terça-feira, 18 de setembro de 2007

Soube que a Ana deu pro marido da Isabel?

Abigail Pereira Aranha
A mulher pode ser uma tonta moralista que pode ter gente inventando uma vida sexual que ela não tem.
Se ela está estudando e vai na casa do colega estudar, deu pra ele. Se ela vai na casa de um casal quando a mulher não está, está dando pro homem. Se ela sai mais tarde do trabalho, deu pra alguém do serviço. Se ela não sai de casa, dá pro carteiro quando o marido está fora.
Mas e se ela fez mesmo alguma coisa? Se ela saiu mesmo com um homem? Se ela deu mesmo pra dois de uma vez? Se ela faz mesmo programa? Se ela está mesmo numa página pornô? Pronto, agora é uma puta que não vale nada. Ela pode ter saído com o homem só por interesse (não nele), ou pra se vingar do marido, ou procurando o futuro marido com quem vai formar mais uma familiazinha cristã. Ela pode ter dado pros dois porque estava bêbada e no dia seguinte já estava pensando "Minha Nossa Senhora, o que foi que eu fiz? Não quero nem imaginar se o meu namorado souber. Ai, que vergonha!" Ela pode estar fazendo os programas todo dia pensando só em juntar o dinheiro no fim do dia e ver o namorado que não está sabendo de nada. Pode até estar fazendo de tudo, mas só pelo dinheiro e se sentindo um lixo. Ela pode ter aceitado posar na página pornô pelo dinheiro, e pedindo aos santos pra nenhum conhecido ver. Mas não adianta, pro povo ela é uma safada, sem vergonha, galinha, que dá pra qualquer um. E é burrice e hipocrisia do povo, porque muitas mulheres com relacionamento estável mas não casadas, que andam com roupa escandalosa, são reprimidas como qualquer beata rezadeira.
Gente, se vocês encontrarem uma mulher com jeito de beata tonta, pode saber de uma coisa: ela é uma beata tonta. E se vocês encontrarem uma mulher que parece que saiu de um filme pornô, pode saber de uma coisa: é outra beata tonta. Menos que a outra, mas é, quando muito é safada mas só com o namorado. Se de cada 10 mulheres que dizem que são sem vergonhas, uma fosse perto do que se diz dela, teríamos putaria abundante.
Eu já não passo por este problema. A cidade sabe que eu sou uma galinha de 16 anos (não 16 anos de galinhagem) e de tanto falarem já perdeu a graça. Hehehehe!
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sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Uma nova moeda: a amizade

Não é só com dinheiro que se faz economia. Que tipo de economia havia antes da civilização? Fala-se em trocas, mas isso serve para o comércio entre grupos. E quanto à economia dentro dos grupos, como funciona? Também é um tipo de troca, mas não pode ser meramente material. Primeiro, vamos repensar nossos conceitos. Se estivermos falando de uma economia tribal, os verdadeiros bens dificilmente serão materiais. Afinal de contas, não é que os homens fossem mais conscientes da divisão justa dos recursos, é que não tinham motivos para fazer a divisão, uma vez que a produção não era centralizada. Como a dependência de ferramentas era pequena, as coisas materiais não tinham muita importância. Mesmo a comida não tinha dono, estava solta por aí. Será que se tratava de ser mais forte? Sozinhos os fortes não são nada. A verdadeira riqueza era medida pela sua capacidade de FAZER AMIGOS. Claro, parece estranho de se pensar, mas imagine: Tudo fica mais fácil de fazer quando temos cooperação de amigos. A cooperação mútua é o fundamento da economia tribal. Se você ajuda um amigo a fazer uma coisa e ele te ajuda a fazer outra, o ganho que é sempre coletivo. A adição de amigos, ao contrário do acúmulo de bens materiais, jamais causa desigualdade, porque um amigo a mais não representa um amigo a menos. Os grupos de afinidade, no entanto, precisam de poucos membros, mas não significa que devam se isolar e competir com outros grupos. É claro que uma amizade tem valor mesmo quando o amigo não nos pode ajudar com coisas materiais, mas também com idéias e sentimentos, que são tão ou mais importantes. As pessoas valorizam aqueles amigos que se mostram sinceros e gentis, então essa economia não é simplesmente materialista, ela envolve sentimentos. Posso dizer que ele é primariamente emocional, com materialidade meramente colateral, enquanto a nossa economia é primariamente material, como emoções meramente colaterais, às vezes indesejáveis. Se pudéssemos nos livrar das emoções, seríamos perfeitos para o nosso sistema. E ainda assim, não podemos nos livrar nem disto, nem da matéria. Porque não aceitar ambos?

Vamos usar livros como exemplo: Como ler livros sem ter que comprá-los? Há milhares de livros juntando poeira nas estantes de pessoas que estão dispostas a emprestá-los para amigos. Algumas livrarias permitem que você leia o livro lá, especialmente se você se tornar amigo dos vendedores. As pessoas que lêem muito costumam a gostar de conversar sobre o que estão lendo, e você pode criar laços de afinidade com pessoas através da leitura, ou descobrir autores e obras interessantes que você nunca tinha ouvido falar. Apesar dos benefícios de comprar um livro e guardá-lo em casa, como um todo há muito mais vantagens em simplesmente não comprar o livro, e buscá-lo através de um amigo, com o qual você poderá conversar depois.

Uma vida mais simples começa com a baixa dependência do modelo econômico consumista. A amizade pode se tornar um modelo econômico mais sustentável e mais humano, porque não gera desigualdade e valoriza o que as pessoas têm de melhor. Nosso sistema inevitavelmente concentra riqueza nas mãos de poucos, dá vantagens para as pessoas mesquinhas e dissimuladas, além de nos forçar a ter relacionamentos frios e a ser antipáticos. Muitas coisas interessantes podem ser pensadas para esse novo sistema baseado na amizade. Contribua com suas idéias.

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Esse texto é do Janos, do blog Uma Nova Cultura

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Mães adolescentes

Abigail Pereira Aranha
Tem uma gente imbecil que acha que o mundo está muito liberado e por isso que adolescente engravida. São os mesmos babacas que acham que mulher que mora sozinha é galinha e pensam bobagem de qualquer mulher que fica sozinha com um homem. As meninas santinhas mais cheias de frescura com homem que eu conheci foram as que eu vi engravidar cedo.
E alguém conhece alguma mocinha adolescente que tem revista ou vê material de sexo na internet (tirando eu)?
Uma coisa que o povo não fala é que muita mocinha sem juízo engravida pra mostrar que não é mais criança, porque ter filhos é tratado como sinal de maturidade para a mulher. Mesmo que a gravidez seja mesmo indesejada, acidental.
Qual o problema de chegar pras meninas e falar por que elas menstruam, por que elas engravidam, como fazer sexo sem engravidar nem pegar doença? Pros beatos é o fim do mundo, não pode porque senão os jovens vão desandar a fazer sexo sem casar, porque a camisinha não protege, porque a mulher quando casar vai chifrar o marido. Tem gente que acha que se uma mulher souber sobre sexo e o corpo dela, e não se relacionar com os homens como se fosse uma prisioneira, ela vai trair o marido ou vai viver na galinhagem.
Mas sabe o que é também? Tem uma gentinha com saudade daquele tempo que mulher não chegava perto de homem (nem do namorado) e casava com quem os pais mandavam. O problema deles é que sexo pra eles é coisa do Diabo, eles não têm a capacidade mental de ver uma boa transa como uma coisa normal da vida. Eles não conseguem ver nem uma mulher casada conversando com um homem que não seja o marido ou alguém da família sem achar problema.
A menina antigamente casava aos 14 anos com um homem de 30, todo mundo achava maravilhoso. Ninguém se preocupava se ela engravidava moça, se apanhava, se não saía de casa. Só ela ter um marido já era uma benção divina. Agora, uma mocinha de 15 anos perde a virgindade com o namorado, tem gente achando o fim do mundo. Eu, que perdi a virgindade aos 14 anos sem namorado mesmo, então, sou o fim do Sistema Solar, hehehehe.
A menina que engravidou com 15 anos é a mesma que não pode ver nada de sexo antes dos 18. E aí, a culpa é dela que não se reprimiu o suficiente ou da sociedade que tem nojo de falar de sexo?
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