sábado, 9 de abril de 2016

O lado rural do antifeminismo

Abigail Pereira Aranha

O mundo nos dias da Revolução Francesa, do Manifesto Comunista ou da Segunda Onda do Feminismo tinha muita pobreza, abuso de poder, doenças e desconforto. Por causa disso, as pessoas que já eram na sua maioria camponesas e analfabetas também eram rudes, sexualmente frustradas, anti-intelectuais, temerosas ou alcoólatras e quase sempre infelizes, em qualquer país ou província e quase todas as cidades do mundo cristão. A família tradicional era o lugar onde os pais poderiam ter algum poder, mais do que um pouco de paz. As crianças em uma família típica estavam à mercê de analfabetos não-qualificados, recebendo abuso físico-moral ao invés de disciplina e absurdo ao invés de conhecimento. Exceção, que surpresa!, quando essas crianças eram ensinadas na vida de trabalho. As crianças cresceram, casaram-se com alguém que os seus pais escolheram e puderam experimentar, assim, a única coisa reconhecível como maturidade: ter alguém menor para fazer tão infeliz e provinciano como a si mesmos, e, para os rapazes, ter uma filha através de quem eles vão tentar tornar a vida sexual de alguns rapazes tão frustrada quanto as suas próprias quando eles estavam nessa idade.

Mas se 99% da população não tem capacidade mental para perceber algo errado como algo errado ou a capacidade moral para, pelo menos, falar sobre isso como algo errado, isso não implica que aqueles que têm todas estas são quem têm algo de errado, pelo que a sua sabedoria será ouvir o grito insano dos mediocres morais-intelectuais até que eles se pareçam com as pessoas "normais". Qualquer militante de esquerda no segundo grau compreende isso. Aqui é onde o conservadorismo entra em falência.

Os conservadores cristãos, especialmente as mulheres conservadoras chamadas antifeministas, criticam o esquerdismo e o Feminismo de esquerda mais por causa de seus acertos do que de seus erros. Se você sabe sobre o movimento relativo, você sabe que dois objetos em movimento em relação a um sistema de referência podem ser considerados em movimento um em relação ao outro, como se a origem do sistema de referência fosse naquele primeiro. Aquelas mesmas unidade de distância e unidade de tempo usadas para descrever o movimento naquele primeiro sistema serão utilizadas aqui. As áreas rurais nos dias de hoje mudaram desde o final do século XIX; as áreas urbanas, também; a vida político-social em ambas, também. Mas se eu definir como padrão de referência a vida rural no final do século XIX, vou achar uma sociedade doente só porque ela difere muito desse padrão, se esta diferença é para melhor, se é realmente pior. Assim, se a distância de 4 km era o que as pessoas em áreas rurais caminhavam até um ponto de ônibus / uma paragem de autocarro em uma estrada não pavimentada e nós viajamos isso, hoje em dia, em um ônibus urbano de um ponto de ônibus a 200 metros da nossa casa para uma área comercial, nós somos hedonistas; se nós sabemos a diferença de sabedoria para imposição de voz de múmias camponesas e nós refutamos até professores universitários e funcionários do Estado, nós perdemos o respeito às autoridades; se eu tenho sexo com 5 homens em uma semana e eu tenho orgasmo com todos eles, mas minha avó nunca iria imaginar ela tendo isso (5 homens e orgasmo) em toda a sua vida, eu sou uma depravada e uma futura doente de DST; se as meninas de 15 anos de idade costumavam estar casadas no século XIX e hoje em dia elas tiveram Educação Sexual nas escolas antes que tivessem um namorado, o nosso governo está promovendo a pedofilia. E assim por diante.

Enquanto o Socialismo teve sucesso porque atingiu o Conservadorismo-Libertarianismo em suas falhas, o Feminismo tem sido bem sucedido porque o Conservadorismo cristão apoiou o ginocentrismo. Aqui está por que o chamado antifeminismo feminino conservador cristão tem sido, afinal, uma imitação da difamação invejosa de vacas caipiras indesejáveis e seus maridos infelizes contra as moças das grandes cidades. As greves e conflitos entre trabalhadores e patrões no século XIX aconteceu porque, para os esquerdistas, eram necessários. A Marcha das Vadias aconteceu porque ela podia (apesar de que seria melhor, para os meninos, se as participantes fossem tão agradáveis quanto as meninas do FEMEN). Aqui está por que Phyllis Schlafly e Suzanne Venker condenam o Feminismo em seu livro "The Flipside of Feminism" (sim, eu fiz um jogo de palavras no título) por não ser bom para as mulheres. Aqui está por que não só o Movimento dos Direitos dos Homens nasceu com homens deixando o movimento feminista, um pregador cristão que não está interessado sobre a menção de suicídio de homens casados ou divorciados em púlpito muito provavelmente fez um sermão especial para o domingo na semana deste último Dia Internacional da Mulher.

Como valores por si só, a família ocidental tradicional, o casamento ocidental tradicional, o Capitalismo, hierarquias e a "moral" precisam menos de inimigos para o colapso do que de forças enormes para serem sustentados. Não é casual que o evento no mundo cristão que foi tão turbulento quanto a Revolução Francesa antes do movimento socialista foi o Protestantismo, pouco mais de uma controvérsia interna católica. Não é casual, também, que um pouco antes da época do Manifesto Comunista, "ateu" era um insulto e dificilmente alguém diria a si mesmo como tal. O Manifesto Comunista e o sucesso do movimento socialista depois é a evidência de que o Conservadorismo cristão só tinha resistido durante 15 séculos não só porque ele não enfrentou inimigos significativos, ele mal viu mesmo questionadores que conseguiram escrever seus pensamentos e alcançar pessoas que sabiam ler.

O Conservadorismo está sendo enterrado porque tem mais compromisso com os mitos antigos do que com a realidade presente. Aqui está o porquê de que conservadores em geral e mulheres cristãs tradicionais especialmente puderam dizer que o feminismo defende o ódio ao homem e o lesbianismo e que é culpado por uma suposta disponibilidade sexual das mulheres aos homens, até que o Feminismo real lhes trouxe problemas verdadeiros, entre os quais um número crescente de homens desinteressados ou com medo a respeito do casamento ou mesmo ser gentil com uma "dama". Ou por que um homem conservador pode dizer que todas as mulheres são promíscuas e ele ainda é virgem com mais de 25 anos de idade porque todas as mulheres o rejeitam. É o esquerdismo que pára o Conservadorismo, e não vice-versa. Quem pode parar o esquerdismo, como tem acontecido, é a sua própria insanidade.

Um bom exemplo de tudo isso está no texto "Men Aren't Fighting for Women Anymore, and Why Should They?" (Os homens não estão lutando pelas mulheres mais, e por que deveriam?) no blogue Matt Forney: "Você deveria lutar pelas mulheres de seu país?" "Há cinquenta anos, esta questão nem sequer estaria em debate". Bem, se tomarmos esses "cinquenta anos" literalmente, encontramos 1966, foi quando o Manifesto SCUM estava sendo escrito. Então, vamos a 1959. Foi o ano da "Revolução Cubana". O Manifesto Comunista foi publicado CENTO E ONZE ANOS antes. "Os Perigos do Estado Marxista", pelo ex-socialista Mikhail Bakunin, foi publicado 49 anos antes. Só a União Soviética tinha 37 anos. A Primeira Onda do Feminismo estava prestes a ser substituída pela segunda na década seguinte. Mas temos mais problemas aqui:

1) Os homens eram, naquele ano, menos prováveis de ser falsamente acusados de estupro ou assédio sexual, se não agredidos ou assassinados por algum homem rude analfabeto antes de ou sem ser relatado à polícia? Não!

2) Os homens eram muito menos do que 90 por cento das mortes ou lesões em acidentes de trabalho? Não!

3) Os homens tinham mais disponibilidade de prostituição e pornografia, ou simplesmente mais facilidade para conversar com uma mulher nas ruas? Não! Aliás, o que costumava acontecer quando um homem conseguia ter relações sexuais com sua namorada antes do casamento?

4) Se um pai tinha autoridade em sua casa, era mais do que os encargos que ele tomava por ser o chefe da família? Melhor: era o respeito que ele tinha em casa um salário conveniente da sua esposa por algo muito maior do que fez anteriormente e que ele faria?

5) O que fez o autor escrever este texto foi um ataque de estupro islâmico na Alemanha. Estes mesmos islâmicos foram vistos por conservadores como uma força contra o Feminismo 5 ou 10 anos antes, simplesmente porque as mulheres muçulmanas usam burka. Isso foi antes de estes árabes fazerem bagunça na sua própria (conservadores) terra natal. Isso mostra como os rapazes virgens falsos moralistas, invejosos de quem parece ter mais qualidade de vida sexual, podem ajudar a acabar com o que resta de bom em suas sociedades e suas próprias vidas. Se eu não puder ser lida e levada a sério pelos conservadores em todo o mundo que admiram as mulheres de algumas partes da Ásia, eles podem importar com elas o Feminismo como ele entrou, por exemplo, na Índia ou na Arábia Saudita.

Pensamento provinciano, uma grande capacidade de satisfação com a frustração geral e um grande número de rapazes virgens de 20-25 anos de idade revoltados, isso é o que faz os conservadores de hoje em dia descreverem o início dos anos 60 como uma espécie de paraíso perdido. É bondade considerar o Conservadorismo cristão como uma visão de mundo: é um sistema de idéias que está fechado para o mundo o suficiente para pessoas conservadoras não notarem que ele é levado cada vez menos a sério por 50 anos, eu não digo pelo mundo perverso, mas dentro das próprias igrejas históricas.

O movimento socialista-feminista não cresceu só porque tinha um financiamento pesado e entrou em universidades, meios de comunicação e artes; o movimento socialista-feminista reuniu intelectuais porque os ambientes conservadores cristãos eram um pouco hostis para pessoas inteligentes enquanto os liberais estavam dizendo algo lúcido. Defender a verdade ou lutar contra o mal por motivos não genuínos ou alcançar esta verdade acidentalmente entre muitos erros não rebaixa a verdade em si mesma. Mas o trabalho neste sentido será limitado por sua origem, e a imagem pública da própria verdade dentro deste trabalho pode ser danificada. Assim, quando o Feminismo fez bagunça suficiente para danificar visivelmente relacionamentos homens-mulheres, a política, a Justiça e outras áreas da vida social, e só então, este Feminismo encontrou mais limites do que nas décadas de pregação conservadora.

Abaixo o Feminismo! Viva o ateísmo e a prostituição!

Apêndice

"Men Aren't Fighting for Women Anymore, and Why Should They?", Kyle (no blog do Matt Forney), 15 de janeiro de 2016. Disponível em http://mattforney.com/men-arent-fighting-women-anymore.

Os homens não estão lutando pelas mulheres mais, e por que deveriam?

15 de janeiro de 2016 por

fighting

Esta é uma postagem de convidado por Kyle do This is Trouble.

Como refugiados continuam a inundar as fronteiras europeias, o número de estupros que ocorrem às mulheres europeias locais estão subindo a taxas "alarmantes". Talvez alarmante para o movimento esquerdista determinado que esses invasores assumam a Europa, mas certamente não é alarmante para qualquer um de nós que vivem em um mundo de realidade. Sim, a ideia de permitir que milhares de jovens com altos impulsos sexuais, que vêm de uma cultura com uma rica história de estupro e violência, em países ocidentais com nenhum plano real ou capacidade de fazer cumprir a lei é brilhante.

Nada poderia dar errado.

As mesmas pessoas pregando sobre a abertura das fronteiras e atender os refugiados (mesmo à custa de seu próprio povo) são de alguma forma as mesmas pessoas que defendem os direitos dos homossexuais. Eles querem permitir os refugiados cuja cultura rotineiramente mata homossexuais no país.

Eles não sabem que os muçulmanos jogam gays de telhados (atenção: fotos chocantes), ou os fuzilam em público?

Mais uma vez, como eles achavam que permitir todos os refugiados marrons entrarem resultaria em uma situação pacífica está além de mim.

Enquanto isso, após os ataques de Colônia - em que mil refugiados foram conectados a agressões a mulheres alemãs - as pessoas têm chamado os homens alemães a se levantar e lutar por elas. Em tempos de necessidade, note que todos os gritos de igualdade de gênero, não-precisamos-de-homem-nenhum, e outra propaganda feminista flagrante foram silenciados. Quando se trata de uma questão de vida, morte e proteção, os homens são agora necessários. Os homens alemães estão sendo envergonhados a pensar que é seu dever mergulhar de cabeça para proteger as mulheres do país.

E os homens alemães estão silenciosos.

Agora, não me interpretem mal: isso ainda é sua terra natal, e deve haver um certo orgulho em defender isso. Eles vão precisar fazer algo se eles querem evitar a Alemanha se tornar a próxima base do ISIS. Mas o fato da questão é que eles estão hesitantes em levantar um dedo para "salvar" as mulheres dessas situações com os refugiados, que foram deixados entrar pelos líderes políticos que fazem campanha para os movimentos de esquerda.

As mesmas mulheres que têm pregado o movimento feminista, evitavam homens em favor das carreiras, e forçaram os homens a aprender o jogo apenas para ter uma pequena chance agora estão exigindo que os homens alemães sacrifiquem suas vidas para a causa.

Os homens alemães têm todo o direito de ficar em silêncio.

O que me leva à minha pergunta...

Você deveria lutar pelas mulheres de seu país?

Há cinquenta anos, esta questão nem sequer estaria em debate. A maioria dos homens em todo o mundo não hesitaria em ir para a linha de frente na defesa de crianças, mulheres e do país. O simples fato de que eu posso fazer esta pergunta e que muitos, se não a maioria, dos homens ocidentais vão parar para refletir sobre isso só mostra o quão longe cultura ocidental tem ido penhasco abaixo desde o início do feminismo e as guerras de cultura.

Eu penso nos meus avós, que de tanto bom grado serviram em nossas forças armadas para proteger suas esposas e entes queridos.

Porque as pessoas vão inevitavelmente me chamar de covarde, escumalha, e uma infinidade de outros nomes agradáveis, eu acho que eu preciso simplesmente dizer o seguinte: eu não hesitaria em defender os meus entes queridos; ou seja, mãe, irmã, e (talvez) um dia, uma esposa.

Mas, então, eu penso... eu lutaria pelas mulheres americanas? Você pode culpar os homens alemães pela sua reação? Meu caminho do auto-aperfeiçoamento foi carregado com ser mal atendido por mulheres, bem como tomar o seu conselho terrível. Enquanto eu mandei para o passado a fase amarga e de raiva disso, e segui em frente com a minha vida, o fato da questão é que eu ainda não encontrei uma mulher americana por quem vale a pena morrer.

Se houvesse uma grande oferta de mulheres por quem vale a pena morrer, é muito provável que eu teria me casado com uma delas (ou estado próximo a isso) agora. Eu estaria pensando em começar uma família e como melhor criar meus filhos. Eu certamente não estaria escrevendo um blog e ensinando aos homens como melhorar suas vidas através da minha própria luta, porque as probabilidades estão contra cada homem jovem nascido no Ocidente nos dias de hoje.

Mas eu, e muitos outros homens estadunidenses, nunca tive essa chance de uma família tradicional, forte. Francamente, nunca teremos. Entristece-me que se eu quiser encontrar uma boa mulher para formar uma família, eu provavelmente vou ter que migrar para os invernos rigorosos da Europa Oriental, ou as ilhas do Sudeste Asiático sujeitas a furacões e deixar a América para trás.

Eu não quero desta maneira, mas é simplesmente a dura realidade da situação. Nos dias de hoje de rejeitar homens, promiscuidade feminina extrema e cultura em geral degenerada (adoração às celebridades, obesidade, cultura do estupro, etc.), por que os homens correriam para pular na frente de uma bala por uma mulher ocidental?

Então eu pergunto: por que deve ser esperado homens alemães agora correrem para defender as mulheres alemãs que os têm desprezado por tanto tempo?

Por muito tempo, nós homens do Ocidente temos sido envergonhados em ceder às necessidades e demandas das mulheres. Este é apenas o próximo passo disso: o movimento esquerdista agora está elevando as expectativas de que todos os homens devem ser cavaleiros brancos e defender todas as mulheres.

Defender as mulheres a todo custo, incluindo com a sua própria vida. Em um nível subconsciente, os seres humanos são todos conscientes de que os óvulos são um pouco mais valiosos do que o esperma. É por isso que os homens sempre lutaram e morreram por suas mulheres e crianças: isso deu a melhor chance de sobrevivência da tribo. No entanto, esta é a primeira vez que o movimento feminista tem sido sempre tão flagrante com a sua mensagem: a vida de uma mulher é infinitamente mais valiosa do que a de um homem, e um homem não deve hesitar em dar a sua pela dela... mesmo uma completa estranha.

Para provar o absurdo da lógica deles, vamos imaginar este cenário:

Se você está andando na rua um dia, e uma mulher está sendo estuprada por uma dúzia de refugiados, os esquerdistas querem fazer crer que tentar defendê-la é o seu dever como homem. Que você deve pular sem um momento de hesitação e salvá-la.

Não importa o absurdo da situação: saltar para defendê-la em uma situação 12 contra 1 (e pelo menos um par deles estão provavelmente armados) é a certeza de resultar em sua morte, e, em seguida, a continuação do estupro dela.

Os SJWs [Guerreiros da Justiça Social] envergonhariam você por "evitar" esta situação.

Eu não estou dizendo que você deve ser uma pessoa horrível o bastante para simplesmente ir embora e deixar uma mulher a sua condenação assim (como essa mulher fez para o homem que a salvou), porque isso seria horrível. Chame a polícia, atropele-os em um carro se for viável: faça o que puder. Mas saltar para essa situação com os punhos levantados seria uma missão suicida.

Então, não, eu não daria a minha vida por uma mulher aleatória na rua apenas para ser um herói cavaleiro branco. Por que eu iria fazer isso pelas mulheres de meu país? Toda a maneira feminista de pensar tem trabalhado contra mim toda a minha vida: se supõe de repente que eu deveria mudar meu modo de pensar para "as mulheres agora precisam de um homem" quando se trata do momento de maior benefício para as mulheres, e põe-me em perigo moral?

Isso é simplesmente tolo, e é por isso que eu escrevi esta postagem.

Não ser um cavaleiro branco para as mulheres ocidentais

Se você é um homem nos Estados Unidos modernos lendo esta postagem, não há orgulho em ser cavaleiro branco.

Claro, você pode ter o seu nome nos jornais e sua família irá receber uma medalha de reconhecimento de algum tipo. Mas dentro de uma semana, as pessoas vão esquecer quem você é. Você é apenas mais um número no sistema de homens que morreram lutando pelas mulheres de seu país. Os esquerdistas vão cantar seus elogios, mas somente até morrer o próximo homem quem podem pintar como um novo "herói".

O Feminismo deixou bastante claro que os homens não são importantes; que a vida da mulher é mais valiosa do que a de um homem, e um homem deve jogar fora a sua própria vida a qualquer momento por qualquer mulher. Não importa quantos homens morrem, enquanto as mulheres são salvas. Mais uma vez, as feministas descaradamente pregam que eles querem ter seu bolo e comê-lo também. Com todos os benefícios da igualdade de gênero, propaganda "as mulheres são tão fortes como os homens", e tratando os homens como lixo, é sempre desejado que os homens saiam do caminho das mulheres mais capazes.

Até que... é hora de morrer.

Eles dizem que, nos momentos antes da morte, você vai ver a sua vida piscar diante de seus olhos. Se você é um homem médio ocidental, você provavelmente teve suas lutas. Você pode ter sido drogado quando você era uma criança na escola por ter muita energia, quando, na realidade, os meninos estão apenas a ser meninos. Talvez você tomou terríveis conselhos que as mulheres deram-lhe sobre as mulheres; lhes trouxe flores, nunca pressionou para o sexo, sempre colocou suas necessidades em primeiro lugar, e provavelmente isso resultou em você se sentindo sozinho. Ou, pior ainda, talvez você já passou por um divórcio, e teve seus filhos amados arrancados de você por nenhuma outra razão do que a sua agora ex-mulher simplesmente apontou o dedo e disse: "Ele fez isso."

O ponto que eu quero dizer é: não jogue sua vida fora por uma mulher ocidental aleatória. Se você decidir saltar para ser cavaleiro branco pela mulher agora impotente, quando a sua vida passar, a última coisa que você vai sentir antes de seus olhos se fecharem por uma vez final é que você foi feito um tolo pelas feministas.

Blogues do Kyle em This is Trouble. Confira o seu livro, Cracking OkCupid.

Questo testo in italiano senza filmati di dissolutezza in Men of Worth Newspaper: "Il lato contadino del anti-femminismo", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/04/il-lato-contadino-del-anti-femminismo.html.
Questo testo in italiano con filmati di dissolutezza in Periódico de Los Hombres de Valía: "Il lato contadino del anti-femminismo", http://avezdoshomens2.blogspot.com.br/2016/04/il-lato-contadino-del-anti-femminismo.html.
Ce texte en français sans films de libertinage au Men of Worth Newspaper: "Le côté paysan de le anti-féminisme", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/04/le-cote-paysan-de-le-anti-feminisme.html.
Ce texte en français avec films de libertinage au Periódico de Los Hombres de Valía: "Le côté paysan de le anti-féminisme", http://avezdoshomens2.blogspot.com.br/2016/04/le-cote-paysan-de-le-anti-feminisme.html.
Eso texto en español sin películas de putaría en Men of Worth Newspaper: "El lado campesino del anti-feminismo", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/04/el-lado-campesino-del-anti-feminismo.html.
Eso texto en español con películas de putaría en Periódico de Los Hombres de Valía: "El lado campesino del anti-feminismo", http://avezdoshomens2.blogspot.com.br/2016/04/el-lado-campesino-del-anti-feminismo.html.
This text in English without licentiousness movies at Men of Worth Newspaper: "The countryside of anti-feminism", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/04/the-countryside-of-anti-feminism.html.
This text in English with licentiousness movies at Periódico de Los Hombres de Valía: "The countryside of anti-feminism", http://avezdoshomens2.blogspot.com.br/2016/04/the-countryside-of-anti-feminism.html.
Texto original em português sem filmes de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: "O lado rural do antifeminismo", http://avezdasmulheres.over-blog.com/2016/04/o-lado-rural-do-anti-feminismo.html.
Texto original em português com filmes de putaria no A Vez dos Homens que Prestam: "O lado rural do antifeminismo", http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2016/04/o-lado-rural-do-anti-feminismo.html.
Seção de sexo, safadeza, putaria, mulher pelada, pornografia
Section of sex, lust, licentiousness, naked woman, pornography
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Fucking in the barn
Fodendo no celeiro
Baise dans la grange
Follando en el establo
Scopando nel fienile

Fucking in the barn on TnaFlix.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Deu a louca (literalmente) no movimento lesbicossocialista quando matéria de capa da IstoÉ conta que Dilma Rousseff toma rivotril, e outras duas notas

Abigail Pereira Aranha

Reflexões sobre a matéria de capa da #IstoÉMachismo

Percebemos que alguns fatores sociais, privados ou públicos, são meros estopins para ataques machistas e misóginos, não motivos para a produção e a reprodução dessa praga histórica. Praga essa cujas práticas muitas vezes não são denunciadas pelas vítimas que (com razão) pressupõem que na maioria das vezes serão ignoradas ou tratadas com indiferença. Praga essa cujas práticas são na maioria das vezes reproduzidas por machistas e misóginos (mesmo aqueles que não se assumem como tal) com a tranquilidade só possível a quem tem a convicção da impunidade. Praga essa que tem um perfil predominante, mas não exclusivo, nem tem classe social, nível de escolaridade, raça, nacionalidade ou ideologia específica, mas que se vale de ataques com alvos não-aleatórios, mas sim premeditados.

De forma geral os homens (indivíduos do sexo masculino) foram e ainda são criados para não levarem desaforo pra casa, não terem medo de falar o que pensam, serem provedores e decidirem os rumos, não demonstrar sentimentos a não ser raiva ou similares. Os homens foram e são, assim e também em linhas gerais, os indivíduos para os quais há a liberação para assistir TV depois da festa (enquanto as meninas "precisam" limpar a sujeira), para participar da ação política, do espaço público, das organizações sociais (enquanto para as mulheres há, quando muito, uma simbólica reserva ou obrigatoriedade de reserva de vagas), nas mãos dos quais se concentraram, em um processo historico milenar, a riqueza, os meios de produção e as propriedades diversas - inclusive outras vidas (enquanto à mulher cabia - para não dizer "ainda cabe" - o direito à submissão e à subserviência), para os quais foram concedidos a prerrogativa e o poder de se pressupor superior, até mesmo juridicamente, para os quais foi dado o incentivo para participar de atividades coletivas e/ou de decisão (enquanto as mulheres eram proibidas por lei de estudar, votar, administrar os próprios bens, se divorciar, trabalhar fora, praticar artes marciais, jogar futebol, handeball etc), para os quais o termo "homem público" (=importante, influente, honrado, honesto) se diferencia muito do termo "mulher pública" (=prostituta, vagabunda etc).

Nós, mulheres, não nos queremos vítimas, estamos cada vez mais aprendendo a nos defender em consonância, apesar de nossas múltiplas vozes. Temos cada vez mais em quem nos espelhar e a quem nos somar para reagir, reorientar costumes e contribuir para suas transformações, transformações essas só possíveis se não nos calarmos e não aceitarmos nossa desqualificação moral e biológica frente às outras categorias de seres humanos. As agressões simbólicas, verbais, patrimoniais, culturais, os ataques à autoestima feminina, a espetacularização dos maltratos e promoção de sua reprodução nas mais diversas formas de relacionamento, as tentativas de "comprovar" a inferioridade feminina são mecanismos de dominação contra os quais temos que empreender um constante exercício, a fim de arrancar suas torpes raízes. Não iremos seguir reafirmando e aprofundando estereótipos, nem objetificando nossas vidas, dos pequenos círculos sociais às instâncias máximas de poder. Nossas lutas não são estéticas, metafísicas ou abstratas, elas surgem de condições concretas e infelizmente retrógradas das relações humanas, como a impossibilidade de alfabetização e letramento imposta a gerações de mulheres da nossa história! E, para as mulheres atuais, em se tratando de retroceder, devemos fazê-lo apenas se for pra tomar impulso para caprichar na voadora O/ #FicaADica #IstoÉMachismo

Por Tatiana nervosinha histérica louca instável do chilique etc etc etc Braz

Tatiana Braz, 03 de abril de 2016 às 10:14, https://www.facebook.com/tatiana.braz.73/posts/989299594495790

Comentários de A Vez das Mulheres de Verdade / A Vez dos Homens que Prestam

Primeiro, algumas notas rápidas sobre o texto acima, para quem não teve saco pra ler.

1) "De forma geral os homens (indivíduos do sexo masculino) foram e ainda são criados para (...) serem provedores". Olha só, eu escrevi sobre isso em agosto de 2012: "O machismo foi criado pelas mulheres - parte 8: o homem rico, poderoso, com status ou apenas o homem provedor comum"[01].

2) "Os homens foram e são, assim e também em linhas gerais, os indivíduos (...) nas mãos dos quais se concentraram, em um processo historico milenar, a riqueza, os meios de produção e as propriedades diversas - inclusive outras vidas (enquanto à mulher cabia - para não dizer 'ainda cabe' - o direito à submissão e à subserviência)". Mais um milênio de PT no governo do Brasil e metade do dinheiro do país vai ser de mulheres divorciadas, e elas vão poder proibir os ex-maridos de chegarem a menos de 100 metros delas e dos filhos. Hua, hua, hua, hua, hua!

3) "Os homens foram e são, assim e também em linhas gerais, os indivíduos (...) para os quais foram concedidos a prerrogativa e o poder de se pressupor superior, até mesmo juridicamente". Aí eu converso com a autora: "Homens podem ser condenados sem provas por casos inexistentes de estupro, enquanto mulheres podem ser inocentadas até de assassinato". "Em que mundo você vive, minha filha?" "Num mundo que tem lei Maria da Penha e delegacias para mulheres".

4) "O termo 'homem público' (=importante, influente, honrado, honesto) se diferencia muito do termo 'mulher pública' (=prostituta, vagabunda etc)". Pois é, isso me lembrou um outro texto da minha série "O machismo foi criado pelas mulheres", a parte 9[02]. Mais exatamente o que aconteceu quando Felipe Neto disse que "acredito que o primeiro passo pra libertação sexual das mulheres é que as próprias mulheres parem de se ver como vagabundas", coisa que eu também acredito mas as suas amiguinhas não, fofa.

5) "Tatiana nervosinha histérica louca instável do chilique etc etc etc Braz". Dá pra vocês lesbofeministas pararem de entregar mais que disque-pizza em fim de semana?

Mas qual foi a treta? Qual capa da revista IstoÉ? A do nº 2417, de 01/04/2016, matéria "Uma presidente fora de si"[03].


E o que aquele textão tem a ver com a matéria? Coisa nenhuma! Ele tem a ver com a publicação da matéria. Ah, eu fui fazer uma pesquisa rápida no Google e achei logo no começo estas pérolas: "O ataque da Istoé a Dilma fica ainda pior quando se sabe que a autora reclamou do machismo. Por Cidinha da Silva", do Diário do Centro do Mundo[04]; "Quando a misoginia pauta as críticas ao governo Dilma", da Carta Capital[05]; "AGU vai processar IstoÉ por reportagens que dizem que Dilma 'está fora de si'", da Revista Consultor Jurídico[06]. Isso me lembra um texto meu de fevereiro do ano passado: "Quem rotula um argumento sólido como preconceito transformará um preconceito em argumento sólido"[07]. Aliás, aquela matéria do Consultor Jurídico mostra bem como é o esquema deles: eu tenho um jornal, eu publico uma reportagem dizendo que a Dilma é adúltera, mostro quatro fotos dela na cama do casal cada uma com um homem diferente e ela me processa por crime contra a honra.

E eu chamei a dona Dilma de Rainha Louca pela primeira vez em julho de 2014[08] sem saber dessa pérola. Quiá, quiá, quiá, quiá, quiá! Ah, e quando eu perguntava "Precisamos de mais mulheres na política?", ainda era outubro de 2009[09]. Nas minhas notas rápidas, mostrei que da lista de piores governadores da época, os dois primeiros lugares eram de mulheres, a Ana Júlia Carepa do Pará e a Yeda Crusius do Rio Grande do Sul.

Vamos rir um pouquinho com a matéria da Carta Capital:

Em caso de impeachment, o tradicional machismo brasileiro não correrá o risco de ficar sem alvo, e já circula nas redes sociais imagens que se referem de modo pouco elogioso a Marcela Temer, mulher do vice-presidente.

"Só a nova primeira dama já justifica o impeachment". Ah, já entendi: é que como o Juízo Final está próximo, aí a dona Clarice Cardoso, autora da matéria, leu a frase muito elogiosa à sra. Marcela Temer com o impeachment do Michel Temer que eles já estão preparando na cabeça. Os meus homens devem concordar com a frase no quesito estético (e vamos lembrar que a dona Dilma já fez plástica pra ficar daquele jeito para a eleição de 2010). Mas a dona Clarice Cardoso deve estar com inveja da segunda dama. Outra: odiar mulher é machismo e gostar de mulher... simpática também é?

Mais uma pérola:

Há alguns meses, a mesma presidenta recebeu o conselho de "fazer mais sexo" de um jornalista publicado no site da revista Época, para quem a solução da crise seria se Dilma se apresentasse de forma "mais erotizada".

Caralho! Eu já ia fazer um meme com o Ricardo Boechat recomendando a Dilma a procurar uma rola. Poxa! Perdi a zoeira.

E hoje faz quatro semanas que a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) publicou no Twitter "somos todas jararacas"[10], em homenagem ao Lula[11]. Eu mesma quase publiquei essa piadinha com as jararacas no Facebook quando soube do pronunciamento do Lula. Será que daqui a pouco vamos ter uma campanha hashtag SomosTodasLoucas? Vamos tomar cuidado, de poucos anos pra cá, o pior da esquerda faz piadinhas virarem profecias.

Outra nota 1

Quase sempre quando eu vejo uma mulher criticando feministas, me parece um gerente de empresa numa reunião com subordinados gritando "olhem só as m$%*@s que vocês fizeram, vocês fu*$%@& com a empresa". Vocês tiveram essa impressão também? Pra quem não se deu conta: quantas vezes vocês viram uma mulher antifeminista mencionar que homens são presos sem provas e sem um processo legítimo só porque uma vaca deu queixa de assédio sexual ou estupro? Quantas mulheres antifeministas mencionam homens destruídos financeiramente por causa de um divórcio sem serem elas mesmas esposas ou parentes próximas de homens divorciados? Quantas páginas femininas antifeministas no Facebook publicam memes com a mensagem de que o Feminismo promoveu disponibilidade sexual das mulheres para os homens e POR ISSO ele é mau?

Não é que as mulheres conservadoras estejam sendo hostilizadas ou evitadas por causa das lésbicas imbecis com fobia de homem. Também não é que a Real e os MGTOW sejam tantos que cada mulher conservadora conheça um pessoalmente e sinta a diferença deles para os emasculados com que estão acostumadas a tratar. Mas o ANTIFEMINISMO masculino está cada vez mais visível e mostrando o Feminismo de esquerda como a insanidade que é. E por causa do ANTIFEMINISMO MASCULINO, as mulheres conservadoras estão tentando salvar o FEMINISMO CONSERVADOR tanto mostrando a parte mais louca do feminismo esquerdista quanto difamando a heterossexualidade e culpando o Feminismo esquerdistas por uma disponibilidade sexual feminina que não existe. Tudo para que os homens coloquem as mulheres conservadoras em um pedestal sem que elas ofereçam nada a mais.

Quem conhece o meu blogue A Vez dos Homens que Prestam já viu que tem textos que são meus ou traduções que eu fiz sobre Direitos Humanos dos Homens, sobre política, sobre relacionamentos e outros assuntos, tudo isso no meio de alguma pornografia, geralmente compartilhada do Pornhub, do XVideos, etc, mas uma pequena parte de produção própria. Isso foi muito bem pensado. Eu, sendo mulher, posso oferecer um conteúdo que amigos masculinistas e antiesquerdistas já discutem e que é novo para alguns leitores e ao mesmo tempo oferecer para todos os leitores homens umas coisas que eles gostam, entre elas algumas piadinhas, cenas de sexo explícito e alguns relatos do expediente da minha periquita. No Facebook, eu só não compartilho os vídeos de putaria. Então, um outro sinal de o que é o antifeminismo feminino conservador é a antipatia dessas mulheres conservadoras antifeministas ao meu trabalho. As páginas Sara Winter e Garota Conservadora me baniram, Ana Caroline Campagnolo me bloqueou, isso que eu me lembro agora. As outras moças conservadoras me ignoram ou dizem o que eu digo com pelo menos três anos de defasagem. Por quê? Ginocentrismo conservador, não antifeminismo.

Página A Vez das Mulheres de Verdade - A Vez dos Homens que Prestam, 04 de abril de 2016 às 22:25, https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1333112416702674&id=383612614985997. Também em https://plus.google.com/u/0/+AbigailPereiraAranha/posts/4D8HRCLHVBC.

Outra nota 2


Estava eu no Facebook publicando aquela nota criticando o antifeminismo feminino conservador e eu vejo um amigo compartilhar uma foto que a Anikka Albrite compartilhou no Instragam, dela com a Amber Rayne (à direita na foto), que morreu este final de semana[12]. O meu amigo que compartilhou a foto comentou me explicando: "Uma das mais simpáticas e solícitas atrizes da indústria se foi... Ela sempre me respondia no Twitter..."[13]. A moça tinha 31 anos, mas já tinha tido câncer. Parece que morreu dormindo. No dia 31 de março, ela publicou no Twitter uma foto de um cavalo dela que tinha morrido. A matéria do The Mirror está em http://www.mirror.co.uk/3am/celebrity-news/porn-star-amber-rayne-who-7688976.

Quando eu fui ler aquela matéria do The Mirror, pode ser força do hábito, fiquei pensando... bom, primeiro eu vou aos detalhes que eu observei. O primeiro foi a matéria ser de um jornal, o The Mirror. O segundo foi que ela até criava cavalos. O terceiro foi que pelo menos uma colega dela da indústria pornô entrou em contato com a mãe dela. O quarto foi a foto que a colega dela publicou, que está mais para uma foto de duas amigas. Bom, e o que eu observei? Que foi-se o tempo em que a propaganda antipornografia da pior parte do movimento feminista "colava", se é que pareceu plausível algum dia. Sim, as lendas urbanas de que atrizes pornôs são tratadas como escravas em cativeiro e outras do tipo são repetidas até hoje por conservadores, mas estes são aliados ao pior do movimento feminista. Eu já discuti isso nos meus blogues.

O discurso LGBT-feminista e as mulheres militantes LGBT-feministas são cada vez menos levadas a sério na vida real. Ainda temos o problema do feminismo "bonzinho" e o do feminismo conservador, mas cada vez mais mulheres percebem que a presidente Dilma Rousseff e ativistas antipornografia como Andrea Dworkin e Gail Dines representam tanto as mulheres quanto Zé Pequeno representa os negros.

NOTAS

[01] "O machismo foi criado pelas mulheres - parte 8: o homem rico, poderoso, com status ou apenas o homem provedor comum", http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2012/08/o-machismo-foi-criado-pelas-mulheres.html.

[02] "O machismo foi criado pelas mulheres - parte 9: os feministas dizem que a sociedade trata as mulheres que não se reprimem como vadias, e o pior (inclusive para o Feminismo) é que eles estão certos" http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2014/07/o-machismo-foi-criado-pelas-mulheres.html.

[03] "Uma presidente fora de si", IstoÉ, nº 2417, 1º de abril de 2016, http://www.istoe.com.br/reportagens/450027_UMA+PRESIDENTE+FORA+DE+SI.

[04] "O ataque da Istoé a Dilma fica ainda pior quando se sabe que a autora reclamou do machismo. Por Cidinha da Silva", Diário do Centro do Mundo, 03 de abril de 2016, http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-ataque-da-istoe-a-dilma-fica-ainda-pior-quando-se-sabe-que-a-autora-reclamou-do-machismo-por-cidinha-da-silva.

[05] "Quando a misoginia pauta as críticas ao governo Dilma", Carta Capital, 02 de abril de 2016, http://www.cartacapital.com.br/blogs/midiatico/quando-a-misoginia-pauta-as-criticas-ao-governo-dilma.

[06] "AGU vai processar IstoÉ por reportagens que dizem que Dilma 'está fora de si'", Revista Consultor Jurídico, 02 de abril de 2016, http://www.conjur.com.br/2016-abr-02/agu-processar-istoe-reportagens-difamam-dilma.

[07] "Quem rotula um argumento sólido como preconceito transformará um preconceito em argumento sólido", http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2015/02/quem-rotula-um-argumento-solido-como.html.

[08] "A esquerda e o caso do legado da Copa que caiu em Belo Horizonte: já estamos passando vergonha na imprensa internacional, mas a Rainha Louca diz que essa e outras críticas à infraestrutura foram um complexo de vira-latas que foi derrotado e parece que os vagabundos da militância esquerdista já estão se preparando para faturar em cima do caso", 04 de julho de 2014, http://jornaldohomem.blogspot.com.br/2014/07/a-esquerda-e-o-caso-do-legado-da-copa.html. Também em http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2014/07/a-esquerda-e-o-caso-do-legado-da-copa.html.

[09] "Precisamos de mais mulheres na política?", http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2009/10/precisamos-de-mais-mulheres-na-politica.html.

[10] "'Somos todas jararacas', diz senadora petista", Folha Política, 10 de março de 2016, http://www.folhapolitica.org/2016/03/somos-todas-jararacas-diz-senadora.html.

[11] Podemos lembrar esta, por exemplo, em "'Se quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça', diz Lula sobre operação da PF", O Povo, Fortaleza, 04 de março de 2016, http://www.opovo.com.br/app/politica/2016/03/04/noticiaspoliticas,3583764/lula-fala-sobre-operacao-lava-jato-em-coletiva-de-imprensa.shtml.

[12]

Anikka Albrite

04 de abril de 2016 às 17:08 · Instagram

I only knew her for a short time, but in that time I shared many close stories w/ her. We bonded over horses & the ups & downs of life. I am happy to have made a friend in Amber. She was taken from this life too soon. It's hard to believe she's really gone. Her laugh lit up the room, & she was a beautiful soul. My thoughts & prayers go out to her family and friends. She touched all our hearts, & she will be remembered. We love you Amber. May your spirit ride with the horses on the wind. ?? ?#?RIP? ?#?AmberRayne? ?#?GoneTooSoon?

(https://www.facebook.com/photo.php?fbid=853543114792424&set=p.853543114792424)

[13] Filezinho Recife, 04 de abril de 2016 às 22:26, https://www.facebook.com/filezinho.recife/posts/1179412515403162

Apêndice

"Uma presidente fora de si", IstoÉ, nº 2417, 1º de abril de 2016. Disponível em http://www.istoe.com.br/reportagens/450027_UMA+PRESIDENTE+FORA+DE+SI.

Uma presidente fora de si

Bastidores do Planalto nos últimos dias mostram que a iminência do afastamento fez com que Dilma perdesse o equilíbrio e as condições emocionais para conduzir o país

Sérgio Pardellas e Débora Bergamasco

Os últimos dias no Planalto têm sido marcados por momentos de extrema tensão e absoluta desordem com uma presidente da República dominada por sucessivas explosões nervosas, quando, além de destempero, exibe total desconexão com a realidade do País. Não bastassem as crises moral, política e econômica, Dilma Rousseff perdeu também as condições emocionais para conduzir o governo. Assessores palacianos, mesmo os já acostumados com a descompostura presidencial, andam aturdidos com o seu comportamento às vésperas da votação do impeachment pelo Congresso. Segundo relatos, a mandatária está irascível, fora de si e mais agressiva do que nunca. Lembra o Lula dos grampos em seus impropérios. Na última semana, a presidente mandou eliminar jornais e revistas do seu gabinete. Agora, contenta-se com o clipping resumido por um de seus subordinados. Mesmo assim, dispara palavrões aos borbotões a cada nova e frequente má notícia recebida. Por isso, os mais próximos da presidente têm evitado tecer comentários sobre a evolução do processo de impeachment. Nem com Lula as conversas têm sido amenas. Num de seus acessos recentes, Dilma reclamou dos que classificou de “traidores” e prometeu “vingança”. Numa conversa com um assessor, na semana passada, a presidente investiu pesado contra o juiz Sérgio Moro, da Lava Jato. “Quem esse menino pensa que é? Um dia ele ainda vai pagar pelo quem vem fazendo”, disse. Há duas semanas, ao receber a informação da chamada “delação definitiva” em negociação por executivos da Odebrecht, Dilma teria, segundo o testemunho de um integrante do primeiro escalão do governo, avariado um móvel de seu gabinete, depois de emitir uma série de xingamentos. Para tentar aplacar as crises, cada vez mais recorrentes, a presidente tem sido medicada com dois remédios ministrados a ela desde a eclosão do seu processo de afastamento: rivotril e olanzapina, este último usado para esquizofrenia, mas com efeito calmante. A medicação nem sempre apresenta eficácia, como é possível notar.

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DESCONTROLE

A presidente se entope de calmantes desde a eclosão da crise. Os medicamentos nem sempre surtem efeito, atestam seus auxiliares

Em recente viagem a bordo do avião presidencial, um Airbus A319, tripulantes e passageiros ficaram estupefatos com outro surto de Dilma. Depois de uma forte turbulência, a presidente invadiu a cabine do piloto aos berros: “Você está maluco? Vai se f...! É a presidente que está aqui. O que está acontecendo?”, vociferou. Não seria a primeira vez que Dilma perdia o equilíbrio durante um vôo oficial. No final de janeiro, o avião da presidente despencou 100 metros, enquanto passava pela região entre a floresta Amazônica e o Acre. O piloto preparava-se para pousar em Quito, no Equador. Devido ao tranco mais brusco, Marco Aurélio Garcia, assessor especial, acabou banhado de vinho e uma ajudante de ordens bateu levemente com a cabeça no teto da aeronave. Copos e pratos foram ao chão, mas ninguém se machucou. A presidente saiu de si. Na sequência do incidente, tratou de cobrar satisfações do piloto. Aos gritos. “Não te falei para não pegar esse trajeto? Quer que eu morra de susto, cace...?”. Os desvarios de Dilma durante os vôos já lhe renderam uma reclamação formal. Em carta, a Aeronáutica pediu para que a presidente não formulasse tantas perguntas sobre trajetos e condições climáticas nem adentrasse repentinamente às cabines para não tirar a concentração dos pilotos. A presidente não demonstra paciência nem mesmo para esperar o avião presidencial seguir o procedimento usual de taxiamento. Um de seus assessores lembra que, certa feita, Dilma chegou a determinar à Aeronáutica que reservasse uma pista exclusiva para a decolagem de sua aeronave. Com isso, outros aviões na dianteira tiveram de esperar na fila por horas.

O modelo consagrado pela renomada psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross descreve cinco estágios pelo qual as pessoas atravessam ao lidar com a perda ou a proximidade dela. São eles a negação, a raiva, a negociação, a depressão e a aceitação. Por ora, Dilma oscila entre os dois primeiros estágios. Além dos surtos de raiva, a presidente, segundo relatos de seus auxiliares, apresenta uma espécie de negação da realidade. Na semana passada, um presidente de uma instituição estatal foi chamado por Dilma para despachar assuntos de sua pasta. Chegou ao Palácio do Planalto, subiu ao terceiro andar e falaram longamente acerca da saúde da empresa e especialmente sobre a economia do Brasil e o contexto internacional. Ao final da conversa, observando o visível abatimento do executivo, Dilma quis saber: “Por que você está cabisbaixo?”. Franco, ele revelou sua preocupação com o cenário de impeachment que se desenhava, especialmente com o então iminente rompimento do PMDB. Ao ouvir a angústia do seu subordinado, que não está há muito tempo à frente da empresa, Dilma teve uma reação que tem se repetido sistematicamente: descartou totalmente a hipótese do seu impedimento. Ela exclamou: “Imagine, nada disso vai acontecer. Já temos garantidos 250 votos na Câmara”. O executivo tentou argumentar, mas foi novamente interrompido. A petista avaliou ser “até melhor” o rompimento com o PMDB, assim teriam a chance de “refundar” o governo. O presidente da instituição deixou a conversa completamente atônito. Considerou inacreditável a avaliação da chefe do Executivo.

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Outro interlocutor freqüente diz que a desaprovação recorde junto aos eleitores é vista como mero detalhe pela presidente. “Que falta faz um João Santana”, disse referindo-se ao marqueteiro preso e, principalmente, conselheiro para todas as horas. Aos integrantes do núcleo político, Dilma deixa transparecer que não lhe importa mais a opinião pública. Seu objetivo é seguir no posto a todo e qualquer custo e, se lograr êxito, punir aqueles que considera hoje seus mais ferozes inimigos. Especialmente os do Congresso. Na tática do desespero oferece cargos e verbas para angariar apoios à sua causa, não se importando com o estouro do orçamento e muito menos com o processo sobre suas contas abertos nos órgãos de fiscalização e controle, como o TCU. Na quarta-feira 30, chegou ao cúmulo de sugerir uma audiência com Valdemar Costa Neto, do PR, para oferecer-lhe a indicação do ministério de Minas e Energia. Ocorre que, hoje, Costa Neto apresenta dificuldades e limites de locomoção devido ao uso de uma tornozeleira. Depois da gafe, o jeito foi recorrer a emissários.

É bem verdade que Dilma nunca se caracterizou por ser uma pessoa lhana no trato com os subordinados. Mas não precisa ser psicanalista para perceber que, nas últimas semanas, a presidente desmantelou-se emocionalmente. Um governante, ou mesmo um líder, é colocado à prova exatamente nas crises. E, hoje, ela não é nem uma coisa nem outra. A autoridade se esvai quando seu exercício exige exacerbar no tom, com gritos, berros e ofensas. Helmuth von Moltke, chefe do Estado-Maior do Exército prussiano, depois de aposentado, concedeu uma entrevista que deveria servir de exemplo para governantes que se pretendam grandes líderes. Perguntado como se sentia como um general invicto e o mais bem-sucedido militar da segunda metade do século XIX, Moltke respondeu de pronto: “Não se pode dizer que sou o mais bem-sucedido. Só se pode dizer isso de um grande general, quando ele foi testado na derrota e na retirada. Aí se mostram os grandes generais, os grandes líderes e os grandes estadistas”. Na retirada, Dilma sucumbiu ao teste a que Moltke se refere. Os surtos, os seguidos destemperos e a negação da realidade revelam uma presidente completamente fora do eixo e incapaz de gerir o País.

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O PLACAR DO AFASTAMENTO

Em frente ao Congresso, integrantes de movimentos pró-impeachment estampam os rostos dos parlamentares contra e a favor da saída de Dilma

A maneira temperamental de lidar com as situações não é nova, embora tenha se agravado nas últimas semanas. Desde o primeiro mandato de Dilma, um importante assessor palaciano dedicou-se a registrar num livro de capa preta as reprimendas aplicadas por Dilma em seus subordinados. Ele deixou o governo recentemente por não aturar mais os insultos da presidente. A maioria injustificável, em sua visão. No caderno, anotou mais de 80 casos ocorridos entre 2010 e 2016. Entre eles, há o de um motorista que largou o automóvel presidencial no meio da Esplanada dos Ministérios depois de ser ofendido compulsivamente pela presidente e ameaçado de demissão por causa de um atraso. “Você não percebeu que não posso atrasar, seu m...Ande logo com isso senão está no olho da rua”, atacou Dilma. Consta também das anotações os três pedidos de demissão de Anderson Dornelles, que deixou o Planalto no último mês sob fortes suspeitas de ser sócio oculto de um bar localizado no estádio Beira-Rio de propriedade da Andrade Gutierrez. Nas vezes em que ameaçou deixar o governo, alegou cansaço dos destratos da presidente. “Menino, você não faz nada direito!”, afirmou ela numa das brigas. O ministro da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, também já experimentou a fúria da presidente. A irritação, neste caso, derivou das revelações feitas pelo empresário Ricardo Pessoa, da UTC, sobre as doações a sua campanha à reeleição em 2014. Participaram dessa reunião convocada pela presidente, além de Cardozo, os ministros Aloizio Mercadante, Edinho Silva e o assessor especial Giles Azevedo. Na frente de todos, Dilma cobrou Cardozo por não ter evitado que as revelações de Ricardo Pessoa se tornassem públicas dias antes de sua visita oficial aos Estados Unidos, quando buscava notícias positivas para reagir à crise. “Você não poderia ter pedido ao Teori (Zavascki) para aguardar quatro ou cinco dias para homologar a delação?”, perguntou Dilma referindo-se ao ministro que conduz os processos da Lava Jato no STF. “Cardozo, você fodeu a minha viagem”, bradou a presidente.

O episódio envolvendo Cardozo, no entanto, pode ser considerado até brando se comparado às situações enfrentadas por duas ex-ministras do governo, Maria do Rosário e Ideli Salvatti. Em 2011, ao debater com Rosário o andamento dos trabalhos da Comissão da Verdade, àquela altura prestes a ser criada pelo Congresso para esclarecer casos de violação de direitos humanos durante a ditadura militar, Dilma perdeu as estribeiras: “Cale sua boca. Você não entende disso. Só fala besteira”. Já Ideli conheceu o despautério da presidente logo no dia seguinte à sua nomeação para as Relações Institucionais. Quando ainda devorava jornais, Dilma leu uma reportagem em que a titular da pasta fazia considerações sobre os desafios do novo trabalho. Não gostou e deixou clara sua insatisfação: “Ideli, se na primeira coletiva você já disse bobagens, imagine nas próximas”.

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Publicamente, a presidente tenta disfarçar seu estado de ânimo atual. Mas nem sempre é possível deixar transparecer serenidade quando, por dentro, os nervos estão à flor da pele. Seus últimos discursos refletem a tensão reinante nos corredores do Palácio do Planalto. Na quarta-feira 30, Dilma converteu o evento de entrega de moradias da terceira fase do Minha Casa Minha Vida em um palanque contra o impeachment. Na cerimônia, estiveram presentes integrantes de movimentos sociais, como o MST. Os representantes, —muitos deles chamados de última hora já que nenhum governador se dignou a ir e, dos 300 prefeitos convocados, só oito compareceram —, foram acomodados em lugares destinados a convidados, onde entoaram gritos de guerra pró-governo mesmo antes de o evento começar. Os presentes chamaram o juiz Sérgio Moro, o vice Michel Temer e a OAB de “golpistas” e bradaram o já tradicional “não vai ter golpe”. Detalhe: o coro foi puxado pela militante travestida de presidente da República.

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Durante a campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff pagou para seus marqueteiros desenvolverem e disseminarem o nocivo “discurso do medo”. Espalhou o pavor entre os brasileiros mais carentes dizendo que, se seus concorrentes Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (na época no PSB) ganhassem a eleição, os programas sociais estariam em risco. Funcionou. Hoje, cara a cara com o impeachment, ela coloca sua tropa de choque novamente para atemorizar a população. Disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), na última segunda-feira: “Programas sociais como Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, Fies e tantos outros que beneficiam os mais pobres correm sério risco de sofrer corte caso a presidente Dilma seja impedida de continuar seu governo”.

Não bastasse a repetição da retórica cretina da campanha eleitoral, a presidente disse nos últimos dias que o que está se vendo o País é um verdadeiro “nazismo”, sem lembrar que o discurso do “nós contra eles” foi gestado e cultivado por sua equipe. O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, foi na mesma toada ao tentar reverter a posição do governo de incitador de ódio para pacificador: “Nós vamos baixar o tom ou esperar o primeiro cadáver?”. Sem mencionar, é claro, provocações até do presidente do PT, Rui Falcão, que no twitter escreveu recentemente: “Queremos a paz, mas não tememos a guerra”. Ou as palavras de Guilherme Boulos, coordenador do MTST, que disse que se o impeachment for efetivado ou Lula for preso, o Brasil seria “incendiado por greves, ocupações e mobilizações” e que “Não haverá um dia de paz do Brasil”.

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As diabruras de “Maria, a Louca”

Não é exclusividade de nosso tempo e nem de nossas cercanias que, na iminência de perder o poder, governantes ajam de maneira ensandecida e passem a negar a realidade. No século 18, o renomado psiquiatra britânico Francis Willis se especializou no acompanhamento de imperadores e mandatários que perderam o controle mental em momentos de crise política e chegou a desenvolver um método terapêutico composto por “remédios evacuantes” para tratar desses casos. Sua fórmula, no entanto, pouco resultado obteve com a paciente Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana de Bragança, que a história registra como “Maria I, a Louca”. Foi a primeira mulher a sentar-se no trono de Portugal e, por decorrência geopolítica, a primeira rainha do Brasil. O psiquiatra observou que os sintomas de sandice e de negação da realidade manifestados por Maria I se agravaram na medida em que ela era colocada sob forte pressão. “Maria I, a Louca”, por exemplo, dizia ver o “corpo” de seu “pai ardendo feito carvão”, quando adversários políticos da Casa de Bragança tentavam alijá-la do poder. Nesses momentos, seus atos de governo denotavam desatino, como relatou doutor Willis: “proibir a produção de vinho do Porto na cidade do Porto”. Diante desse quadro, era preciso que ocorresse o seu “impedimento na Coroa”. Quanto mais pressão, mais a sua consciência se obnubilava, até que finalmente foi “impedida de qualquer ato na Corte”. Já com o filho Dom João VI no comando de Portugal, “Maria I, a Louca” veio às pressas para o Rio de Janeiro com a Família Real diante da invasão de Portugal. Aqui, ela tinha por hábito usar longos vestidos pretos e passava horas correndo pelos corredores palacianos gritando palavrões desconexos. Costumava acordar na madrugada e “berrava para seres imaginários descerem do Pão de Açúcar” porque nele “morava o diabo”. A sua derradeira frase em território lusitano pode ser interpretada como faísca de lucidez na loucura: “Não corram tanto, vão pensar que estamos sendo tocados ou que estamos fugindo”.

Antonio Carlos Prado

Fotos: Adriano Machado, Claudio Belli/Valor; Adriano Machado/Ag. Istoé; CELSO JUNIOR/AE; EPITACIO PESSOA/AE, Marcelo Camargo/Agência Brasil, Givaldo Barbosa/Agência O Globo 

Texto sem filmes de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: "Deu a louca (literalmente) no movimento lesbicossocialista quando matéria de capa da IstoÉ conta que Dilma Rousseff toma rivotril, e outras duas notas", http://avezdasmulheres.over-blog.com/2016/04/deu-a-louca-literalmente-no-movimento.html.
Texto com filmes de putaria no A Vez dos Homens que Prestam: "Deu a louca (literalmente) no movimento lesbicossocialista quando matéria de capa da IstoÉ conta que Dilma Rousseff toma rivotril, e outras duas notas", http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2016/04/deu-louca-literalmente-no-movimento.html.
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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Como o Petrolão pode enterrar o Conservadorismo-Liberalismo - parte 2: a derrota das instituições e um pouco de Anarquismo

Abigail Pereira Aranha

Se a figura de autoridade fosse sempre a melhor pessoa para o lugar em que está, pelo menos tecnicamente e isso não só em política, o Anarquismo não existiria. Mas nós sabemos que o que mais passa pela cabeça de quem está por cima, em qualquer lugar de qualquer época, é alimentar o ego, vida fácil e, no caso dos homens, uma opção entre comer vadias enrustidas e ter uma mulher que nem teve libido suficiente para ser vadia. Tá bom, muita coisa boa foi feita em ditaduras e governos despóticos ou por estudiosos que eram grandes cretinos. Mas isso foi feito apesar dessas figuras, não por méritos delas. A grande maioria das autoridades políticas, acadêmicas, militares não merece o respeito normal entre dois cidadãos comuns não só apesar da posição de autoridade, também por causa dela.

O que fez o final da obra ser aceitável passa necessariamente pelo respeito à pessoa que sabe fazer aquela coisa boa, ou no mínimo um respeito ao produto final. O Socialismo é uma ditadura de estupidez e mediocridade para acabar com esse respeito ao mérito. E isso não vem só da elite governante, vem também, talvez ainda mais, do povo que apoia o sistema. O Conservadorismo não tem esse nível de iniquidade, mas tenta conservar as mesmas figuras de autoridade para minimizar aquela estupidez.

Você se lembra de uma parábola de lobos, cães pastores e ovelhas, que dizia que os cães pastores, que são os policiais, se parecem com os lobos, que são os caras maus, mas defendem as ovelhas, que são os cidadãos comuns? Essa é do tempo do "combate ao terrorismo" nos Estados Unidos. Quem gostava da parábola na época é quem em 2014 pediu a cassação do Barack Hussein Obama lá ou o impeachment da Rainha Louca aqui. O que mudou? Não é só que as autoridades desses governos são socialistas, e isso não só no poder político formal, é que nesses governos saíram lambanças indefensáveis.

Isso nos leva ao caso da Operação Lava-Jato. Vamos destacar: a Operação Lava-Jato é o inquérito sobre o Petrolão. Já vimos lulopetistas dizendo que o que derrubou a Petrobrás e causou a atual crise econômica foi a Operação Lava-Jato. É como se o centro da cidade tivesse uma onda de assaltos e depois que a polícia pegasse alguns dos bandidos, alguém dissesse que a culpa da falta de segurança fosse do batalhão de polícia. Mas vamos nos lembrar de que 252 milhões de reais foi o que UM ex-gerente prometeu DEVOLVER[1]. Como esse esquema de desvio ou mau uso de dinheiro público pôde ficar invisível por 3 ou 4 anos só do mandato da então Presidente da República? Isso tem a ver com os programas sociais. O governo PT aumentou o número de analfabetos funcionais dentro das universidades e durante esse governo, o setor público nos três níveis aumentou para mais de 5% da população total hoje. Isso significa que o grupo autor do Mensalão e do Petrolão adoçou a boca de um bom bocado da população brasileira: uma pessoa com deficiência para interpretar qualquer texto maior que um artigo de folhinha de paróquia poderia ter um diploma universitário e depois uma sinecura no serviço público, talvez em uma repartição que fosse toda ela desnecessária ou até daninha para a coletividade.

Aí o liberal vai dizer que se a PTbrás fosse uma empresa privada, isso não teria acontecido. É aí que entra a construtora Odebrecht: em vez de perder dinheiro público, ela recebeu; em vez de encolher, cresceu ou continuou grande.

Mas o esquema que beneficiava desde os membros do PT até a mãe solteira de um cotista de universidade pública trouxe, pra começar a conversa, retração de 4% do PIB em 2015[2], com previsão ainda pior para este ano. E agora? Como glorificar a polícia, o Poder Judiciário e o governo quando o país tem 20 homicídios por 100 mil habitantes e a solução deles para isso é desarmar as futuras vítimas? Como glorificar o Poder Judiciário se você homem tem 92% de chances de não ser preso se matar uma pessoa, mas pode ser preso por dever pensão alimentícia, ou qualquer lésbica desequilibrada te faz responder por um crime sexual que nunca existiu? Como glorificar uma estrutura estatal que consome 40% do PIB e o posto de saúde do bairro está com falta de remédios? Aqui está o problema de um serviço público, incluindo universidades, onde qualquer um pode entrar e se destacar: qualquer um sabe que é uma porcaria.

O caso Lava-Jato (relembro que é a investigação, não o crime) fez o PT fazer duas coisas de comédia. A primeira foi indiciar políticos da oposição que nunca tiveram influência na Petrobrás para que os petistas Lula e Dilma continuassem como não-investigados. Foram a Polícia Federal e o Ministério Público, mas sob a direção do PT. A segunda coisa foi tentar nomear o nunca investigado Lula como Ministro da Justiça, para ele continuar sendo um não-investigado ou pelo menos um não-preso. Isso só não aconteceu porque o povo já estava mostrando indignação havia mais de um ano e gente do próprio Judiciário se mexeu antes de nunca mais ter moral de pedir respeito.

Você já observou que, tirando os paspalhos que pedem a intervenção militar, os heróis lembrados nas manifestações contra o PT são indivíduos? Em vez do Congresso Nacional, Jair Bolsonaro. Em vez da imprensa, Olavo de Carvalho. Em vez do Poder Judiciário, Sérgio Moro. E qual clérigo em vez da Igreja Católica? E qual pastor em vez das igrejas evangélicas? E qual policial em vez das polícias? E esses indivíduos também não têm grande posição de hierarquia, no máximo o dr. Sérgio Moro que é o titular da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba. Aliás, os presidentes do Congresso Nacional, o da Câmara que é o Eduardo Cunha e o do Senado que é o Renan Calheiros, também ganharam pelo menos uma faixa de "fora": uma imagem rápida da Globo das manifestações de 13 de março mostrava uma faixa "Fora Dilma, Lula, Cunha e Renan".

E não apenas quase todas as autoridades passaram longe das homenagens, e só foram lembradas para fazerem o seu trabalho que já devia ter sido feito há um bom tempo. A própria manifestação popular foi um modelo meio anarquista. O público era maioria de direita, mas o formato de passeata, de aglomeração em praça pública, de bonecos gigantes, de faixas e cartazes é um formato que até há muito pouco tempo atrás quase só esquerdistas e anarquistas usavam, e dessa vez foi usado contra a esquerda. Mas não foi só o formato do protesto que o Conservadorismo pegou da militância esquerdista: a denúncia contra as instituições também. Ficou pra História também que o que o Conservadorismo e o Liberalismo tentaram preservar é algo que os socialistas nunca tentaram destruir, porque pode ser muito bom para eles, socialistas.

NOTAS

[1] "Ex-gerente da Petrobras se compromete a devolver R$ 252 milhões", Congresso em Foco, 17 de novembro de 2014, http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/ex-gerente-da-petrobras-se-compromete-a-devolver-r-252-milhoes. "O ex-gerente-executivo de Engenharia da Petrobras Pedro Barusco se comprometeu a devolver US$ 97 milhões, o equivalente a R$ 252 milhões, que teria recebido do esquema de corrupção na empresa."

[2] "'Prévia' do PIB do Brasil fecha 2015 com queda de 4,08%, calcula BC", Valor, 18 de fevereiro de 2016, http://www.valor.com.br/brasil/4442324/previa-do-pib-do-brasil-fecha-2015-com-queda-de-408-calcula-bc.

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