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sábado, 11 de janeiro de 2020

Rainhas montadas em cavaleiros brancos

Abigail Pereira Aranha

Quando a lei que dava à mulher os direitos de votar e de ter cargos políticos foi aprovada, quantas mulheres do Congresso votaram a favor? Que piada ruim! Está certo, se mulheres não podiam votar nem ter cargo político, não existiam mulheres no Congresso. Mas com isso, eu chamo a sua atenção para uma coisa um pouco menos óbvia: uma pessoa não pode chegar a uma posição de poder sem ter alguma forma de poder pessoal ou a ajuda de alguém que já está nesta posição ou acima.

Como começou o Feminismo? De acordo com as mulheres feministas, um grupo de mulheres se levantou contra a opressão de uma sociedade que por séculos colocava as mulheres em uma posição inferior. De acordo com os conservadores, um grupo de lésbicas malucas se levantou por um poder diabólico para destruir o Paraíso na Terra que existia por séculos. Os conservadores não sabem explicar como esse grupo de lésbicas malucas chegou a algum lugar (mas eu sei, e é o que eu vou fazer aqui), mas se as mulheres feministas lutassem, hoje ou no século XX, contra uma sociedade como elas dizem que é aquela em que elas vivem, a história do Feminismo seria a preparação para algum dia dos anos 1960 que terminou com algumas lésbicas com ossos quebrados.

Do outro lado, qual foi a oposição masculina que o Feminismo teve? No máximo, alguma reação burra de quem consegue dizer (e acreditar) que as mulheres feministas são lésbicas gordas repulsivas e elas têm vida promíscua com homens (nenhum homem teria interesse sexual por uma mulher feminista mesmo se ela quisesse homens, mas ela consegue vários homens, entendeu?). Os homens conservadores (e algumas mulheres) também tentam provar que o Feminismo é prejudicial para a mulher e o bom é o Conservadorismo, que oferece a ela tudo que o Feminismo promete e muito mais. Aqui eu chego ao ponto: entre os homens, tratar as mulheres de forma especial é a regra geral.

Várias mulheres feministas publicaram livros defendendo a redução da população masculina a algo como 10% da população total, mas nós nunca vimos um livro inteiro defendendo a violência contra a mulher. É isso o que chamam de machismo. Por sinal, quando a palavra "machismo" teve um significado positivo? E por que "machismo" é depreciação da mulher, mas "feminismo" é a defesa da igualdade entre homens e mulheres, incluindo, de acordo com algumas mulheres feministas, ações em favor dos homens? Como regra geral, quando os homens não dão às mulheres o respeito normal entre duas pessoas, eles depreciam a própria masculinidade. Hoje que "feminismo" não é mais uma coisa chique, nós podemos ouvir homens dizendo "eu sou contra o machismo e o feminismo". Mas enquanto o Feminismo é um movimento e uma ideia, o machismo não é. Portanto, este homem iguala o mau entendimento de o que são atitudes masculinas ao feminismo radical. O que ele defende é o Conservadorismo ou um feminismo de esquerda elegante. Nos dois casos, o ser homem só tem sentido e elegância quando está a serviço da mulher (a própria liderança masculina é para dar proteção ou conforto a ela).

Eu dizia que os homens em geral depreciam a própria masculinidade e você pode ter achado estranho. A primeira coisa que eu tinha em mente é a ideia da masculinidade que só tem sentido para servir à mulher, como expliquei há pouco. A segunda coisa é o desprezo da heterossexualidade masculina pelo próprio homem. O "autocontrole" desse homem na presença de alguma senhora feia e desagradável é uma imagem disso. Um crime de homem contra homem porque a vítima fez sexo com uma mulher da família do autor é uma outra imagem. E onde existe proibição ou censura contra seminudez, pornografia ou prostituição, quem faz as ações práticas, inclusive prisões, são homens. Mas eles não são apenas policiais que cumprem leis e ordens? Não é só a eles que eu me refiro. Os superiores hierárquicos também são homens. Se o que é relacionado a sexo é crime, quem fez a lei foi um homem e a maioria que aprovou também é de homens. Certo, isso é regra geral. As mulheres que estão nessas posições explicam a regra: é para isso que os homens existem, para ajudar que as mulheres cheguem aos céus quando elas acharem conveniente ir além do ambiente doméstico.

Pelo menos desde a implantação do Cristianismo, os homens também têm protegido as mulheres com aversão a sexo de qualquer sinal de sexo ou de mulheres que parecem não ter aversão a sexo. Por isso um homem que agride um homem que se aproxima de uma filha dele por supostas intenções sexuais pode agredir essa mesma filha se ela tiver um namorado. Eu já experimentei tentativas de agressão de mulheres porque eu conversei ou transei com o marido ou um filho adolescente dela, mas mais vezes eu experimentei homens que fizeram isso por alguma mulher. Mas quando um grupo de mulheres falou em liberdade sexual, alguns homens as apoiaram, nem sempre com a intenção ter a sua parte nisso; e os homens contrários a esse grupo queriam, em última análise, apoiar as mulheres que não gostam de sexo.

E se um homem vilipendia a própria masculinidade, ele deprecia a sua própria individualidade humana. Esse homem se contém pra não falar perto de mulheres (ou entidades bizarras que levam esse nome) qualquer coisa que seja ou possa ser entendida como relacionada a sexo; ele faz por uma mulher algo que não faria por um homem; ele atrapalha a sexualidade de todos os outros homens que puder e renuncia a sua própria. A troco de quê? De nada. Nada além de agradar o universo feminino.

Homens pelo fim da violência contra as mulheres. Fonte: Emerson Reis NL, 06 de dezembro de 2019 às 09:04, www.facebook.com/emersonreis2014/posts/10157116133382955

"Homens pelo fim da violência contra as mulheres", você pode ter visto essa campanha por aí. Assim como você também viu mulheres defendendo os Direitos Humanos dos Homens. E talvez você também tenha visto mulheres feministas tentando explicar como o Feminismo também pode ajudar os homens. As comunidades masculinas antifeministas usam o termo "cavaleiro branco" para o homem disposto a defender uma mulher só por ser mulher. Os "homens pelo fim da violência contra as mulheres" são "cavaleiros brancos", homens como eles tratam as mulheres como rainhas e, quando podem, até fazem que elas sejam algo perto disso literalmente. Eles fazem isso por nada, às vezes até pra receber o mal pelo bem. Mas as mulheres feministas e as mulheres conservadoras antifeministas não consideram que tomar no cu é princípio moral superior (para muitas, é degradante no sentido figurado e no sentido literal). É bom ganhar o próprio dinheiro, mas um bom marido que ganha mais pode fazer falta. É bom contar problemas para um marido ou um amigo homem, mas é preocupante saber que ele pode se suicidar antes pelos próprios problemas. Os homens conservadores seguem o caminho que sempre seguiram. As mulheres menos estúpidas querem voltar desse caminho novo, mesmo que não exatamente para a idealização que os homens conservadores fazem da época em que os pais nasceram.

Mais uma coisa que os homens e as mulheres antifeministas podem ter notado: por que tantas vezes um homem feminista faz uma bajulação vergonhosa ao universo feminino e ele não se corrige quando vê que as mulheres em geral não o veem como uma espécie de "amigo da mulher" e muitas delas até o reprovam? Melhor: por que esse homem nem sabe que foi essa a reação do universo feminino? Isso se aplica ao homem feminista militante que usa um vestido em u'a manifestação contra a violência contra a mulher, mas também é o caso de um vereador que cria uma lei para que todos os assentos dos ônibus urbanos sejam preferenciais para as mulheres (sim, isso aconteceu em Fortaleza). Mas isso não é só porque esse homem reverencia a mulher sem esperar nada em troca. Quando esse homem não observa o "feedback" dos seus atos nem que seja pra pensar "como eu posso me rebaixar mais?", o modelo mental de ginolatria é dogmático e automático o suficiente para não depender da resposta do mundo real externo, mesmo daquela coletividade feminina que ele quer agradar.

Mas se é verdade que a mulher típica de hoje tornou-se desinteressante, insalubre e até perigosa não para casamento, mas para contato próximo, mas tem uma autoestima tão grande quanto a pobreza de espírito; alguns homens só estão em comunidades antifeministas como Real, MGTOW ou Red Pill porque, por isso mesmo, não encontraram uma bela mulher frígida provinciana disposta a se casar virgem com um falso moralista de pau pequeno. Esses homens idolatram a época em que os pais nasceram. Eles de coração trocariam o que chamam de perdição moderna por um passado em que mulheres não saíam à rua desacompanhadas e em que qualquer foto de uma mulher que só mostra os braços e as pernas era tão clandestina quanto uma droga ilícita. Naquele tempo, era até mais provável um homem morrer por acidente de trabalho ou por falsa acusação de assédio sexual. Mas como eu já vi homens conservadores dizendo em 2019, a vida de um homem não pertence a ele e o casamento não é para um homem ser feliz. Quando alguns homens heterossexuais cristãos foram rejeitados pelas mulheres porque o seu tradicionalismo não lhes era atraente, eles perceberam que todos menos eles têm direito a alguma coisa; só então eles começaram a defender os seus próprios direitos.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Feminismo Autozoativo: de que adianta uma mulher ser linda se ela é lésbica? (lesbianismo é doença psiquiátrica)

Abigail Pereira Aranha

Uma lésbica na página do jornal O Globo no Facebook

Jornal O Globo. O termo feminicídio foi a coisa mais idiota que já inventaram. Vanessa Andrade Reiter: homens, parem de nos matar e de se matarem, animais.

O Globo

10 de novembro de 2017 às 11:58

"O termo feminicídio foi a coisa mais idiota que já inventaram". Concorda? Então você precisa ler este artigo: https://glo.bo/2AA2uN1 #JornalOGlobo

Entenda a necessidade de se distinguir feminicídio de homicídio

OGLOBO.GLOBO.COM

Vanessa Reiter 95% dos assassinatos no Brasil são cometidos por HOMENS. Há algo muito errado com os homens neste país.

10 de novembro de 2017 às 12:08

Vanessa Reiter Guilherme Pedrosa Homens matam homens. Homens matam mulheres. Mulheres não matam ninguém.

10 de novembro de 2017 às 12:13

Vanessa Reiter Vão se tratar seus doentes. E parem de nos matar e de se matarem, animais.

10 de novembro de 2017 às 12:13

(https://www.facebook.com/jornaloglobo/posts/1865003883539282?comment_id=1865014593538211&reply_comment_id=1865020876870916)

Dois dias depois, ela aparece no grupo Feminismo Autozoativo, mas lá, ela se fode

Thiago De Almeida Corrêa compartilhou um link.

Administrador · 12 de novembro de 2017 às 00:10

Como o feminismo destrói a beleza feminina

Já foi observado por várias pessoas que as mulheres feministas são, em média, menos atraente que as mulheres normais. A pergunta que ainda pode ficar por responder é se isto acontece por acaso ou por design. O editor do blogue é de opinião que a segunda opção está mais de acordo com as evidências disponíveis.

(https://www.facebook.com/groups/feminismoautozoativo/permalink/720016664866800, compartilhando http://omarxismocultural.blogspot.com/2017/11/como-o-feminismo-destroi-beleza-feminina.html)

Feminismo Autozoativo. Como o feminismo destrói a beleza feminina. Vanessa Andrade Reiter: sou feminista e sou linda. Abigail Pereira Aranha: de que adianta ser bonita e achar que sexo é estupro?

Vanessa Andrade Sou feminista e sou linda

12 de novembro de 2017 às 08:29

Nilza De Fátima Verdade vc é linda !! !!

12 de novembro de 2017 às 08:47

Vanessa Andrade Há várias feministas lindas.

12 de novembro de 2017 às 08:48

Nilza De Fátima Com certeza !

12 de novembro de 2017 às 08:52

Abigail Pereira Aranha É, realmente existem feministas bonitas, mas de que adianta se elas acham que sexo é estupro?

13 de novembro de 2017 às 17:19

(https://www.facebook.com/groups/feminismoautozoativo/permalink/720016664866800/?comment_id=720173008184499&reply_comment_id=720781091457024)

Feminismo Autozoativo. Como o feminismo destrói a beleza feminina. Vanessa Andrade Reiter: sou feminista e sou linda. Abigail Pereira Aranha: você é linda mas é feminista e lésbica.

Abigail Pereira Aranha Vanessa Andrade (https://www.facebook.com/vanreiter), você é linda mas é feminista e lésbica.

[compartilho a primeira imagem]

13 de novembro de 2017 às 17:34

Vanessa Andrade Acertô miserávi! Kkkkkk

Vou nem doença, vai que é zoar.

13 de novembro de 2017 às 17:35

(https://www.facebook.com/groups/feminismoautozoativo/permalink/720016664866800/?comment_id=720785054789961&reply_comment_id=720785334789933)

Bônus: outra lésbica burra nos comentários daquele mesmo tópico no Feminismo Autozoativo

Feminismo Autozoativo. Como o feminismo destrói a beleza feminina. Giane Alves da Cruz: Feminismo não tem nada a ver com beleza. Abigail Pereira Aranha: mulher bonita e hétero é submissa ao machismo.

Giane Alves da Cruz Meu Deus quanto absurdo. Feminismo não tem nada haver com blz, se informem.

12 de novembro de 2017 às 08:39

Abigail Pereira Aranha De fato. Mulher bonita e hétero é submissa ao machismo.

13 de novembro de 2017 às 17:36

(https://www.facebook.com/groups/feminismoautozoativo/permalink/720016664866800/?comment_id=720176651517468&reply_comment_id=720785461456587)

domingo, 5 de julho de 2015

Mulheres Contra o Feminismo... e homens a favor


Jessica Valenti

I look forward to all these #womenagainstfeminism giving back their votes, credit cards, family leave, political representation, anti-rape laws and birth control. There's a basket at the door, feel free to leave them there!

(Eu olho no futuro para todas essas #MulheresContraOFeminismo devolvendo seus votos, cartões de crédito, deixar a família, representação política, leis antiestupro e controle de natalidade. Há um cesto na porta, sintam-se à vontade para deixá-los lá)

Mercedes Carrera

TheMercedesXXX

@JasAfk I look forward to all these women who want to #killallmen leaving their iPhones, cars, cosmetics & apartments MEN BUILT behind!

(@JasAfk, eu olho no futuro para todas essas mulheres que querem #MatarTodosOsHomens deixando seus iPhones, carros, cosméticos e apartamentos que OS HOMENS CONSTRUÍRAM para trás!)

(Obrigada ao Jishnu Manari pelo print screen)

Comentários em um grupo onde eu compartilhei isso

Abigail Pereira Aranha Pessoal, quem não conhecia esse lado dela, aqui vão as traduções de dois artigos que ela escreveu no fim do ano passado: http://avezdoshomens.blogspot.com/2015/03/pornografia-e-censura-artigos.html

Sickiboyb Boyb Não entendi, a reposta da mulher foi que "HOMENS" construíram Iphones, carros, cosméticos e apartamentos?. O correto é Homens e Mulheres Projetaram e construriam tudo isso juntos. Você quer que as mulheres abandonem os poucos direitos que conquistaram? a sociedade ainda é muito pro-macho... Se eu pudesse dis-curtia esse post.

Fred Cunha Pelo que entendi a resposta da Carrera foi na intenção de contra-atacar aquelas que distorcem a real ideia do feminismo fazendo associar ao ódio aos homens

Sickiboyb Boyb Fred Cunha Sim, ela diz: leaving THEIR, iPhone, Cars, Cosmetics & Apartments MEN BUILD Behind! Ou seja ela está estatizando que as mulheres que querem matar todos os homens devem deixar pra trás as coisas que "eles" homens construiram. O fato é que Homens e Mulheres construíram essas coisas, por que elas deveriam deixar algo que elas tb participaram na construção. Vi nada demais nessa Carrera não, só mais uma querendo se promover atacando as feministas ou qualquer outro grupo que seja ativo pra tentar mudar a sociedade.

Abigail Pereira Aranha Pessoal, alguém leu a minha postagem com dois artigos dela? Quem leu vai entender melhor essa questão.

Sickiboyb Boyb Eu li. E minha opinião não mudou....

(https://www.facebook.com/groups/1577151215885346/permalink/1596440837289717)

Comentários de A Vez das Mulheres de Verdade / A Vez dos Homens que Prestam

Bem, amigos, o grupo é secreto, mas é de discussão sobre cinema pornô. Os comentários dos rapazes são as mesmas falácias que só eu já desminto desde a década passada e os masculinistas desmentem desde os anos 90. Nós antifeministas já refutamos cada falácia aqui. Só a parte de que o Feminismo contribuiu com alguma coisa para o progresso geral, eu mesma refutei em março de 2013. Eu gostaria de destacar que o mesmo comentarista diz que é fato que as mulheres participaram na criação do automóvel e é opinião dele a não existência do "feminismo radical" que Mercedes Carrera expõe em dois artigos com atalhos para fontes primárias (eu digo que "feminismo moderado" é como lesbianismo moderado).

Mas o ponto que eu gostaria de destacar aqui é que enquanto há mulheres contra o Feminismo, há homens a favor. A primeira coisa mostra que algo está errado com o Feminismo. A segunda coisa mostra que algo está errado no que ele prega. Mas ainda há mais: há homens que defendem o Feminismo e as mulheres feministas quando e porque veem uma mulher se manifestando contra as piores alas do Feminismo. Véi, parece possessão demoníaca.

É isto que faz o Feminazismo estar mais forte do que nunca mesmo quando cada vez mais mulheres são e se manifestam contra ele. É isto que faz mulheres ganharem cada vez mais espaço em empresas em preferência a candidatos homens quando mulheres bonitas têm suas chances de contratação reduzidas em até 30% em comparação às não tão atraentes, principalmente quando quem seleciona os currículos para a entrevista também é mulher. É isto que faz que, como as próprias feministas dizem, o eleitorado brasileiro seja 52% feminino mas menos de 10% do Poder Legislativo é de mulheres (não tenho dados para provar, mas sem o nosso quociente partidário seria muito menos). O Feminismo é pregado pelo pior do universo feminino, mas só se sustenta pela parte medíocre e emasculada do universo masculino.

Abigail Pereira Aranha

Questo testo in italiano in Periódico de Los Hombres de Valía / Paraíso Tangible: Donne contro il Femminismo... ed uomini a favore, http://avezdoshomens2.blogspot.com/2015/07/donne-contro-il-femminismo-ed-uomini.html
Eso texto en español en Periódico de Los Hombres de Valía / Paraíso Tangible: Mujeres Contra el Feminismo... y los hombres en favor, http://avezdoshomens2.blogspot.com/2015/07/mujeres-contra-el-feminismo-y-los.html
This text in English at Periódico de Los Hombres de Valía / Paraíso Tangible: Women Against Feminism... and men in favor, http://avezdoshomens2.blogspot.com/2015/07/women-against-feminism-and-men-in-favor.html
Texto original em português no A Vez dos Homens que Prestam: Mulheres Contra o Feminismo... e homens a favor, http://avezdoshomens.blogspot.com/2015/07/mulheres-contra-o-feminismo-e-homens.html

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Racismo no metrô de Belo Horizonte: para os vereadores e candidatos a deputado estadual Léo Burguês e Vilmo Gomes, os homens são uma raça de estupradores

Abigail Pereira Aranha

Olá, meus amigos e minh@s inimig@s. Viram aquela postagem "Léo Burguês e Vilmo Gomes defenderam a gente honesta no transporte público em Belo Horizonte, vamos apoiá-los para deputado estadual"? Pois é, o projeto do Léo Burguês como vereador em Belo Horizonte, que o relator Vilmo Gomes aprovou, na verdade era para criar vagões separados para mulheres, não para brancos. Troquei "mulheres" por "pessoas de raça branca" e "mulher" por "raça branca" e saiu aquela postagem. E os "meus comentários" foram da Ana Carolina da Frente Feminista Antitarifária do Tarifa Zero BH, trocando "mulheres" por "pessoas de raça branca", "mulher" por "raça branca", "homens" por "negros", "machista" por "esquerdista" e "feminismo" por "liberalismo". Quem não leu os textos com as palavras trocadas, pode ver como ficou "bom". Aqui vão os textos originais nas íntegras.

Projeto de Lei nº 893/13

Dispõe sobre a reserva de espaço para mulheres no sistema de transporte ferroviário urbano de passageiros no Município de Belo Horizonte.

A Câmara Municipal de Belo Horizonte decreta:

Art. 1º - A empresa que administra o sistema de transporte ferroviário urbano no Município de Belo Horizonte fica obrigada a destinar vagão exclusivamente para mulheres.

§ 1º - O vagão a ser destinado para o transporte exclusivo de mulheres poderá ser destacado entre os que integram a composição dimensionada para o fluxo de passageiros, ou adicionados à composição, a critério da concessionária.

§ 2º - No vagão que não é de uso exclusivo das mulheres poderá haver uso misto.

Art. 2º - As empresas terão 30 (trinta) dias para se adequar a presente Lei.

Art. 3º - O não cumprimento do disposto no caput do art. 1º, implicará no pagamento de multa de 1.500 (mil e quinhentas) UFIR/MG.

Parágrafo único - Se a irregularidade não for sanada no prazo de 30 (trinta) dias após a notificação pelo órgão responsável pela fiscalização, será aplicada multa diária de 1000 (mil) UFIR/MG.

Art. 4º - Esta Lei entra em vigor na data e sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Belo Horizonte, 11 de setembro de 2013.

Vereador Léo Burguês de Castro - PSDB

Presidente

JUSTIFICATIVA

Já é constatado que as usuárias do transporte público passam por constrangimentos devido a superlotação destes veículos nos horários de pico, e apesar da seriedade do problema, muitas passageiras denunciam por temerem se expor.

Nos horários de pico, os passageiros viajam muito apertados, momento em que acontece a ação contra as mulheres. Não se tem uma estatística real a este respeito, pois como já mencionado, muitas mulheres não denunciam os passageiros desrespeitosos.

A mulher que sofre esse tipo de constrangimento pode apresentar insegurança, culpa, depressão, problemas sexuais e de relacionamento íntimo, baixa autoestima, vergonha, fobias, tristeza e desmotivação.

É dever do Poder Público zelar pela integridade física, por isso, este projeto de lei vem de encontro ao interesse da sociedade, e tem como objetivo evitar, principalmente nas horas de pico, o constrangimento de mulheres, reservando um espaço separado no sistema de transporte ferroviário urbano.

Por todo o exposto, peço a colaboração dos nobres pares para a aprovação desta proposição.

http://cmbhsilinternet.cmbh.mg.gov.br:8080/silinternet/consultaProposicoes/detalheProposicao.do?idDocumentoVinculadoPrincipal=2c907f7642b808510142be8ef8c70f3e&metodo=downloadDocAnexado, detalhes em http://cmbhsilinternet.cmbh.mg.gov.br:8080/silinternet/consultaProposicoes/detalheProposicao.do?id=2c907f76410261de01410ecb9be5112d&metodo=detalhar

Parecer do relator Vilmo Gomes

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E DEFESA DO CONSUMIDOR

PARECER EM 1º TURNO AO PROJETO DE LEI 893/2013

VOTO DO RELATOR

RELATÓRIO

Vem à Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor em 1º turno o Projeto de Lei nº 893/2013, de autoria do Vereador Léo Burguês de Castro, que "Dispõe sobre a reserva de espaço para mulheres no sistema de transporte ferroviário urbano de passageiros no Município de Belo Horizonte".

O Projeto de Lei foi devidamente apresentado (fl. 01) e sua justificativa apresentada ao Presidente desta Casa (fl. 02), bem como foi devidamente instruído com a legislação correlata às (fls. 3 a 07).

A Comissão de Legislação e Justiça manifestou-se pela constitucionalidade e legalidade do Projeto em análise.

Nos termos do Regimento Interno desta Casa Legislativa fui designado relator nesta Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor, nos termos do art. 52, VIII, "a", "d" e "h", e é nessa condição que passo a fundamentar parecer e voto.

FUNDAMENTAÇÃO

O Projeto de Lei em análise pretende destinar, no sistema de transporte ferroviário urbano de passageiros, um vagão exclusivamente para mulheres.

Em sua justificativa o autor da Proposição defende que devido a superlotação destes veículos nos horários de pico as usuárias deste sistema de transporte passam muitas vezes por constrangimento, havendo até mesmo ações de assédio e abuso.

Ressalta ainda o autor do Projeto que por temerem se expor, muitas vítimas de abusos deste tipo não denunciam e que esse tipo de constrangimento pode causar vários problemas psicológicos como insegurança, culpa, depressão, etc.

A Comissão de Legislação e Justiça, não apontou nenhum óbice a tramitação do Projeto, principalmente no tocante à iniciativa e esfera de Poder competente para legislar sobre a matéria, entendendo que compete ao município legislar sobre assuntos de interesse local e suplementar as legislações federal e estadual no que couber. Sendo assim, passamos a analisar a Proposição na competência que cabe a este Fórum.

No âmbito desta Comissão o Projeto em análise visa proteger os direitos e garantias fundamentais principalmente no tocante à inviolabilidade da honra e imagem das pessoas, a partir do fundamento constitucional da dignidade da pessoa humana, neste caso específico em relação à prestação de seviços, abrangendo especificamente um assunto relativo à mulher.

Não há como discordar do autor da Proposição em tela de que o ambiente criado pela superlotação dos vagões dos trens metropolitanos de transporte de passageiros em horários de pico propicia um ambiente favorável à ação de pessoas mal intencionadas, que de forma criminosa se aproveitam do espaço apertado e próximo às outras pessoas para vilipendiar as mulheres.

Tal aviltamento, como dito pelo nobre colega em sua justificativa, nem sempre é denunciado pelas vítimas, ou por não conseguirem identificar de forma segura o autor, por haver muitas pessoas próximas ao espaço que está ocupando, ou por vergonha de se expor, de sorte que acabam ficando sem registro e assim, sem indicativos para que haja uma ação do Poder Público e das concessionárias do serviço prestado no intuito de coibir tais práticas.

Cabe salientar que o Projeto prevê ainda que nos vagões que não são de uso exclusivo poderá haver uso misto, eximindo a Lei, caso seja aprovada, de qualquer tipo de segregação. Contudo, insta ressaltar que a utilização por mulheres dos vagões de caráter misto não as destitui ou exime os demais utilizadores da legislação vigente, principalmente no que diz respeito aos crimes tipificados em nosso Código Penal, cabendo a denúncia de qualquer tipo de violação desses direitos e imputando a seus autores a cominação das penas cabíveis, nos termos da Lei.

Sendo assim, no intuito de garantir os direitos humanos, incluídos nestes direitos todos os princípios e garantias constitucionais atinentes a esta parcela de nossos cidadãos, resolveu o vereador deflagrar o processo legislativo a fim de garantir através de Lei Municipal que se torne obrigatório a colocação de um vagão reservado para as mulheres no sistema de transporte ferroviário urbano de passageiros, e, portanto não vemos na presente Proposição nenhum óbice a sua tramitação analisando especificamente na seara desta Comissão, conforme determinado pelo Regimento interno desta Casa.

Por tudo que foi exposto, sou pela conclusão que segue.

CONCLUSÃO

POSTO ISSO, opino pela aprovação do Projeto de Lei nº 893/2013.

Vereador Vilmo Gomes

Relator

Aprovado o parecer do relator.

Plenário Helvécio Arantes

Em 08/05/14

http://cmbhsilinternet.cmbh.mg.gov.br:8080/silinternet/consultaProposicoes/detalheProposicao.do?idDocumentoTramitado=2c907f76459030560145dc6d0f86229e&metodo=downloadDocTramitado, detalhes em http://cmbhsilinternet.cmbh.mg.gov.br:8080/silinternet/consultaProposicoes/detalheProposicao.do?id=2c907f76410261de01410ecb9be5112d&metodo=detalhar

Nota de Posicionamento do Tarifa Zero BH sobre o vagão segregado

Posted on 04/04/2014 by Ana Carolina

Tarifa Zero é Menos Assédio

As discussões sobre o chamado Vagão Rosa vêm ganhando força. Em Belo Horizonte, a questão surgiu em dezembro de 2013, quando o vereador Léo Burguês apresentou o Projeto de Lei 893/13 [1] na Câmara Municipal, que pretende criar vagões exclusivos para mulheres no metrô, com o intuito de reduzir o assédio cada dia mais frequente dentro dos trens lotados. A proposta possibilitou intensificar o diálogo entre duas questões importantes: o feminismo e a mobilidade urbana.

As pautas abordadas pelo coletivo Tarifa Zero BH vão muito além da supressão da cobrança da tarifa nos ônibus: buscamos um transporte inclusivo e não segregador, defendemos a livre circulação de mulheres e homens na cidade, de modo que todas e todos possam ter acesso à cultura, ao trabalho, ao lazer e a direitos sociais básicos como educação e saúde, sem impedimentos e limitações. Consideramos que isso só será possível por meio de um transporte realmente público, gratuito e de qualidade: um transporte sem catracas.

Na sociedade patriarcal em que vivemos, nós, mulheres, não temos o mesmo direito à cidade que é dado aos homens. Somos ensinadas a evitar certas ruas, horários e roupas e convivemos com o medo diante das “cantadas” que nos lembram frequentemente o não pertencimento ao espaço urbano. O assédio e a insegurança que vivemos nas ruas e nos transportes coletivos são mais um cerceamento aos nossos direitos e à nossa liberdade de ir e vir, assim como a imposição do pagamento diário de tarifas caras e injustas.

O problema não começa e termina somente no metrô, que hoje é responsável por transportar apenas 10% das moradoras e moradores da capital. São também de extrema relevância: o transporte rodoviário é o principal meio de locomoção em Belo Horizonte e não existem propostas para a inclusão das cidadãs neste modal; o assédio às mulheres estende-se desde os espaços privados a todos os espaços públicos; a falta de diálogo com as questões dos homens e mulheres trans* que não possuem sua identidade de gênero respeitada: quem tem o poder de decidir quem é homem ou mulher “de verdade”? Uma moça que não se encaixava no estereótipo de feminilidade foi retirada à força do vagão exclusivo em Brasília, transformando a medida em mais uma forma de humilhar as que não seguem os padrões impostos pelo patriarcado.

Propor a segregação como política pública é perpetuar uma sociedade machista que concede privilégios aos homens, objetifica e apaga as mulheres, negando sua liberdade e sua autonomia sobre o próprio corpo e a própria vida. Representamos 65% do total de usuários do metrô; confinar mais da metade desse público em um único vagão é uma medida que reafirma a responsabilidade da vítima sobre a agressão sofrida, no lugar de responsabilizar e punir os seus agressores. Dados recentes do IPEA apontam que 26% dos brasileiros pensam que esse tipo de violência poderia ser evitada se as mulheres “se comportassem melhor”. Não seria o vagão exclusivo mais uma maneira de pautar e ditar o nosso comportamento? Como seriam tratadas as que optassem por utilizar o vagão misto? Em nenhuma hipótese podemos admitir que nos culpabilizem por sermos violentadas, seja pela roupa que vestimos, pela nossa liberdade sexual ou pelo espaço que decidimos ocupar. Não vamos fortalecer a cultura do estupro, a culpa é sempre do agressor!

Além das questões apontadas, o projeto de lei apresentado em BH é superficial, mal escrito e não aborda pontos essenciais como a fiscalização dos vagões, para garantir que sejam realmente seguros e; a orientação de funcionárias e funcionários sobre como agir em casos de abuso; e os mecanismos rápidos e seguros de denúncia e amparo à vitima dentro da estação. Tudo isso deveria vir acompanhado de campanhas educativas e combativas ao assédio para toda a população.

Ademais, é notável a falta de acúmulo do vereador Léo Burguês a respeito do feminismo e dos pontos que o PL pretende abarcar, já que sugere que a principal causa dos “constrangimentos” enfrentados pelas passageiras é a superlotação dos vagões. Por um lado, não estamos falando em “constrangimentos” e sim em violência criminosa contra as mulheres; por outro, é absolutamente irresponsável que a possibilidade de investir no aperfeiçoamento do transporte coletivo não esteja nem perto de ser discutida. O Tarifa Zero, além de lutar pelo transporte como direito social, propõe a melhoria dos veículos utilizados e a ampla participação popular na gestão de tal sistema, permitindo que as usuárias e os usuários decidam sobre o número de viagens, horários e trajetos que melhor atendam à comunidade. Dessa forma, é possível pensar em mais veículos circulando com menores intervalos de tempo, dificultando a lotação e a ação de assediadores, e criando maior espaço de reação e defesa para as vítimas.

Essa proposta trouxe apenas um benefício: a articulação feminina e popular que se inicia na cidade para criar políticas públicas que zelem de fato pela integridade física de todas e todos. Nesse momento de sensibilização por parte da sociedade, é necessário debater sobre como tornar o espaço urbano e seus meios de deslocamento verdadeiramente acessíveis e seguros para mulheres, e propor ações e campanhas contra o assédio e o estupro. É da maior importância que criemos um sentimento de sororidade, para que tenhamos força e apoio mútuo para denunciar os agressores. Não permaneceremos caladas diante da violência de gênero!

O MACHISMO NÃO PASSARÁ!

FRENTE FEMINISTA ANTITARIFÁRIA
TARIFA ZERO BH

[1] Projeto de Lei disponível neste link.

(Tarifa Zero BH, 04/04/2014, http://tarifazerobh.org/wordpress/vagao-segregado)

Seção de espetáculo da violência contra a mulher no transporte público, ops, sexo, safadeza, putaria, mulher pelada, pornografia
Sezione de spettacolarizzazione della violenza sulle donne sul trasporto pubblico, ops, sesso, libertinaggio, lussuria, donna nuda, pornografia
Spectacle of violence against womyn on public transport, ops, Sex, lust, debauchery, naked woman, pornography section
Sección de espectáculo de la violencia contra las mujeres en el transporte público, ops, sexo, perrez, putaría, mujer desnuda, pornografía

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