sexta-feira, 9 de outubro de 2015

A liberdade sexual, a pornografia e a legalização da prostituição não vão levar a sociedade à ruína, só a direita cristã

Abigail Pereira Aranha

Eu estou dizendo há pelo menos três meses em fóruns conservadores:

1) Não é por falta de pregar falta de sexo como superioridade moral, de boicotar a vida sexual alheia, de espantar os homens de perto das filhas adolescentes, de criminalizar a prostituição e a pornografia ou de ignorar os assassinatos de prostitutas que os conservadores estão sendo derrotados pelo Feminismo há 50 anos.

2) Até a década de 2000, muita gente inteligente e de excelente caráter se uniu à esquerda apenas para não se associar aos cristãos, porque boa parte da imagem pública do cristão como um provinciano gimnofóbico neurótico era verdade.

3) A avó da moça que participou da Marcha das Vadias se casou virgem com o único marido, com o pai dela vigiando o namoro dos dois; logo, o que era chamado de moral e bons costumes era glorificação do semianalfabetismo e da falta de orgasmo.

4) Pelo menos desde a década de 90, a militância esquerdista come no café a campanha saudosista da era vitoriana e os argumentos típicos dos direitistas, sendo que o boato da "socialização das mulheres" foi só um dos vários respondidos pelo próprio Karl Marx no Manifesto Comunista em 1848.

5) O sucesso crescente do movimento socialista prova o contrário do ufanismo cristão de que o Cristianismo sobreviveu 18 séculos até o Manifesto Comunista defendido por camponeses contra inimigos poderosos e dedicados.

6) Por tudo isso, a direita cristã só ganhou visibilidade porque a esquerda cresceu o suficiente para mostrar que consegue ser pior.

7) Como, no entanto, a militância esquerdista já tinha dominado a cultura, a imprensa e as universidades, e tinha neutralizado quase toda a resistência conservadora, a perda de prestígio ou de argumentos de um movimento de esquerda não significa vitória da direita.

Dizer que as mulheres da geração atual são putas é coisa de vaca provinciana invejosa e pega-ninguém revoltado. A baixa disponibilidade sexual do universo feminino faz a frustração sexual ser quase unanimidade. Mas existem quatro grupos de pessoas conforme a postura em relação à frustração sexual. O primeiro é o das neuróticas sociopatas antissexuais, que querem garantir a própria neurose como direito delas mesmas. O segundo é o das neuróticas antissexuais que não querem sua estupidez e infelicidade apenas para si, também querem espalhá-las como regra do grupo social. O terceiro é o das pessoas que buscam uma melhor qualidade de vida sexual para si mesmas sem prejudicar outras pessoas. O quarto (que é o meu caso) é o das pessoas que não apenas buscam dividir prazer com os parceiros na vida sexual, também procuram uma mudança cultural para que aquela frustração deixe de ser valor de caráter e que a sua imposição deixe de ser norma social, para que esta qualidade de vida, não apenas sexual, seja mais perto do normal para a comunidade. O primeiro grupo é a pior parte do LGBT-Feminismo. O segundo grupo está quase todo dentro da direita cristã. O terceiro e o quarto grupos estão quase todos na esquerda moderada.

As beatas, no geral fisicamente, intelectualmente e sexualmente sem atrativos, acham que apoiando o ódio feminista à heterossexualidade masculina vão tirar dos homens todo o sexo e qualquer visão de um corpo feminino decente (mesmo pelado) além do que elas mesmas e as filhas oferecerem de má vontade. Só elas e seus maridos frustrados levam a sério as pregações sensacionalistas sobre os males da pornografia, feitas por pregadores sem vida sexual decente ou por ex-profissionais do sexo pagas para agradar aquele tipo de plateia. Os jovens das igrejas já estão conhecendo a pornografia de primeira mão, e as asneiras sobre pornografia também.

Ah, e vocês já observaram que as garotas feministas mais nojentas são, a maioria, até "bonitinhas" (visão dos rapazes)? As mulheres feministas horrendas ou gordas só ganham atenção porque são "cultas" ou porque as "bonitinhas" prepararam caminho para elas. Vocês já imaginaram a Marcha das Vadias SÓ com mulheres pobres incultas feias de rosto e de corpo, todas mostrando barrigas medonhas, bundas quadradas e seios ridículos no centro da cidade, com o slogan "meu corpo, minhas regras", pedindo para não serem assediadas sexualmente? Todo o povo iria rir ou querer vomitar, a marcha seria um fracasso e elas nunca mais fariam outra. Nós (ainda mais eu) vemos uma mulher feminista "bonitinha", olhamos para as ideias e nem vemos o corpo, mas muitos rapazes são atraídos pelo visual pelo que eles ainda têm de heterossexualidade, e daí para as ideias.

O boom do Feminismo na Segunda Onda foi agregar mulheres e homens que não queriam que a heterossexualidade fosse tratada como suja. Os homens que até hoje dizem que as mulheres vadias têm ou deveriam ter direito de fazer sexo com ou mostrar o corpo para quem quiserem esperam que eles mesmos venham a ter mais qualidade de vida e disponibilidade sexual heterossexual. A direita, principalmente a cristã, escolheu demonizar ou não discutir a liberdade sexual heterossexual. Agora, a disputa que pode decidir a liberdade sexual heterossexual, que é tão liberdade individual quanto a liberdade de expressão, não vai ser entre direita e esquerda, vai ser de esquerdistas moderados contra o pior do Lesbofeminismo. Não é porque a direita se omite, é porque quando esta se manifesta, se une ao pior do Feminismo ou tem mentalidade socialista. Vou dar alguns exemplos:

1) O portal C-Fam (Center for Family and Human Rights) publicou em 19 de setembro o artigo "Prostituição: Rachel Moran desafia Anistia Internacional"[01], onde Rachel diz que "moças com escolhas não vão dizer: 'Entrarei no comércio sexual em vez de ir para a faculdade'". Quase um ano e meio antes, 14 de abril de 2014, Belle Knox publicou o artigo "Eu não quero sua piedade: trabalho sexual e política de trabalho" no The Huffington Post[02], se apresentando como "uma feminista positiva para o sexo e ativista por direitos das trabalhadoras do sexo". Ela atuou em filmes pornográficos para pagar a faculdade, ela confirmou que ser uma atriz pornô não era o emprego dos sonhos dela, mas ela disse: "Trabalho sexual é trabalho: é um emprego. Tenho sorte em que o emprego que eu escolhi para pagar minhas contas exatamente assim acontece de me capacitar e recompensar de maneiras que eu não imaginava que poderia. Eu amo meu emprego".

2) A mesma Rachel Moran publicou no New York Times em 28 de agosto o artigo intitulado "Comprar sexo não deveria ser legal"[03]. Já começou entregando. Ela diz no artigo que "Há uma alternativa: uma abordagem, que se originou na Suécia" (logo um país feminista!) "chamada 'modelo nórdico'. O conceito é simples: fazer vender sexo legal mas comprá-lo ilegal - de forma que as mulheres podem conseguir ajuda sem serem presas, assediadas ou pior, e a lei seja usada para deter os compradores, porque eles abastecem o mercado". No Dia Internacional da Prostituta, quase três meses antes, aconteceu uma passeata de prostitutas em Honduras pedindo, entre outras coisas, a punição de casos de assassinatos de prostitutas e a regulamentação da prostituição.[04] Aquelas prostitutas pediram condições ao governo para exercer a prostituição, não para sair dela. Outra: "Rachel Moran desafia Anistia Internacional" porque "a resolução da Anistia 'apoia a descriminalização total de todos os aspectos do trabalho sexual consensual'". Ahá! Toda aquela história pessoal de adolescente sofredora era para proibir sexo bom entre adultos que se respeitam!

3) No Brasil, a página do grupo Revoltados On Line no Facebook foi bloqueada e os administradores foram suspensos uma semana antes da manifestação de 16 de agosto contra o governo PT, organizada também por este grupo, com militantes esquerdistas publicando pornografia na página para outros fazerem denúncias em massa.[05] Um mês depois, duas feministas criaram o projeto "Mamilo Livre", pedindo o fim da censura aos mamilos femininos em fotos compartilhadas no Facebook, argumentando que uma foto de um homem sem camisa não é censurada[06].

4) O The Independent publicou em 12 de setembro uma reportagem sobre um estudo que mostrava que homens consumidores de pornografia têm mais atitudes pela igualdade de gênero que os não-usuários.[07] O contrário do que dizem tanto lesbonazistas quanto falsos testemunhos que circulam nos meios cristãos. Três dias depois, a página cristã ChurchMilitant.com comemora a censura do governo russo ao Pornhub anunciada uma semana antes.[08]

5) Direitistas cristãos comemoraram a prisão nos Estados Unidos da professora Brianne Altice por ter transado com três alunos adolescentes. Mesmo os rapazes tendo 16 e 17 anos, isso foi chamado de pedofilia por comentaristas na página brasileira Mulheres Contra o Feminismo.[09] Isso foi duas semanas depois da aprovação do casamento gay no mesmo país. Para quem não entendeu: quem já era "fiscal de cu" por ser contra o casamento gay ficou também como "fiscal de buceta" por aplaudir a prisão da professora.

Eu escrevi ainda em 2009 sobre como a censura à pornografia poderia se transformar em censura estatal contra a oposição política, e eu percebi isso apenas acessando pornografia em lan house e sendo bloqueada (ou até expulsa da loja, ainda mais porque eu era menor).[10] Não existe liberdade individual se um homem pode ser preso por procurar uma prostituta ou uma mulher por ser uma. Defender o fim das leis trabalhistas em nome de acabar com a intromissão do Estado na empresa e apoiar a demissão de uma balconista porque ela teve fotos sensuais no WhatsApp é gol contra, é confirmar o que Karl Marx dizia que a burguesia entende que liberdade só vale para o capitalismo e democracia para ela mesma. Não é coincidência que todas as ditaduras criminalizam a prostituição e a pornografia, algumas também o homossexualismo, nem que algumas delas tenham começado defendendo a "moral": se o corpo é parte do indivíduo, as liberdades individuais incluem a liberdade sexual; logo, combater a liberdade sexual é combater as liberdades individuais. A direita não percebeu isso até hoje. Se o Feminismo radical vencer, teremos uma vida infernal no estilo chinês, quase sem oposição política possível. Quando o Feminismo radical for expulso da vida social a chutes, a direita cristã vai junto. Com o puritanismo, não há vitória possível para a direita. O século XIX não é uma opção.

NOTAS:

[01] Original em https://c-fam.org/friday_fax/amnestys-prostitution-stance-challenged ("Amnesty’s Prostitution Stance Challenged"), tradução em português em https://c-fam.org/friday_fax/postura-pro-prostituicao-da-anistia-e-desafiada (com o título "Postura Pró-Prostituição da Anistia é Desafiada") e http://www.midiasemmascara.org/component/content/article/16078-2015-09-25-23-03-48.html

[02] "I Don't Want Your Pity: Sex Work and Labor Politics" (Eu não quero sua piedade: trabalho sexual e política de trabalho), The Huffington Post, 14 de abril de 2014, http://www.huffingtonpost.com/belle-knox/sex-work-politics_b_5148528.html. Tradução no A Vez dos Homens que Prestam em http://avezdoshomens.blogspot.com/2015/10/eu-nao-quero-sua-piedade-trabalho.html.

[03] "Buying Sex Should Not Be Legal" (Comprar sexo não deveria ser legal), New York Times, 29 de agosto de 2015, http://www.nytimes.com/2015/08/29/opinion/buying-sex-should-not-be-legal.html

[04] "Honduras: trabajadoras sexuales marchan por sus derechos" (Honduras: trabalhadoras do sexo marcham por seus direitos), El Comercio, Lima (Peru), 03 de junho de 2015, http://elcomercio.pe/mundo/latinoamerica/honduras-trabajadoras-sexuales-marchan-sus-derechos-noticia-1815866

[05] "Facebook bloqueia publicações de evento do protesto marcado para 16 de agosto e suspende ativistas", Folha Política, 10 de agosto de 2015, http://www.folhapolitica.org/2015/08/facebook-bloqueia-publicacoes-de-evento.html.

[06] "Dupla de ativistas cria petição por fim da censura a mamilos femininos no Facebook", Extra, 01 de outubro de 2015, http://extra.globo.com/noticias/viral/dupla-de-ativistas-cria-peticao-por-fim-da-censura-mamilos-femininos-no-facebook-17663000.html

[07] O estudo é "Is Pornography Really about 'Making Hate to Women'? Pornography Users Hold More Gender Egalitarian Attitudes Than Nonusers in a Representative American Sample" (A pornografia é realmente questão de "fazer odiar mulheres"? Usuários de pornografia detêm mais atitudes de igualdade de gênero que os não usuários em uma amostra estadunidense representantiva) e pode ser visto em http://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/00224499.2015.1023427. A matéria do The Independent é "Watching porn does not cause negative attitudes to women, study finds" (Assistir pornografia não leva a atitudes negativas em relação a mulheres, estudo descobre), e está em http://www.independent.co.uk/life-style/love-sex/watching-porn-does-not-cause-negative-attitudes-to-women-study-finds-10498204.html, traduzida no A Vez dos Homens que Prestam em http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2015/09/o-puritano-feminismo-episodio-25-uma.html.

[08] "Russia Blocks World's Biggest Porn Site" (Rússia bloqueia o maior sítio pornô do mundo), 15 de setembro de 2015, http://www.churchmilitant.com/news/article/russia-versus-porn.

[09] Eu juntei alguns comentários em "Seu corpo, minhas leis episódio 3: duas semanas depois da aprovação do casamento gay nos Estados Unidos, professora é presa por sexo hétero (e a equipe Mulheres Contra o Feminismo apoia)", http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2015/07/seu-corpo-minhas-leis-episodio-3-duas.html

[10] "Em nome da proteção às crianças e aos adolescentes, vamos dar apoio a um Estado fascista-muçulmanóide?" (In the name of protecting children and adolescents, will we support a Fascist-Muslim-like State?), 05 de janeiro de 2009, http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2009/01/em-nome-da-protecao-as-criancas-e-aos.html

Apêndice

"I Don't Want Your Pity: Sex Work and Labor Politics", por Belle Knox, The Huffington Post, 14 de abril de 2014. Disponível em http://www.huffingtonpost.com/belle-knox/sex-work-politics_b_5148528.html.

Eu não quero sua piedade: trabalho sexual e política de trabalho

Estrela pornô da Universidade Duke; feminista positiva para o sexo; ativista pelos direitos das trabalhadoras do sexo

Publicado: 14/04/2014 17:43 EDT Atualizado: 14/06/2014 05:59 EDT

PORN STAR

Joe Kohen via Getty Images

Recentemente, eu recebi um email de um homem de Colorado:

No início da sua história, você menciona que devido ao alto custo da [Universidade] Duke, e não querendo acabar com uma quantidade enorme de empréstimos, e também não tendo nenhum treinamento especial para outros tipos de trabalhos, você decidiu entrar no pornô. De certa forma, você está insinuando e fazendo o caso de você não ter uma escolha, e eu quero dizer escolha econômica.

Em outras palavras, se você tivesse outras habilidades socialmente aceitáveis para o mercado, muito provavelmente você teria feito outras coisas e não entrar em pornografia.

Falta de escolha econômica em primeiro lugar faz das outras opções que se seguem difíceis de aceitar como escolhas livres, devido a necessidades.

Ah, a troca desesperada. Este não é um ponto de vista único ou diferenciado. O conceito da troca desesperada permeia as discussões sobre trabalho sexual. Eu tenho sido confrontada com ele em entrevistas, nas discussões em aula, e nas comunicações com os amigos. Como eu poderia ser capacitada pela necessidade?

As pessoas supõem que o meu apoio às trabalhadoras do sexo e à pornografia é de alguma forma invalidado porque eu escolhi fazer pornô pelo dinheiro, em vez de por amor. Eles agem como se isso fosse alguma vitória chocante para eles, porque ser uma trabalhadora do sexo não foi o meu trabalho dos sonhos - porque quando eu era uma garotinha eu não escrevi "Eu quero ser uma estrela pornô" no dia de carreira, ou disse animadamente a todos em torno de mim sobre como eu estava animada para um dia fazer sexo diante das câmeras para o dinheiro. Ou porque o meu professor não me disse que eu poderia ser qualquer coisa que eu quisesse: uma astronauta, a presidente, mesmo uma estrela pornô! Aparentemente porque eu não sonhava em viver esta vida - porque era "necessário" - isso agora de alguma forma se reverte a ser moralmente errado, e eu me torno uma outra prostituta lamentável para ser rejeitada quando conveniente.

Pornografia não era minha única opção, mas foi a mais prudente, a mais perspicaz - negociar a menor quantidade do meu tempo para o lucro máximo, na minha agenda. Eu poderia facilmente ter tomado empréstimos para cobrir minha conta da faculdade, mas eu não quis. Por que ter dívida de US$ 50.000 ou mais quando isso simplesmente não era necessário? Eu não estava fazendo o que os economistas chamam de troca desesperada.

A troca desesperada no mercado de trabalho é uma motivada pela pobreza - pela necessidade - a analogia roubar-para-alimentar-sua-família. Sim, é claro que eu faço pornô por dinheiro. É um trabalho, não um retiro de verão. Por que outra razão nós trabalhamos por coisas se não para ver um lucro? A finalidade inteira de trabalho no mercado econômico é produzir algum resultado - seja dinheiro, bens, etc. A maioria das pessoas não trabalha todos os dias para se divertir; elas fazem isso porque elas querem - elas precisam de - algo em troca. Você honestamente acha que as pessoas que trabalham fritando hambúrgueres no McDonald's e respondendo aos clientes rudes em uma base diária iriam trabalhar todos os dias se elas não fossem pagas? Além disso, você pensa que quando criança o sonho de trabalho deles era fazer isso? É o desejo delas de melhores condições de trabalho, ou a defesa delas da sua indústria, de alguma forma o mais baixo por isso? Não.

O argumento de que as pessoas só deveriam trabalhar em empregos que eles gostam ou onde encontram capacitação vem de um lugar de privilégio. Evitar empréstimos estudantis significa que eu me coloco na posição de privilégio que me permite ser capaz de selecionar e escolher o meu empregador com mais cuidado, em vez de tomar o primeiro trabalho que se ofereceu para mim simplesmente para começar a me agarrar fora das dívidas. Nos Estados Unidos de hoje, os empregos são escassos e o desemprego está oscilando à beira de dois dígitos; a situação não é mais alegre para os graduados. É extremamente irrealista e hipócrita a agir como se todos nós pudéssemos ter a nossa profissão desejada, dos sonhos. Muitas vezes fazemos um trabalho que não gostamos, porque temos famílias para sustentar ou contas a pagar, ou, como a maioria do corpo discente com o qual espero me formar, empréstimos para pagar. Isso não faz os trabalhos deles imorais ou ilegítimos.

Eu estava lecionando em uma classe na semana passada e respondendo perguntas quando fui perguntada por uma aluna: "Você ainda faria pornô se você não precisasse do dinheiro?"

Eu respondi: "Não".

Ela parecia chocada. A classe inteira estava agitada. Eu me senti perplexa. Tudo parece tão intuitivo. Eu não trabalharia gratuitamente. Ninguém faria isso.

Mas o cerne da questão não é a idéia de eu estar envolvida em uma transação de benefício mútuo. A questão é que esta é o pornô. Todas as nossas discussões em torno de trocas desesperadas ou últimos recursos surgem quando nós discutimos mercados tabu - especialmente o trabalho sexual.

Se eu tivesse sido uma médica diante da classe, eu teria recebido a mesma pergunta?

Não. Porque ser médico é um emprego "respeitável". Mas a nossa idéia de respeitabilidade baseia-se em opressões sociais e econômicas, a saber: ser uma trabalhadora do sexo não é respeitável ou moralmente aceitável. Nós atribuímos um significado cultural ao sexo; é para a procriação e para a preservação da unidade familiar. Dizem-nos que é para romance, é especial, querido e não mercantilizado, mas, entretanto o sexo grita para nós de todos os outdoors e canais de televisão. O sexo pode ser usado para vender tudo, exceto o sexo em si. O trabalho sexual, então, é sujo, é desprezível, é algo que apenas as pessoas verdadeiramente desesperadas fazem. A piedade e a marginalização subsequente das trabalhadoras do sexo como pessoas a serem resgatadas, ou danadas, bens é manifestamente ofensiva e contribui para a caricatura da caminhante na rua: descarta e apaga a pessoa por trás do trabalho, não mais do que quando pintamos todos os trabalhadores de fast foods como pessoas que abandonaram a escola secundária. O desejo de ver as pessoas em um trabalho que nós não escolheríamos para nós mesmos como vítimas é imaturo e reacionário, e isso prejudica as pessoas dentro dessas profissões criando uma linha entre nós e elas.

Trabalho sexual é trabalho: é um emprego. Tenho sorte em que o emprego que eu escolhi para pagar minhas contas exatamente assim acontece de me capacitar e recompensar de maneiras que eu não imaginava que poderia. Eu amo meu emprego. Eu não nego por um segundo que esta não é a realidade para todos, e que nós precisamos de suas histórias também, mas não para serem roubadas, retrabalhadas e recontadas por acadêmicos ou políticos acenando bandeiras, ou faladas com fingimento e gravadas em putas produzidas em massa para dramas de televisão. O roubo das nossas vozes, nossas narrativas, nos desvaloriza como pessoas; e permite que sejamos silenciados.

Então, por favor, antes que você tenha pena de uma trabalhadora do sexo, ou fale comigo sobre o meu "desespero", considere o privilégio que você tem quando você olhar para mim, e perceber que você, também, se envolve em uma "troca desesperada" todos os dias que você dirige para ir trabalhar - se você é abençoado o suficiente para ter um emprego.

Siga Belle Knox no Twitter: www.twitter.com/belle_knox

Questo testo in italiano senza film di dissolutezza in Men of Worth Newspaper: "La libertà sessuale, la pornografia e la legalizzazione della prostituzione non porteranno la società al collasso, solo la destra cristiana", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2015/10/liberta-destra-cristiana.html
Questo testo in italiano con film di dissolutezza in Periódico de Los Hombres de Valía / Paraíso Tangible: "La libertà sessuale, la pornografia e la legalizzazione della prostituzione non porteranno la società al collasso, solo la destra cristiana", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2015/10/la-liberta-sessuale-la-pornografia-e-la.html
Eso texto en español sin videos de putaría en Men of Worth Newspaper: "La libertad sexual, la pornografía y la legalización de la prostitución no llevarán la sociedad a colapsarse, sólo la derecha cristiana", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2015/11/libertad-derecha-cristiana.html
Eso texto en español con videos de putaría en Periódico de Los Hombres de Valía / Paraíso Tangible: "La libertad sexual, la pornografía y la legalización de la prostitución no llevarán la sociedad a colapsarse, sólo la derecha cristiana", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2015/10/la-libertad-sexual-la-pornografia-y-la.html
This text in English without licentiousness videos at Men of Worth Newspaper: "Sexual freedom, pornography and legalization of the prostitution won't cause society to collapse, only the Christian right-wing", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2015/10/freedom-christian-right-wing.html
This text in English with licentiousness videos at Periódico de Los Hombres de Valía / Paraíso Tangible: "Sexual freedom, pornography and legalization of the prostitution won't cause society to collapse, only the Christian right-wing", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2015/10/sexual-freedom-pornography-and.html
Texto original em português sem vídeos de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: "A liberdade sexual, a pornografia e a legalização da prostituição não vão levar a sociedade à ruína, só a direita cristã", http://avezdasmulheres.over-blog.com/2015/11/liberdade-direita-crista.html
Texto original em português com vídeos de putaria no A Vez dos Homens que Prestam: "A liberdade sexual, a pornografia e a legalização da prostituição não vão levar a sociedade à ruína, só a direita cristã", http://avezdoshomens.blogspot.com/2015/10/a-liberdade-sexual-pornografia-e.html
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Duke Celeb Belle Knox Rides 4 Dicks

Celebridade da [Universidade] Duke Belle Knox monta 4 pixas
Celebridad de la [Universidad] Duke Belle Knox monta 4 pollas
Celebrità della [Università] Duke Belle Knox cavalca 4 cazzi

Step-Mom Teaches The Step-Daughter How To suck dick Bridgette B & Belle Knox 4 81
Madrasta ensina a enteada como chupar pau Bridgette B & Belle Knox 4 81

Madrastra enseña la hijastra como chupar la polla Bridgette B & Belle Knox 4 81
Matrigna insegna la figliastra come succhiare il cazzo Bridgette B & Belle Knox 4 81

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Eu não quero sua piedade: trabalho sexual e política de trabalho


Belle Knox Headshot

Torne-se fã

Estrela pornô da Universidade Duke; feminista positiva para o sexo; ativista pelos direitos das trabalhadoras do sexo

Publicado: 14/04/2014 17:43 EDT Atualizado: 14/06/2014 05:59 EDT

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Joe Kohen via Getty Images

Recentemente, eu recebi um email de um homem de Colorado:

No início da sua história, você menciona que devido ao alto custo da [Universidade] Duke, e não querendo acabar com uma quantidade enorme de empréstimos, e também não tendo nenhum treinamento especial para outros tipos de trabalhos, você decidiu entrar no pornô. De certa forma, você está insinuando e fazendo o caso de você não ter uma escolha, e eu quero dizer escolha econômica.

Em outras palavras, se você tivesse outras habilidades socialmente aceitáveis para o mercado, muito provavelmente você teria feito outras coisas e não entrar em pornografia.

Falta de escolha econômica em primeiro lugar faz das outras opções que se seguem difíceis de aceitar como escolhas livres, devido a necessidades.

Ah, a troca desesperada. Este não é um ponto de vista único ou diferenciado. O conceito da troca desesperada permeia as discussões sobre trabalho sexual. Eu tenho sido confrontada com ele em entrevistas, nas discussões em aula, e nas comunicações com os amigos. Como eu poderia ser capacitada pela necessidade?

As pessoas supõem que o meu apoio às trabalhadoras do sexo e à pornografia é de alguma forma invalidado porque eu escolhi fazer pornô pelo dinheiro, em vez de por amor. Eles agem como se isso fosse alguma vitória chocante para eles, porque ser uma trabalhadora do sexo não foi o meu trabalho dos sonhos - porque quando eu era uma garotinha eu não escrevi "Eu quero ser uma estrela pornô" no dia de carreira, ou disse animadamente a todos em torno de mim sobre como eu estava animada para um dia fazer sexo diante das câmeras para o dinheiro. Ou porque o meu professor não me disse que eu poderia ser qualquer coisa que eu quisesse: uma astronauta, a presidente, mesmo uma estrela pornô! Aparentemente porque eu não sonhava em viver esta vida - porque era "necessário" - isso agora de alguma forma se reverte a ser moralmente errado, e eu me torno uma outra prostituta lamentável para ser rejeitada quando conveniente.

Pornografia não era minha única opção, mas foi a mais prudente, a mais perspicaz - negociar a menor quantidade do meu tempo para o lucro máximo, na minha agenda. Eu poderia facilmente ter tomado empréstimos para cobrir minha conta da faculdade, mas eu não quis. Por que ter dívida de US$ 50.000 ou mais quando isso simplesmente não era necessário? Eu não estava fazendo o que os economistas chamam de troca desesperada.

A troca desesperada no mercado de trabalho é uma motivada pela pobreza - pela necessidade - a analogia roubar-para-alimentar-sua-família. Sim, é claro que eu faço pornô por dinheiro. É um trabalho, não um retiro de verão. Por que outra razão nós trabalhamos por coisas se não para ver um lucro? A finalidade inteira de trabalho no mercado econômico é produzir algum resultado - seja dinheiro, bens, etc. A maioria das pessoas não trabalha todos os dias para se divertir; elas fazem isso porque elas querem - elas precisam de - algo em troca. Você honestamente acha que as pessoas que trabalham fritando hambúrgueres no McDonald's e respondendo aos clientes rudes em uma base diária iriam trabalhar todos os dias se elas não fossem pagas? Além disso, você pensa que quando criança o sonho de trabalho deles era fazer isso? É o desejo delas de melhores condições de trabalho, ou a defesa delas da sua indústria, de alguma forma o mais baixo por isso? Não.

O argumento de que as pessoas só deveriam trabalhar em empregos que eles gostam ou onde encontram capacitação vem de um lugar de privilégio. Evitar empréstimos estudantis significa que eu me coloco na posição de privilégio que me permite ser capaz de selecionar e escolher o meu empregador com mais cuidado, em vez de tomar o primeiro trabalho que se ofereceu para mim simplesmente para começar a me agarrar fora das dívidas. Nos Estados Unidos de hoje, os empregos são escassos e o desemprego está oscilando à beira de dois dígitos; a situação não é mais alegre para os graduados. É extremamente irrealista e hipócrita a agir como se todos nós pudéssemos ter a nossa profissão desejada, dos sonhos. Muitas vezes fazemos um trabalho que não gostamos, porque temos famílias para sustentar ou contas a pagar, ou, como a maioria do corpo discente com o qual espero me formar, empréstimos para pagar. Isso não faz os trabalhos deles imorais ou ilegítimos.

Eu estava lecionando em uma classe na semana passada e respondendo perguntas quando fui perguntada por uma aluna: "Você ainda faria pornô se você não precisasse do dinheiro?"

Eu respondi: "Não".

Ela parecia chocada. A classe inteira estava agitada. Eu me senti perplexa. Tudo parece tão intuitivo. Eu não trabalharia gratuitamente. Ninguém faria isso.

Mas o cerne da questão não é a idéia de eu estar envolvida em uma transação de benefício mútuo. A questão é que esta é o pornô. Todas as nossas discussões em torno de trocas desesperadas ou últimos recursos surgem quando nós discutimos mercados tabu - especialmente o trabalho sexual.

Se eu tivesse sido uma médica diante da classe, eu teria recebido a mesma pergunta?

Não. Porque ser médico é um emprego "respeitável". Mas a nossa idéia de respeitabilidade baseia-se em opressões sociais e econômicas, a saber: ser uma trabalhadora do sexo não é respeitável ou moralmente aceitável. Nós atribuímos um significado cultural ao sexo; é para a procriação e para a preservação da unidade familiar. Dizem-nos que é para romance, é especial, querido e não mercantilizado, mas, entretanto o sexo grita para nós de todos os outdoors e canais de televisão. O sexo pode ser usado para vender tudo, exceto o sexo em si. O trabalho sexual, então, é sujo, é desprezível, é algo que apenas as pessoas verdadeiramente desesperadas fazem. A piedade e a marginalização subsequente das trabalhadoras do sexo como pessoas a serem resgatadas, ou danadas, bens é manifestamente ofensiva e contribui para a caricatura da caminhante na rua: descarta e apaga a pessoa por trás do trabalho, não mais do que quando pintamos todos os trabalhadores de fast foods como pessoas que abandonaram a escola secundária. O desejo de ver as pessoas em um trabalho que nós não escolheríamos para nós mesmos como vítimas é imaturo e reacionário, e isso prejudica as pessoas dentro dessas profissões criando uma linha entre nós e elas.

Trabalho sexual é trabalho: é um emprego. Tenho sorte em que o emprego que eu escolhi para pagar minhas contas exatamente assim acontece de me capacitar e recompensar de maneiras que eu não imaginava que poderia. Eu amo meu emprego. Eu não nego por um segundo que esta não é a realidade para todos, e que nós precisamos de suas histórias também, mas não para serem roubadas, retrabalhadas e recontadas por acadêmicos ou políticos acenando bandeiras, ou faladas com fingimento e gravadas em putas produzidas em massa para dramas de televisão. O roubo das nossas vozes, nossas narrativas, nos desvaloriza como pessoas; e permite que sejamos silenciados.

Então, por favor, antes que você tenha pena de uma trabalhadora do sexo, ou fale comigo sobre o meu "desespero", considere o privilégio que você tem quando você olhar para mim, e perceber que você, também, se envolve em uma "troca desesperada" todos os dias que você dirige para ir trabalhar - se você é abençoado o suficiente para ter um emprego.

Siga Belle Knox no Twitter: www.twitter.com/belle_knox

Original inglês: "I Don't Want Your Pity: Sex Work and Labor Politics", The Huffington Post, http://www.huffingtonpost.com/belle-knox/sex-work-politics_b_5148528.html

Tradução: Abigail Pereira Aranha (vou comentar isso na próxima postagem)

Original text in English reproduced at Periódico de Los Hombres de Valía / Paraíso Tangible: "I Don't Want Your Pity: Sex Work and Labor Politics", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2015/10/i-dont-want-your-pity-sex-work-and.html
Tradução para o português no A Vez dos Homens que Prestam: "Eu não quero sua piedade: trabalho sexual e política de trabalho", http://avezdoshomens.blogspot.com/2015/10/eu-nao-quero-sua-piedade-trabalho.html
Tradución al español en Periódico de Los Hombres de Valía / Paraíso Tangible: "Yo no quiero tu lástima: Trabajo Sexual y Política Laboral", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2015/10/yo-no-quiero-tu-lastima-trabajo-sexual.html
Traduzione al italiano in Periódico de Los Hombres de Valía / Paraíso Tangible: "Io non voglio la tua pietà: Lavoro Sessuale e Politica di Lavoro", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2015/10/io-non-voglio-la-tua-pieta-lavoro.html

sábado, 3 de outubro de 2015

"Marriage strike" é pouco

Abigail Pereira Aranha

Amigos masculinistas, vocês não conseguiram sensibilizar a sociedade nem espaços miseráveis na imprensa mostrando que os homens são maioria nos piores trabalhos, nos mortos por acidente de trabalho, nos mortos por acidente de trânsito, nos suicídios, na população de rua, nas vítimas de violência doméstica e até nos estupros de verdade. A "mass media" só lhes deu atenção, esporádica, de má vontade e quase sempre para, usando o termo do dr. Romeu Tuma Jr., "assassinato de reputação", por três motivos. O primeiro é que os MGTOW nos Estados Unidos ou a Real no Brasil não apenas adotaram a "marriage strike" (greve de casamentos) e trocaram as oportunidades de mimar vadias enrustidas por atividades mais prazerosas como jogos eletrônicos e musculação; eles também estão, por isso, com melhor qualidade de vida do que os paspalhos casados ou com namorada que passam a semana esperando a sexta-feira para, se tiverem sorte, ficarem com três ou quatro amigos ao redor de uma mesa na calçada em frente a um bar fazendo piadas imbecis e falando de vadia "gostosa". O segundo é que muitos rapazes que nem são antifeministas já estão desinteressados do casamento ou mesmo evitando contato próximo com mulheres por causa do Feminismo, que aqui eu uso no sentido de exaltação e suporte social à baixeza de espírito do universo feminino. O terceiro é exatamente o crescimento do movimento feminista, naquele sentido, a notoriedade das consequências negativas dele e a falta de crítica feminina anterior considerável. Porque as mulheres feministas moderadas não passam de fachada amigável e exército idiota útil para o feminismo radical; e o antifeminismo feminino até a década de 2000 era basicamente lendas urbanas de carolas provincianas baseadas de outras mulheres que pareciam menos neuróticas que elas.

Eu só posso condenar a misoginia (de verdade) de alguns poucos participantes de fóruns antifeministas como princípio de vida ou de ação. Exatamente por eu ter feito coisas boas para os homens que prestam, e coisas muito boas com 251 deles desde os meus 14 anos, eu sei que as mulheres se preocupam muito mais com "vestir a carapuça", como dizemos no Brasil, quando repudiamos as vadias do que com ações práticas diferentes das delas, e não tenho como condenar a misoginia em si. Mas até a misoginia de verdade conta mais a favor do antifeminismo do que contra. Vejamos o caso do Brasil: menos de 10% das vítimas de homicídio são mulheres, 70% deles (pegando um dado antigo) praticados pelo marido ou namorado da vítima, nenhum destes homens é um dos nossos; portanto, tudo o que os inimigos do masculinismo podem nos atribuir de crimes é alguma parcela de 3% (30% de 10%) do total geral de homicídios. Portanto, nem a misoginia que eles inventam no ativismo de direitos dos homens é significativa. Afinal, se 60% dos homicídios (vamos supor, não tenho os dados) forem homens vítimas de latrocínios, sequestros ou conflitos entre criminosos rivais, é 20 vezes mais difícil uma mulher ser morta por homens odiadores de mulheres do que um homem ser morto por criminosos "profissionais", culpa do antifeminismo.

Um homem mediano que mostra revolta contra o feminismo ou a mediocridade feminina em seu perfil pessoal no Google Plus ou no Facebook sempre atrai alguma mulher revoltada nos comentários. Aparecem mulheres feministas para glorificar a estultice feminina, mulheres não-feministas para fazer a mesma coisa, mulheres "exceções" para dizer que os rapazes estão generalizando e, cada vez mais, mulheres tradicionais para criticar as outras. Eu, por exemplo, acompanho um amigo antifeminista que tem perfis nas duas redes, cada postagem dele no Google Plus eu conheci uma vadia nova. Mas mesmo isso é consequência de um poder maior dos rapazes sobre a própria mente e a própria vida.

Eis o ponto: só indivíduos com poder individual conseguem fazer alguma coisa, e um grupo de indivíduos só pode enfrentar uma injustiça social se os membros tiverem poder individual. Mais: o poder começa com inteligência e de controle da própria mente. A própria experiência socialista mostra isso: as massas de despossuídos sem consciência própria só serviram como trampolim de carreiristas ricos ou financiados por bilionários, depois ficaram em uma vida tão ruim quanto antes ou ainda pior. Os direitistas erram em dizer que a miséria dos países socialistas prova que o Socialismo não funciona. Socialismo não é modo de produção nem política de distribuição de renda, é concentração de poder mais politização da vida social. Você já se observou quando recebe o seu salário, mesmo sabendo que mal vai pagar as suas contas e vai estar "duro" uma semana depois? Uma população com menos dinheiro, menos comida e menos informação é uma população com menos recursos e com menos poder, ora.

Aliás, falando de poder e cultura, vamos ver uma coisa sobre o movimento masculinista: por que a página A Voice for Men Brasil trabalha especialmente com traduções da A Voice for Men dos Estados Unidos, mas tem produção local, e nem existe uma "A Voice for Men Latinoamerica" para os países de língua espanhola da América Latina, que dividem a A Voice for Men en Español com a Espanha? O ativismo pelo direito dos homens não começou nos Estados Unidos só porque o Feminismo também começou e está mais adiantado lá, os Estados Unidos também são a potência mundial capitalista democrática. Quando os feministas (homens e mulheres) e as mulheres medíocres ocuparam a política, a força estatal, a imprensa, as universidades e o mercado cultural, alguns homens perceberam o que estava acontecendo e usaram seus computadores e a internet popularizada para avisar os outros, que poderiam ver os artigos, os fóruns ou os vídeos em cibercafés ou em computadores com acesso a internet em casa ou no trabalho. Quem sabia inglês e estava em outros países com menos recursos da internet, veria aquele material depois. E qual é a maior economia da América Latina? O Brasil. Ainda não entendeu? A China é a segunda economia do mundo, mas tem salários miseráveis, uma política socialista, uma sociedade insuportável sexualmente reprimida e mais de dois milênios de tirania. Como vai o ativismo de direitos dos homens lá? E a greve de casamentos? A China tinha a previsão em 2007 de chegar a 2020 com 300 milhões a menos de mulheres que homens.[01] Se a previsão de população em 2020 for de 1,4 bilhões, isso daria 2 mulheres para cada 3 homens. Isso aconteceu porque o governo tinha a "política do filho único" e muitos pais faziam aborto de meninas para terem um filho homem para trabalhar na roça. Ah, e por falar em aborto, como vai o Feminismo na China?

Rapazes da Real, a maioria de vocês é de solteiros e muitos moram sozinhos, eu também, e já viram que isso nos dá tranquilidade e liberdade. Vocês também podem estar melhor financeiramente do que um homem casado com o dobro do salário. A maioria de vocês não bebe e não fuma, e boa parte de vocês faz exercícios físicos regularmente, e isso faz vocês terem melhor saúde. E aqueles de vocês que são clientes de prostitutas têm mais sexo em qualidade e quantidade do que os homens casados que vocês conhecem.

Vocês me permitem colocar algumas ideias para nós discutirmos?

1) Estudar para uma profissão que gosta, mas trabalhar em outra. O mercado de trabalho já estava quase saturado de herdeiros imbecis e chefes asquerosos, hoje também está se contaminando de Socialismo-Feminismo. Hoje, uma empresa que já desprezava as suas qualidades coloca alguém menos qualificado no seu lugar só porque este alguém é mulher, negro ou deficiente físico. Por isso, trabalhar na profissão dos seus sonhos pode ser a força que move os seus pesadelos. Portanto, a não ser que a empresa seja boa, vamos trabalhar no modo mínimo, tratando com uma consideração especial os clientes e colegas mais amáveis.

2) Apoiar a prostituição e financiar a pornografia. Vocês já assinaram algum site pornô? Eu, por exemplo, já assinei o Brazzers. Espero fazer assinatura do Pornhub Premium também. Vamos botar dinheiro nesse negócio, pessoal! E dar apoio à prostituição não só de ser cliente, ajudar as garotas também, principalmente as mais simpáticas, no trabalho delas. Ah, e me permitem uma proposta de favorecer as garotas mais simpáticas? É porque, como vocês clientes sabem, a prostituição tem poucas mulheres que não são mães solteiras, viciadas em álcool ou drogas ou velhas de baixa escolaridade. Se os rapazes derem preferência às mulheres pelo menos mais amáveis (que podem até ser feias), nenhuma mulher vai atender sexualmente os homens que prestam como quem oferece restos para gente de segunda classe.

3) Trabalhar o intelecto e ter ou saber um trabalho que você possa oferecer diretamente. Mecânica de automóveis, carpintaria, pintura de faixas, aulas particulares, agricultura, etc. Não é só pela possível renda extra. É também porque um trabalho com o corpo que não seja a sua renda principal pode ser bom, por ver no final o resultado de um trabalho seu como indivíduo. Mas o que tem a ver trabalhar com o corpo e se aprimorar culturalmente? É que pelo menos nós no Brasil não temos muito costume de ligar atividade intelectual com vida cotidiana, menos ainda de pensar em pessoas que, por exemplo, trabalham em oficina mecânica (mão na graxa) e sabem o que é "Transformada de Fourier".[02] As nossas universidades hoje são clubes de estudantes e professores esquerdistas parasitas ou apenas paspalhos fanfarrões, elas perderam muita ligação com o mundo real. Poderíamos até dar o embrião de um movimento para tirar desta universidade o monopólio do pensamento, mas pelo menos podemos escapar, como indivíduos, da degeneração mental do país que também chegou ao mercado de trabalho. Aliás, o sucesso da Real foi ligar antifeminismo à vida cotidiana de rapazes comuns.

A vitória contra uma injustiça social deve ser uma mudança cultural. Sem isso, não adianta nem mesmo alguns membros de um grupo oprimido simplesmente melhorarem de posição social, nível financeiro ou de influência política. Paulo Freire sabia disso em 1970, por isso ele escreveu uma "Pedagogia do Oprimido".[03] Quando alguns rapazes homens no Orkut resolveram dizer às vadias enrustidas o que elas não queriam ler, começaram a chamar a atenção delas pelo menos por falta de homens dispostos ao risco de magoar egos femininos dizendo a verdade. Mas isso foi pouco. Nós precisamos entregar a sociedade socialista-feminista a Satanás enquanto nós vamos pelo menos para o Purgatório. Precisamos salvar qualidade de vida também para termos o que mostrar aos que sejam dignos do melhor da vida. As lésbicas poderosas vencedoras e seu exército de homens capachos, que eles comemorem o novo mundo sem nós e reconstruam as ruínas sem o nosso trabalho.


"Quando você faz o seu melhor e mesmo assim não é suficiente, é porque falta você mandar a pessoa se fuder". Obrigada à página Apenas Homens 3.0 (https://www.facebook.com/1438287829759355/photos/a.1438289493092522.1073741828.1438287829759355/1659901197598016)

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NOTAS:

[01] "Excesso de homens na China pode causar instabilidade", G1 (com Reuters), 11/01/2007, http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,AA1416700-5602,00-EXCESSO+DE+HOMENS+NA+CHINA+PODE+CAUSAR+INSTABILIDADE.html

[02] Eu pensei nisso porque um amigo meu no Facebook, aliás, um velho leitor meu, compartilhou no perfil dele o artigo "A música digital não existiria sem a transformada de Fourier", da página Gizmodo Brasil (http://gizmodo.uol.com.br/transformada-fourier-usos), e eu fui ler o que era a tal Transformada no computador do trabalho. Aí, chegou uma cliente, o mecânico tinha precisado sair, mas eu dei uma olhada no carro e consegui identificar o problema, o mecânico chegou depois e confirmou o que eu dizia. A cliente já estava assustada porque eu era a secretária da oficina. Quando voltamos à minha mesa, eu tinha deixado o computador na tela que eu estava lendo (https://pt.wikipedia.org/wiki/Transformada_de_Fourier) e a senhora ficou horrorizada. Eu ainda brinquei: "Que espanto é esse, moça? E se fosse quando eu estava vendo o Pornhub?".

[03]

O seu conhecimento de si mesmos, como oprimidos, se encontra, contudo, prejudicado pela "imersão" em que se acham na realidade opressora. "Reconhecer-se" a este nível, contrários ao outro, não significa ainda lutar pela superação da contradição. Daí esta quase aberração: um dos pólos da contradição pretendendo não a libertação, mas a identificação com o seu contrário.

O "homem novo", em tal caso, para os oprimidos, não é o homem a nascer da superação da contradição, com a transformação da velha situação concreta opressora, que cede lugar a uma nova, de libertação. Para eles, o novo homem são eles mesmos, tornando-se opressores de outros. A sua visão do homem novo é uma visão individualista. A sua aderência ao opressor não lhes possibilita a consciência de si como pessoa, nem a consciência de classe oprimida.

Desta forma, por exemplo, querem a reforma agrária, não para libertar-se, mas para passar a ter terra e, com esta, tornar-se proprietários ou, mais precisamente, patrões de novos empregados.

Raros são os camponeses que, ao serem "promovidos" a capatazes, não se tornam mais duros opressores de seus antigos companheiros do que o patrão mesmo. Poder-se-ia dizer - e com razão - que isto se deve ao fato de que a situação concreta, vigente, de opressão, não foi transformada. E que, nesta hipótese, o capataz, para assegurar seu posto, tem de encarnar, com mais dureza ainda, a dureza do patrão.

Paulo Freire, "Pedagogia do Oprimido", 11 ed., 23ª reimpressão. Editora Paz e Terra, 1987, pág. 18. Disponível em http://www.letras.ufmg.br/espanhol/pdf%5Cpedagogia_do_oprimido.pdf. A primeira edição do livro é de 1970.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Emma Watson sendo ingênua na ONU, e o Feminismo real mandando lembranças

Abigail Pereira Aranha


Emma Watson representando o Feminismo na ONU... ou não

Quebrando o Tabu

Sdds Hermione.

"Já vi homens sofrendo de doenças mentais e incapazes de pedir ajuda por medo de que isso soe menos 'macho'. No Reino Unido o suicídio é a principal causa de mortes entre os homens entre 20 e 49 anos, superando acidentes de carro, câncer e doenças do coração", iniciou.

"Já vi homens serem frágeis e inseguros por terem uma imagem distorcida do que é o sucesso masculino. Eles não têm os benefícios da igualdade de gênero assim como nós", disse avisando que seu discurso era como um "convite formal" para que eles se juntem à causa."

"Quero que os homens participem disso para que suas filhas, irmãs e mães possam ser livres do preconceito e para que seus filhos tenham permissão de ser vulneráveis e humanos. Pra que eles parem de abandonar algumas partes de si e sejam a versão completa e verdadeira do que podem ser", completou.

A atriz finalizou o discurso convidando os homens a se juntarem à causa: "feminismo é a crença de que homens e mulheres devem ter direitos e oportunidades iguais, sejam políticos, econômicos e sociais".

Emma Watson, sendo linda na ONU.

29 de setembro

Victor Balestra Ai vemos uma verdadeira feminista, ao contrário de outras mulheres que acham que feminismo é fazer discurso de ódio contra os homens.

4.691 [gostos / curtidas] · 29 de setembro às 12:09

Thiago Jourdan Acho que "feminismo" devia se chamar "humanismo".

3.673 [gostos / curtidas] · 29 de setembro às 12:07

Bianca Bueno Todo mundo precisa do feminismo.

1.370 [gostos / curtidas] · 29 de setembro às 12:05

Clara De Moraes Souza Foda são os homens nos comentários querendo cagar regra no meio do movimento e dizendo "o q é ser feminista de vdd"

993 [gostos / curtidas] · 29 de setembro às 12:46

Alexandre Liblik O feminismo não é um movimento pró-gênero feminino (como pensam muitas radicais que desconhecem qualquer teoria) mas anti-gênero. É um movimento de todos para todos. Somos Todos Humanos.

637 [gostos / curtidas] · 29 de setembro às 12:17

https://www.facebook.com/quebrandootabu/photos/a.177940715595657.45589.165205036869225/966864566703264

Outros comentários, com número de "likes"


Jasminie Roberto Barros Deus... E esses omis ditando o que é feminismo

PAREM

418 · 29 de setembro às 12:43


Anna Gomes voces tao tipo "emma watson falou ta falado" so pq ela eh UMA feminista que apoia homem no feminismo voces nao tem que sair falando o que eh feminismo, falar de "feminista de verdade", MUITO MENOS FALAR QUE SOFREM ALGUMA BOSTA e que feministas pregam odio PELO AMOR DE DEUS muito feministas esses homens chamando mulher de nazista

159 · 29 de setembro às 13:17


Victoria de Paula Feminismo Emma não me representa, não representa mulheres da periferia, não representa as negras, as gordas, as lésbicas, as pobres.

Se representa vocês, otimo.

Mas esse feminismo não dá a minima pra existência e sofrimento da mulher negra, lésbica, gorda e periférica, e o feminismo que vocês criticam, as famosas "feminazis" essas sim se importam comigo e com minhas manas.

Feminismo não é pra ganhar cookie de homem.

147 · 29 de setembro às 15:12


Júlia De Paula Por mim ômi frustrado pode se matar, desde que não mate a ex/namorada/esposa, a/o filha/o ou um monte de gente desconhecida.

20 · Há 11 horas [30 de setembro de 2015 às 23:03]

Eloisa Samy Santiago Mas que bosta que você falou, hein Emma? "Feminismo" iuzomista dá nessa merda aí, dos caras acharem o que é o "bom" feminismo.

14 · 29 de setembro às 17:34


Myllena Barcelos discurso todo defendendo macho e vocês aplaudindo, que que eu to fazendo nessa página

11 · 29 de setembro às 17:59

Pedro Mendes 2015 e ainda tem homem com comentário escroto do tipo "isso é feminista de verdade". Existem várias vertentes no movimento e cada uma tem sua forma de militar. Tu que é macho não vem querer definir o que é ou deixa de ser feminismo, não queira ensinar mulher a militar.

10 · 29 de setembro às 18:47


Elisa Gonçalves Emma Watson sendo ingênua na ONU! Amiga ainda não dá pra ser como vc quer. ... ou pensa ser ideal!!!

4 · 29 de setembro às 14:16

Encerrando com um comentário excelente, com a lucidez que faltava

Miguel Okada O discurso é bonito...mas as feministas que comentam aqui estão na contra mão do texto, destilando ódio e intolerância...a jovem fechou o texto convidando os homens ao debate e à causa...e nos primeiros comentários já tem mulher sacando o facão...quem quer participar de um movimento desses?

44 [gostos / curtidas] · 29 de setembro às 13:40

Translation to English at Periódico de Los Hombres de Valía / Paraíso Tangible: "Emma Watson being naive at the United Nations, and the real Feminism sending memories", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2015/10/emma-watson-being-naive-at-united.html
Traduzione in italiano in Periódico de Los Hombres de Valía / Paraíso Tangible: "Emma Watson essendo ingenua alle Nazioni Unite, e il vero Femminismo inviando ricordi", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2015/10/emma-watson-essendo-ingenua-alle.html
Traducción al español en Periódico de Los Hombres de Valía / Paraíso Tangible: "Emma Watson sendo ingenua en las Naciones Unidas, y el verdadero Feminismo enviando memorias", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2015/10/emma-watson-sendo-ingenua-en-las.html
Originais em português no A Vez dos Homens que Prestam: "Emma Watson sendo ingênua na ONU, e o Feminismo real mandando lembranças", http://avezdoshomens.blogspot.com/2015/10/emma-watson-sendo-ingenua-na-onu-e-o.html
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