sexta-feira, 28 de outubro de 2011
(Ainda são apenas) piadas: como pedir uma pizza em 2040 e Pizzaria Google
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Depois do adúltero de QI baixo, a piriguete gênio
- Matemática é difícil demais.
- Vou fazer Pedagogia porque não tem Física nem Matemática.
- (Depois de ver a resposta de um exercício de Física que gasta 10 linhas) Não tem um jeito mais fácil?
- Quero mesmo é Bioquímica, mas vou fazer vestibular pra Educação Física que é mais fácil de passar, depois faço vestibular interno.
domingo, 23 de outubro de 2011
"Presidenta" não existe, lésbicas burras
A PRESIDENTE ou PRESIDENTAseg, 01/11/10 por Sérgio Nogueira | categoria DicasTanto faz. As duas formas, linguisticamente, são corretas e plenamente aceitáveis.A forma PRESIDENTA segue a tendência natural de criarmos a forma feminina com o uso da desinência "a": menino e menina, árbitro e árbitra, brasileiro e brasileira, elefante e elefanta, pintor e pintora, espanhol e espanhola, português e portuguesa.Na língua portuguesa, temos também a opção da forma comum aos dois gêneros: o artista e a artista, o jornalista e a jornalista, o atleta e a atleta, o jovem e a jovem, o estudante e a estudante, o gerente e a gerente, o tenente e a tenente.Há palavras que aceitam as duas possibilidades: o chefe e A CHEFE ou o chefe e A CHEFA; o parente e A PARENTE ou o parente e A PARENTA; o presidente e A PRESIDENTE ou o presidente e A PRESIDENTA…O problema deixa, portanto, de ser uma dúvida simplista de certo ou errado, e passa a ser uma questão de preferência ou de padronização. No Brasil, é fácil constatar a preferência pela forma comum aos dois gêneros: a parente, a chefe e a presidente. É bom lembrar que a acadêmica Nélida Piñon, quando eleita, sempre se apresentou como a primeira PRESIDENTE da Academia Brasileira de Letras. Patrícia Amorim, desde sua eleição, sempre foi tratada como a presidente do Flamengo.É interessante observar também que formas como CHEFA e PARENTA ganharam no português do Brasil uma carga pejorativa.É possível, porém, que a nossa Dilma prefira ser chamada de PRESIDENTA seguindo nossa vizinha Cristina, que gosta de chamada na Argentina de LA PRESIDENTA.Hoje ou amanhã teremos uma resposta definitiva. Espero.
A presidenta foi estudanta?Existe a palavra: PRESIDENTA?Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?Miriam Rita Moro Mine – Universidade Federal do ParanáNo português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo:O particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante… Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".Um bom exemplo do erro grosseiro seria:"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".Por favor, pelo amor à língua portuguesa, repasse essa informação.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
A vida não é um mar de esgoto
Milionária com o bilhete errado
Publicado no Super Notícia em 05/10/2011
Um erro cometido por uma atendente de uma loja no Estado da Geórgia, nos Estados Unidos, garantiu a uma mulher desempregada um prêmio de US$ 25 milhões (cerca de R$ 46,7 milhões) da loteria local. De acordo com publicação do portal Terra, Kathy Scruggs, de 44 anos, havia pedido à atendente um bilhete de um dos jogos da loteria local, chamado Mega Millions, mas recebeu por engano um do jogo Powerball.
Ela decidiu então levar os dois bilhetes e teve a grata surpresa ao checar os resultados do Powerball na noite seguinte ao sorteio. Segundo ela, os gritos acordaram a casa inteira. "Estávamos gritando e berrando. Todos vieram correndo. Eu não podia acreditar", disse.
Scruggs contou que procurava emprego, após ter feito alguns trabalhos temporários recentemente. Com o dinheiro que ganhou, a mulher diz que pretende agora comprar um carro, uma casa para a mãe e para a avó e viajar, além de ajudar outros familiares e amigos.
SUPER NOTÍCIA. Milionária com o bilhete errado. Super Notícia, 05 de outubro de 2011. Disponível em http://www.otempo.com.br/supernoticia/acervo/?IdEdicao=1531&IdNoticia=62871. Acesso em 05 de outubro de 2011.
Coisas boas também acontecem
Kathy Scruggs teve muita sorte, isso é certo. Mas a lição que pretendemos destacar aqui é que coisas boas também acontecem.
Quase todas as pessoas do mundo têm a visão de um mundo preto, ou naturalmente preto ou que já foi de outra cor e foi como marcado de forma indelével por fumaça de carvão. Geralmente, tais pessimistas são religiosos, e para estes a esperança é fazerem o que puderem neste mundo irremediavelmente perdido (no duplo sentido) para alcançar uma vida de delícias em outro mundo. Os ativistas, como socialistas, também costumam ter o seu mundo preto, embora com uma possibilidade que nunca se concretiza de deixar de sê-lo. Mas para os dois grupos, dizer que o mundo não é preto é dizer que ele é cor de rosa.
Na periferia brasileira (na estadunidense não deve ser diferente), podemos encontrar pessoas "valentes". Vejamos essas pessoas falando com amigos: venceram brigas, levaram alguém à polícia, tomaram uma medida enérgica com o cônjuge ou o filho. Como pessoas tão fortes e bem resolvidas têm uma vida com tantos problemas? É como se uma pessoa que é conhecido que só anda armada fosse abordada por ladrões toda semana.
A explicação: tais pessoas são especialistas em fracasso, não em sucesso.
A vida de muitas pessoas "experientes", "fortes", "bem resolvidas", se resume a tornar as próprias vidas o menos pior do que já é que puderem. Algumas destas pessoas já foram ativistas, já creram em um mundo melhor possível, mas descobriram como é o "mundo de verdade" e hoje são reles vacas-de-presépio que "dançam conforme a música" pra preservar o emprego. Veja se já ouviu algo assim:
- Trabalho neste emprego há 5 anos e nunca tive problemas com a chefia.
- Eu vou fazer isso pra minha mulher não me amolar.
- Eu moro neste endereço há 5 anos e nunca tive problemas com os meus vizinhos.
- Eu vou trabalho deste jeito há 10 anos e nunca tive problemas.
- Eu faço desse jeito pra não perder o emprego.
Vejamos que para tais pessoas até o sucesso é o contrário do fracasso. Este erro existe até mesmo entre palestrantes de motivação ou de carreira profissional. Estes palestrantes podem, por exemplo, não mencionar uma única pessoa que conseguiu um emprego ou uma promoção por isso ou aquilo, mas várias pessoas que deixaram de conseguir um emprego ou uma promoção por falta disso ou daquilo. Para alguns que sonham ganhar na loteria ou conseguir um trabalho com um bom salário, isso não vai trazer dinheiro, mas falta de falta de dinheiro. Um exemplo notório é o de pessoas de décadas passadas, especialmente mulheres, que se casavam para deixar de ser solteiras.
Observemos que tais pessoas estão preparadas para o infortúnio de tal forma que não conseguem receber bem uma coisa boa. Uma pessoa alegre não as contagia. Uma pessoa amável pode ser desprezada. Um belo canteiro no trajeto do trabalho pode não ser notado. Até um dinheiro a mais pode lhes passar quase despercebido.
Conseguir o sucesso é escapar do fracasso. A recíproca não é verdadeira.
O único lugar intrinsecamente ruim é o Inferno. É certo que o nosso mundo pode ser melhor para nós, principalmente quanto aos problemas causados pelo próprio homem: ainda há muito o que lutar contra o egoísmo, a tolice, a hipocrisia, o puritanismo, a má distribuição da produção humana, o ódio dos castos infelizes ao prazer alheio dentro e fora da área sexual, a corrupção, a incompetência onde a competência é mais necessária. Mas o nosso mundo físico também tem flores, chocolate, piadas com graça, amizade, mulher bonita para os homens, homem bonito para as mulheres e muitas outras coisas. Os que têm uma imagem mental de algo bom a alcançar podem não consegui-lo, ainda assim viverão melhor do que os que têm uma imagem mental de algo mau a evitar. Estes irão quase fatalmente passar a vida evitando alguma coisa. Às vezes, parte da própria vida.
Abigail Pereira Aranha
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Resistência à Mediocridade 02, 03 e 04
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Um pouco de Lógica e Matemática aplicadas no "eu falei"
A Cláudia estuda a noite e a Patrícia diz a ela que o lugar onde ela passa é perigoso. Ela passa por lá no primeiro dia, tudo bem. No segundo, tudo bem. No terceiro, no quarto, no 10º, no 40º. No 125º dia, a Cláudia é assaltada. Aí, a Patrícia diz: "Sabia! Não falei pra você? Estava vendo que isso ia acontecer!"
Mas espere um pouco! Você se lembra de Probabilidades? A probabilidade de um evento é o número de ocorrências dividido pelo número de tentativas. Aqui, o evento assalto vai ter, portanto, probabilidade de 1/125 = 0,008 = 0,8%. Como é que alguém diz com firmeza que um evento de 0,8% de chance vai acontecer?
E qual a probabilidade de a Cláudia não ser assaltada no 1º dia e ser no 2º? 0,992 × 0,008 = 0,007936 = 0,7936% (o 0,992 é 1 menos 0,008) E qual a probabilidade de a Cláudia não ser assaltada nos 4 primeiros dias e ser no 5º? 0,9924 × 0,008 = 0,007747 = 0,7747%. Mas qual é a probabilidade de ela ser assaltada pelo menos uma vez nos primeiros 5 dias? A probabilidade de ela não ser é 0,9925 = 0,9606 = 96,06%, então a probabilidade de ela ser assaltada pelo menos uma vez é 100% - 96,06% = 3,94%. E a probabilidade de a Cláudia ser assaltada pelo menos uma vez nos primeiros 125 dias? É 100%? Não, é 1 - 0,992125 = 0,6336 = 63,36%. É uma boa chance, mas não pra uma grande certeza.
Vamos pegar uma urna com 25 bolas numeradas de 1 a 25 e passar pra Patrícia sortear, depois de escolher um destes números. Qual a chance dela acertar? 1/25 = 0,04 = 4%. E se ela acertar? Ela vai dizer que sabia que ia dar aquele número? Bem difícil. É mais fácil ela dizer que teve sorte, certo? Mas e se a Cláudia fosse assaltada nos primeiros 5 dias, probabilidade 3,94%, o que ela ia dizer? "Sabia! Não falei pra você? Estava vendo que isso ia acontecer!"
Moral da história: evitar perigos é sábio, principalmente os perigos desnecessários, mas o que a maioria das pessoas têm não é visão do que é ruim, é um medo miserável da vida.
Ah, e você tem medo de transar sem estar comprometido e pegar doença venérea?
Viva a vida, o caráter, o ateísmo, a anarquia e a putaria.
