domingo, 16 de fevereiro de 2014

Quem não é contra o lesbocomunismo é parte dele - parte 1

Saindo um pouco do assunto: um comentário de uma feminista que não é esquerdista sobre a tentativa de censura a Rachel Sheherazade

Meus amigos e meus inimigos, pela segunda vez em uma semana eu sou brindada com uma pérola que cabe em uma postagem que eu já tinha um tempo em que estava pensando em escrever. Primeiro, vou citar a postagem do Meu Professor de História Mentiu pra Mim:

O que de fato está por trás do ataque do Sindicado de Jornalistas do RJ contra a âncora do SBT, Rachel Sheherazade

Vocês viram a reação das esquerdas ao comentário de Rachel Sheherazade no qual ela afirma que é COMPREENSÍVEL que a população tente se defender no vácuo criado pela omissão do Estado, incapaz de oferecer segurança aos cidadãos. Para quem não leu, destaco essa passagem do documento oficial emitido pela entidade: "O desrespeito aos direitos humanos tem sido prática recorrente da jornalista, mas destacamos a violência simbólica dos recentes comentários por ela proferidos no programa de 04/02/2014. Sheherazade violou os direitos humanos, o Estatuto da Criança e do Adolescente e fez (sic) apologia à violência quando afirmou achar que "num país que sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até COMPREENSÍVEL" — Ela se referia ao grupo de rapazes que, em 31/01/2014, prendeu um adolescente acusado de furto e, após acorrentá-lo a um poste, espancou-o, filmou-o e divulgou as imagens na internet."

Pois bem, a extrema-esquerda organizada em um sindicato age de forme TORPE (porquanto anônima, já que o documento não revela seus autores e subscreventes) para acusar a Sra. Sheherazade de fazer o que? Aquilo que TODOS OS JORNALISTAS DE ESQUERDA (dito de outra forma, 98% dos profissionais em atividade nos últimos 40 anos no Brasil) fizeram de forma radical, ostensiva e sistemática: apologia à violência. Senão, vejamos. Listo, de memória, alguns episódios celebres: durante os protestos que marcaram o Brasil em junho de 2013, o colunista da Carta Capital, Leandro Fortes, cometeu um artigo com o singelo e sutil título de "Ode à Baderna". Mais: há disponível do Youtube um vídeo intitulado "Ricardo Boechat incentiva vandalismo e depredação", no qual o apresentador da Bandeirantes declara com todas as letras: "(...) eu sou favorável à revolta, ao quebra-quebra, ao caralh*. Vandalismo é o cacet*." Para finalizar: na edição de Maio de 2003 da revista Caros Amigos, Paulo Lins, o autor do livro Cidade de Deus (que deu origem ao blockbuster do cinema nacional), fez afirmação análoga à de Sheherazade dizendo que criminalidade é "compreensível" (a diferença é que o expoente da inexistente literatura nacional se mostrou predisposto a compreender os motivos de quem pratica o ato criminoso, ao passo que a âncora do SBT se mostrou predisposta a compreender os motivos de quem REAGE à ação de quem pratica tal ato). Além de ter usado o mesmo termo que Sheherazade em sentido inverso, Lins foi mais longe e acrescentou na mesma entrevista: "é DIREITO do sujeito pegar e sequestrar". Ele também sentencia que "é de DIRETO o cara dar tiro e também matar".

O objetivo aqui não é listar todos os casos desse mesmo escol (até porque seria impossível, para tal seria necessário pelo menos alguns livros), mas apenas ilustrar o caso. É importante lembrar que a Sra. Sheherazade empregou o termo COMPREENSÍVEL, ou seja "aquilo que possui a capacidade de ser COMPREENDIDO", ela jamais disse que a justiça pelas próprias mãos (e o caso do marginal preso ao poste NÃO foi de justiça pelas próprias, mas apenas do direito previsto em lei que todo cidadão tem de imobilizar um fora-da-lei até a chegada da polícia) fosse "correto", "louvável" ou, ao menos, "defensável". Em um país em que intelectuais, formadores de opinião e sobretudo os próprios jornalistas estão historicamente ligados a atividade de usar o espaço midiático para fazer apologia ao crime, por que os pelegos do sindicato foram implicar justamente com Rachael Sheherazade? (atenção, feministas! Não seria esse um caso também de violência contra a mulher?) A explicação é muito simples: Enquanto todos os nomes citados no segundo paragrafo endossam as fileiras da milícia esquerdista, Rachael Sheherazade (em que pese os momentos em que ela derrapou na pista, como é o caso do vídeo onde ela dá apoio ao programa Maus Médicos), tem utilizado seu espaço no SBT para emitir opiniões que denunciam as bases do esquema totalitário que a esquerda está implantando no Brasil, além de ser abertamente autodeclarada cristã. Case closed.

(https://www.facebook.com/MeuProfessorDeHistoriaMentiuPraMim/posts/358813167592202?comment_id=1625068)

Agora, a pérola:

Nathália Polachini Cristiano Da Silva Ferreira, vou dar minha opinião sincera só pq me pediu: essa Rachel é uma burra, acho que precisaria estudar mais. Eu não compro discurso fácil, gosto da esquerda, mas não dou esquerdista, sou católica, mas não sou trouxa que aceita o que a instituição me induz a acreditar, sou vegetariana, mas mato baratas, sou feminista com muito orgulho, qué mais? Sou professora de inglês e português porque a única coisa que acredito é educação, sou mestranda da USP pq gosto de estudar e conhecer perspectivas. Não me enquadro em rótulos, se quer saber, nunca fui petista e sou mente aberta. Minha discussão é em outro nível! Não posso dar bola para um discurso Rachel nível Datena, gosto de diversidade e luto pelos direitos humanos, sou a favor do casamento gay e odeio conservador que mistura religião com política. Adoro gatos, livros e dançar. Odeio o capitalismo, mas tenho que viver com ele. Só não gosto de hipocrisia. Viva o cazuza, Bakhtin, Hannah Arendt que eu amo e Legião Urbana! Insisto em afirmar que as pessoas precisavam estudar mais sociologia. Mais diálogo e menos rótulo seria bom! E espero que nunca mais a ditadura militar volte em nosso país! Enfim, tenho um iPhone e não devo ser uma pessoa "do bem"!adoro discutir política, religião e futebol, por isso, seus posts são sempre bem vindos! (Sou chata, eu sei!) bj

Curtir · Responder · 2 · 8 de fevereiro às 00:45

Pra quem não observou:

  1. A Rachel precisaria estudar mais, mas a Nathália é mestranda em quê? Letras?
  2. A Nathália é católica e gosta da esquerda.
  3. É católica, mas não aceita tudo o que a Igreja diz.
  4. É vegetariana, mas mata baratas. Se fosse na China ou na Coreia do Norte, ela teria que explicar que não é pra comer, hehehehe.
  5. Ela gosta de estudar e conhecer perspectivas, mas dizer que populares amarrarem um adolescente delinquente no poste é comprensível (porque, nós sabemos, é mais fácil o policial ser punido por "apreendê-lo" do que ele) é querer a volta do governo militar.
  6. É mente aberta e luta pelos direitos humanos, mas conservadores não devem discutir política (e vítimas de assalto da Zona Sul do Rio de Janeiro devem contar com a polícia).
  7. É católica, mas defende o casamento gay.
  8. "Seus posts são sempre bem vindos" "adoro discutir política, religião e futebol" "vou dar minha opinião sincera só pq me pediu"
  9. Adora discutir política, é mente aberta e luta pelos direitos humanos, mas diz em outro comentário: "Obrigada pelos elogios, mas podem parar de me citar que eu tenho outros grupos de discussão melhores que esse. Santa ignorância!"
  10. Disse "mais diálogo e menos rótulo seria bom", mas além de fazer o pedido acima, igualou Rachel Sheherazade ao Datena.
  11. Não é esquerdista, mas é feminista. Será que ela conhece um feminista de direita?
  12. Pra terminar, ela não gosta de hipocrisia.

Como disse o Flávio Morgenstern, em um texto muito bom sobre o caso, "se querem que paremos de acreditar que 'direitos humanos' só existem para defender bandidos, uma dica simples: parem de invocá-los tão somente para defender bandidos" ("Rachel Sheherazade e a criminalização da opinião diversa", http://www.implicante.org/artigos/rachel-sheherazade-e-a-criminalizacao-da-opiniao-diversa).

Agora sim: quem não é contra o lesbocomunismo é lesbocomunista

Uma coisa que os socialistas parecem ter percebido há pelo menos um século e meio é que podem dominar o mundo só orquestrando e alimentando a mediocridade coletiva. Mas piores que os financiadores do socialismo, que se protegem do risco do próprio capitalismo, ou os socialistas profissionais, que ganham muito dinheiro, são os bajuladores da esquerda se fazendo de soldados em troca de garantir um cabide de emprego no serviço público ou uma política afirmativa. Piores ainda que os que ainda têm algo a perder são os que nada têm a perder e tentam salvar o nada.

Antes da blogosfera, a hipótese de uma pessoa ser não-antifeminista (feminista ou sem posição) e não-anticomunista, de boa índole, psiquiatricamente sã e desinformada sobre as cafajestagens dos feministas e dos esquerdistas era no mínimo concebível. Antes da blogosfera, a hipótese de uma pessoa ser contra o lesbocomunismo e não se expressar por falta de meios de massa também era aceitável. Eu já me expressei não exatamente contra o feminismo, mas contra algumas coisas que eu achava erradas e que depois eu descobri que o feminismo apoiava, com texto afixado em poste em 2005. Eu descobri os blogues e de lá (meados de 2006) até hoje, eu fui escrevendo.

Hoje, mesmo com a "grande mídia" e quase toda a pequena ficando de piranhagem com o politicamente correto, até a falta de instrução ou de informação deixou de ser atenuante. Seja branco e contra as cotas para negros na universidade e você vai ser racista. Proteste contra a prisão de um homem inocente por falsa denúncia de estupro, de violência contra mulher ou pedofilia e você vai ser defensor destes crimes. Critique o movimento gay, sendo hétero, e você vai ser homofóbico. Diga sequer que os envolvidos no Mensalão, esquema de corrupção em que o PT subornava congressistas da oposição para aprovar projetos do governo, já vão tarde pra cadeia e você vai ser extrema-direita (a não ser que você seja do PSOL ou do PSTU, por exemplo). Ser inteligente, mentalmente são e heterossexual está ficando quase ilegal no Brasil e em outros países do mundo.

E isso não tem nada a ver com a elite mundial querendo manter os pobres na pobreza, ou a Igreja Católica querendo dominar o mundo ou coisa parecida. É tudo por aqui em baixo mesmo. Você diz duas frases sensatas numa conversa de amigos no Facebook e vira racista, misógino, homofóbico, elitista, fascista e o amigo bloqueia você depois de apagar a sua postagem? Ou aparece alguém do nada se sentindo incomodado? E se você está avisando, indiretamente, que o país ou o mundo está indo para um destino trágico mas ainda dá tempo de mudar isso?

Agora, por que criar um blogue para ser mais um de amenidades, pseudointelectualidade ou beatice? Ou por que criar um perfil no Facebook para só acrescentar amigos da panelinha e compartilhar imagens de mau gosto e fotos pessoais desinteressantes? Ou por que ler jornais baratos para comentar celebridades, crimes da periferia, futebol ou as notícias que já estão na "grande mídia"? Para garantir que seremos vistos como profissionais sérios? Porque temos que salvar o emprego que odiamos? Porque temos que garantir que as obras públicas no bairro terminem depois da eleição? Porque não queremos ser vistos como direitistas cristãos fundamentalistas homossexuais camuflados? Será que estamos sendo presenteados com meios de informação e expressão exatamente por sermos idiotas, covardes e manipuláveis, e nós ainda vamos nós mesmos liquidar quem não é? Será que até a nossa rebeldia vai ser campanha de governo esquerdista, indução com notícia manipulada ou baderna de militantes profissionais?

De simples paspalhos a moleques conhecidos da polícia desde os 12 anos, todo mundo cita lei mal escutada e tem todos os direitos. Mas vá ter atitude de homem (ou de mulher) pra ver, você toma advertência no trabalho pelo que posta no Facebook. Já foram feitos cartazes contra a violência contra a mulher dizendo quem não participa da campanha é cúmplice. Então por que quando alguém chama quem defende a liberdade e o estado de direito de fascista extrema-direita, essa pessoa pode dizer que não segue rótulos?

Os espíritos grandes não podem viver na pobreza mental, assim como os pobres de espírito não conseguem suportar a grandeza. Isso está ficando claro hoje. Hoje em dia, até pra ser uma pessoa alienada você tem que ter mau caráter.

Como diz o provérbio iugoslavo: "diga a verdade e saia correndo".

Ser e se mostrar contra o lesbonazismo e o socialismo / comunismo já foi grandeza moral. Agora é obrigação psiquiátrica.

Abigail Pereira Aranha

Texto original em português sem fotos e vídeos de putaria, no A Vez das Mulheres de Verdade: Quem não é contra o lesbocomunismo é parte dele - parte 1, http://avezdasmulheres.blog.com/2014/02/16/quem-nao-e-contra-o-comunismo-e-parte-dele-parte-1 e http://avezdasmulheres.livejournal.com/16144.html
Texto original em português com fotos e vídeos de putaria, no A Vez dos Homens que Prestam: Quem não é contra o lesbocomunismo é parte dele - parte 1, http://avezdoshomens.blogspot.com/2014/02/quem-nao-e-contra-o-lesbocomunismo-e.html
Parte 2, sem fotos e vídeos de putaria, no A Vez das Mulheres de Verdade: http://avezdasmulheres.blog.com/2014/02/26/quem-nao-e-contra-o-comunismo-e-parte-dele-parte-2 e http://avezdasmulheres.livejournal.com/16499.html
Parte 2, com fotos e vídeos de putaria, no A Vez dos Homens que Prestam: http://avezdoshomens.blogspot.com/2014/02/quem-nao-e-contra-o-lesbocomunismo-e_26.html

Um comentário:

  1. Prezados, adicionem os meus sites ao relacionados: www.feminismodiabolico.com e feminismodiabolico.blogspot.com.br
    Eu já adicionei links para o site de vocês nos meus sites. Grato. Christofer

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