quarta-feira, 30 de setembro de 2026

O mapa-múndi mental dos analfabetos

Abigail Pereira Aranha

1) O mundo dos analfabetos

O brasileiro típico é semianalfabeto, e para o analfabeto ou o semianalfabeto, o seu próprio universo verbal e o seu próprio universo emocional têm vida própria. A fala neste caso é verborragia de observações superficiais, expressão de sensações, gatilhos emocionais, signos de identificações tribais (jargões de feministas, pentecostais, moradores de favelas, etc) e repelência a outras tribos. A própria ideia de que a linguagem humana é associada ao mundo real e que este mundo real é externo é uma ideia alienígena para esta pessoa.

Preciso esclarecer que quando eu disse que o analfabeto e o semianalfabeto consideram o próprio universo verbal e o próprio universo emocional como universos com uma existência independente da realidade, eu não disse que estes universos são criações deles. Este universo verbal e este universo emocional têm algumas referências externas, que foram mal intrerpretadas e produziram palavras mal entendidas e emoções desorganizadas na mente do analfabeto ou do semianalfabeto, às vezes por uma distorção induzida e modelada por uma inteligência externa. Portanto, o universo verbal e o universo emocional do analfabeto e do semianalfabeto são produzidos em parte por um universo verbal externo, em parte por um universo não-verbal também externo que serve para comunicação de ideias ou produção de sentimentos. Estes produzidos por alguém que, este sim, conhece a linguagem geral. Não por acaso, os universos verbais e os universos emocionais de uma comunidade ou uma nação inteira de analfabetos e semianalfabetos são muito parecidos, mesmo sendo individuais e aparentemente impenetráveis para argumentos sólidos contrários.

Isso não significa que o analfabeto ou o semianalfabeto não tenha uma visão sobre a humanidade, a vida ou o mundo (tanto no sentido físico quanto no sentido da Geografia Humana). Mas esta visão, em vez de tentar ser uma visão do próprio objeto, é uma entrada em redemoinho pra dentro do próprio universo verbal-emocional. Um erro comum é a pessoa ignorar conceitos básicos do assunto em questão. Outro erro comum é confundir elementos da realidade muito diferentes só porque foram dados a eles nomes semelhantes (às vezes foram dados pela inteligência externa interessada nesta confusão). Às vezes acontece um exemplo grosseiro da Falácia do Apelo à Emoção ou do Argumentum Ad Hominem (apelo pessoal).

Então, o que se pareceria com um debate com este analfabeto ou semianalfabeto está abaixo de uma discussão de ideias divergentes. A pessoa plenamente alfabetizada usa e considera a linguagem como um meio descritivo de objetos extralinguísticos e geralmente externos. Isso sem contar o eventual domínio do assunto, que é conseguido pelo conhecimento do objeto, não pelo aprofundamento em um universo verbal ou emocional aparentemente referente a ele. A pessoa analfabeta ou semianalfabeta usando os mesmos elementos linguísticos aponta para outra coisa, não o mesmo objeto real a que o debatedor se refere. Aqui não está a ignorância do assunto, que é consequência, mas o desconhecimento da realidade pelo desconhecimento da própria razão de existir da linguagem humana.

E ainda existe um perigo possível numa nação de semianalfabetos que compromete até a inteligência de pessoas plenamente alfabetizadas, não apenas o conhecimento delas: a nação ser aparentemente dominada por semianalfabetos, estúpidos e incompetentes mesmo e principalmente nas áreas de atuação e decisão onde é desejável e necessário que as pessoas mais inteligentes e qualificadas estejam. Digo que a nação é "aparentemente dominada" por esta classe porque, na prática, é uma elite exterior com um plano definido que dá suporte pra esta elite nacional desqualificada existir em troca de esta cumprir o seu papel no plano. Eu poderia dar exemplos recentes, não vou dar para que o leitor que tem ideias divergentes não perca a linha: uma pessoa semianalfabeta do povo tem a visão de um assunto específico que aquela elite estrangeira ou mesmo a nacional quer que esta pessoa tenha, aí esta pessoa semianalfabeta ouve alguém sinalizar pra uma visão verdadeira e diz "não sou eu, a Ciência diz isso", ou "o órgão oficial diz isso", ou "saiu no jornal". E aí pode acontecer o fenômeno curioso, sinal da desconexão com o mundo real observável e da linguagem sem integridade, de uma pessoa se sentir "fora da caixa" repetindo o que diz a militância esquerdista dos corpos docentes das universidades e a imprensa velha.

Ops! Eu mencionei a militância esquerdista, eu precisei mencionar pra dar o exemplo recente. Quem é anticristão de esquerda pode apontar, se for esperto e um tanto culto, um fenômeno parecido com o que eu descrevi até aqui em cidadelas católicas ou protestantes dos séculos passados, em países islâmicos "fundamentalistas", talvez em "think tanks" da direita conservadora atual. O grande demérito da esquerda internacional aqui é só apontar o mal em toda parte ao redor e atrás no passado para, no final, praticar este mal sozinha ela mesma. Ao mesmo tempo, este mesmo movimento fez algo bom, por que talvez caiba um agradecimento, exatamente de apontar a iniquidade do que antes era sagrado.

Aliás, como você reconhece que alguém sabe do que está falando? Quando esta pessoa consegue apontar aquilo de que fala no objeto em questão, ou quando consegue formar este objeto na imaginação de quem ouve. Se você teve e se lembra até hoje de um bom professor no Ensino Fundamental ou no Ensino Médio, era isso que ele fazia.

Tudo isso tem relação com as notícias que eu vou comentar a seguir.

2) "ONU aprova correção do mapa-múndi; apenas os EUA votam contra" (Diário do Centro do Mundo, 04 de setembro de 2026)[1]

Divulgação/Tom Patterson/Equal Earth

Foto: Divulgação/Tom Patterson/Equal Earth

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas aprovou nesta sexta-feira (4), por 164 votos a favor, uma resolução contra as distorções provocadas pela projeção de Mercator, ainda amplamente utilizada em mapas escolares, plataformas digitais e documentos oficiais. Os Estados Unidos foram o único país a votar contra a proposta.

O texto levado à votação recebeu o título “Corrija o mapa” e foi apresentado por países do Grupo Africano. A resolução incentiva governos, organizações internacionais e outras instituições a adotar e difundir a projeção Equal Earth e outros modelos de área equivalente quando a comparação do tamanho dos territórios for relevante.

Criada no século 16 para auxiliar a navegação marítima, a projeção de Mercator preserva direções, mas amplia visualmente regiões distantes da linha do Equador. Áreas próximas aos polos parecem muito maiores, enquanto territórios equatoriais ficam proporcionalmente reduzidos.

O efeito é particularmente visível na representação da África, da América Latina e do sul da Ásia. Europa, América do Norte e Groenlândia ganham uma dimensão visual desproporcional quando comparadas com regiões que, no globo, ocupam áreas muito maiores.

A resolução afirma que essas distorções não produzem apenas erros de percepção geográfica. Segundo o documento, elas têm efeitos cognitivos, educacionais, culturais, geopolíticos e socioeconômicos, além de contribuírem para uma “minimização simbólica” da África no imaginário coletivo.

A Equal Earth, chamada de Terra Igual em português, preserva a proporção relativa das áreas continentais. Isso não significa que o modelo elimine todas as deformações: o próprio documento reconhece que nenhuma projeção consegue representar perfeitamente uma superfície curva em um plano. Cada modelo atende a uma finalidade diferente.

A decisão também não aposenta imediatamente a projeção de Mercator. O texto não estabelece proibição nem prazo para sua retirada e preserva seu emprego na navegação. A resolução recomenda que escolas, meios de comunicação, instituições públicas e plataformas digitais utilizem representações mais precisas quando o tamanho dos territórios for parte essencial da informação.

A votação transforma em posição majoritária da Assembleia Geral uma campanha que já contava com o apoio da União Africana. Em 2025, o DCM mostrou que países africanos pressionavam pela revisão do mapa-múndi[2]. O documento aprovado agora pede que o secretário-geral acompanhe sua implementação e determina que o tema volte à agenda da ONU na 83ª sessão da Assembleia.

Laura Jordão

Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!

3) "Novo mapa-múndi é importante para a percepção global, diz especialista" (CNN Brasil, 05 de setembro de 2026)[3]

Resolução adotada pela Assembleia Geral reflete com mais precisão o tamanho real dos países, após demanda de nações africanas

Da CNN Brasil

05/09/26 às 19:02 | Atualizado 05/09/26 às 19:02

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, nesta sexta-feira (4), uma resolução que adota um novo mapa-múndi com o objetivo de representar com maior precisão o tamanho relativo dos países.

A mudança atende a uma reivindicação histórica de nações africanas, que pediram à ONU a correção de distorções presentes na cartografia tradicional.

O mapa até então amplamente utilizado é baseado na projeção de Mercator, desenvolvida em 1569 e adotada originalmente para fins de navegação. Segundo a geógrafa e professora titular da USP Ligia Vizeu Barrozo, essa projeção foi criada para resolver um problema muito específico da época.

"O objetivo era preservar os ângulos de forma que não se perdesse a rota correta para se chegar de um lugar a outro", explicou. "Não havia preocupação com essa representação cartográfica do ponto de vista de manter a proporção das áreas."

A especialista destacou a importância da mudança para a educação e para a percepção global. "A gente vai educar as pessoas a entenderem o tamanho e a importância da África e também do próprio continente sul-americano", afirmou Ligia Vizeu Barrozo.

Distorções geográficas e impacto na percepção

Uma das distorções mais evidentes do mapa de Mercator diz respeito à comparação entre o tamanho da Groenlândia e o do continente africano. No mapa antigo, a Groenlândia aparece com dimensões desproporcionalmente maiores do que as reais, enquanto a África e a América do Sul são representadas de forma reduzida.

Ligia Vizeu Barrozo explicou que isso ocorre porque, "à medida que a gente vai indo para as altas latitudes, tanto em direção aos polos, acontece uma deformação maior". No novo mapa aprovado pela ONU, a Groenlândia aparece significativamente menor, ao passo que o continente africano e a América do Sul ganham representações mais fiéis à sua extensão real.

Para a especialista, a questão vai além da precisão técnica e envolve também uma dimensão política e cognitiva. "O que a África reivindicava era uma questão de justiça cartográfica, justiça cognitiva, porque as pessoas, quando olham para o mapa da projeção de Mercator, têm uma ideia de que a Groenlândia e as terras emersas que estão mais próximas do polo, principalmente no hemisfério norte, são muito maiores do que o sul global", afirmou.

Ligia Vizeu Barrozo ressaltou ainda que "nenhum mapa é neutro" e que "todo mapa tem a sua escolha, construída a partir de concepções históricas".

Usos do novo mapa e continuidade da projeção de Mercator

A adoção do novo mapa-múndi não significa o abandono completo da projeção de Mercator. De acordo com Ligia Vizeu Barrozo, essa projeção continuará sendo utilizada em escalas de detalhes, como em aplicativos de navegação, a exemplo do Google Maps e do Waze.

No entanto, para fins institucionais, educacionais e políticos — como as representações que a ONU utiliza para mapear epidemias, tamanho de populações e emissões de carbono —, o novo mapa, que preserva as áreas de forma equivalente, será adotado.

4) Meus comentários e um pouco sobre a projeção de Mercator

Demorei pra escrever, mas quando eu vi notícias como essas de que a ONU vai mudar o mapa-múndi, o discurso africanista e quem estava comemorando, eu pensei sobre como gente estúpida ocupa postos de gente grande no Brasil e no mundo, e sobre quem educa a parte ainda mais estúpida, alienada e preguiçosa da população. Eles dizem que o nosso mapa do mundo mais popular é uma ferramenta pra nos levar à visão eurocêntrica, mas nisso eles veem os próprios desejos e a própria agenda socialista. Pode parecer um tanto ridículo (e é mesmo) tentar mudar a visão que o povo tem do mundo e mesmo o próprio mundo mudando o mapa, mas algum efeito neste sentido existe mesmo. A coisa só não funciona do jeito que eles querem porque a internet popularizada existe na parte do mundo que interessa. E esta campanha da Terra Igual usando a ONU que não tem tanta credibilidade e artigos na imprensa velha também mostra o mapa-múndi mental de quem faz.

Por que os EUA foram o único país a votar contra o novo mapa-múndi da ONU? Esse é o título de um artigo do Gazeta do Povo[4]. E esta é uma parte da resposta:

Em nota divulgada na véspera da votação, Yaryna Ferencevych, vice-representante dos Estados Unidos no Conselho Econômico e Social da ONU, pediu que outros países votassem contra a resolução, alegando que ela tinha teor ideológico e que havia temas mais importantes a serem discutidos pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

"Esta resolução ridiculariza o trabalho e o propósito desta instituição. Embora a iniciativa seja apresentada como um esforço inócuo para atualizar proporções cartográficas, os Estados Unidos veem claramente que ela não pode ser dissociada do projeto ideológico muito maior e mais radical ao qual pertence — como seus defensores mais vocais e comprometidos declaram aberta e explicitamente".

Pra uma explicação mais técnica, vocês podem ler "Projeção Mercator: Como Funciona e Suas Distorções", no portal Prisma Pedagógico[5]. O texto também aborda mais rapidamente outras projeções, como a de Robinson que é a deste mapa novo. Mas preciso me arriscar a fazer as minhas próprias notas sobre isso.

Projeção de Mercator. Encyclopaedia Britannica, www.britannica.com/biography/Gerardus-Mercator

A projeção de Mercator é uma projeção cilíndrica, uma projeção como se a Terra estivesse enrolada em um cilindro fictício. A superfície terrestre é uma figura de duas dimensões imersa em um espaço de três dimensões. Para representarmos esta superfície em um objeto plano como uma folha de papel ou uma tela de computador, sempre vamos fazer uma projeção, que sempre vai distorcer alguma coisa pra manter uma outra. A figura acima[6] não mostra o cilindro, mas dá uma ideia melhor da projeção. A projeção de Mercator mostra os meridianos e os paralelos como linhas retas perpendiculares. Um meridiano de uma esfera é um semicírculo cujo centro é o mesmo centro da esfera. Neste caso, os dois extremos do eixo de rotação da Terra (os dois extremos na superfície terrestre) sempre são os extremos de um meridiano. Um paralelo é uma seção de uma esfera por um plano, que sempre vai dar um círculo. Neste caso, todo plano que produz um paralelo é perpendicular ao eixo de rotação da Terra. E todo paralelo vai ter todos os pontos com a mesma latitude. Aliás, o que é a latitude? Em qualquer ponto da superfície terrestre, a linha vertical é a que passa pelo centro da Terra. O ângulo entre esta linha e o plano do Equador é a latitude. O Equador é o círculo máximo da esfera terrestre que é perpendicular ao eixo de rotação. Esta linha também tem a particularidade dos dias iguais e das noites iguais o ano todo. Em qualquer outro ponto da superfície terrestre, os dias são maiores no verão e as noites são maiores no inverno. Todos os meridianos têm a mesma medida, que é igual a pi vezes o raio da Terra, que é 6.371 km. Mas os paralelos não. O Equador tem a medida do círculo máximo, que é 2 pi vezes o raio, que dá cerca de 40.000 km. Os outros paralelos medem 2 pi vezes o seu respectivo raio, que é o raio da Terra vezes o cosseno da latitude. E nós podemos localizar um ponto na Terra pela latitude e pela longitude (as duas juntas). Cada meridiano pode ser visto como uma seção da esfera terrestre por um semiplano cuja origem é a reta onde está o eixo de rotação da Terra. O ângulo entre o semiplano de um meridiano e o semiplano do meridiano de referência, que é o Meridiano de Greenwich, é a longitude dos pontos deste meridiano. A projeção de Mercator aumenta as medidas para latitudes mais altas (números maiores) e deixa todos os paralelos com a medida da linha do Equador. A projeção foi feita pra navegação no mar, não preserva as proporções nem nas distâncias nem nas áreas.

Uma projeção da Terra que mantem a proporção das áreas é uma projeção equivalente. São várias projeções equivalentes. Uma delas é a de Gall-Peters, às vezes chamada só de projeção de Peters. E nem é uma obra tão nova assim, foi feita por James Gall em 1885 e reapresentada (alguns disseram que foi plagiada) por Arno Peters em 1973. A projeção também é cilíndrica, também tem u'a malha ortogonal de meridianos e paralelos de tamanhos iguais. As áreas são proporcionais, mas o mapa fica meio esquisito (as distâncias não são preservadas)[7].

Projeção de Gall-Peters. Maptorian. www.maptorian.com/peters-projection-vector-world-map

Uma outra projeção equivalente é a de Mollweide. Também não é uma obra nova, foi apresentada pela primeira vez por Karl Brandan Mollweide em 1805. Os meridianos são semielipses, exceto o central que é reto, e os paralelos são segmentos de retas de tamanhos diferentes. Achei um mapa com a divisão de países, e eu pessoalmente achei mais bonitinho[8].

Mapa político na projeção de Mollweide. Geographic Guide, www.geographicguide.net/mapa-mundi.htm

Eu fiz essa explicação toda sem sair do assunto, que aparece aqui em três pontos. O primeiro ponto é o exercício de adquirir o conhecimento dos conceitos fundamentais do assunto sobre o que se fala. O segundo ponto é a desconexão entre o discurso e a realidade que em vários casos como este gera a situação quase humorística de achar uma problemática cuja solução já existe. A ação sobre o mundo é o resultado de uma espécie de estudo que mergulhou no universo verbal-emocional do agente que foi pré-elaborado por uma inteligência externa, onde está um substituto do objeto real; e a ação será sobre o correspondente no mundo real daquele objeto mal definido. E o terceiro ponto é o problema da rede de ensino básico, de que a massa de uma militância como essa que defende o aumento do tamanho da África ou a diminuição do tamanho da Europa no mapa-múndi tem gente que vai dar aula no Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Aliás, o que vocês acharam das minhas explicações de Cartografia, que é um ramo da Geografia? A sua professora de Geografia deu aula sobre isso? Se você leitor homem se imaginou sendo meu aluno na sua adolescência, tendo aula extra comigo numa pequena turma com um recreio de 30 minutos a portas fechadas, eu agradeço o carinho.

5) Notas pra encerrar

Uma pérola do ano passado: "Brasil no centro do mapa-múndi invertido? Entenda a nova carta do IBGE"[9].

"Brasil no centro do mapa-múndi invertido? Entenda a nova carta do IBGE". Correio Braziliense, 08 de maio de 2025. www.correiobraziliense.com.br/brasil/2025/05/7140229-ibge-coloca-brasil-no-centro-do-mapa-mundi-invertido-entenda.html

Na verdade, não é um mapa invertido, é um mapa com o Sul pra cima. Nós temos hoje a convenção de fazer mapas com o Norte pra cima, como já foram com o Leste pra cima séculos atrás. É mais ou menos daí que vieram as palavras "nortear" e "orientar". O problema neste outro mapa é a ideia por trás dele de desnortear ou desorientar o país. Porque a mente da pessoa pobre de espírito muitas vezes acaba em um estado de autoimagem exagerada pela negação da realidade.

Não por acaso, as pessoas que admiram o mapa do Brasil no centro e virado pra cima são o mesmo grupo que tem mulheres semimasculinas de mais de 35 anos que pensam que estão sozinhas porque são gostosas, assim como pardos que creem que as elites nacionais e as maiores economias do mundo tramam dia e noite como tirar as cotas deles nas políticas afirmativas. É o mesmo grupo que chama de síndrome de vira-lata um brasileiro ter senso da realidade e do lugar do seu Brasil no mundo.

NOTAS E REFERÊNCIAS

[1] "ONU aprova correção do mapa-múndi; apenas os EUA votam contra". Laura Jordão, Diário do Centro do Mundo, 04 de setembro de 2026. https://www.diariodocentrodomundo.com.br/onu-aprova-correcao-do-mapa-mundi-apenas-os-eua-votam-contra

[2] "África quer mudança no mapa-múndi; saiba qual". O Essencial, Diário do Centro do Mundo, 20 de agosto de 2025. https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/africa-quer-mudanca-no-mapa-mundi-saiba-qual

[3] "Novo mapa-múndi é importante para a percepção global, diz especialista". CNN Brasil, 05 de setembro de 2026. https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/novo-mapa-mundi-e-importante-para-a-percepcao-global-diz-especialista

[4] "Por que os EUA foram o único país a votar contra o novo mapa-múndi da ONU". Fábio Galão, Gazeta do Povo, 05 de setembro de 2026. https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/por-que-eua-foram-unico-pais-votar-contra-novo-mapa-mundi-onu

[5] "Projeção Mercator: Como Funciona e Suas Distorções". Stéfano Barcellos, Prisma Pedagógico, 03 de agosto de 2026. https://pp.cidesp.com.br/projecao-mercator

[6] "Gerardus Mercator". Encyclopaedia Britannica, 08 de setembro de 2026. https://www.britannica.com/biography/Gerardus-Mercator

[7] "Gall-Peters projection". Maptorian, 04 de novembro de 2018. https://www.maptorian.com/peters-projection-vector-world-map

[8] Geographic Guide. http://www.geographicguide.net/mapa-mundi.htm

[9] "Brasil no centro do mapa-múndi invertido? Entenda a nova carta do IBGE". Correio Braziliense, 08 de maio de 2025. https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2025/05/7140229-ibge-coloca-brasil-no-centro-do-mapa-mundi-invertido-entenda.html

Texto original em português sem vídeos de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: "O mapa-múndi mental dos analfabetos", https://avezdasmulheres.blogspot.com/2026/09/o-mapa-mundi-mental-dos-analfabetos.html
Texto original em português com vídeos de putaria no A Vez dos Homens que Prestam: "O mapa-múndi mental dos analfabetos", https://avezdoshomens.blogspot.com/2026/09/o-mapa-mundi-mental-dos-analfabetos.html
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