quinta-feira, 27 de junho de 2013

Olha quem está falando a verdade - parte 1: quando a verdade está na cara e se impõe (ou: um pouco de Silvio Koerich, O Livro Negro do Comunismo, Rachel Sheherazade, Janaína Paschoal e muitos outros)

Abigail Pereira Aranha

O Brasil não é mais um país de alienados sem acesso ao ensino, virou caso de Psiquiatria Forense. Alguns são psicopatas, e aqui falo de militantes "do bem" (indico o texto "Justiça social, a dupla moral dos oprimidos" para você entender melhor). Alguns são esquizofrênicos histéricos, são cidadãos comuns até de boa índole, mas de tanto ouvir e ler "fatos" sem refletir vivem uma realidade e acreditam em outra. Alguns são só mentirosos e vigaristas pé-de-chinelo. Ou seja, fora as honrosas exceções das pessoas com bom nível de sanidade, inteligência e caráter, chamar alguém de imbecil, ignorante ou alienado no Brasil (e em outros países) é afirmar confiança no nível moral e mental do ofendido. Até chamar alguém de mentiroso ou desonesto deve ser feito com cuidado, porque pode ser um elogiar a consciência da realidade e a articulação para a mentira que a pessoa pode não ter.

Mas a cultura da mentira e da loucura não é coisa brasileira nem nova. Até a popularização da internet, dizer a verdade era mais trabalhoso e mais perigoso, e era mais fácil distorcer o que foi dito ou eliminar quem disse antes que as palavras chegassem ao conhecimento, digamos, de 100 pessoas, o que qualquer postagem de um blogue sem visibilidade pode conseguir em menos de um ano hoje. E o perigo que falo nem é de repressão da polícia ou da elite, o próprio dizer a verdade não é algo que se pode fazer em qualquer roda de conversa de colegas de trabalho ou de escola sem pelo menos alguma zombaria, qualquer pessoa intelectualmente decente sabe do que estou falando. Além do dizer a verdade em si, o próprio registro desta verdade é ainda mais difícil. Não faz muito tempo em que até em um país em desenvolvimento como o Brasil os alfabetizados eram minoria. Depois, a comunicação de massa não era muito fácil. Sem contar que metade da população nem sabia ler, jornais e revistas eram poucos, com espaço limitado. Publicar um livro também era difícil. Era mais difícil alguém ter máquina de escrever na sua época do que alguém ter um computador hoje, e fazer 10 cópias de um texto de uma página a máquina de escrever dava um trabalho que nem estudantes de primeiro grau hoje estão acostumados a ter.

E nisto não estou considerando que o escritor diga algo que discorde do que é linha editorial da publicação ou da editora do livro, fora, quando é o caso, discordar do governo. Não faz muito tempo que nem um magnata da mídia ou o dono de uma grande editora tinha tanta autonomia para se expressar quanto qualquer blogueiro de hoje, que na pior das hipóteses dura o suficiente para expor as suas ideias e alguém conhecê-las.

Com tudo isso, se já é difícil dizer a verdade (sobre quase qualquer coisa) na frente de qualquer grupo de pelo menos três pessoas, publicar a verdade em qualquer espaço com grande alcance é quase impensável. Isso era ainda pior quando as únicas pessoas com acesso a informação séria e alfabetização eram clérigos, nobres, ricos ou no mínimo servos ou especialistas leais ao sistema vigente e algum privilegiado em especial. Mesmo hoje, achar certas verdades visíveis pelo senso comum em livros, revistas, programas de televisão ou na internet pode exigir muita leitura, muita procura, muita paciência e alguma sorte. Estamos em uma fase em que pessoas inteligentes e bem informadas são as que leem livros, jornais e revistas pensando quando eles vão começar a dizer a verdade.

Schopenhauer disse que "Toda verdade passa por três estágios: Primeiro é ridicularizada. Segundo, é violentamente combatida. Terceiro, é aceita." A verdade não passa por fases porque não muda, o que muda é a aceitação geral da verdade ou a mentira que tenta substitui-la. Uma grande mentira ou perversidade, eu diria que passa por 10 estágios:

1. É imposta, com dinheiro e comunicação de massa, por quem se interessa por ela

2. É repetida ou imposta como verdade por especialistas que sabem ou deviam saber que o erro é erro, mas seu trabalho ou status depende de não dizer a verdade

3. É acreditada pelo povo em geral

4. Alguma ressalva que não afeta o núcleo aparece entre os especialistas (onde nem todos merecem este termo)

5. Pessoas com um conhecimento mediano e minimamente alfabetizadas já percebem algo errado, mesmo que tenham uma noção superficial

6. Os especialistas, em geral os considerados como tal que não merecem, mudam a mentira para salvar o núcleo enquanto podem.

7. A mentira ou a perversidade já produziu problemas e/ou um número de vítimas que ultrapassam o limite do que pode ser escondido, ridicularizado ou ignorado.

8. Especialistas, pesquisadores e pessoas conceituadas dizem a verdade superficialmente e esporadicamente, defendendo o erro em grande parte ou em trechos isolados em material sobre outros assuntos.

9. Um especialista sério bem posicionado denuncia a mentira ou a perversidade, às vezes mostrando os males que ela já produziu.

10. A verdade é amplamente publicada ou reconhecida publicamente, porque ou parte da verdade é útil para quem já está no poder, e só esta parte vai ser promovida; ou a mentira é tão flagrante que ameaça cair sob o próprio peso e os informadores e os formadores de opinião abordam o fato porque vai ser amplamente conhecido, e não o contrário; ou a verdade já está cobrando caro por ter sido desprezada.

Vou dar alguns exemplos de mentiras que já estão nas fases de 7 a 10.

Hoje é moda se falar de mobilidade urbana, plano diretor, desenvolvimento urbano sustentável. Planejamento do que já está pronto ou gerenciamento do que já aconteceu não existe. Será que nenhum urbanista previu há 50 anos atrás o que a sua cidade seria hoje? Onde estava o planejamento urbano sustentável quando surgiu a primeira favela da cidade? Ou o primeiro bairro pobre que uma rodovia é a única saída para qualquer lugar? Ou quando uma fazenda virou bairro e o leito do córrego virou uma avenida torta que recebe enxurrada de ruas íngremes de 7 metros de largura? O que um engenheiro civil ou um urbanista da década de 50 de qualquer grande cidade hoje que pegasse uma série histórica da população mais meia dúzia de dados poderia profetizar para dali a 30 ou 50 anos que não aconteceu? E se houve este visionário e ele avisou a tempo, como o público e os colegas reagiram?

E o aquecimento global que você provoca até quando usa uma lâmpada incandescente no lugar de uma fluorescente muito mais cara? "Especialistas" veem que o ano mais quente depois da Revolução Industrial foi 1934, o mundo ainda se recuperando da Quebra da Bolsa de Nova Iorque de 1929, a contribuição de CO2 do Brasil era café encalhado nas fazendas que virou carvão de locomotiva. Em vez de mudarem a tese, mudam os modelos e os mapas. Um hacker solta e-mails do IPCC dos caras combinando como falsificar as informações sobre Aquecimento Global Antropogênico. A mentira continua. Até que em abril deste ano, o IPCC promete um relatório para "procurar explicar a pausa atual no aquecimento" (veja esta no Verde: a Cor Nova do Comunismo). Depois de cara perder emprego porque negou o aquecimento global.

Mulher na polícia e no exército: a rede Record mostrou este mês uma reportagem sobre mulheres no exército de Israel. Mas o Ricardo Setti, da Veja, publicou em agosto de 2012 um texto sobre uma comandante do exército que disse que não dava pra mandar mulher pra guerra ("'Chega de igualdade! Mulher não dá para ser soldado!' – diz capitã dos 'marines' dos EUA"). Se gaysquerdista lesse a Veja, eu poderia dizer que tomou na cara o que o Silvio Koerich já tinha dito em 2007 numa série de quatro postagens. Apesar de que o mesmo Ricardo Setti publicou dia 3 de junho a postagem "Vejam as fotos de mulheres soldados de diversos países. É uma conquista, mas problemas e preconceitos continuam a existir". Fotos quase de exibicionista de Facebook, se você clicou no atalho é testemunha.

Descoberta sobre SIDA / AIDS: não é doença só de gays, drogados, prostitutas e adúlteros. Só os viciados em drogas injetáveis compartilhando seringas contaminadas, os gays e os adúlteros adulterando com adúlteras podem transmitir DST pra alguém. Fora isso, quando alguém destes grupos pega DST (não apenas AIDS), ela vem "de fora". Aliás, o próprio HIV / VIH / HTLV-3 veio de fora: foi um macaco que mordeu um africano na selva ou uma criação de laboratório, conforme a versão. Se eu sou uma prostituta e tenho o HIV e não se usa a camisinha no Brasil, quantos homens heterossexuais vão pegar o meu HIV antes de um deles passar para a minha primeira colega? Mas não adiantava: enquanto a doença estava matando "só" gays, a comunidade científica e os governos nem queriam falar do assunto. Quando chegou nas prostitutas e nos homens heterossexuais, a pesquisa andou alguma coisa, mas não era grande preocupação do Ministério da Saúde. Quando chegou a mulheres que só tiveram um ou dois homens na vida, não só os médicos como a mídia e os governos admitiram que DST não é só coisa de quem não pratica a castidade.

Os autores do Livro Negro do Comunismo eram todos marxistas. E contaram os horrores do Comunismo (ou Socialismo, como preferem os comunistas) porque "não se pode deixar a uma extrema direita cada vez mais presente o privilégio de dizer a verdade".

E a feministização-ninfetização do mercado de trabalho, do meio acadêmico e da política já é tão grande que já temos mulher até pra dizer a verdade. Na verdade, mulheres em destaque dizendo coisas honrosas estão quase como cristãos cientistas na Europa da Idade Moderna: nem sempre eram os mais qualificados, mas quase só eles tinham a permissão de existir. Me lembro da professora de Direito Penal da USP Janaína Conceição Paschoal, que disse no blogue dela algumas verdades sobre os baderneiros dessa confusão que se espalha pelo Brasil e a imprensa ainda chama de manifestações. Ela fala dos babacas da USP, fala da geração de moleques mal acostumados de hoje, conta que já disse pro Lindbergh Farias pouco antes de uma passeata pela derrubada do então presidente Collor "sua cara bonita não me engana" e em uma cerimônia perguntou para o então ministro da justiça Márcio Tomaz Bastos sobre a quebra do sigilo do caseiro Francenildo. Não achei o blogue dela nem o título original, mas o texto pode ser visto no Liberdade Econômica ou no blogue do Reinaldo Azevedo. O texto tem uma conversa fiada de "tempos em que falar em Deus é crime", mas ela também tem um artigo excelente "Cuba é uma grande Guantánamo" publicado na Folha de São Paulo de 14 de fevereiro de 2012, outro "Em defesa da estudante Mayara" Petruzo publicado na Folha de São Paulo de 12 de novembro de 2010, e outro "Sobre o abandono dos corintianos presos na Bolívia" (http://ucho.info/sobre-o-abandono-dos-corintianos-presos-na-bolivia). Me lembro também da jornalista Rachel Sheherazade, que não chega perto de Luiz Carlos Prates ou Arnaldo Jabor e já disse algumas frases lamentáveis como "liberdade, igualdade, honestidade, respeito, justiça são todos princípios do cristianismo", mas falou muito bem na postagem sobre as badernas do momento em "Democracia ou Anarquia?" e no caso do delegado Pinho. Também me lembro da mestre em Ciência da Religião pela PUC de São Paulo Talyta Carvalho, que publicou o texto "Não devemos nada ao feminismo" na Folha de São Paulo e perdeu a chance de passar o Dia Internacional da Mulher de 2012 reclamando de como a mulher sofre tendo delegacia específica para fazer falsa denúncia contra homem. Ela disse "como mulher e intelectual, posso afirmar sem pestanejar: nunca precisei 'lutar' contra meus colegas para ser ouvida, muito pelo contrário", coisa que muitos homens já teriam percebido que qualquer mulher de onde exista movimento feminista podia ter dito se eles parassem de lamber saltos. Ah, e o texto também está no Mulheres Contra o Feminismo. E teve uma visionária que fez uma empresa só com mulheres. Enquanto os manginas imaginam o Céu na Terra, ela conta no Daily Mail como foi horrível até a empresa quebrar em menos de dois anos (o Canal do Búfalo traduziu).

Estiquei muito, né? Só pra concluir: quando uma mulher papa-hóstia fala certas verdades, é porque as mentiras já estão entrando em decadência, depois de uma fase em que a demência geral, o amor ao erro e a psicopatia de alguns chegam ao ponto em que o que revolta qualquer pessoa mentalmente sã já é dito ou feito abertamente. Mas sobre esta última eu escrevo na parte 2.

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Mãe, fale sobre sexo com seus filhos, seja um exemplo de grandeza para eles e tente preparar seus filhos para o mundo, e não o contrário, antes de uma mulher sem fé em Deus ensinar algum princípio moral para eles além de crenças da Idade Média e falta de orgasmo. Hua, hua, hua, hua, hua!

Mom, talk about sex with your children, be an example of greatness for them and try to prepare your children for the world, and not the opposite, before some woman without faith in God teach some moral principle for them besides beliefs of Middle Age and lack of orgasm. Hua, hua, hua, hua, hua!

Mamá, habla de sexo con sus hijos, sea un ejemplo de la grandeza para ellos y trata de preparar a sus hijos para el mundo, y no al revés, antes de alguna mujer sin fe en Dios enseñar algún principio moral para ellos además de las creencias de la Edad Media y la falta de orgasmo. Hua, hua, hua, hua, hua!

Mamma, parlare di sesso con i vostri figli, essere un esempio di grandezza per loro e cercare di preparare i bambini per il mondo, e non il contrario, prima di alguna donna senza la fede in Dio insegna qualche principio morale per loro oltre a credenze del Medioevo e mancanza di orgasmo. Hua, hua, hua, hua, hua!

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