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sexta-feira, 3 de março de 2017

5 sinais de pontuação que você pode estar usando incorretamente

A pontuação é a arte de esclarecer como um grupo de palavras se junta em contrações, frases e sentenças. Infelizmente, não é nada claro como alguns sinais de pontuação devem ser usados! Vamos dar uma olhada em vários sinais de pontuação populares, embora confusos. Mesmo se você acha que tem o tema todo costurado, vale a pena dar uma outra olhada.

[Nota da tradutora: o primeiro subtítulo é "1. Apóstrofos possessivos", eu o pulei porque não tem aplicação na língua portuguesa]

2. Ponto e vírgula

A tarefa central do ponto-e-vírgula é marcar uma quebra que é mais forte do que uma vírgula, mas não tão final quanto um ponto final. Isso parece bastante fácil, mas pode ser difícil dizer quando você deve ligar duas frases com um ponto-e-vírgula em vez de simplesmente separá-las em duas sentenças.

Normalmente, você quer usar um ponto-e-vírgula quando duas frases principais se equilibram e estão muito intimamente ligadas para serem feitas em frases separadas, como nestes dois exemplos:

A estrada atravessa um belo vale arborizado; a linha ferroviária o segue.

Erik não me deu suas chaves; ele me deu as minhas.

Você também pode usar um ponto-e-vírgula para marcar uma divisão mais forte em uma sentença que já tem vírgulas: O estudo mostrou o seguinte: 76% das empresas pesquisadas monitoram as atividades de navegação na internet dos funcionários, com 65% bloqueando o acesso a locais não autorizados na Internet; mais de um terço das empresas monitora a digitação no computador do empregado; metade informou o armazenamento e a revisão de e-mails de funcionários; 57% monitoram a conduta telefônica dos funcionários, incluindo o uso inadequado do correio de voz.

3. Dois pontos

A melhor maneira de diferenciar os dois pontos do ponto-e-vírgula é que onde o ponto-e-vírgula fornece uma divisão forte em uma frase, os dois pontos fornecem uma sensação de movimento para a frente.

Existem três usos principais dos dois pontos:

  1. Entre duas orações principais nos casos em que a segunda oração explica ou é sequência da primeira, por exemplo: Este é o segredo para ganhar o jogo: ter alguma paciência.
  2. Apresentar uma lista, por exemplo: O filme foi criticado por várias razões: um roteiro fraco, atuação rígida e efeitos especiais pobres.
  3. Antes de uma citação, e às vezes discurso de direção, por exemplo: O cartaz diz: "O show é em 04 de abril".

Para mais exemplos, confira este resumo completo sobre dois pontos.

4. Reticências

Este pedaço de pontuação "ponto ponto ponto" é escrito com três pontos, nem mais nem menos, e normalmente é acompanhado por um espaço em cada lado. Alguns guias de estilo também exigem um espaço entre cada ponto de reticência. As reticências podem ser usadas para alguns propósitos diferentes.

Um uso comum é representar texto retirado ou omitido, especialmente em passagens citadas, como em A anotação do diário dizia: "Ele costumava ... ir ao cinema com a gente", onde as reticências poderiam ser "assistir televisão e" na anotação do diário original. Outro uso de reticências é criar um efeito irônico ou dramático, como em Você quer dizer que ... você comeu o sorvete? As reticências também são usadas às vezes para representar uma continuação de uma lista, como em Nós dançamos salsa, tango, rumba, o Twist ...

No entanto, nos últimos anos, as pessoas começaram a usar as reticências em e-mail e comunicação escrita informal para significar pausas gerais e hesitações, ao invés de pausas destinadas a criar efeito dramático específico. Por exemplo, é fácil imaginar o seguinte e-mail ou mensagem de texto: Bem ... Eu não sei ... você ainda quer assistir ao jogo?

Este uso de elipses é desaprovado em contextos formais; essas pausas podem ser indicadas de outra forma com pontuação diferente. Reescrita de uma forma mais formal, a frase acima poderia dizer: Bem, eu não sei. Você ainda quer assistir ao jogo?

5. Hífens

[Nota da tradutora: O subtítulo no original é sobre o uso de hífen em adjetivos compostos, formados por um substantivo mais um adjetivo, um substantivo mais um particípio, ou um adjetivo mais um particípio; e nas traduções desses adjetivos para o português, em geral não se aplica o hífen. O original dá exemplo de "user-generated" (gerado pelo usuário), "carbon-neutral" (neutro em carbono), "accident-prone" (propenso a acidentes) e "good-looking" (que pode ser, para usar hífen, bem-apessoado). Então, vou substituir essa parte por trechos do artigo "Uso ou não do hífen em alguns substantivos compostos", de Vânia Duarte para o Brasil Escola, publicado em http://brasilescola.uol.com.br/gramatica/uso-ou-nao-hifen-alguns-substantivos-compostos.htm]

Diretor administrativo, secretária adjunta, secretário executivo, gerente financeiro, diretora administrativa, assessor geral ... Temos compostos que se constituem de um substantivo + um adjetivo, cuja união não forma um novo vocábulo, haja vista que os adjetivos, respectivamente retratados por "administrativo", "adjunta", "executivo", "financeiro", "administrativa" e "geral" não perdem seu sentido literal, ao contrário do que ocorre em mesa-redonda, cachorro-quente, etc.

Dessa forma, cabe afirmar que quando o adjetivo não conferir uma nova ideia à palavra, não há motivo algum para empregar o hífen, assim como pode ser observado nos exemplos acima.

Editor-chefe, diretor-presidente, diretora-gerente, diretor-superintendente ... Atestamos agora que o uso do hífen se manifestou em todos os compostos, justamente porque tal união (substantivo + substantivo) formou um novo substantivo.

6. Travessões

O primo um pouco mais longo do hífen, o travessão é outro sinal de pontuação popular que nem todo mundo tem certeza de como usar.

Na escrita formal, o travessão é usado para marcar informação ou ideias que não são essenciais para uma compreensão do resto da frase. Por exemplo, você poderia ver: Uma vez que eu tenha uma tarde livre — eu estive completamente ocupado — eu encontrarei você para o almoço.

No entanto, tornou-se bastante comum ver o travessão usado em frases no lugar de outros sinais de pontuação, como em: Depende de quando você gostaria de visitar — estou em casa durante todo o mês de outubro. (Você poderia alternadamente usar um ponto-e-vírgula nesse caso.)

Mesmo que travessões sejam comuns na escrita informal, como e-mails pessoais ou blogues, é melhor usá-los com moderação ao escrever formalmente.

Original em inglês: "6 punctuation marks you might be using incorrectly", OxfordWords blog, http://blog.oxforddictionaries.com/2015/05/punctuation-marks-incorrect-use.

Tradução e adaptação: Abigail Pereira Aranha

Original text in English reproduced without licentiousness movies at Men of Worth Newspaper: "6 punctuation marks you might be using incorrectly", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2017/03/6-punctuation-marks-you-might-be-using-incorrectly.html.
Original text in English reproduced with licentiousness movies at Periódico de Los Hombres de Valía: "6 punctuation marks you might be using incorrectly", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2017/03/6-punctuation-marks-you-might-be-using.html.
Este texto em português sem filmes de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: "5 sinais de pontuação que você pode estar usando incorretamente", http://avezdasmulheres.over-blog.com/2017/03/5-sinais-de-pontuacao-que-voce-pode-estar-usando-incorretamente.html.
Este texto em português com filmes de putaria no A Vez dos Homens que Prestam: "5 sinais de pontuação que você pode estar usando incorretamente", http://avezdoshomens.blogspot.com/2017/03/5-sinais-de-pontuacao-que-voce-pode.html.
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Mz. Buttaworth, my Physics teacher 2nd Period
Mz. Buttaworth, minha professora de Física do 2º período
Mz. Buttaworth, me enseignante de Physique de le 2ème période
Mz. Buttaworth, mi profesora de Física del 2º Período
Mz. Buttaworth, le mia insegnante di Fisica del 2° periodo

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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Vamos falar na crise sem nome

Abigail Pereira Aranha

Pessoal, nós temos falado e ouvido falar de crise de 2014 pra cá. Certo, nós temos visto desemprego, empresas fechando, empresas vendendo menos, pessoas comprando menos e devendo mais (nós, inclusive). Mas eu queria que vocês observassem uma coisa: quem sabe dizer o que é a tal "a crise"? Tivemos uma crise imobiliária nos Estados Unidos em 2007, 2008. Nós sabemos como ela aconteceu ou podemos pesquisar e achar alguém que descreveu a encrenca. A mesma coisa sobre a crise de 1929. Mas e essa? Quando muito, um ou outro analista liberal, como o Instituto Liberal, deu alguma explicação. Eu já mencionei uma campanha de uma empresa de outdoor que diz "não fale em crise, trabalhe". Qual foi a crise em que alguém disse "cale a boca"?

Vamos tentar restringir "a crise" ao governo PT. Como Lula conseguiu ser reeleito com a terceira maior votação da história da humanidade no ano seguinte à divulgação do Mensalão no Jornal Nacional? Não só isso: como ele conseguiu eleger uma sucessora? De 2003 pra cá, tivemos algumas grandes empresas falindo. Mas algumas empresas cresceram muito, como a rede Record. Tivemos um bilionário surgindo quase do nada, o Eike Batista. E por que nós temos músicos, atores e diretores consolidados dependendo de dinheiro do Ministério da Cultura? Por que nós temos grandes construtoras dependendo de pagar propinas? Por que as editoras têm queda de receita considerável só porque o governo nas três esferas solicita menos dos serviços deles?

Lula disse na mesma entrevista ao Brasil 247 que "o salário mínimo aumentou quase 74% e a inflação esteve controlada" e "as empresas e os bancos também nunca ganharam tanto", "nem as emissoras de televisão, que estavam quase todas quebradas; os jornais, quase todos quebrados quando assumi o governo". ("Lula diz que mídia nunca lucrou como na era Lula", Brasil 247, 05 de maio de 2013). Como? E o que o povão ganhou do mesmo governo? Empréstimo para aposentado, celular de menos de R$ 300,00, bolsa em universidade privada, cota na universidade pública.

Se vocês pegarem uma literatura de um partido de esquerda tipo PSTU ou PCO, ou mesmo do PCdoB antes de ser governo junto com o PT, vocês vão ver alguma proposta de colocar as empresas sob controle do povo. E este controle do povo é, na verdade, o controle deles mesmos. Isso explica tudo! O PT estatizou a economia junto com a vida social. Mas não era uma ideia de Lula ou Dilma Rousseff, é uma ideia socialista. E Karl Marx ou Paulo Freire nunca disseram que primeiro um partido socialista tem que chegar ao poder político formal e confiscar as propriedades privadas oficialmente para que o Socialismo avançasse. Mas mesmo a direita não entendeu isso, e digo "direita" no mundo. No caso do Brasil, a direita ainda defende o Liberalismo ou o Ultraliberalismo, chamado erradamente de Anarcocapitalismo, só para criticar o PT.

Ah, e tivemos também o Petrolão, que foi um esquema de empresas privadas com o PT. Tivemos empreiteiras como a Odebrecht financiando o PT em troca de favorecimento em licitações da Petrobrás, mas tivemos também o PT, já no governo, adoçando a boca de jornais, revistas e canais de televisão com verba de publicidade estatal. Mas o pior não é que a "grande mídia" se vende, é que ela precisa disso para sobreviver. Não é coincidência o colapso da economia acontecer depois do colapso do PT. É porque o PT atrelou o país. E nós ainda tivemos foi muita sorte.

Esta crise é especial porque é um pacto da imoralidade com a estupidez envolvido num pacto de silêncio, do país praticamente inteiro. Quem votou no PT pensando no FIES, ou no concurso público, ou no salário já no serviço público; quem nunca se incomodou com preferências para mulheres e negros nas empresas privadas, no lugar do mérito próprio; quem nunca se incomodou com cotas nas universidades públicas tirando candidatos legitimamente classificados; quem nunca se incomodou com colunistas medíocres na imprensa subornada via Petrolão; quem conquistou uma coluna de jornal ou um cargo de chefia muito acima do que merece; todos esses são parte do problema.

E a crise também é de inteligência. Nunca tivemos protestos de rua porque o Brasil tinha uma legião de analfabetos funcionais dentro das universidades e um dos piores desempenhos do mundo na educação básica, por exemplo. Mas a crise de inteligência também veio de uma apologia à mediocridade.

Dilma Rousseff está indo pro ralo hoje, mas não é por causa de corrupção, nem mesmo por causa das "pedaladas fiscais". É porque as próprias pedaladas foram uma lambança para esconder outras. Dilma é só um símbolo visível de muita bobagem que o país inteiro tentou não ver até que viu.

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