segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O Puritano-Feminismo episódio 6: moça bem criada e graduada vira prostituta porque gosta do trem, portanto as feministas nem comentam

Formada em Letras, jovem opta por ser prostituta e cria blog na internet

Lola Benvenutti mantém blog em que relata experiências com seus clientes

Ela tem 21 anos, é recém-formada em letras pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), exibe em tatuagens pelo corpo frases de Guimarães Rosa e Manuel Bandeira, adotou como pseudônimo um nome que faz referência a um personagem do escritor russo Vladimir Nabokov e assume, sem problemas, ser garota de programa. Gabriela Natália da Silva, ou Lola Benvenutti, mantém um blog em que escreve contos baseados nas experiências com seus clientes e chama a atenção ao tentar quebrar o tabu do sexo. "Sempre gostei de sexo, então tinha um desejo secreto de trabalhar com isso e não há nada mais justo, faço porque gosto", afirmou em entrevista.

A realidade de Gabriela sempre foi diferente da vida de uma parcela das garotas de programa que são universitárias e optam por se prostituir para manter as despesas com os estudos. "Tem uma categoria nos sites de acompanhantes que são de universitárias e fazem isso porque fazem faculdade particular e precisam pagar, mas eu nunca precisei disso, sou inteligente, fiz faculdade, optei por isso, qual o problema?", questionou.

Natural de Pirassununga (SP), se mudou para São Carlos para fazer faculdade, mas por temer algum tipo de retaliação resolveu manter sua identidade como prostituta com discrição até concluir o curso. "Fiquei com um pouco de medo de isso reverberar de alguma forma na faculdade, então achei melhor terminar a graduação para colocar o blog no ar", disse.

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O site recebe cerca de duas mil visitas por dia e é nele que Lola posta sua rotina como prostituta. Entretanto, vê diferença entre sua história e o fenômeno Bruna Surfistinha, pseudônimo de Raquel Pacheco, ex-prostituta que fez fama na internet e teve sua história publicada em livro e roteirizada em um filme. "Ela teve uma vida diferente da minha, com outras oportunidades", comentou.

Além de manter seus contos e servir como contato entre seus clientes, que chegam a cinco por dia, o blog serve também para levantar discussão sobre o prazer no sexo. "As pessoas são hipócritas, vivem de sexo, veem vídeo pornográfico, mas não falam porque têm vergonha. Um monte de mulher entra no blog e fala que adoraria fazer o que eu faço, mas não tem coragem; e dos homens escuto as confissões mais loucas e cada vez mais esse tabu do sexo é uma coisa besta", avaliou.

BARREIRAS

Apesar da escolha em ser uma profissional do sexo, Gabriela não desistiu de seguir carreira acadêmica ou dar aulas após a conclusão do curso de letras. "Também quero dar aula, mas por hobby, e além disso também tem a questão financeira, porque dando aula hoje você quase não se sustenta", analisou. "Acho que as duas coisas são difíceis de casar, é muito difícil que uma escola que sabe o que eu faço me permita trabalhar com eles, vou ter que derrubar barreiras".

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Ainda este ano, ela pretende se mudar para São Paulo, onde vai continuar trabalhando como garota de programa e acumulando um mestrado na Universidade de São Paulo (USP). "Cansei um pouco de São Carlos e agora quero outras coisas, tanto que o mestrado para o qual estou estudando é na USP, converso com alguns professores e quero pesquisar na área de prostituição ou fetiche", considerou.

Esse tipo de assunto, segundo ela, já é seu objeto de estudo desde a adolescência. "Desde os 14 anos estudo o sadomasoquismo, que hoje está ficando mais popularizado com ajuda do livro ‘Cinquenta Tons de Cinza’, que é marginalizado para quem curte, mas abriu um leque para as pessoas que não conheciam", explicou.

INTERESSE PELO SEXO

O interesse precoce por sexo começou com uma vontade íntima de deixar de ser virgem, o que considerava ser um ‘fardo’. "Desde os 11 anos queria me livrar desse fardo, mas perdi a virgindade com 13 anos e a primeira vez foi péssima, com um homem de 30 anos que conheci pela internet", relembrou.

No início, Gabriela ficou em dúvida sobre o prazer causado pelo sexo. "Não fiquei confortável, fiquei um tempo sem fazer pensando em como era possível as pessoas falarem tanto disso, mas aí depois de um tempo eu fui gostando e a percepção mudou", revelou.

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Segundo Gabriela, nunca houve um episódio em sua vida que despertasse um interesse incomum para sexo. "Todo mundo fica me perguntando qual foi o fato que desencadeou isso, eu respondo que nada, meus pais foram ótimos, tive uma ótima educação, entrei na faculdade direto, fiz uma boa universidade e só", garantiu.

RELAÇÃO COM A FAMÍLIA

Como a personagem Tieta, da obra de Jorge Amado, Lola causa alvoroço quando retorna para sua cidade natal, mas a relação com a a família atualmente é estável. "Eu não vou muito pra lá, sinto que toda vez que vou, levanto uma poeira de discórdia e os vizinhos ficam comentando. Minha mãe já desconfiava porque nunca pedia dinheiro para ela e a relação foi muito mais difícil porque ela se importa muito com o que os outros dizem, mas a gente se fala", disse.

Com o pai, militar da reserva, há uma relação de respeito e separação entre Gabriela e Lola. "Meu pai ficou seis meses sem falar comigo, eu achei que fosse pra vida toda, mas aí teve a minha formatura e ele veio. Na ocasião, disse que a filha dele era a Gabriela, não a outra, deixando bem claro que não compactua com isso. Mas ele ficou do meu lado e acho ele um herói porque não me abandonou", confessou.

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Fonte: Com informações do G1

Publicado Por: Fábio Carvalho

180 Graus, 29/04/2013, http://180graus.com/noticias/formada-em-letras-jovem-opta-por-ser-prostituta-e-cria-blog-na-internet

Comentários de A Vez das Mulheres de Verdade / A Vez dos Homens que Prestam

Cadê as feministas agora? Quando aquela universitária estava chifrando o namorado com o professor e o namorado entrou no perfil dela no Facebook, pegou a conversa dos dois e espalhou, uma outra Lola também formada em Letras diz que adultério não é crime, mas invasão de privacidade é. Quando uma universitária vai pra universidade com um vestido curto e é vaiada, ela vira a heroína da luta contra a UNITALIBAN e até contra a elitização da faculdade, já que ela é de família pobre.

E nesses e em outros casos, quem criticasse as moças era contra a liberação da sexualidade feminina. Mas liberdade sexual feminina é ser recalcada mas se vestir de puta, é engravidar na calourada e fazer aborto, é ter namorado bonzinho e fuder com o professor, é namorar com o professor para garantir uma nota A, é ser lésbica? Ou pode ser sexo hétero sem namoro por gosto também, lesbofeministas e seus poodles? E porque vocês aparecem na primeira página do Google na hora de defender vadia mas não neste caso?

E o problema na família? É impressão minha ou a moça teve mais problemas com a mãe do que com o pai? O povo fala e a mãe fica preocupada? E se a moça tivesse engravidado de um babaca ou de um professor na faculdade e tivesse feito um aborto? Ou se ela se casasse com um velho decrépito por interesse? A mãe ia ficar com vergonha também? Ah, e por que eu não falei do pai e dos homens? Quem era o "povo" que comentava? Mulher nova, bonita, gostosa e simpática?

E podemos ver aqui neste caso que uma mulher pode ter uma vida heterossexual ativa sem parceiro fixo porque gosta e sem ter problemas psicológicos ao mesmo tempo.

Mais uma boa hora para vermos o que é o feminismo pela falta de manifestação: um movimento de lésbicas e vadias com seus eunucos com vergonha de si mesmos.

Ah, e por falar em ser professora e prostituta, quando ela entrar no magistério vai ver como ela fez bem de arrumar uma coisa melhor antes. Ela pode sair da escola assim que o primeiro bando de mães solteiras com cara de macaco encher a paciência por inveja ou porque ela deu uma dura em algum pivete que não quer estudar.

Ah, sim: também podemos ver neste caso que nem todas as prostitutas universitárias fingem que são evangélicas e se casam depois de formadas para esconder o passado.

Eu só posso dar os parabéns à Lola Benvenutti pela coragem e pela manifestação de sexualidade. Viva a putaria, a inteligência e a vergonha na cara!

Ah, e no blogue dela, a Lola Benvenutti comenta sobre a morte da Gabriela Leite no mês passado. Para quem não conhece, ela foi a fundadora da ONG Davida, pelos direitos das prostitutas.

Abigail Pereira Aranha

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