem que eram caras legais e foram até melhor tratados pelas mulheres depois de mostrarem desprezo pelo universo feminino. Quando o deputado Marco Feliciano disse "deem o respeito para que sejam respeitadas"[12], as mulheres que consideraram isso como ofensa pessoal mostraram onde está o problema. E o Feminismo é a ideia de que o universo feminino é a instância máxima para julgar literalmente Deus e o mundo. Dar às mulheres o direito de serem referenciais, que medem tudo menos elas próprias, não vai dar nenhum fruto além de mais ódio, mais medo em ambos os sexos e menos masculinidade.

NOTAS:

[01] "Loucos por (falta de) sexo", Veja, 14 de maio de 2018, https://veja.abril.com.br/mundo/loucos-por-falta-de-sexo.

[02] Eu comentei o caso e o apoio lesbofeminista em "Igualdade segundo quem luta por ela - parte 2", 12 de setembro de 2013, A Vez das Mulheres de Verdade, http://avezdasmulheres.blogspot.com/2013/09/igualdade-segundo-quem-luta-por-ela.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2013/09/igualdade-segundo-quem-luta-por-ela.html.

[03] Eu abordei isso em "Meninos, sejam homens demais engajando-se em ser homens o suficiente para impressionar as mulheres (para 19 de novembro, Dia Internacional do Homem)", 19 de novembro de 2016, A Vez das Mulheres de Verdade, http://avezdasmulheres.blogspot.com/2016/11/meninos-sejam-homens-demais-engajando.html; e A Vez dos Homens que Prestam, http://avezdoshomens.blogspot.com/2016/11/meninos-sejam-homens-demais-engajando.html.

[04] "Japan's population time bomb worsens as 'herbivore' men not interested in sex extends to married males", International Business Times AU, 21 de agosto de 2015, http://www.ibtimes.com.au/japans-population-time-bomb-worsens-herbivore-men-not-interested-sex-extends-married-males-1461688.

[05] "Cleo Pires posa nua para campanha a favor do empoderamento: 'Liberdade'", Purepeople, 03 de julho de 2016, http://www.purepeople.com.br/noticia/cleo-pires-posa-nua-para-campanha-a-favor-do-empoderamento-liberdade_a123643/1.

[06] "Miss Bumbum México faz ensaio sensual contra assédio sexual", iG Gente, 11 de janeiro de 2018, http://gente.ig.com.br/celebridades/2018-01-11/miss-bumbum-mexico-assedio-sexual.html.

[07] "Musa do Carnaval Alessandra Mattos faz topless contra assédio sexual", Estado de Minas, 14 de maio de 2017, https://www.uai.com.br/app/noticia/mexerico/2017/05/14/noticias-mexerico,206490/musa-do-carnaval-alessandra-mattos-faz-topless-contra-assedio-sexual.shtml.

[08] "Câmara de Fortaleza aprova multa de R$ 2 mil para 'cantadas' e assédio a mulheres", Extra, 14 de novembro de 2017, https://extra.globo.com/noticias/brasil/camara-de-fortaleza-aprova-multa-de-2-mil-para-cantadas-assedio-mulheres-22068401.html.

[09] "Países multam cantadas de rua em até R$ 160 mil; veja leis", Terra, 16 de junho de 2015, https://www.terra.com.br/noticias/mundo/multas-por-cantadas-podem-chegar-a-r-160-mil-em-paises,0921213dbaab2a004a6f1224d34948a9wr5kRCRD.html.

[10] "Carnaval e Dia dos Namorados de 2018 da Abigail nas redes sociais - bloco 1 de 6: boas conversas, putaria e cacetadas lesbofóbicas", 18 de fevereiro de 2018, A Vez das Mulheres de Verdade, http://avezdasmulheres.blogspot.com/2018/02/carnaval-2018-bloco-1.html; e A Vez dos Homens que Prestam, http://avezdoshomens.blogspot.com/2018/02/carnaval-2018-bloco-1.html.

[11] "Antifeminismo ou morte: por que a baixa taxa de natalidade do Brasil é um castigo ao universo feminino", 18 de janeiro de 2017, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2017/01/antifeminismo-ou-morte-por-que-baixa.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2017/01/antifeminismo-ou-morte-por-que-baixa.html.

[12] "Feliciano: Não há cultura do estupro em nosso País", Brasil 247, 10 de junho de 2016, https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/237596/Feliciano-N%C3%A3o-h%C3%A1-cultura-do-estupro-em-nosso-Pa%C3%ADs.htm.

Questo testo in italiano senza video di dissolutezza in Men of Worth Newspaper: "Antifemminismo o morte 5: gli 'incel' stanno solo all'inizio, le donne devono smettere di essere referenziali", https://avezdasmulheres2.blogspot.com/2018/06/antifemminismo-o-morte-5.html.
Questo testo in italiano con video di dissolutezza in Periódico de Los Hombres de Valía: "Antifemminismo o morte 5: gli 'incel' stanno solo all'inizio, le donne devono smettere di essere referenziali", https://avezdoshomens2.blogspot.com/2018/06/antifemminismo-o-morte-5.html.
Ce texte en français sans vidéos de libertinage au Men of Worth Newspaper: "Antiféminisme ou décès 5: 'incels' sont seulement au début, les femmes doivent cesser d'être référentiels", https://avezdasmulheres2.blogspot.com/2018/06/antifeminisme-ou-deces-5.html.
Ce texte en français avec vidéos de libertinage au Periódico de Los Hombres de Valía: "Antiféminisme ou décès 5: 'incels' sont seulement au début, les femmes doivent cesser d'être référentiels", https://avezdoshomens2.blogspot.com/2018/06/antifeminisme-ou-deces-5.html.
Eso texto en español sin videos de putaría en Men of Worth Newspaper: "Antifeminismo o muerte 5: 'incels' están solo al principio, las mujeres deben dejar de ser referenciales", https://avezdasmulheres2.blogspot.com/2018/06/antifeminismo-o-muerte-5.html.
Eso texto en español con videos de putaría en Periódico de Los Hombres de Valía: "Antifeminismo o muerte 5: 'incels' están solo al principio, las mujeres deben dejar de ser referenciales", https://avezdoshomens2.blogspot.com/2018/06/antifeminismo-o-muerte-5.html.
This text in English without licentiousness videos at Men of Worth Newspaper: "Antifeminism or death 5: 'incels' are only in the beginning, women must stop being referentials", https://avezdasmulheres2.blogspot.com/2018/06/antifeminism-or-death-5.html.
This text in English with licentiousness videos at Periódico de Los Hombres de Valía: "Antifeminism or death 5: 'incels' are only in the beginning, women must stop being referentials", https://avezdoshomens2.blogspot.com/2018/06/antifeminism-or-death-5.html.
Texto original em português sem vídeos de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: "Antifeminismo ou morte 5: os 'incels' estão só no começo, as mulheres devem parar de ser referenciais", http://avezdasmulheres.blogspot.com/2018/06/antifeminismo-ou-morte-5.html.
Texto original em português com vídeos de putaria no A Vez dos Homens que Prestam: "Antifeminismo ou morte 5: os 'incels' estão só no começo, as mulheres devem parar de ser referenciais", http://avezdoshomens.blogspot.com/2018/06/antifeminismo-ou-morte-5.html.
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