domingo, 30 de agosto de 2015

Cuidado com os relatos de estupro ou violência contra a mulher

Cuidado com os relatos de estupro ou violência contra a mulher. Principalmente os da internet. Grande parte deles são relatos inventados com o intuito de propagandear movimentos ideológicos.

As pessoas andam acreditando em tudo que leem ou ouvem. E isso é MUITO, mas MUITO irresponsável. Temos que ter o mínimo de desconfiança.

Se não tivermos, uma hora ou outra algum inocente vítima de uma falsa acusação poderá ser agredido/ter sua vida destruída injustamente. É isto mesmo que queremos? Certamente que não!

Segue abaixo algumas dicas para identificar possíveis falsos relatos. Se muitas dessas condições abaixo forem satisfeitas, cuidado, você provavelmente está diante de uma falsa acusação.

1 - Analise o perfil da pessoa que está denunciando o caso. Se você notar alguma inclinação ideológica feminista ou esquerdista, aumente o grau de desconfiança. Algumas ideologias necessitam do uso da mentira, do sensacionalismo e do exagero para se manterem presentes na mente de seus seguidores e para recrutar novos indivíduos.

2 - Pesquise sobre o caso. Se você encontrar na mídia notícias sobre o caso que relatem que inexistem provas, que não há testemunhas ou então que não houve nenhum boletim de ocorrência (principalmente se no relato for dito que ocorreu em lugar público com muita gente em volta, como num metrô, por exemplo) fique ainda mais desconfiado.

3 - Se atente para o que o relato original diz sobre a vítima e o acusado. Caso o acusado ou a vítima for um "desconhecido" sem descrição alguma, caso a vítima seja uma "amiga" sem nome, ou então caso esteja no relato que aconteceu com a "amiga da amiga da prima" da pessoa que está relatando, tome cuidado. É sabido que a maioria dos casos de violência contra a mulher vêm de agressores que são indivíduos conhecidos da vítima. Já na maioria dos relatos falsos de internet que vêm de páginas feministas, os agressores são de desconhecidos.

4 - Veja se o relato têm alguma conclusão ideológica para doutrinar os leitores.

Caso a pessoa demonstre estar mais preocupada em dizer como a sociedade é "machista", como a "cultura do estupro" esta presente em nossa volta, ou como os homens são horríveis, DESCONFIE MUITO. Vítimas ou testemunhas de agressões ficam preocupadas com o ocorrido em si, e não preocupadas em ensinar ideologia para aqueles que estão lendo o relato.

Sabe de alguma dica adicional? Poste nos comentários!

Resistência Anti-Feminismo Marxista, 21 de agosto de 2015, https://www.facebook.com/resistencia.anti.feminismo.marxista/posts/476236225882961

sábado, 29 de agosto de 2015

Garota de 14 anos é apreendida com 23 pedras de crack: obrigada, querida

Abigail Pereira Aranha

Adolescente é apreendida com 23 pedras de crack em Carmo do Cajuru

Por: Direto da Redação

Repórter de plantão

Uma adolescente de 14 anos foi apreendida com drogas na residência onde mora com o amásio, no bairro Bomfim em Carmo do Cajuru. O material foi encontrado durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa de Valdomiro de Assis Ferreira, de 27 anos. Foram encontradas nove pedras de crack com a companheira do rapaz, de 14 anos.

Em um dos quartos da casa foram apreendidas mais 14 pedras de crack, R$107 em dinheiro e uma porção de ácido bórico. Valdomiro fugiu ao ver a presença de policiais próximo a residência do casal. A adolescente foi apreendida e levada para a Delegacia de Polícia Civil.

Imagem Ilustrativa

Imagem Ilustrativa

Sistema MPA de Comunicação, 21 de agosto de 2015, http://www.sistemampa.com.br/noticias/adolescente-e-apreendida-com-23-pedras-de-crack-em-carmo-do-cajuru

Comentários de A Vez das Mulheres de Verdade / A Vez dos Homens que Prestam

Um amigo meu que acompanhou o caso comentou comigo: o delegado procurou os pais da garota para que eles a levassem da delegacia, porque ela não poderia ficar lá, e eles não quiseram.

História de malandro pego com drogas e dinheiro suspeito é sensacionalismo para subempregadas alienadas, nós vemos no jornal todo dia. Quem me chamou a atenção neste caso, e que eu peço a atenção de vocês, é a menor (lembro que, como os amigos sabem, eu sou hétero). Uma moça de 14 anos, mal começou a menstruar e já estava rompida com pai e mãe para ter relacionamento estável com vagabundo. O rapaz tinha 27 anos, vários amigos e conhecidos meus, homens trabalhadores e de bom caráter, tiveram a primeira namorada mais ou menos com essa idade, vários deles ainda eram virgens. Então, eu pensei em agradecer a essa mocinha, que nós não vamos saber o nome, por algumas coisas.

Obrigada por me lembrar que eu saí rindo da lan house de onde eu fui expulsa porque eu acessei pornografia, com 16 anos, para ilustrar o meu texto "A criminalização do sexo" (http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2007/04/a-criminalizacao-do-sexo.html).

Obrigada por me lembrar uma vez em que eu tinha 15 anos e eu estava estudando com três amigos na casa de um deles, então meu pai chegou e eu fui recebê-lo na varanda da casa alegremente e mostrando o trabalho que nós estávamos fazendo. E eu demorei um tempo para perceber que o olhar de espanto do meu pai e as risadas discretas dos meus amigos eram porque eu estava sem roupa, nós fizemos um "recreio" e os meus amigos já tinham se vestido.

Obrigada por me lembrar uma outra vez em que eu tinha 15 anos e eu fui visitar dois irmãos amigos meus (eu era ateia, mas a família deles era evangélica, hehehehe) e nós assistimos um DVD pornô que eu levei, e eles tinham 15 e 17 anos. E pouco depois de que eu saí da casa, eu me lembrei de que eu esqueci o DVD, a mãe dos rapazes tinha acabado de chegar na casa e de achar a putaria ao lado da televisão e eu cheguei pra dizer que o material era meu.

Obrigada por me lembrar que dos mais de 40 rapazes que me comeram até eu completar 18 anos, nenhum era bandido ou babaca.

Obrigada por me lembrar que aos 14 anos eu tinha vida de putaria, estudava e dava alegria para a minha família (que ainda não sabia da parte da putaria, mas foi saber depois).

Obrigada, menina de Carmo do Cajuru, por não deixar que eu me ensoberbeça, porque você mostra que o meu trabalho para divertir, edificar e compartilhar pornografia com os homens que prestam pode ser muito perto do que as mulheres oferecem, mas perto do que os homens de caráter merecem é uma ninharia.

Obrigada, menina de Carmo do Cajuru, por ter sido a estrela de um caso como esse em uma cidade com 20.000 habitantes, a mesma população ou maior que as de muitas cidades do Brasil onde as mulheres que se dizem honestas têm vergonha de CONVERSAR com um homem que presta na rua.

Obrigada, menina de Carmo do Cajuru, por mostrar que o universo feminino costuma fazer coisas boas de má vontade para os homens bons e loucuras de boa vontade para os homens maus.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Desacato a autoridade de gênero: homem é condenado por dar uma cotovelada em uma mulher alcoolizada (e a insanidade jornalística no caso)

Abigail Pereira Aranha

Boa tarde, meus amigos e minh@s inimig@s. O meu dia começou mal vendo a notícia no Bom Dia Brasil de que um homem foi condenado a cinco anos em regime semiaberto porque... deu uma cotovelada em uma mulher que estava amolando. A cidadã chegou no homem fazendo algumas provocações ofendendo a mãe e o pai dele e ele deu uma cotovelada só para afastá-la, mas como ela tinha tomado uma cerveja e duas taças de vinho, ela desmaiou. Ele disse ao juiz no tribunal que, do jeito que ele foi molestado, teria dado a cotovelada até nele. Mesmo assim, foi acrescentado um agravante de desacato a autoridade de gênero (crime contra mulher). Portanto, a maioria do júri, 6 mulheres e um homem, nem ouviu essa parte.

E sabe aquela frase de que em mulher não se bate nem com uma flor? Foi dita no julgamento. Pelo advogado de DEFESA. Alguém está falando de uma mulher que estava esperando o ônibus no ponto e apareceu um sádico do nada?

A matéria na televisão conta que o condenado saiu rindo. Só não conta que a acusação queria enquadrá-lo em TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. Mas se ele tivesse trafegado "em velocidade incompatível com a segurança nas proximidades de escolas, hospitais, estações de embarque e desembarque de passageiros, logradouros estreitos, ou onde haja grande movimentação ou concentração de pessoas", desse a cotovelada em um agente de trânsito e, com isso, conseguisse fugir na hora mas fosse preso depois, ele não teria conseguido cinco anos de regime semiaberto, só quatro anos no máximo (um pelo art. 311 do Código de Trânsito Brasileiro mais 3 pelo art. 329 parágrafo 1 do Código Penal), assumindo que o agente fosse homem, branco e heterossexual. Houve um medo da defesa de um júri com 6 mulheres em um total de 7 pessoas ser tendencioso contra o acusado. Mas para um julgamento em que um mangina queria encaixar homicídio qualificado na história, as senhoras foram um conselho de mães sábias.

Quando a lei do "feminicídio" estava ainda para aprovação, eu ironizava que matar uma mulher seria considerado mais grave do que matar um ser humano. Não entendeu quem fingia não entender até acreditar na própria mentira.

Mas a loucura não para aí! A matéria foi publicada no portal G1 hoje às 07:30. No mesmo portal, Hélio Gurovitz publicou o texto "Fumar maconha não deve ser crime" DOZE MINUTOS ANTES (http://g1.globo.com/mundo/blog/helio-gurovitz/post/fumar-maconha-nao-deve-ser-crime.html). Não basta que crimes de homens contra mulheres tenham penas piores e que crimes de mulheres contra homens sejam minimizados, como um caso que eu trouxe em 2011 de uma mulher que foi absolvida de assassinato do próprio pai porque este abusava dela sexualmente. É preciso também uma imprensa com uma mente ao mesmo tempo cauterizada e idiotizada. Se a equipe do portal G1 estiver certa em provar que é improdutivo prender um usuário de drogas, o mesmo portal de notícias ou acha razoável que a vaga dele na cadeia seja ocupada por um homem que deu uma cotovelada em uma mulher alcoolizada ou não acha razoável escrever sobre isso.

E vamos observar: a mulher não era esposa nem namorada do homem, não foi caso de tentativa de estupro nem de assédio sexual, o homem não disse uma palavra à mulher. E por que eu digo isso? Porque aqui está uma prova do que eu já digo há um bom tempo: o relacionamento entre homens e mulheres, em geral, está cada vez mais psicótico da parte das mulheres e perigoso para os homens. O universo feminino que já achava que vagina era tesouro está com cada vez menos a oferecer além de desrespeito e pilantragem. E isso com a ajuda de uma sociedade que quer melhorar a vida das piores mulheres piorando a vida dos homens. Rapazes, não se casar e só fazer sexo com prostitutas (ou com uma amiguinha mais liberal estilo Abigail P. Aranha) é pouco.

Apêndice

Família de réu lamenta condenação: "Queríamos ele em casa", G1 Sorocaba e Jundiaí, 19/08/2015. Disponível em http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2015/08/familia-de-reu-comemora-sentenca-com-ressalva-queriamos-ele-em-casa.html.

Família de réu lamenta condenação: 'Queríamos ele em casa'

Autor de cotovelada foi condenado a 5 anos de prisão no regime semiaberto.

Julgamento durou mais de 10 horas no Fórum de São Roque (SP).

Jomar Bellini

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

Anderson sorriu para os familiares ao deixar Fórum em São Roque (Foto: Reprodução/TV TEM)

Anderson sorriu para os familiares ao deixar Fórum em São Roque (Foto: Reprodução/TV TEM)

Amigos e parentes receberam com pesar a notícia do veredicto de cinco anos de reclusão em regime semiaberto para o comerciante Anderson Lúcio de Oliveira, acusado de ter agredido a auxiliar de produção Fernanda Regina Cézar com uma cotovelada em agosto de 2014.

Nesta terça-feira (18), depois de mais de 10 horas de julgamento no Fórum de São Roque (SP), Anderson foi considerado culpado pelo júri formado por seis mulheres e um homem e condenado por lesão corporal grave com agravante de crime contra a mulher. Da pena de cinco anos, será descontado o período de um ano que ele passou preso.

(G1 acompanhou o julgamento em tempo real. SAIBA MAIS)

Parentes acompanharam o julgamento em São Roque (Foto: Emilio Botta/G1)

Cristiane (à esq.) e outros parentes

acompanharam o júri (Foto: Emilio Botta/G1)

Segundo a cunhada de Anderson, Cristiane Martins de Oliveira, a família recebeu a notícia de duas formas. "Ficamos contentes com a desclassificação do crime [de tentativa de homicídio qualificado para lesão corporal grave], mas queríamos ele em casa, com a gente, e que ele não pegasse essa pena, que foi a máxima", diz.

Ao sair do Fórum, escoltado e algemado, o comerciante sorriu e gritou para os familiares e amigos que aguardavam o fim do julgamento.

O juiz Flávio Roberto de Carvalho encerrou o julgamento às 20h35, depois da exposição dos argumentos do advogado de defesa do comerciante, Luiz Pires Moraes Neto, e do promotor Washington Luiz Rodrigues Alves. Durante a manhã, oito testemunhas – além do réu e da vítima contaram as suas versões sobre os acontecimentos daquele dia. O assistente de acusação não foi ouvido. 

"Milagre"

O advogado de defesa de Anderson disse que a tese da defesa prevaleceu e classificou o júri como um "milagre". "As mulheres [do júri] reconheceram que não houve tentativa de homicídio, e sim lesão corporal grave. O que houve mesmo foi uma lesão, mas sem intenção de matá-la. Estou feliz com a decisão, porque era o que eu esperava. Foram quatro votos a um, e estou com a sensação de missão cumprida", diz Luiz Neto. 

Fernanda falou com a imprensa após julgamento (Foto: Jomar Bellini/ G1)

Fernanda falou com a imprensa após julgamento (Foto: Jomar Bellini/ G1)

Neto afirmou ainda que vai entrar com pedido de habeas corpus para que o acusado cumpra a pena em liberdade. Já o advogado da Fernanda, Daniel Fernandes Gonçalves, diz que tem cinco dias para analisar o caso junto ao Ministério Público para ver se vai entrar com recurso.

Fernanda falou com a imprensa após o julgamento. Bastante confusa, ela disse que achou a decisão [desclassificação do crime para lesão corporal grave] correta. “Estou abalada e não sei direito o que pensar. Espero que ele viva a vida dele. Quero viver a minha e virar essa página”, diz. O advogado dela defende a tese da tentativa de homicídio e diz que não está satisfeito com a decisão.

Anderson deixou o Fórum de São Roque logo após o fim do julgamento em um camburão (Foto: Emilio Botta/G1)

Anderson deixou o Fórum de São Roque logo após o fim do julgamento (Foto: Emilio Botta/G1)

Depoimentos
O julgamento começou às 10h, e a primeira testemunha a ser ouvida pelo juiz, pelo promotor e pelo advogado de defesa foi a vítima: Fernanda. Ela afirmou que não se lembra do que falou para Anderson e o que teria motivado a cotovelada.

Fernanda também disse que não estava bêbada, que tinha tomado uma cerveja e duas taças de vinho, e que só entendeu o que tinha acontecido quando viu as imagens da agressão na TV. 

Depois da vítima, dois bombeiros que atenderam a ocorrência foram ouvidos. Um deles afirmou que nenhuma testemunha que estava no local no momento indicou o motivo da queda e que encontrou a vítima agitada e vomitando. Além dos bombeiros, também foram ouvidas seis testemunhas, entre elas a madrasta da vítima e a ex-mulher de Anderson.

Fernanda chegou ao Fórum em São Roque (Foto: Emilio Botta/G1)

Fernanda Cézar, ao chegar ao Fórum em São Roque (Foto: Emilio Botta/G1)

Em depoimento ao júri, Anderson negou que teve intenção de agredir a auxiliar de produção. "Nunca passou pela minha cabeça bater nela. Nada foi premeditado ali", afirmou, ao dizer que não conhecia a vítima. Segundo o réu, a agressão foi motivada por provocações de Fernanda, que estaria alterada e xingando a mãe e o pai dele [que havia morrido alguns meses antes]. "Naquele momento, eu teria dado a cotovelada em qualquer um, até mesmo no senhor", disse o comerciante, dirigindo-se ao juiz. 

Quando questionado pelo promotor, o comerciante afirmou que a intenção do seu movimento foi afastar a vítima. "Para mim, não foi nem uma cotovelada, mas uma braçada para tirar ela de perto, mas deu a repercussão que deu. Não pensava nem que ela iria cair. Me arrependi disso", afirmou o réu. Ele alegou também que não socorreu a vítima por não saber o que fazer na hora, e não conversou com os bombeiros por ter medo da reação das pessoas.

Durante um breve intervalo, Fernanda saiu do Fórum e falou com a imprensa. "As pessoas que estavam comigo, cada uma deu a sua versão. Disseram até que eu estava sambando em cima do carro de salto alto. Cadê o vídeo?", questionou (veja a declaração no vídeo acima).

O júri
Anderson Lúcio de Oliveira foi acusado de tentativa de homicídio. Sete jurados, sendo seis mulheres e um homem, foram chamados para decidir o futuro do empresário. Ao todo, 25 pessoas, em uma lista com mais de 400 nomes de moradores de São Roque, foram convocadas ao longo das duas últimas semanas para comparecer ao fórum da cidade.

Júri São Roque 2 (Foto: Jomar Bellini/G1)

Disposição do envolvidos no caso durante o julgamento (Foto: Jomar Bellini/G1)

A plateia foi aberta ao público e as 61 cadeiras da sala de audiência foram ocupadas rapidamente. Algumas foram reservadas: cinco para familiares de Fernanda e outras cinco para os de Anderson. No entendimento da Justiça, apenas familiares próximos, como mães, pais e irmãos, teriam preferência nos bancos. Durante o julgamento, não foi permitida qualquer tipo de gravação, como vídeo, áudio ou fotografias.

Debates

O promotor Washington Luiz Rodrigues Alves usou todo o seu tempo para expor seus argumentos no julgamento. Por uma hora e 30 minutos, Alves disse que houve "celeridade no processo" e afirmou aos parentes do comerciante que não têm nada contra a família, mas é "veementemente contra o ato praticado pelo réu". "Sou talvez a única voz a exalar algo que possa defendê-la", disse olhando para Fernanda, que acompanhava o debate na plateia.

O promotor ressaltou que a tese para pedir a condenação por tentativa de homicídio qualificado é baseada no fato de que o réu teria assumido o risco de matar Fernanda quando desferiu a cotovelada, somando os agravantes de omissão de socorro. "Ela foi atingida abrupta e repentinamente, sem qualquer chance de defesa."

"Não se faz isso com uma mulher, seja ela quem for, a prostituta que for. Ela foi covardemente agredida e só não morreu por um milagre", diz o promotor."Ele [o réu] deu mais importância pra lata de cerveja do que para Fernanda caída no chão. É falta de solidariedade, indiferença e pobreza de espírito", continuou o promotor. "Ele [o réu] merece punição e não pode sair daqui absolvido. A sociedade de São Roque espera por isso", finalizou o representante do MP em seguida.

Já os advogados de defesa de Anderson falaram por aproximadamente uma hora e começaram a argumentação pedindo a desclassificação do crime de tentativa de homicídio qualificado para lesão corporal grave.

"Em mulher não se bate nem com flor. Anderson merece sim repreensão, mas dizer que ele queria matar é um monstro criado pela acusação. O Código Penal prevê redução de pena para quem reage a uma ameaça. Ela provocou ele em mais de 20 situações diferentes, o que pode ter sido interpretado como uma ameaça", afirma Luiz Pires Moraes Neto.

Ainda durante a argumentação, os advogados alegaram que aplicar pena por tentativa de homicídio é condená-lo a morte, o que é inadmissível para uma "braçada". "É exagero dizer que não houve chance de defesa porque não houve uma emboscada. O réu apenas se assustou e não houve qualquer tipo de tocaia, foi uma ação instantânea e impensável", ressalta Luiz Pires. 

Na sequência, o promotor Washington Luiz Rodrigues Alves pediu a réplica e começou a argumentação rebatendo o advogado de defesa sobre as sequelas de Fernanda. Ele afirma que em um segundo documento, o responsável pelo laudo pediu um novo exame pós-trauma para documentar a capacidade da vítima de realizar ações 12 meses após o trauma. "Que provocações são essas que nem são esclarecidas? Em vários momentos ela fica quieta e fala com outras pessoas. Todos têm o direito então de dar cotovelada em alguém?", questiona o promotor.

Em seguida, o advogado Luiz Pires Moraes Neto pediu a tréplica e argumentou novamente que Anderson deve ser julgado pelo crime que cometeu. "O fato é lesão corporal, e a lei é clara. Dolo eventual é encher a cara e atropelar pessoas com um carro. Não conheço nenhuma punição severa para um tapa. O que houve foi um 'sai daqui' que produziu uma lesão grave."

Ele também pediu para que jurados votarem pela absolvição de Anderson. "A chance de um carro desgovernado matar é grande, mas com um safanão a chance é mínima. Ele não teve intenção de matar. Esqueçam a questão de frieza posterior porque a lei não prevê isso. Se atenham ao fato: uma lesão corporal", ressalta o advogado.

Mulher estava na frente do clube quando foi agredida por cotovelada (Foto: Reprodução/TV TEM)

Mulher estava na frente do clube quando foi agredida por cotovelada (Foto: Reprodução/TV TEM)

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Pensando bem, eu sou uma puta submissa machista

Abigail Pereira Aranha

Eu estava vendo dois textos nos perfis de um amigo no Facebook e no Google Plus sobre submissão da mulher (a favor), dos quais eu tenho algumas discordâncias mas que me deram muito o que pensar. Quem já conhecia este meu trabalho na internet sabe que eu não sou uma moça tradicionalista. Eu não tenho planos de um casamento convencional monogâmico. Mas se eu me casasse e tivesse filhos, eu seria muito parecida com as boas esposas dos anos 60.

Mas vamos começar pensando na submissão. Submissão é uma de duas situações: reconhecer autoridade no outro ou aceitar uma posição de dominado. Se um homem machista diz que as mulheres eram submissas aos pais e aos maridos antes do Feminismo, o próprio Feminismo prova que ele está enganado. Não foi por acaso que o Feminismo começou na época e nos lugares da Revolução Industrial e acompanhou a industrialização em outros países como o Brasil. As mulheres estavam comportadas porque ser uma mulher independente significaria uma vida laboral desagradável como a dos homens, talvez com risco de acidente de trabalho. As mulheres estavam comportadas na Ásia dos anos 90 porque ser uma mulher dona do próprio nariz significaria trabalho pesado debaixo de um sol de mais de 45 graus. O homem chefe da casa podia não ser o único da casa com trabalho remunerado, mas era ele quem entrava com a maior parte do dinheiro e quem fazia o trabalho mais pesado. Se as mulheres sustentadas pelos maridos ou pelos pais estivessem sendo oprimidas pelos homens (como grupo), as primeiras feministas acabariam com os corpos esquartejados espalhados em locais públicos como Tiradentes. Entendeu? Assim como as mulheres nunca foram oprimidas pelos homens, também nunca foram submissas nem quando reverenciavam os maridos que os pais escolheram. Elas só jogavam um jogo em que elas, no mínimo, mais ganhavam que perdiam.

Quando as mulheres, individualmente, puderam ganhar com a rebeldia, nós pudemos ver esse fim da submissão que nunca existiu. Quando um casamento podia ser anulado porque a mulher escondia do marido que não era virgem na noite de núpcias, e a mulher desquitada era mal vista na sociedade, as moças se casavam virgens. Quando a mulher passou a poder inventar uma queixa de violência do marido contra ela para ganhar metade dos bens mais 30 por cento da renda do homem como pensão para o filho que ele quase nem pode chegar perto, até o filho dela dentro do casamento pode ser de outro homem. Quando o marido podia morrer trabalhando num alto forno ou em um tubulão, a mulher aceitava quieta que ele tinha uma amante. Quando a mulher pôde trabalhar em escritório com ar condicionado, ameaçar o marido de morte se ele tivesse uma amiga virou piada com visibilidade pública em rede social. Então, nunca existiu submissão, existiu conveniência do universo feminino. Mesmo as mulheres conservadoras que criticam as "mulheres modernas" têm uma certa inveja, ou têm medo de alguma delas "pegar" o marido, ou têm medo de alguma delas ter contato com os filhos ou os irmãos.

E se machismo é considerar o homem superior à mulher, ou os interesses do homem superiores aos interesses da mulher, pensando bem, eu sou machista. Ah, há mais provas de que o Movimento Negro defende o latrocínio (dos negros) do que provas de que o machismo significa agressão ou desprezo dos homens contra as mulheres. Se um homem que mata uma mulher prova o machismo da sociedade, um negro que assalta, estupra e mata uma mulher branca prova que a Ku Klux Klan tinha razão sobre a raça negra. E por que eu nunca escrevi sobre os homens que agridem, matam ou desrespeitam mulheres? Porque já temos as mulheres feministas e muitos outros homens contra eles, e das mulheres, eles recebem visita íntima na cadeia. São os homens que prestam que estão na minha mente desde quando eu comecei a observar mais os rapazes. Eu reconheço que o nível moral ou o nível intelectual de um homem mediano (mediana é o valor que pelo menos metade dos valores do conjunto é maior ou menor que ele) é maior que o de tipo 80 ou 90 por cento das mulheres. Eu reconheço que o homem comum é a força principal das nossas sociedades. Eu reconheço que se as mulheres em cargos políticos nas democracias do mundo são menos da metade das cadeiras, isso não é problema da sociedade, é problema das lésbicas idiotas que não têm mais o que propor além de misandria e das riquinhas que vivem do nome do pai ou do ex-marido; e que homens "machistas" podem representar melhor as mulheres do que as mulheres feministas podem representar qualquer um fora do grupinho delas. Eu reconheço que homens serem maioria nas mortes por suicídio e mais de 90 por cento dos mortos em acidentes de trabalho é mais importante do que vadias reclamando de trabalhar com cólica menstrual e salário menor que o dos outros em salas com ar condicionado.

Eu, se eu me casar e tiver filhos, pretendo ser uma boa dona de casa mesmo trabalhando fora. Enquanto eu puder, eu vou trabalhar em alguma coisa que eu possa estar perto dos meus filhos quando eles não estiverem, por exemplo, na escola. Eu não vou querer ser homem no horário comercial e donzela delicada fora, e eu vou saber que o meu marido precisou ser homem o dia todo. Até ele chegar em casa, pode ser mais de uma hora de carro ou em pé em um ou dois ônibus, ele vai chegar com beijo, casa arrumada e comida pronta. Eu vou usar os meus talentos domésticos e culinários para os meus filhos, o meu marido e até a minha sogra, que eu sei que vai achar que eu sou uma puta e fiz bruxaria para o filho dela gostar de mim. Eu vou ensinar os meus filhos a amarem e respeitarem o pai deles, fora a boa formação moral que eu e ele vamos dar. Eu vou precisar de carinho, sim, mas o meu marido não vai precisar de uma mulher chata com teatro de carência nem de mais carga nos ombros. Ele pode precisar até de chorar, talvez ele seja um rapagão de mais de 1,90 m chorando em cima dos meus peitões (eu já tive experiências assim nas minhas licenciosidades). Eu vou estar casada com um homem de bom caráter e vou ser uma esposa que vai dar força e alegria para o meu marido. Eu posso pensar nele e esquecer de mim, porque qualquer balconista de loja que trata um homem assim com simpatia pode provar como os homens que prestam são gratos. E eu nem chamaria isso de submissão, porque isso não me custaria nada e me daria muito. Eu só vou pedir que o meu marido esteja pronto pra me ver dando um boquete no amigo dele no sofá da sala. Mas como eu sei que ele pode enjoar de ver a minha periquita e as minhas estrias, eu vou combinar com as minhas amigas para de vez em quando uma delas recebê-lo nua no portão quando ele chegar do trabalho, para encostá-lo no muro e dar um boquete nele.

Ah, e uma vez uma mulher feminista me chamou de machista e submissa (a palavra que ela usou foi "capacho") exatamente pelas minhas diversões, ela me jogou na cara que eu cozinho para os amigos que me visitam ou que eu visito e ainda faço sexo oral neles. Ela comentou isso no meu blogue A Vez dos Homens que Prestam, de masculinismo, putaria e outras coisas. E ela não sabe que eu já fiz muitas coisas por eles e eles por mim, como eles alegram a minha vida e como eles me disseram que eu alegro a deles, e não só sexualmente. Nem ela sabe que eu já fiz sexo anal com quatro rapazes um... depois do outro, nem que eu já fiz biscoitos para quatro amigos e servi depois que eles gozaram na minha boquinha. Quiá, quiá, quiá, quiá, quiá! "El@s" achariam uma opressão machista e objetificante o jeito como eu e os meus amigos do mundo físico brincamos em termos sexuais e não-sexuais, nos respeitando pra caramba. Mas ser uma serva dos homens que prestam é melhor que ser livre dos homens.

Apêndice

A mulher submissa é a mais feliz do Planeta. Disponível em https://plus.google.com/+AlbertoPanegassi/posts/fAnbr3SVpwZ.


A mulher submissa é a mais feliz do Planeta

A mulher submissa tem uma felicidade fora do comum.

Ela sabe que o homem que esta ao lado dela a ama, e esta sempre presente para proteger ela e os filhos.

E devido a sabedoria que ela tem, educa os filhos da mesma forma para que eles tenham um bom casamento como ela teve.

E não sejam rebeldes e não façam parte da putaria esquerdista e feminista, movimentos destruidores da família tradicional.

Pense bem.

Quem não é feliz não quer ver ninguém feliz.

Portanto, quando você encontrar o homem certo, desfrute dessa felicidade imensa que é ser submissa ao seu marido.

Por que a mulher deve ser submissa ao homem, de Fitz. Disponível em https://plus.google.com/+AlbertoPanegassi/posts/XD9eeQUPuYB.


Por que a mulher deve ser submissa ao homem

Muitos relacionam submissão à opressão.

E isso tem um fundo de verdade:

Muitas pessoas quando estão em posição de autoridade tendem a ser tirânicos, prejudicando os subordinados.

Mas isso não significa que toda forma de submissão seja opressiva.

A opressão não está na submissão em si, muitas vezes ela está na maneira como aquele que tem autoridade age ou simplesmente está na mente de pessoas que não aceitam essa submissão.

Quando o assunto é submissão feminina, muitos falam dela como sendo uma forma de opressão.

Segundo as feministas, o homem durante todos esses séculos foi mal e opressor, oprimindo as mulheres na sociedade patriarcal que ele criou (sociedade patriarcal é aquela em que o poder é concentrado nas mãos do homem).

Mas de onde vem essa "opressão" quando falamos de submissão feminina?

Dos homens, aqueles que detinham/detém autoridade?

Ou da mente daquelas que não aceitam essa autoridade, que são as feministas?

Quando as feministas falam que a mulher submissa ao marido era oprimida, elas apenas estão confirmando seu ódio aos homens.

Ora, se as mulheres eram oprimidas, o homem era mal, agindo como opressor na grande maioria dos casos.

Dessa maneira elas condenam o sexo masculino como sendo naturalmente mal.

Porém isso não é verdade, a grande maioria dos homens nunca foram más pessoas.

Se o homem fosse tão ruim assim ao desempenhar sua autoridade como chefe do lar, por que as mulheres ficariam suportando tamanha "opressão"?

Nunca houve uma grande quantidade de mulher fugindo dos homens "maus, machistas e opressores".

As mulheres não consideravam opressivo serem submissas aos maridos até a morte.

Portanto, a "opressão" na submissão feminina não está no homem, não está na mente das mulheres, mas na mente das feministas, aquelas que fomentam esse discurso.

A autoridade masculina e a submissão feminina foram fundamentais para se construir a sociedade.

Por que até hoje todas as civilizações bem-sucedidas foram patriarcais?

Por que civilizações, separadas geograficamente, que nunca tiveram contato umas com as outras, adotaram esse modelo?

Machismo?

Desejo de "oprimir a mulher e perpetuar o patriarcado opressivo"?

Não!

Desejo de construir uma civilização forte e eficaz, que sobrevivesse a vários problemas.

Existem ainda algumas civilizações matriarcais (mulheres no poder).

Porém essas não são civilizações bem-sucedidas, embora algumas tenham sobrevivido por séculos devido à sua localização geográfica.

Elas nunca cresceram nem se desenvolveram, e até hoje vivem como índios.

Portanto, torna-se claro que o patriarcado é fundamental para a criação e manutenção de qualquer civilização bem-sucedida.

E como a base da sociedade é a família, o patriarcado começa por ali.

A grande maioria dos homens de antigamente nunca exerceram grandes cargos governamentais, nunca foram reis ou imperadores, mas realizavam um papel tão importante quanto esses:

Eram chefes de suas famílias.

Com esse modelo, formavam excelentes famílias, é só ver as taxas de criminalidade de antigamente, é só ver como as pessoas respeitavam mais às outras, respeitavam os idosos, se cumprimentavam na rua e eram mais próximas, mais honestas, mais trabalhadoras, como eram mais respeitadoras da lei e da civilidade.

Hoje, em nossa era moderna feminista de igualdade entre sexos, ocorre o oposto.

Por quê?

Ora, como os filhos podem ter respeito pela autoridade se a mãe não demonstra respeito pela autoridade do marido?

Como os rapazes aprenderão a ser pessoas honestas e de caráter com a mãe, que é mais sentimental, interferindo frequentemente na disciplina que o pai lhes dá, querendo disputar com ele quem manda?

Muito da decadência moral da modernidade se deve ao fato do feminismo tentar minar a autoridade masculina dentro de sua família.

Durante todos esses anos o homem fez por merecer a submissão feminina, demonstrou ser um bom líder.

O homem não foi o tipo de líder que fica dando ordens de seu escritório, enquanto aqueles que recebem as ordens se dão mal.

Mas foi como um soldado que lidera outros soldados na batalha, mas como um bom líder, ele vai na frente de batalha onde a probabilidade dele morrer é muito maior, poupando os outros desses riscos.

Isso aconteceu durante todos esses séculos, em várias culturas e de diversas formas:

Enquanto a mulher trabalhava no conforto do seu lar, o homem se dava mal em minas de carvão, construindo pontes, colocando trilhos de trem, ganhando pouco, mas comida dentro de casa não deixava faltar.

Enquanto a mulher dormia, em segurança, no conforto de seu lar, o homem patrulhava ruas frias e escuras, passando perigos, combatendo a bandidagem, isso tudo para que a mulher (e também a sociedade) pudessem continuar com o seu sono na segurança de seus lares.

Se um animal selvagem ou uma má pessoa invadisse a propriedade de uma família, o homem era o primeiro a colocar a mulher e os filhos em segurança, pegar uma espingarda e ver o que estava acontecendo.

O homem, reconhecendo a fragilidade feminina poupava as mulheres de tudo isso, chamando para si a responsabilidade.

Em troca disso tudo, de todo esse sacrifício, o homem tinha autoridade sobre sua esposa e filhos.

Isso fazia com que todo aquele esforço fizesse sentido.

Por que vocês acham que muitos homens modernos têm fugido de relacionamentos?

Medo da mulher forte e independente, como as feministas dizem?

Ele tem medo mas não medo da mulher em si, mas medo de ter que ficar fazendo sacrifícios em prol de uma família da qual ele não será o líder e que, por fim, terá uma grande possibilidade de terminar em divórcio.

Divórcio esse que tem leis feitas para prejudicá-lo.

Dessa maneira, a família, a base da sociedade, está acabando.

Portanto, pelos motivos por mim aqui apresentados, é fundamental para o bem-estar da família e da sociedade que a mulher seja submissa ao homem.

Uma sociedade não se constrói e não se mantêm com feminismo e "igualdade de gênero", mas com patriarcado, autoridade masculina e submissão feminina

sábado, 15 de agosto de 2015

Celebrações de província (Ou: Um réquiem para a direita brasileira)

Abigail Pereira Aranha

Quando eu percebi a falta do raciocínio sadio e moralidade racional na vida cotidiana do Brasil e comecei a fazer um trabalho muito modesto na blogosfera, era meados de 2006. Se você observar os textos de 2006 do meu A Vez das Mulheres de Verdade ou do meu A Vez dos Homens que Prestam, você vai ver que muito do que eu escrevia na época ia para a questão sexual. Eu tinha 15 anos na época. Eu não era e nunca fui uma tarada, depravada, ninfomaníaca, louca por sexo. Eu apenas não via sentido em ser uma "moça pura". Eu não tentava acreditar que o sentido de eu me agradar fisicamente de dezenas de homens e centenas de homens e rapazes se agradarem fisicamente de mim era que eu escolhesse um só para fazer sexo pelo resto da vida, eu ignorando os outros homens e ele ignorando as outras mulheres. E pensar assim não me faria ser uma mocinha que transa com qualquer homem. Só raríssimas mulheres sexualmente compulsivas fariam isso, então a mulher que transa com qualquer homem é uma invencionice de gente neurótica e notoriamente infeliz. E esta neurose contra o sexo, eu já via na época, afetava a inteligência, destruía a sensatez, fazia até a vida social menos agradável. Chamar a gimnofobia (horror a nudez) de princípios morais já era uma degeneração moral e mental por si própria. Como eu já era ateia e a militância esquerdista nunca se interessou em se aproximar de mim nem eu dela, eu fui juntando as observações de então até hoje e percebendo a indigência moral e mental do Brasil: a universidade brasileira, por exemplo, estava dividida quase só entre cristãos provincianos sexualmente reprimidos, mulheres feministas que desprezavam os homens heterossexuais, homens feministas que eram vassalos delas, garotas fúteis com sexo casual para esconder, garotos que passavam o semestre pensando em festas, funcionários e professores fazendo o próprio serviço de má vontade e estudantes que só pensavam nas próprias vaidades. Explicando melhor: dentro da universidade pública brasileira, o que não era produção cultural de esquerda ou militância de esquerda era alienação, confraternização de grupos religiosos irrisórios, trabalhos técnico-científicos que quase ninguém vai saber que existem e vaidades pessoais. E isso era a elite pensante do Brasil.

Mesmo sendo antissocialista, eu devo reconhecer um grande mérito de Marx e Engels: o próprio sucesso crescente das ideias marxistas é a refutação da ideia cristã conservadora de que o Cristianismo tinha sobrevivido 18 séculos porque legiões de camponeses na maioria analfabetos defenderam a sua fé bravamente contra inimigos poderosos e dedicados. A intelectualidade cristã, como a de qualquer religião, nunca existiu, isso fica claro agora. No máximo, existiram intelectuais e cientistas que por coincidência eram cristãos, clérigos que estavam acima da ignorância geral por saberem ler e teólogos hereges. Então, de meados do século XIX para cá, as igrejas cristãs tradicionais estão ou acompanhando a heresia (é o enfraquecimento das igrejas que acompanha o progresso do movimento socialista, não vice-versa), ou insistindo em vender um passado de gente neurótica e analfabeta que desinteressa cada vez mais a própria membresia. Até pelo menos a década de 90, só pessoas excepcionalmente inteligentes ou ex-militantes esquerdistas sabiam que havia um mundo melhor possível além do passado conservador que já vai tarde e do futuro socialista paradisíaco em discurso mas ainda pior na prática.

A derrota do Socialismo não é o Cristianismo ou o Ultraliberalismo (chamado erradamente de anarcocapitalismo), é a difusão da sanidade mental mais o poder individual e coletivo de pessoas moralmente e mentalmente íntegras. A insanidade mental dos movimentos esquerdistas já é tão notória que já não ganha críticas apenas de pessoas que eles dizem defender, como as mulheres contra o Feminismo ou os negros contra o Movimento Negro, as críticas também vêm de militantes contra outros militantes. Mas quando chegamos a esse ponto, era quase só a esquerda quem existia intelectualmente. Está certo que, desde a nossa patética presidente Dilma Rousseff até universitários atacando antipetistas no Facebook com uma ortografia dantesca, a nossa vida cultural, a nossa vida política, a nossa imprensa, a nossa produção técnico-científica e o nosso mercado de trabalho público ou privado estão ocupados por militantes esquerdistas desqualificados profissionalmente, intelectualmente ou moralmente. E os não-militantes são, em geral, profissionais medíocres, vadias fúteis e paspalhos tagarelas, que, de vez em quando, repetem o discurso esquerdista. Mas até essa falência cultural é vitória dos socialistas. A direita cristã só ganhou espaço visibilidade quando a esquerda ganhou poder suficiente para se permitir um circo de horrores, mas não para impedir que os opositores o mostrassem na internet. Mesmo que o movimento de esquerda seja de degeneração moral e mental coletiva, a oposição da direita cristã a isso chega no máximo a uma oposição de ideias preparada para um debate normal.

Hoje, a direita cristã tem duas consolações. A primeira é estar onde a esquerda diz que ela está. Um exemplo disso é o Nazismo, que era um socialismo não-marxista que a burguesia alemã apoiou a contragosto para evitar Stalin. A segunda é colaborar com o Feminismo e o Socialismo em pontos que estes já definiram, mas onde ela pode ganhar alguma coisa. E uma coisa suspeita é que direitistas cristãos e feministas anticristãos fazem quase as mesmas acusações uns contra os outros de promover a objetificação sexual heterossexual das mulheres. Como quem domina o jogo, a esquerda ganha nos dois casos. É muito curioso que o Censo 2010 tenha mostrado que o Brasil tinha 25% de evangélicos, um povo que já teve uma honra reconhecida até por inimigos, e aquele ano não só era o último do segundo mandato do Lula, era também o ano em que ele faria a sua sucessora, a ex-guerrilheira socialista lesbofeminista Dilma Rousseff. Mas vou dar dois exemplos ainda deste mês.

O primeiro caso é o de um texto intitulado "Um réquiem para o PT", de Paulo Enéas[01]. A primeira coisa que me chama a atenção é que ele é ateu, mas comete os mesmos erros grosseiros da direita cristã. A segunda é que o autor diz no cabeçalho do blogue que faz "análises políticas e econômicas nacionais e internacionais". Mas essa "análise" em "Um réquiem para o PT" (é, eu fiz referência a esse título no título desse texto) foi uma piada pronta de humor negro por dois motivos. O primeiro é que menos de 20 dias antes, em vez de um réquiem, ele tinha "O desafio de enfrentar a esquerda em sua defesa da pedofilia"[02], aquela que eu mesma mostrei que não existia duas semanas antes ("Fiquei com medo: quem concorda que pedofilia é diferente de abuso sexual de menores, como escrevi um mês atrás, agora é o Humaniza Redes")[03]. Quando eu mostrei a minha análise para ele, a análise dele foi ficar no título, recusar o comentário no blogue dele, afirmar que eu estava fazendo uma defesa da pedofilia (o erro CONCEITUAL eu já demonstrei neste texto e em outro de um mês antes), e me bloquear. O segundo é que o texto dele, que diz que "felizmente o PT e o petismo estão chegando ao fim e o Brasil está no começo de seu reencontro com o caminho da civilização e da democracia", é do MESMO DIA, 07 de agosto, em que Olavo de Carvalho publicou o artigo "Garras invisíveis" no Diário do Comércio[04], onde ele conta que foi bloqueado no Facebook naquela semana, e também a esposa dele, enquanto as páginas que promoveram o ataque, mesmo cometendo crimes como calúnia, eram "abençoadas pelo Facebook com a garantia de que 'não violavam as normas da comunidade'. Normas que, só posso concluir, lhes asseguravam o direito à prática impune do crime de calúnia, fazendo portanto do próprio Facebook uma organização criminosa, como aliás acontece com toda empresa que vai para a cama com o PT".

Falando em consolação, os direitistas comemoram que Dilma Rousseff tem índices de popularidade como 9% ótimo ou bom, 21% regular, 68% ruim ou péssimo e 1% que não sabe[05]. Até nisso eles falham. Se lembram daquela frase, que corre até pelas redes sociais, que diz que só há dois tipos de pessoas satisfeitas com o atual governo, as que não sabem o que está acontecendo e as que ganham dinheiro com o que está acontecendo? O Brasil está com cerca de 142 milhões de eleitores. Números redondos, 13 milhões de eleitores acham o governo Dilma ótimo ou bom, 30 milhões acham o governo regular. Os funcionários públicos (federais, estaduais e municipais) são 11 milhões[06]. "Em todo o Brasil, mais de 13,9 milhões de famílias são atendidas pelo Bolsa Família"[07]. Elementar, meu caro Watson, quem acha o governo bom ou ótimo são as beneficiárias do Bolsa Família, quem acha o governo mais ou menos são as famílias dos funcionários públicos e dos analfabetos que ganharam vaga no ensino superior pelo sistema de cotas. Fui simplista pra caramba, mas foi pra brincar um pouco também. Mas vamos colocar um MAV de fora desses grupos, pago pelo trabalho ou que faz por amor, para cada funcionário público ou eleitor da casa dele que é contra o governo que a conta fecha. O consolo é que o povo honesto de verdade não gosta da Dilma ou do PT. Só que as vadias que vivem de pensão mais Bolsa Família, os militantes pagos e os funcionários públicos medíocres ou acovardados metem "consolo" em nós.

O segundo caso, que me inspirou este texto, é de uma postagem da Direita.tv intitulada "Escola é condenada por exibir pornografia para menina de 11 anos"[08], do dia 05. O próprio texto diz que ninguém "exibiu pornografia" para a menina, ela encontrou o livro "Que Confusão! – Minha Primeira Biblioteca de Iniciação Sexual e Afetiva" na biblioteca da escola. A descrição do livro (eu não li): "O livro Que Confusão! é uma resposta corajosa às falsas convicções que as crianças têm sobre a sexualidade. O livro aborda também os temas da autoestima e da prevenção de possíveis abusos sexuais, num diálogo sincero com base no respeito e na responsabilidade. Obra destinada para crianças e adultos, com o objetivo de esclarecer e facilitar o diálogo de pais e filhos sobre um assunto essencial para o crescimento e a educação dos menores."

Mas o que mais me chamou a atenção, além desse título de vaca reprimida de interior, é que, de acordo com a própria Direita.tv, o Movimento LGBT-Feminista conseguiu uma vitória de verdade: "Bem nestes dias onde ficamos sabendo que uma professora foi demitida por se posicionar contra a ideologia de gênero, na sala de aula, recebemos a notícia de que uma escola terá que indenizar uma família de uma aluna que foi exposta a material impróprio". Aquele processo contra aquela escola ainda tem recurso[09]. Sinceramente, eu torço pra escola. Não é só porque eu acredito na putaria responsável. Também é porque se a sentença for mantida, é uma vitória que vai virar derrota: alguns militantes esquerdistas podem mostrar o caso como de uma luta de cristãos nazistas de direita sexualmente reprimidos contra a qualidade de vida sexual dos outros e em defesa de um abuso moral contra as crianças para que elas não sejam expostas a ideias diferentes das deles mesmos. Então, os professores esquerdistas poderão dizer "vinde a mim as criancinhas".

Ah, e falando em criancinhas e em falhas intelectuais da direita, aquela postagem do Direita.tv é de exatamente 15 dias depois da notícia do UOL "SBT estreia desenho que causou polêmica por sugerir casal lésbico"[10]. O desenho é "Avatar: A Lenda de Korra", versão feministada do "Avatar: A Lenda de Aang". O programa é o Bom Dia e Cia. "A novidade foi anunciada nesta terça por Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos e apresentadora do infantil há uma semana, quando a Justiça proibiu a emissora de usar crianças no programa". "A assessoria de imprensa da emissora confirmou que as duas primeiras temporadas do desenho serão exibidas dentro da classificação indicativa – mínimo de 10 anos para o 'Bom Dia & Cia'".

Quando a direita, não só a cristã, perceber que não é por falta de pregar contra minissaias, de apoiar a criminalização da prostituição, de ignorar a violência contra prostitutas e de associar a pornografia e o movimento esquerdista ao abuso sexual de crianças que o Feminismo e o Socialismo ganham cada vez mais visibilidade no Ocidente há pelo menos 50 anos, vai ter mais futuro que como um rótulo da esquerda para caricaturar a oposição e se desassociar de facções dela mesma. Se não fossem, no Brasil, os trabalhos de Olavo de Carvalho, Nessahan Alita e da Real, a direita e o antifeminismo estariam ainda mais dispersos e invisíveis, passando ainda menos de nostalgia vitoriana e fanfarronice de burgueses de segunda geração. Enquanto a esquerda consegue vitórias de verdade, algumas com a ajuda da população, outras contra ela, a direita está vivendo de vitórias de província. Até bandeiras que eram de direita já são províncias socialistas. Por exemplo, "nós" conseguimos livrar o nosso filho de 12 anos da série American Pie porque ela mostra sexo hétero de forma não recomendada para menores de 16 anos, e quase conseguimos um V-Chip para bloquear conteúdo nas televisões automaticamente pela classificação indicativa[11], mas não livrá-lo de um desenho com um romance lésbico. A esquerda já determina até onde a direita e os cristãos podem vencer.

NOTAS:

[01] https://pauloeneas.wordpress.com/2015/08/07/um-requiem-para-o-pt

[02] https://pauloeneas.wordpress.com/2015/07/20/o-desafio-de-enfrentar-a-esquerda-em-sua-defesa-da-pedofilia

[03] "Fiquei com medo: quem concorda que pedofilia é diferente de abuso sexual de menores, como escrevi um mês atrás, agora é o Humaniza Redes", 09/07/2015, http://avezdoshomens.blogspot.com/2015/07/fiquei-com-medo-quem-concorda-que.html

[04] http://www.dcomercio.com.br/categoria/opiniao/garras_invisiveis

[05] "Governo Dilma tem aprovação de 9%, aponta pesquisa Ibope", G1, Brasília, 01/07/2015, http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/07/governo-dilma-tem-aprovacao-de-9-aponta-pesquisa-ibope.html

[06] "Brasil gasta demais com funcionários públicos", Época, 02/10/2014, http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2014/10/brasil-gasta-demais-com-bfuncionarios-publicosb.html

[07] http://www.caixa.gov.br/programas-sociais/bolsa-familia/Paginas/default.aspx

[08] http://www.direita.tv/escola-e-condenada-por-exibir-pornografia-para-menina-de-11-anos

[09] "Escola terá de indenizar família de aluna por acesso a material impróprio", Correio Braziliense, 04/08/2015, http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2015/08/04/interna_cidadesdf,493347/escola-e-condenada-a-indenizar-familia-de-aluna-por-acesso-a-material.shtml

[10] "SBT estreia desenho que causou polêmica por sugerir casal lésbico", UOL, São Paulo, 21/07/2015, http://televisao.uol.com.br/noticias/redacao/2015/07/21/sbt-estreia-desenho-que-causou-polemica-por-sugerir-casal-lesbico.htm

[11] "Para CNBB, classificação indicativa para TV é oportuna e necessária", Agência Brasil, 13/07/2007, http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2007-07-13/para-cnbb-classificacao-indicativa-para-tv-e-oportuna-e-necessaria

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domingo, 9 de agosto de 2015

A Sociedade dos Garotos - parte 5: Notas contra a família para o Dia dos Pais

Abigail Pereira Aranha

01) A idolatria sempre está associada à ignorância ou à confusão mental, e acontece quando o ídolo deixa de ser associável ao que deveria representar, ou, como aconteceu com a serpente de metal que Moisés fez por ordem de Deus (2Rs 18:4), quando o ídolo foi feito para representar uma coisa e se torna outra. A valorização da família ou o respeito aos idosos são idolatrias nesses sentidos. A própria aleatoriedade dos laços de família faz que seja mais provável a família perpetuar a estupidez, a mediocridade ou a imoralidade do que combatê-las. E acreditar que os velhos são a encarnação da sabedoria é negar a experiência. E o pior é que você sabe que eu estou dizendo a verdade.

02) É impossível exaltar a família sem a glorificação da estupidez. Quando um louvador da família tenta explicar como percebeu que os pais tinham razão, o que ele mostra é como ele próprio não conseguiu superar a estupidez ou a violência moral que recebeu do ambiente familiar. Não é por acaso que o caso típico do pai, da mãe ou do avô que era um poço de sabedoria é de um notório semiletrado frustrado incapaz de encostar em alguém do seu tamanho.

03) Pregar a valorização dos pais quase sempre é impraticável sem o apelo ao passado. Toda a obrigação que a sociedade, os tradicionalistas e a própria família impõe aos filhos em relação aos pais é, geralmente, em nome de obrigações cumpridas de má vontade na infância. A condenação ao não querer ter filhos no próprio meio cristão conservador vem com o terror de não ter "amparo na velhice". Então, o amor verdadeiro de mãe está explicado, ora: na juventude, o "amparo" é o "velho"; na velhice, é o filho.

04) Fora que o cuidado dos pais aos filhos na infância é geralmente medíocre e esperando se aproveitar do sucesso deles na velhice, fora também que os pais típicos menos formam o filho para a vida do que esperam a maioridade dos filhos para se livrarem dele, a defesa da importância da família na vida do indivíduo é anacrônica. A família pode ter sido valiosa perto da pessoa no passado e mais valiosa longe dela hoje. E nem sempre querer a família longe é sinal de desprezo.

05) Uma prova do esmigalhamento moral-psicológico produzido pela família típica é quando uma pessoa consegue passar dos 40 anos agradecendo aos pais pelos castigos físicos porque por aquilo ela se tornou uma pessoa de bem. Uma moral decente é um conjunto de ações certas, não de não-ações erradas. Para começo de conversa, a pessoa não sabe diferenciar integridade moral de uma mistura de repressão sexual, complexo de inferioridade e síndrome do pânico.

06) Uma frase de G. K. Chesterton: "os que falam contra a família não sabem o que fazem, porque não sabem o que desfazem". Se Chesterton disse mesmo isso, ele próprio não sabia do que estava falando, nem quem "curtiu" a frase. Explico: o que é família, pra começar? A nação de Israel começou com filhos de um mesmo homem com quatro mulheres (Gn 29:32 a 30:24). Eu mesma já li algumas beatas chamarem de pedofilia o caso sexual de uma mulher com três adolescentes de dezesseis e dezessete anos, idade em que as trisavós delas próprias já estavam casadas. Em algumas tribos antigas da África, era normal uma criança presenciar as relações sexuais dos pais, séculos antes dos casais ocidentais que escondiam do público quando a mulher estava grávida do próprio marido. No livro "Repressão sexual, essa nossa (des)conhecida", Marilena Chauí disse que às vezes nós consideramos universal um aspecto que é da sociedade europeia recente. Ela sempre foi uma militante esquerdista medíocre disfarçada de filósofa, mas nisso ela estava certa.

07) Não é por acaso que pouquíssimas pessoas ativas têm companheiros de ativismo na própria família: a formação intelectual costuma acontecer não apenas fora do ambiente familiar, mas contra ele. Meus amigos que defendem, por exemplo, os direitos humanos dos homens e meninos no Facebook podem confirmar que a melhor receptividade que conseguem em família é o desinteresse; muitos precisam usar pseudônimos também por causa de familiares e amigos; alguns foram bloqueados por irmãos, pais ou primos. Ah, e tanto nas inquisições quanto em regimes socialistas, incluindo o nazista e o fascista, muitos dissidentes foram entregues ao governo por gente da família. Os militantes do tradicionalismo cristão têm um pouco mais de sorte. Mas a mediocridade intelectual têm grande chance de acontecer em família. Isso é só Estatística.

08) Eu já devo ter dito, mas repito: eu faço e prego mais contra a família nos meus blogues e no meu perfil no Facebook do que todos os inimigos da família da História da humanidade juntos. O casamento gay, por exemplo, se o próprio público homossexual se interessasse muito nele, seria um recurso para os homossexuais imitarem a família tradicional, não para acabar com ela; se existe o perigo, ele vem do Movimento LGBT, não da parcela homossexual da população (se você conhece pessoalmente um ou dois gays, sabe que há muita diferença).

09) Quando alguém diz algo sobre valorizar a família ou preservar o casamento, não consegue apresentar qualidades reais. No máximo, casos raros de lares agradáveis ou casamentos construtivos para ambos os lados. Se o defensor da família apresenta um comercial de margarina como caso típico de família, ou mesmo como possibilidade para ser uma família mediana, isso só prova que ele próprio teve o senso crítico danificado pela família. A louvação ao casamento no meio cristão só acabou porque a indústria do divórcio fez o casamento quase impensável e mulheres decentes para um casamento são difíceis de achar mesmo nas igrejas tradicionais. Mas a louvação à família continua.

10) Eu sabia que a mediocridade feminina teria que ser promovida na sociedade como um todo e na família em particular antes que o Feminismo prosperasse. O Lesbofeminismo é só a exaltação dessa mediocridade quando foi conveniente vir ao público. Por isso eu escrevi a crítica "A família é a base da sociedade" (versões com putaria e sem putaria) ainda em 2006, antes de escrever especificamente contra o Feminismo. Os antifeministas cristãos querem reduzir o Feminismo a uma trama de meia dúzia de ricaços financiando a comunicação de massa e algumas militantes loucas durante duas ou três gerações. Essa tese mesma depõe contra a família, porque mostraria como destruí-la é "fácil".

11) No Facebook, quase tudo que não seja banalidades pessoais que, em geral, o autor só deixa visível para amigos se divide quase totalmente entre propaganda esquerdista, babaquices misândricas, indiretas de vadias e fotos de família ou da pessoa na própria casa. Não é raridade a pessoa usar uma foto de perfil ou de capa com o cônjuge ou com um filho, ou o próprio perfil ser de um casal, não de uma pessoa. A incoerência das pessoas que dizem que as pessoas não valorizam mais a família é a mesma da lésbica sem talento que tem uma coluna em um grande jornal onde reclama da sociedade machista, ou do brasileiro militante do Movimento Negro que reclama de racismo estudando em uma universidade onde só entrou por causa da cor.

12) Quando eu escrevi este texto, o grande nome da direita brasileira Olavo de Carvalho estava bloqueado no Facebook pelos próximos 20 dias aproximadamente. O pretexto foi usar palavras menos polidas em uma ou duas postagens. O grupo criminoso que organizou o ataque é a comunidade Astrólogo Olavo de Carvalho (https://www.facebook.com/OlavoAstrologo), que está aproveitando para espalhar calúnias e provocações de bullying de colégio. O maior orgulho da comunidade, diga-se de passagem, é de ter juntado 40 analfabetos funcionais para uma denúncia falsa. A comunidade já foi denunciada, algumas denúncias com o print screen da confissão, e o Facebook dizia sempre que a página não viola os termos de uso da rede. Em outra ocasião, uma foto do mesmo Olavo em um vídeo no Youtube foi denunciada por nudez. Para reprimir que rapazes heterossexuais normais possam ver seios nus na internet ou na televisão em nome da preservação da família, os direitistas cristãos alimentaram ou pediram eles mesmos medidas repressivas que os socialistas, tanto governos quanto militantes, usam contra eles agora. Eu dei esse aviso nos meus blogues em 2010. Talvez os direitistas cristãos entendem agora.

13) A classificação indicativa que diz que, por exemplo, os filmes American Pie não são recomendáveis para menores de 16 anos foi aprovada no governo do mesmo PT que defende a liberação do aborto ou que financiou a Parada LGBT deste ano. Se as bandeiras da direita continuarem sendo a defesa do capitalismo (que não está sob ataque) e a defesa da família, o futuro da direita é preparar o próprio enterro.

14) Eu já escrevi em 2010 sobre como a mãe que encarna o amor é uma farsa para bajular as mulheres, inclusive e principalmente as vadias despreparadas. Não seria justo eu omitir os mesmos critérios para exaltar a figura paterna. Quem defende os direitos humanos dos homens não quer um feminismo invertido, quer que os mesmos padrões, para o bem e para o mal, se apliquem a todos. Então, eu devo dizer que muitos pais foram horríveis, outros ausentes, outros abandonaram as mães dos seus filhos. E a maioria dos pais foram mais ou menos tão despreparados para ter filhos quanto as mães destes filhos. Mas devo dizer que sempre existiram mais bons pais do que boas mães. Se você conhece a vida de um pai separado que visita um filho sob a guarda da mãe que vive da pensão, você deveria duvidar de que amor verdadeiro é só de mãe.

15) Quando alguém ainda vê amor em uma família que desaprova uma filha que perdeu a virgindade, é porque a idolatria à família obscureceu o conceito de ódio ou o de amor. Amor é querer o bem da pessoa amada, portanto se sentir bem com o bem dela. Ódio é querer o mal da pessoa odiada, portanto se sentir mal com o bem dela. Se o pai ama a filha, por que ele vai se indignar quando souber que ela perdeu a virgindade? Ele pode se preocupar com doenças venéreas, com gravidez indesejada, com a qualidade do rapaz que transou com ela. Isso considerando que ele não tenha falado de sexo com a filha antes por achar, por exemplo, que ainda era cedo. Mas este pai não expulsaria a filha de casa. Quando uma adolescente era expulsa de casa pelos pais por ter perdido a virgindade, era por inveja da filha por ter tido, pelo menos aparentemente, um prazer sexual que os pais não tiveram eles mesmos. Se isso não era ódio, amor também não era. Foi isso que eu pensei antes de perder a virgindade aos 14 anos. Eu contei um bom tempo depois, no meio tempo eu me mostrei meio "à vontade". Não é qualquer pai ou irmão que se sente à vontade tendo uma "puta" na família, a minha família é evangélica, só eu sou ateia. Mas temos um excelente relacionamento. São outras pessoas da minha família que não vão a um encontro familiar se eu estiver lá.

16) Como a própria Estatística implica que pessoas medíocres vão ser a composição mais provável de uma família típica, a situação mais provável é termos uma família onde a maioria dos membros não tenta ganhar o respeito dos outros, talvez nem tentem se dar ao respeito eles mesmos. Pedir a valorização da família neste caso é querer a estupidez como base da autoridade. Eu pensei nisso vendo o meu relacionamento com os meus pais e os meus irmãos, todos eles pessoas honradas. Eu ainda morava com os meus pais quando eu via aquelas pessoas como pessoas amigas, honradas e intelectualmente respeitáveis. Apenas isso me bastaria para amar e respeitar essas pessoas. Quando a primeira justificativa para você respeitar uma pessoa é o laço familiar, isso não é bom sinal. Eu já saí com o meu pai ou com algum dos meus irmãos homens e já dei demonstrações de carinho e alegria que deixaram casais envergonhados. Uma das vezes em que tive que explicar que aquele senhor ao meu lado era o meu pai, eu quase fiz a piada de que eu o amo e só faltava eu dar pra ele. Mas como anticomunista e antifeminista, eu não queria ver ninguém "vermelho" por minha causa.

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La madre porta il suo ragazzo a casa, lo presenta a sua figlia. Poi, la mamma chiede figlia a mostrare i suoi seni e le natiche a lui. Questa è una bella famiglia!


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Mamãe sueca fode seu próprio filho e o amigo dele

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