sábado, 3 de março de 2007

Mulher sexualmente livre de verdade, Flávio Gikovate? Só se for eu

Eu recebi este texto do Flávio Gikovate de um amigo por e-mail

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A mulher sexualmente livre; a de verdade

Tenho insistido no fato de que a indústria pornográfica tem nos imposto um modelo de mulher que está fundado no fingimento. Têm um comportamento sexual que, mesmo falso, seria o dos sonhos dos homens: aceitam todo o tipo de prática, têm uma postura geral de submissão (ajoelham-se para fazer sexo oral neles), dão demonstrações ruidosas de prazer, especialmente quando são penetradas. Isso tanto na penetração vaginal como anal. Dizem várias vezes que estão gozando, de modo que estariam tendo orgasmos fáceis em qualquer destas circunstâncias. A submissão chega ao extremo quando elas oferecem a face para que os homens ejaculem.

Não dão sinais de estarem tendo prazer tão intenso quando são os homens que fazem sexo oral nelas. Isso parece ser apenas uma das preliminares, e que acontece sempre de forma um tanto rápida (exceção talvez ao sexo oral que elas fazem neles, mais demorado e cheio de sofisticações). É tudo muito diferente da vida real, onde homens e mulheres gostam muito dos prolongados beijos na boca, nas carícias manuais por sobre a roupa, da descoberta delicada e pausada das partes dos corpos que vão se mostrando aos poucos. Tudo sempre intercalado com beijos na boca e também em outras partes da cabeça e pescoço.

A realidade é que a grande maioria das mulheres se excita mais facilmente por meio da estimulação do clitóris do que da penetração vaginal ou anal. Os beijos mais ardentes são parte essencial do processo de entrar no clima erótico. São o sinal de que se pode ir adiante. É o modo como o tom romântico caminha para o erótico, completamente diferente. Sim, porque o erótico é mais grosseiro, mais rude, mais "mamífero" e um pouco mais vulgar. Isso é verdade também na realidade e é assim que tem que ser porque a atmosfera romântica encaminha mais na direção da ternura do que do tesão.

A descrição que faço certamente está prejudicada pelos meus olhos masculinos e pelos erros que cometo na empreitada de tentar penetrar na forma como sente uma outra pessoa - e tão diferente, ao menos neste aspecto, como é a mulher com relação ao homem. Mas a impressão que tenho é a de que as mulheres de verdade, e que são verdadeiramente livres do ponto de vista sexual, vão, aos poucos, se entregando à excitação que toma conta delas à medida em que são tocadas. As mulheres são muito sensíveis aos estímulos tácteis, de modo que aquelas que não têm medo e nem freios de outra ordem (ligados, como regra, ao desejo de controlar a relação) vão entrando num clima de entrega, de se deixarem perder naquele amontoado de sensações. Vão se abrindo. Isso pode ou não vir acompanhado de manifestações ruidosas, sendo fato que um volume maior de ruídos não indica obrigatoriamente maior intensidade de sensações.

As mulheres são particularmente sensíveis à estimulação clitoridiana justamente porque lá se encontram terminações nervosas em grande concentração, o que provoca a máxima intensidade da excitação determinada pelos estímulos tácteis. O mesmo não acontece durante a penetração vaginal, órgão essencialmente reprodutor e pobre em terminações nervosas (se a vagina fosse muito inervada, as dores do parto seriam insuportáveis, já que nesta ocasião terá que passar um feto cujo diâmetro da cabeça é de cerca de 15cm). É claro que existem estímulos eróticos que derivam de aspectos simbólicos e não apenas da estimulação nervosa. Assim, uma mulher pode gostar de se sentir penetrada - possuída, como se dizia antigamente - pelo homem que ela gosta.

Este é o momento para reafirmar que todo este processo de se descontrair e de se descontrolar, de se entregar de corpo e alma à estimulação sexual, costuma acontecer apenas quando a mulher está transando com um parceiro que seja pessoa amada; ou então, amiga e conhecida o suficiente para que possa se estabelecer um clima de confiança e segurança a ponto dela se soltar da forma que descrevi. Assim, ainda que o amor não participe intensamente da hora da transa, o fato do parceiro sexual ser o objeto do amor e da confiança aumenta muito as chances de uma mulher conseguir a proeza de se deixar levar por sua excitação sexual.

Acredito que algumas mulheres aprendam a lidar com sua sexualidade de uma forma tão serena e segura que consigam se deixar "embriagar" pela excitação erótica mesmo com um parceiro que mal conhecem. Porém, são poucas. Aliás, são poucas as mulheres que querem efetivamente aprender a serem assim: tão donas de si e de sua sensualidade. A maioria prefere mesmo o relacionamento com parceiro sentimental. Isso tem a ver também com o que acontece no final, quando homens e mulheres saem deste estado de êxtase solitário (sim, porque a intensidade erótica muito intensa nos faz presos a nós mesmos e sem condição de olhar muito para o parceiro) e sentem muito prazer em encontrar a seu lado aquele a quem amam. É bom registrar com ênfase que o vazio relacionado com o fim da relação sexual talvez seja até maior no homem que na mulher. Ou seja, os rapazes que evitam o sexo sem compromisso estão mesmo é pensando no buraco no estômago que irão sentir no final.

Enfim, o que quero passar é que a mulher sexualmente livre "viaja" corajosamente em suas sensações de excitação, experimenta ou não orgasmos (o que não é tão importante quanto se pensa) e depois gosta mesmo é de "aterrisar" no ombro do companheiro querido.

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Pra começar, quem condena a pornografia na verdade condena o sexo. A pornografia mostra a mulher aceitando tudo? Mostra. Mas quem conhece sabe que a maioria das cenas não têm desrespeito nenhum, e as outras cenas cabeludas têm mulheres que gostam (não é qualquer mulher, mas tem). E ainda tem homem que foi educado ouvindo que mulher digna não mostra prazer na cama. Será que pelo menos pra alguns não é esse o problema? E o resto é o que eu sempre falo. Pra muita gente, o sexo é uma coisa suja, horrorosa, pecaminosa, que não deve ser falada e muito menos mostrada, tão nojenta que só o sacramento do matrimônio pode limpar, e, para essas pessoas, é esse o problema da pornografia.

E é óbvio que apesar do título "mulher sexualmente livre", ele está é bajulando a própria esposa e as vadias enrustidas que lêem a coluna dele na revista Cláudia. E também é óbvio que se ele fez sexo decente com outra mulher (além da esposa), ele está com sentimento de culpa.

A parte das preliminares eu até concordo também que são importantes. Eu adoro sexo oral, do homem em mim e de mim nele. Uns beijinhos, uns abraços, uma pegadinha aqui, ali, e às vezes uma idéia maluca que vem na cabeça dele ou na minha (tipo passar mel na minha buceta ou no pau dele). Mas sem frescuragem, aquela coisa de pisar em ovos porque a mulher não gosta do negócio e tem que ser tipo tapeada ou bajulada. E outra, como eu tenho uma cara de ratazana de igreja (quando eu estou na rua, usando óculos e roupa comprida), tem hora que dá uma oportunidade com um gatinho, e aí eu que mexo com ele. Nessas horas, nem eu encontro mulher sexualmente livre nem os meus gatinhos se lembram de ter ouvido falar de alguma.

E aquela velha história de que a mulher faz sexo só com amor (ou melhor, com casamento ou promessa de casamento). Se a mulher não vê o sexo como uma obrigação do casamento, ela vale menos. E se ela não se segura, aí que não vale nada mesmo. Quem acha que sexo sem compromisso dá um vazio depois, é porque nunca teve coragem de fazer, ou então fez e teve azar de uma experiência ruim. Eu nunca tive namorado, transo com homens bem selecionados e sempre foi bom. Se os dois (ou mais de dois) tiverem respeito e carinho, será que mesmo assim vai ser ruim, só porque não é no sagrado laço do matrimônio? Eu transo mais gostoso com alguns amigos que muita mulher com o benzinho dela, e sou tratada com bem mais respeito também.

Mas onde o autor foi deprimente é que ele chama a mulher do filme pornográfico, que ele mesmo diz que faz um sexo decente como os homens gostam, de fingida para chamar a beata hipócrita de mulher sexualmente livre. É o tipo do inverter as coisas e chamar de outros nomes. A mulher sexualmente livre primeiro era a bruxa que dava até pro Demônio, depois era a prostituta, depois a maluca drogada que espalhava AIDS e agora é a esposinha semi-frígida? Fala sério. Ah, e o cara descobriu que a mulher sexualmente livre é a mulher de um homem só.

Eu vou falar o que é mulher sexualmente livre. Mulher sexualmente livre não é uma puta ou uma doente mental, mas também não é a santa na rua e a puta de um homem só no quarto. Mulher sexualmente livre é aquela que não tem vergonha de conversar com um amigo pensando no que os outros vão falar. Mulher sexualmente livre pode não transar fora do casamento, mas não é por medo de AIDS. Pode nunca querer transar com dois ou mais de uma vez, mas não é porque se ela fizer isso ela vai ser abaixo de puta de zona. Mulher sexualmente livre não amarra o parceiro ao casamento.

Quer conhecer uma mulher sexualmente livre? Prazer, meu nome é Abigail P. Aranha, estou fazendo 16 anos este mês, então não posso entrar no motel, mas tenho quase dois anos de experiência, faço um programa completo, atendo casais (só tenho alergia a mulher), atendo grupos de amigos, só que não sou prostituta, eu faço é por gosto mesmo.

Abigail Pereira Aranha

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