sábado, 11 de março de 2017

Dia Internacional da Mulher, o Dia (quase) Sem Um Inimigo para o Feminismo (notas de 22 dias)

Michel Temer e sua "homenagem" no Dia Internacional da Mulher (trechos)

por Tory Oliveira — publicado 09/03/2017 15h46

Em discurso no 8 de março, presidente reduz papel das mulheres na sociedade a cuidar da casa, criar os filhos e fazer supermercado

No Dia Internacional da Mulher, data tradicionalmente marcada por passeatas e, neste ano, por um chamado de greve internacional em prol de direitos, Michel Temer fez uma "homenagem" ao 8 de março em que reduzia o papel delas na sociedade brasileira à tarefas como cuidar da casa, da formação dos filhos e do gerenciamento das compras no supermercado.

Criticado por criar um primeiro escalão do governo federal quase que exclusivamente masculino, Temer afirmou que "aqui e fora do Brasil" a mulher ainda é tratada como uma figura "de segundo grau, quando na verdade, ela deve ocupar o primeiro grau em todas as sociedades".

O peemedebista afirmou que dizia isso com "a maior tranquilidade", por ter absoluta convicção "até por formação familiar e por estar ao lado da Marcela", do "quanto a mulher faz pela casa, o quanto faz pelo lar, o que faz pelos filhos".

"Se a sociedade vai bem, quando os filhos crescem, é porque tiveram uma adequada educação e formação em suas casas. E seguramente isso quem faz não é o homem, isso quem faz é a mulher", afirmou.

(...) Temer aproveitou para exaltar sua participação nos ganhos de direitos femininos ao longo do tempo no Brasil, após lamentar que o direito ao voto só tenha sido dado às mulheres "nos idos de 1930".

No discurso, ele relembrou seu papel na criação das Delegacias da Mulher em São Paulo, durante sua gestão como Secretário de Segurança Pública na década de 1980. Ao citar ações no combate à violência de gênero e ao feminicídio, concedeu que são frutos do "movimento das mulheres", mas emendou que também fazem parte "da compreensão dos homens".

Outra gafe foi que, ao comentar o papel da mulher na economia, o presidente tenha optado por restringir tal participação na chamada economia doméstica. Nas palavras dele:

"Ninguém mais é capaz de indicar os desajustes, por exemplo, de preços em supermercados do que a mulher. Ninguém é capaz de melhor detectar as eventuais flutuações econômicas do que a mulher, pelo orçamento doméstico maior ou menor", afirmou.

(...) "Porque hoje homens e mulheres são igualmente empregados. Com algumas restrições ainda. Mas a gente vê em muitas reportagens, das mais variadas, como a mulher hoje ocupa um espaço executivo de grande relevância. O número de mulheres que comandam empresas, que comandam diretorias, é imenso", declarou, sem levar em conta que, no Brasil, as mulheres ganham em média 30% a menos do que os homens e que são absoluta minoria nos cargos diretivos em empresas.

(...) A fala causou desconforto na plateia, de composição majoritariamente feminina e com a presença de servidoras e deputadas federais. Nas redes sociais, o descontentamento atingiu mulheres de todas as matizes ideológicas, como a professora da USP e uma das protagonistas do processo de impeachment de Dilma Rousseff, Janaina Paschoal, e a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS).

Gente, que discurso foi aquele que o Presidente fez em homenagem às mulheres? Parece programa humorístico! Ao ler, pensei que fosse piada!

— Janaina Paschoal (@JanainaDoBrasil) March 9, 2017

Avisem Temer Q é 2017. A gente lava roupa, cozinha e arruma casa pq ñ há igualdade. Mas somos +Q isso. Ganhamos até Presidência, e no voto.

— Maria do Rosario (@mariadorosario) March 8, 2017

Outras, ainda, ironizaram a fala do presidente, afirmando que ela parecia ser mais adequada ao século passado.

Na quinta-feira 9, em uma tentativa de minimizar a má repercussão da fala, Michel Temer recorreu às redes sociais para defender direitos iguais para homens e mulheres "em casa e no trabalho". Ele disse ainda não o governo não tolerará "preconceito e violência contra a mulher".

"Michel Temer e sua 'homenagem' no Dia Internacional da Mulher", Carta Capital, 09 de março de 2017, https://www.cartacapital.com.br/politica/michel-temer-e-sua-homenagem-no-dia-internacional-da-mulher.

Tomi Lahren não entendeu o Dia Internacional da Mulher, ela alega que ela é uma "mulher de verdade"

A medida que os protestos "Um Dia Sem Uma Mulher" ocorreram em todo o país, Tomi Lahren não estava muito feliz com o que ela viu.

- Especialista em Notícias

Publicado em 08 de março de 2017

Tomi Lahren sobre o Dia Internacional da Mulher, via Facebook

Tomi Lahren sobre o Dia Internacional da Mulher, via Facebook

A quarta-feira marcou o "#Dia Internacional da Mulher", e como forma de celebrar o evento, milhões de mulheres em todo os Estados Unidos participaram do protesto "Um Dia Sem Uma Mulher". Nem todo mundo estava de acordo com o protesto, no entanto, o que incluiu o tijolo de direita #Tomi Lahren.

Tomi disparou

Como parte do protesto "Um Dia Sem Uma Mulher", mulheres de várias cidades ao longo do país decidiram não trabalhar como demonstração de solidariedade aos direitos das mulheres. No Condado de Maryland Price George's, as escolas foram fechadas como uma forma de deixar as professoras participarem do protesto, levando à irritação dos pais que se esforçaram para encontrar outros planos para seus filhos. Como esperado, a reação ao evento caiu ao longo das linhas partidárias e da ideologia política. Os democratas e os esquerdistas apoiaram na maior parte e até mesmo participaram na celebração e no protesto, enquanto os republicanos e os conservadores fizeram pressão contrária. Durante a edição de 8 de março de "Pensamentos Finais" na Blaze TV, Tomi Lahren decidiu expressar sua opinião.

"Feliz Dia Internacional da Mulher. Estou aqui no trabalho hoje porque eu sou uma mulher, não uma vítima", disse Tomi Lahren para abrir seu quadro. "Eu não acordei esta manhã e me preocupei com a cor de protesto que eu usaria, ou o que o mundo faria sem mim, porque eu não acordei sentindo como se a narrativa do vitimismo fosse parte da minha história", Lahren passou a dizer. [Nota da tradutora: em vez de "victimhood", vitimismo, o original traz "victim-hood", que pode ser traduzido como "capuz de vítima"]

(Só esquerdistas poderiam transformar um dia celebrando as mulheres em uma desculpa para deixar de ir ao trabalho e reclamar em vez disso. #DiaInternacionalDaMulher #diasemmulheres)

"As mulheres de verdade não têm que lembrar ao mundo todos os dias que a história nos desprezou uma vez", disse Tomi Lahren, antes de acrescentar: "as mulheres de verdade não acordam e faltam ao trabalho para marchar por abortos e contraceptivos pagos". "As mulheres de verdade compreendem que a verdadeira igualdade não significa um tratamento especial", ela observou, antes de reproduzir um videoclipe de celebridades esquerdistas como Madonna e Ashley Judd atacando #Donald Trump.

(Os organizadores da Marcha das Mulheres de janeiro chamam para "Um Dia Sem Uma Mulher".)

Tomi fecha

"Eu não sei sobre um dia sem mulheres, mas eu poderia usar um dia sem esta bosta feminista desagradável disfarçada de direitos das mulheres", disse Tomi Lahren, enquanto acrescentando: "se você constantemente afirma que você é uma vítima, você será sempre uma vítima". "Para as jovens senhoras que estão por aí, vocês não precisam exigir coisas gratuitas dos contribuintes para serem mulheres de verdade. Vocês também não precisam faltar ao trabalho e fechar escolas públicas para serem mulheres de verdade", disse Lahren, afirmando: "isso é o que se chama egoísta de verdade". Lahren fechou seu quadro lembrando aos telespectadores que ela é uma republicana que pagará por seu próprio controle de natalidade.

"Tomi Lahren loses it over International Women's Day, claims she's a 'real woman'", Robert Sobel, Blasting News, 08 de março de 2017, http://us.blastingnews.com/showbiz-tv/2017/03/tomi-lahren-loses-it-over-international-women-s-day-claims-she-s-a-real-woman-001534431.html.

Notas de 22 dias

Nós vimos o presidente da República tentar fazer uma homenagem às mulheres no Dia Internacional da Mulher no perfil pessoal no Twitter e ser malhado. Patrícia Campos Mello, Folha de São Paulo, dia 09: "Temer conseguiu ser pior que Trump no Dia da Mulher". "O presidente americano, conhecido por sua incontinência verbal e habitual misoginia, estava surpreendentemente contido". Eu peguei esse trecho só para lembrar como a nossa mídia tradicional retrata o Donald Trump. Pior que Donald Trump é o quê? Hitler? Não, Hitler é o Trump! ("Capa da Istoé coloca 'bigode do Hitler' em Trump e a ideia nem é original", Reaçonaria, 13 de janeiro de 2017) E a colunista chamou de "pior que Trump" um homem feminista. Pragmatismo Político, dia 10: "Discurso de Temer no Dia da Mulher vira vergonha internacional". O resumo é interessante.

1º de março, Quarta-Feira de Cinzas: "Mulheres protestam contra assédio e machismo em blocos de Carnaval" (Folhapress, publicado na Folha de Pernambuco em 01 de março de 2017). "Muitos blocos de rua aproveitaram a folia para protestar contra o machismo".

02 de março, revista Monet: "Emma Watson é criticada por posar de topless para ensaio: 'Feminista ou hipócrita?'". "'Feminismo, feminismo... diferença salarial entre homens e mulheres... por que não me levam a sério... feminismo... oh, e aqui estão meus peitos', ironizou uma colunista do Daily Mail". Dirão alguns direitistas e conservadores que ela provou do próprio veneno. Isso até é verdade, mas isso não significa que ela vai ser conservadora ou liberal se abandonar o Feminismo. Nem que esse "fogo amigo" conta a favor do Conservadorismo e contra o Feminismo. Já explico, depois de outras notas.

Congresso em Foco, 07 de março, véspera do Dia Internacional da Mulher: "STF rejeita recurso e confirma Bolsonaro como réu". "Ministros da Primeira Turma do Supremo decidem, por unanimidade, recusar os argumentos da defesa do deputado e reiteram decisão de abrir duas ações penais contra ele por incitação ao crime de estupro e injúria". Lembrando, ou explicando rapidamente para quem não é do Brasil, é o caso em que a deputada Maria do Rosário chama o deputado Jair Bolsonaro de estuprador e ele responde que se ele fosse estuprador, não a estupraria porque ela não merece. Como diz uma piada que circulou no Facebook na época em que o caso foi aberto, eu disse que uma árvore não devia ser cortada e fui preso por crime ambiental. "A defesa do parlamentar alega que ele não fez qualquer incitação ao estupro e que é autor de projetos que endurecem punição a estupradores. 'Ele é conhecido por projetos de lei que tendem a aumentar as penas de crimes e para que condenado por crime sexual deve ser submetido a castração química para obter benefícios. É uma mentira insinuar que o deputado tenha incitado a prática de qualquer crime', alega a defesa". Atenção para esse trecho. Explico daqui a pouco.

Dia 17 de fevereiro, o Reinaldo Azevedo publica um vídeo respondendo ao vídeo da Joice Hasselmann onde ela diz que ele passou a atacar os movimentos democráticos que vão fazer u'a manifestação em defesa da Operação Lava-Jato no dia 26 de março. O Reinaldo desmascarou a distinta, "cuja exuberância não exatamente ligada às questões do intelecto precede em muito à sua capacidade de formular qualquer ideia razoável". Disse que ela "ganhou visibilidade na Veja, e se reinventou como jornalista de direita", "quando você se comportou como jornalista, pegou textos que não eram seus" e "os seus amigos de extrema-direita confundem essa sua exuberância com uma outra coisa". Então, vários homens conservadores fazem vídeos criticando o Reinaldo Azevedo. Eu comentei o caso em "Mulher, o ponto fraco dos cristãos conservadores - parte 3: mas não do Reinaldo Azevedo", versões sem putaria e com putaria. Ele já tinha publicado antes, na mesma semana, uma série de quatro artigos "Revolução dos Idiotas" criticando a "direita xucra". Quando ele chamou a direita burra de "direita xucra", nenhum deles tomou conhecimento. Quando ele atacou uma MILF da direita brasileira, eles se manifestaram. Mas não só isso. Todos os vídeos que ele publicou no Youtube depois desse dia, sobre qualquer assunto, tiveram mais "descurtidas" do que curtidas. Ah, e respondendo a esse vídeo do Reinaldo, a Joice gravou outro onde ela diz: "me atacou por ser mulher, e ter atributos femininos, como ele diz".

Eu publiquei no Google Plus em 06 de janeiro:

Como tudo na ideologia conservadora, o antifeminismo conservador se fecha em suas próprias ideias enlatadas e mal consegue ir ao mundo real quando a esquerda faz besteiras suficientes para que qualquer outra coisa seja digna de atenção. Por isso as denúncias sérias contra as atrocidades do movimento feminista só começaram a chegar ao público quando foram feitas por ex-militantes como Erin Pizzey, porque tudo que mulheres conservadoras como Phyllis Schlafly tinham eram lendas urbanas e ufanismo provinciano. Também por isso o Ativismo de Direitos dos Homens começou com homens ex-feministas, e não com pregadores que descobrem mensagens contra a família em desenhos animados. As palavras das atrizes pornôs Valentina Nappi, Mercedes Carrera e a feminista Nina Hartley contra o Feminismo Radical são muito mais relevantes que as do grupo Women Against Feminism, talvez só não sejam conhecidas por mais gente porque os conservadores são em maior número que os fãs de pornografia inteligentes. Senhoras ditas antifeministas conservadoras (na verdade, feministas de direita) como Suzanne Venker, Ann Coulter, Thais Azevedo, Bruna Luíza ou Ana Caroline Campagnolo só são levadas a sério porque netos cabaços de coronéis falidos e senhores genros de assassinos de aluguel têm fantasias sexuais mal resolvidas.

(https://plus.google.com/+AbigailPereiraAranha/posts/MsFoRmaiXMJ)

Agora, sim: por que o Conservadorismo não ganha nada quando o movimento lesbofeminista começa a incomodar o povo de verdade, e até alguns dos próprios militantes? Porque a direita e os conservadores nunca atacaram o Feminismo.

Quando liberais e conservadores falam em Feminismo, eles criticam o LGBT-Feminismo da esquerda para mostrar que o verdadeiro feminismo é o modelo liberal-conservador. Vamos voltar àqueles casos. Jair Bolsonaro não pode ser culpado de incitação ao estupro porque ele é feminista, e a prova de que ele é feminista é que ele fez projetos de lei para castração química de estupradores (homens que estupram mulheres). Tomi Lahren criticou aquela palhaçada lésbica mostrando que ela é uma verdadeira feminista, e que ela não é rebelde ou parasita porque a sociedade estadunidense já é boa suficiente para as mulheres que queiram ganhar a vida com trabalho honesto. Ah, aquela caricatura de que feminista é gorda, feia e peluda também tenta ser uma campanha publicitária dos feministas conservadores contra as mulheres feministas de esquerda. E isso para falarmos da direita. Na esquerda, ou entre os que não são antiesquerdistas, o que o homem faz quase sempre que é acusado de machismo? Se ajoelha para o LGBT-Feminismo, como fez o presidente da República Michel Temer. Entre o ginocentrismo "vintage" dos conservadores e o Feminismo século XXI dos progressistas, o povo tende a ficar com os progressistas.

O machismo do presidente do Brasil ou do presidente dos Estados Unidos Donald Trump foi tentar fazer um agrado para as mulheres no dia "delas". Ninguém vai rir de uma mulher (pelo menos não sem um repúdio público) se ela rejeitar um assédio sexual ou for estuprada por um homem bonito. O contrário já aconteceu. Então, onde está uma coisa ou uma pessoa que justifica tanta algazarra lésbica? Se os maiores veículos de comunicação de qualquer país do Ocidente abrem espaço para militantes feministas falarem à vontade, se professoras universitárias estão defendendo o Feminismo na universidade e se até a aparência e os modos de algumas dessas mulheres feministas são rudes demais para alguém oprimido, todo o discurso e todo o movimento feminista perderam a credibilidade. Não é só porque elas dizem que a sexualidade masculina é incentivada e isso é mentira; ou porque as falsas denúncias de crimes sexuais de mulheres contra homens são maioria e elas dizem que são 2%; ou porque elas dizem que as mulheres ganham 30% a menos que os homens fazendo o mesmo trabalho e elas não dão nem podem dar um exemplo disso. É porque qualquer coisa que elas dizem contra a sociedade inteira não poderia ser ouvida de bom grado pela mesma sociedade. Nós nunca vimos uma organização criminosa apoiar a divulgação de um dossiê contra ela mesma. Mais: se essa sociedade impõe, por exemplo, um padrão de beleza para as mulheres, mulheres que fazem questão de serem toscas e intratáveis não podem formar um movimento que possa ter, no mínimo, a expectativa de ser levado a sério, assim como não se espera alguém com visual anarcopunk em uma entrevista de emprego. Se o objetivo do movimento feito por essas mulheres é derrubar este e outros padrões impostos às mulheres, esse movimento deve ganhar uma oposição tal que além de ridicularizado, vai ser destruído. E se esse movimento conseguir qualquer coisa, ele teve poder e recursos para isso que nem as militantes declaram nem o discurso delas admite que poderiam existir. Então, o Feminismo não existe porque precisa, ele existe porque pode existir. Por sinal, o Ativismo de Direitos dos Homens é tratado como caso de polícia em alguns lugares sem qualquer crime, às vezes justamente por defender homens sob falsa acusação criminal; a pornografia foi acusada de incentivar o estupro tanto por conservadores quanto feministas de esquerda quando todas as pesquisas sérias mostram uma correlação negativa (um diminui quando o outro aumenta); mas ninguém propôs criminalizar o Feminismo por ter militantes que defendem o extermínio de 90% dos homens ou a criminalização do sexo heterossexual.

Mais um problema: o Feminismo é tão dominante que mesmo quando a militância ataca a população geral, a direita ou até militantes atacam outros militantes, quase ninguém pensa nos homens. Eu volto à foto sensual da Emma Watson (o assunto, porque eu sou uma garota hétero): tivemos críticas de mulheres feministas que desprezam a heterossexualidade masculina e de homens que não são militantes feministas, talvez conservadores, que também acham uma mulher reprovável quando agrada a essa heterossexualidade (e é provável que nesse episódio, o grande prazer que ela mesma teve foi o da vaidade alimentada). Eu já tenho medo de fazer uma caminhada com aquela roupa justa e um homem ficar com medo de olhar para os meus seios e a minha bunda exagerados, e ele ter medo de me dar um "oi" ou quando eu dou um "oi" pra ele. Eu já tenho medo de ser simpática com um homem e ele ter medo de se animar mais do que pode. Eu já tenho medo (e isso já está acontecendo comigo) de eu falar coisas sem vergonha com um homem para descontração e ele ficar com medo de eu não ser tão desinibida. Eu já tenho medo (e isso já aconteceu comigo) de estar pelada sozinha em casa e receber um entregador ou um leiturista e ele ter medo de entrar, principalmente depois de eu dizer que ele pode voltar fora do expediente para me observar melhor. Toda essa confusão parece caminhar para um feminismo conservador moderado servindo de controle para um feminismo de extrema-esquerda depois que este f%@¬$ a vida social e principalmente a relação homem-mulher.

Como disse a Mercedes Carrera no Twitter: "É por isso que eles dizem que 'lutar contra o [imaginário] patriarcado é um emprego de tempo integral'. É como lutar contra o Coelhinho da Páscoa" (09 de maio de 2016, https://twitter.com/TheMercedesXXX/status/729723208631377921). Sabe por que os esquerdopatas sempre dizem que o Dia Internacional da Mulher não tem nada para comemorar? Porque ele não existe para comemorar nada, existe para repetir a ladainha lésbica e encher o saco.

Abigail Pereira Aranha

Apêndice

"Temer conseguiu ser pior que Trump no Dia da Mulher", Patrícia Campos Mello, Folha de São Paulo, 09 de março de 2017. Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/colunas/patriciacamposmello/2017/03/1865050-temer-conseguiu-ser-pior-que-trump-no-dia-da-mulher.shtml.

Temer conseguiu ser pior que Trump no Dia da Mulher

Patrícia Campos Mello

09/03/2017

Até Donald Trump conseguiu se sair melhor do que o presidente Michel Temer no Dia da Mulher.

O presidente americano, conhecido por sua incontinência verbal e habitual misoginia, estava surpreendentemente contido. Trump deve ter sido brifado inúmeras vezes antes de compor sua graciosa mensagem no
Twitter: "Vamos honrar o papel fundamental da mulher aqui na América e no resto do mundo. Eu tenho um respeito tremendo pelas mulheres e pelos vários papéis que elas desempenham, que são vitais para nossa sociedade e economia."

Ainda que soe hipócrita Trump falar sobre o "tremendo respeito" que tem pelas mulheres, as mesmas que ele diz conseguir "agarrar pelos genitais", o tom foi correto.

Comparemos com o nosso presidente, que elogiou o "o quanto a mulher faz pela casa, pelo lar" e a importância da figura feminina para a formação dos filhos que, segundo ele, é "seguramente" de responsabilidade da mãe.

Não é difícil acertar. O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, outro que tampouco se notabiliza pelo respeito aos direitos das pessoas, também conseguiu. "As Filipinas têm uma boa colocação na Ásia-Pacífico no ranking de igualdade de gênero. Meu governo vai lutar para manter essa distinção, além de continuar a reconhecer a preciosa colaboração das mulheres nos esportes, nas ciências, no governo, educação e serviço público." E continuou: "as mulheres têm transformado as sociedades ao desempenhar seus papéis de mães, trabalhadoras, intelectuais, educadoras, soldadas, ativistas, artistas e líderes."

Um pouco diferente do que disse nosso presidente Temer, ao afirmar que a mulher tem uma grande participação na economia do país porque é "capaz de indicar os desajustes de preços em supermercados" e "identificar flutuações econômicas no orçamento doméstico".

Se tem um chefe de Estado que concorre com Temer na categoria fala mais sexista e inadequada do Dia da Mulher é o grande democrata Vladimir Putin, presidente da Rússia.

"Dia e noite, vocês tomam conta dos seus filhos, netos e de sua família. Até hoje, dia internacional da Mulher, vocês estão ocupadas com sua rotina, trabalhando incansavelmente, nunca se atrasando."

"Vocês preenchem este mundo com beleza e vitalidade, conforto e cordialidade, meiguice e generosidade de espírito."

E essas mulheres meigas precisam da proteção de super-homens como Putin.

"As mulheres também precisam do apoio dos homens. Vamos fazer o possível para cercar as muolheres que amamos com atenção e carinho, para que elas possam sempre sorrir."

Enternecedor, o discurso veio do mesmo sujeito que assinou recentemente uma lei que poderia ser chamda de "anti-Maria da Penha". De agora em diante, se o marido bater na mulher mas não quebrar nenhum osso, ele não vai para a prisão, é só multado.

Na Rússia, morre uma mulher a cada 40 minutos vítima de violência doméstica. Presumivelmente, esses maridos que batem nas mulheres não são os mesmos que se esforçam por fazê-las sorrir.

Este texto em português sem cartoon de nudez no A Vez das Mulheres de Verdade: "Dia Internacional da Mulher, o Dia (quase) Sem Um Inimigo para o Feminismo (notas de 22 dias)", http://avezdasmulheres.over-blog.com/2017/03/dia-internacional-da-mulher-o-dia-quase-sem-um-inimigo.html.
Este texto em português com cartoon de nudez no A Vez dos Homens que Prestam: "Dia Internacional da Mulher, o Dia (quase) Sem Um Inimigo para o Feminismo (notas de 22 dias)", http://avezdoshomens.blogspot.com/2017/03/dia-internacional-da-mulher-o-dia-quase.html.
Seção de sexo, safadeza, putaria, mulher pelada, pornografia
Section of sex, lust, licentiousness, naked woman, pornography
Section de sexe, luxure, débauche, femmes nues, pornographie
Sezione de sesso, libertinaggio, lussuria, donna nuda, pornografia
Sección de sexo, perrez, putaría, mujer desnuda, pornografía

O Dia Internacional da Mulher já passou. Agora temos que construir a paz com os homens.

domingo, 5 de março de 2017

Burrice apartidária: "a criança não pertence à família", Deborah Duprat diz uma coisa certíssima e a direita erra na resposta

Procuradora diz que criança NÃO pertence à família, e passa mal ao ser desmascarada

Central de Oposição

Publicado em 22 de fev de 2017

Professor Miguel Nagib destrói Deborah Duprat, a procuradora do MPF que defende que: 'a criança deve obediênçia ao Estado e NÃO aos pais'. Nagib aproveitou o embalo e também refutou o deputado Glauber Braga do PSOL.

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Saiba quem é Deborah Duprat, a 'ativista' do MPF: https://goo.gl/YJdCm5 [http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/video-especial-escola-sem-partido-desmascara-8216-ativista-8217-do-mpf-deborah-duprat-em-representacao-disciplinar]

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Fonte: Expressão Nacional - TV Câmara - 21/02/17 - https://goo.gl/yAUxY3 [http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/tv/materias/EXPRESSAO-NACIONAL/523383-ESCOLA-SEM-PARTIDO.html]

Os convidados são os deputados Glauber Braga (Psol-RJ), líder do Psol na Câmara, e Marcos Rogério (DEM-RO), presidente da comissão especial que analisa o projeto apelidado de "Escola sem Partido"; a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat; e o idealizador do "Movimento Escola sem Partido", Miguel Nagib.


[Deborah Duprat]

[00:02 a 00:15] Um outro aspecto, para eu não me alongar demais, é essa percepção equivocada de que a criança pertence à família, que a família tem o poder, um poder absoluto sobre a criança. Não é verdade.

[00:30 a 01:29] A Constituição diz que a criança é um problema da família, da sociedade e do Estado, exatamente porque a criança, ela recebe orientação dentro de casa, mas ela também tem que ser preparada para o espaço público. O espaço público, ele não coincide com o espaço privado. O tribunal constitucional alemão, ele já teve de trabalhar sobre esse tema, que é recorrente, quando se fala em Educação Sexual, por exemplo, o quanto isso gerou de polêmica no mundo todo, dizendo que a educação fornecida pela família, ela sequer pode prevalecer sobre a educação em sala de aula. Isso vai ser definido em questões específicas. Então, nós temos que combinar aí pluralismo de ideias, liberdade de cátedra, que vem na sequência de uma Constituição que procura expurgar de seu texto qualquer resquício de autoritarismo, de período ditatorial, de período de censura, e essa questão da família.

[01:34 a 01:58] Então, seria inconcebível que nós, na atualidade, vivendo numa sociedade democrática, de liberdade de ideias, nós tivéssemos os professores sob constante vigilân... sob constante... vigilância... dos alunos... dentro em sala de aula. Então, eu acho que esses seriam os três aspectos principais a respeito da inconstitucionalidade do projeto.

[Miguel Nagib]

[01:59 a 03:04] Conhecer os próprios direitos é uma questão de estrita cidadania. Todas as pessoas, sobretudo aquelas mais vulneráveis, têm o direito de conhecer os seus próprios direitos. É disso que se trata o meu projeto. Queria chamar a atenção pra uma fala da procuradora dos direitos do cidadão, a respeito da Convenção Americana sobre direitos humanos, direitos dos pais sobre a educação religiosa e moral dos filhos, ela diz que esse é um direito que... que os pais devem submeter ao direito do Estado. Ou seja, o que a Procuradora dos Direitos do Cidadão está defendendo... é isso aqui. [Mostra uma placa escrita: "Escola Com Partido. 'Direitos' do professor. 5. O Professor PODERÁ transmitir aos filhos dos outros as suas próprias convicções religiosas e morais."] É isso aqui. É que o professor pode transmitir aos filhos dos outros as suas próprias convicções religiosas e morais. É disso que se trata, pra quem não entendeu aí, pra... o telespectador, é isso o que defende a Procuradora dos Direitos do Cidadão, que os professores possam transmitir aos seus filhos as crenças e os valores morais dele, professor. Evidentemente que isso é um absurdo, isso é um despropósito, nenhum país do mundo, a não ser talvez a Coreia do Norte, é... é... é... adote esse sistema... que está sendo proposto pela procuradora.

[03:32 a 04:10] Num determinado momento, vem o Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, e solta uma nota técnica, para tentar abortar essa discussão no Parlamento. O que é muito grave. O que é gravíssimo. Quer dizer, está interferindo no trabalho livre do Parlamento, né, pra fazer uma... uma... uma nota técnica, sem a menor atribuição legal. Ela não tinha atribuição legal pra fazer isso, estou falando da dra. Deborah, não tinha atribuição legal pra fazer isso. Fez, com o objetivo de minar o projeto no Parlamento. Isso é muito grave. Eu gostaria de chamar a atenção, já que se falou também em estado laico, pra uma fala da... da dra. Deborah Duprat... nessa nota técnica.

[04:15 a 04:45] ["A escola", o áudio falhou,] "é o lugar estratégico para o fim das ideologias religiosas, que apresentam o mundo como a criação dos deuses". Isso aqui é uma fala de uma servidora pública, que exerce um cargo da maior importância dentro do Ministério Público Federal. Quer dizer, então, o que essa senhora está defendendo na verdade é que a escola seja usada para destruir a religião. É o que está escrito aqui. É muito grave. Isso fere o estado laico. Eu gostaria até de ouvir uma explicação, porque isso é o que está escrito na... na nota técnica.

[Apresentadora, Maristela Sant’Ana]

[04:46 a 04:48] Eu gostaria, então, de ouvir a procuradora Deborah.

[Deborah Duprat]

[04:48] (Engasgo)

Central de Oposição, 22 de fevereiro de 2017, https://www.youtube.com/watch?v=eZTdX8v6qIs.

Escola sem Partido

Para os que defendem a proposta, é preciso garantir que professores não usem a sala de aula para debater temas como política, religião e questões de gênero. Do outro lado, os que entendem ser papel da escola mostrar diferentes visões do mundo.

21/02/2017 09h00


Você já deve ter ouvido falar na "Escola sem Partido". Para os que defendem a proposta, é preciso garantir que professores não usem a sala de aula para debater temas como política, religião e questões de gênero.

Do outro lado, os que entendem ser papel da escola mostrar diferentes visões do mundo e assim garantir a formação de indivíduos mais tolerantes e com maior capacidade de decidir sobre suas vidas.

Esse é o tema do Expressão Nacional desta terça-feira (21), às 21h, ao vivo, na TV Câmara.

Os convidados são os deputados Glauber Braga (Psol-RJ), líder do Psol na Câmara, e Marcos Rogério (DEM-RO), presidente da comissão especial que analisa o projeto apelidado de "Escola sem Partido"; a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat; e o idealizador do "Movimento Escola sem Partido", Miguel Nagib.

Participe. Envie uma mensagem para o WhatsApp (61) 99620-2573 ou ligue, gratuitamente, para 0800 619 619. Você também pode enviar um e-mail para expressaonacional@camara.leg.br ou um Twitt para @xnacional.

"Escola sem Partido", TV Câmara, 21 de fevereiro de 2017, http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/tv/materias/EXPRESSAO-NACIONAL/523383-ESCOLA-SEM-PARTIDO.html.

Meus comentários

Talvez vocês já tenham notado que eu fico muito preocupada quando a esquerda acerta e a direita cristã erra. Porque quando a militância de esquerda faz besteiras, é fácil falar mal. Mas quando antiesquerdistas dizem besteiras contra esquerdistas, isso faz bem para a esquerda. O título de uma postagem do Luciano Ayan, publicada no Ceticismo Político no dia 24 de fevereiro, ilustra como os liberais e conservadores responderam: "Deborah Duprat disse que filhos são 'do Estado' e não dos pais. Já podemos acabar com a pensão alimentícia?".

Eu peguei aquele vídeo porque é uma seleção de trechos de um canal direitista, o Central de Oposição. Há uma outra seleção publicada pelo Movimento Brasil Livre, que é menor e está incluída nesse vídeo. Mas vocês podem ver, e inclusive eu transcrevi, que a sra. Deborah nunca diz que os filhos pertencem ao Estado ou à escola, ela diz que eles não pertencem à família. Todo o poder que é dado à família em relação a uma criança é, ou só faz sentido se é, consequência da responsabilidade da mesma família em relação à mesma criança. Muitas pessoas pensam que educar uma criança é prepará-la para ser tão estúpida, infeliz e sexualmente frustrada quanto elas mesmas, com exceção da vida laboral, se essa criança tiver a perspectiva de ganhar dinheiro suficiente para dar uma vida menos pior para ela mesma e os pais. E a perspectiva de abusar fisicamente e mentalmente de filhos, sobrinhos e netos pequenos é a única perspectiva de poder e respeito que muitas dessas pessoas têm na vida. A direita que representa essas pessoas veste a carapuça.

E, sim, eu sou ateia, contra a veneração da família, contra a castidade, contra o casamento tradicional, contra a religião e vivo na prostituição. Mas eu não diria "toca aqui, amiga" para a dra. Deborah Duprat. Porque o ativismo dela, e o material que ela deu para o flagrante do dr. Miguel Nagib, dão a entender que o Conservadorismo só pode ser enfrentado com trapaça e ativismo sujo. Ah, ela disse que "a escola é o lugar estratégico para o fim das ideologias religiosas". Se a escola pública foi uma ideia marxista, ela disse a verdade tanto como dado histórico quanto como ideia da militância. Mas tudo aquilo que eu disse que eu sou contra, eu acredito que pode ser contraprovado com a verdade e com a promoção do raciocínio normal. Se a Igreja Católica fez bobagem, a criança ou o adolescente está indo para a aula de História, não para a Escola Dominical. Mas não dá para usar a escola para fazer catequese no Islamismo ou na bruxaria. Ser contra Educação Sexual é coisa de semianalfabetos frustrados e neuróticos. Mas se eu for dar aula e falar de Educação Sexual, eu não vou dizer que a garota que não quer ser casta precisa experimentar o lesbianismo, ou que um dos meninos de 9 anos pode ser uma menina no corpo errado. Não há um lobby criacionista forte no Brasil, mas se houvesse, impor a Teoria da Evolução não seria negação do Criacionismo. Se eu fosse professora na escola pública, eu seria uma ativista contra tudo que o Conservadorismo faz e ensina de errado, talvez eu tiraria as virgindades de alguns adolescentes (homens). E por isso mesmo, o que eu poderia precisar não seria um movimento "progressista" contra as ideias cristãs conservadoras, seria uma salvaguarda para dizer a verdade e não me submeter à falta de orgasmo de um bando de vacas qualquer.

A única coisa que faz a fala da procuradora condenável é os interesses a quem ela serve. Tudo que ela disse, lembrando que esse vídeo é uma seleção feita por direitistas, foi bom. O dr. Miguel Nagib, tirada a parte da nota técnica da procuradora, parecia estar em um púlpito de igreja, ou apresentando um programa evangélico. O que ele fez muito bem foi mostrar aquela frase da procuradora em uma nota técnica. Porque é isso que salva a direita cristã: que os inimigos do Conservadorismo (e só dele, não do Islamismo, por exemplo) se deixam mostrar que conseguem ser ainda piores e, às vezes, mais estúpidos.

Abigail Pereira Aranha

sexta-feira, 3 de março de 2017

5 sinais de pontuação que você pode estar usando incorretamente

A pontuação é a arte de esclarecer como um grupo de palavras se junta em contrações, frases e sentenças. Infelizmente, não é nada claro como alguns sinais de pontuação devem ser usados! Vamos dar uma olhada em vários sinais de pontuação populares, embora confusos. Mesmo se você acha que tem o tema todo costurado, vale a pena dar uma outra olhada.

[Nota da tradutora: o primeiro subtítulo é "1. Apóstrofos possessivos", eu o pulei porque não tem aplicação na língua portuguesa]

2. Ponto e vírgula

A tarefa central do ponto-e-vírgula é marcar uma quebra que é mais forte do que uma vírgula, mas não tão final quanto um ponto final. Isso parece bastante fácil, mas pode ser difícil dizer quando você deve ligar duas frases com um ponto-e-vírgula em vez de simplesmente separá-las em duas sentenças.

Normalmente, você quer usar um ponto-e-vírgula quando duas frases principais se equilibram e estão muito intimamente ligadas para serem feitas em frases separadas, como nestes dois exemplos:

A estrada atravessa um belo vale arborizado; a linha ferroviária o segue.

Erik não me deu suas chaves; ele me deu as minhas.

Você também pode usar um ponto-e-vírgula para marcar uma divisão mais forte em uma sentença que já tem vírgulas: O estudo mostrou o seguinte: 76% das empresas pesquisadas monitoram as atividades de navegação na internet dos funcionários, com 65% bloqueando o acesso a locais não autorizados na Internet; mais de um terço das empresas monitora a digitação no computador do empregado; metade informou o armazenamento e a revisão de e-mails de funcionários; 57% monitoram a conduta telefônica dos funcionários, incluindo o uso inadequado do correio de voz.

3. Dois pontos

A melhor maneira de diferenciar os dois pontos do ponto-e-vírgula é que onde o ponto-e-vírgula fornece uma divisão forte em uma frase, os dois pontos fornecem uma sensação de movimento para a frente.

Existem três usos principais dos dois pontos:

  1. Entre duas orações principais nos casos em que a segunda oração explica ou é sequência da primeira, por exemplo: Este é o segredo para ganhar o jogo: ter alguma paciência.
  2. Apresentar uma lista, por exemplo: O filme foi criticado por várias razões: um roteiro fraco, atuação rígida e efeitos especiais pobres.
  3. Antes de uma citação, e às vezes discurso de direção, por exemplo: O cartaz diz: "O show é em 04 de abril".

Para mais exemplos, confira este resumo completo sobre dois pontos.

4. Reticências

Este pedaço de pontuação "ponto ponto ponto" é escrito com três pontos, nem mais nem menos, e normalmente é acompanhado por um espaço em cada lado. Alguns guias de estilo também exigem um espaço entre cada ponto de reticência. As reticências podem ser usadas para alguns propósitos diferentes.

Um uso comum é representar texto retirado ou omitido, especialmente em passagens citadas, como em A anotação do diário dizia: "Ele costumava ... ir ao cinema com a gente", onde as reticências poderiam ser "assistir televisão e" na anotação do diário original. Outro uso de reticências é criar um efeito irônico ou dramático, como em Você quer dizer que ... você comeu o sorvete? As reticências também são usadas às vezes para representar uma continuação de uma lista, como em Nós dançamos salsa, tango, rumba, o Twist ...

No entanto, nos últimos anos, as pessoas começaram a usar as reticências em e-mail e comunicação escrita informal para significar pausas gerais e hesitações, ao invés de pausas destinadas a criar efeito dramático específico. Por exemplo, é fácil imaginar o seguinte e-mail ou mensagem de texto: Bem ... Eu não sei ... você ainda quer assistir ao jogo?

Este uso de elipses é desaprovado em contextos formais; essas pausas podem ser indicadas de outra forma com pontuação diferente. Reescrita de uma forma mais formal, a frase acima poderia dizer: Bem, eu não sei. Você ainda quer assistir ao jogo?

5. Hífens

[Nota da tradutora: O subtítulo no original é sobre o uso de hífen em adjetivos compostos, formados por um substantivo mais um adjetivo, um substantivo mais um particípio, ou um adjetivo mais um particípio; e nas traduções desses adjetivos para o português, em geral não se aplica o hífen. O original dá exemplo de "user-generated" (gerado pelo usuário), "carbon-neutral" (neutro em carbono), "accident-prone" (propenso a acidentes) e "good-looking" (que pode ser, para usar hífen, bem-apessoado). Então, vou substituir essa parte por trechos do artigo "Uso ou não do hífen em alguns substantivos compostos", de Vânia Duarte para o Brasil Escola, publicado em http://brasilescola.uol.com.br/gramatica/uso-ou-nao-hifen-alguns-substantivos-compostos.htm]

Diretor administrativo, secretária adjunta, secretário executivo, gerente financeiro, diretora administrativa, assessor geral ... Temos compostos que se constituem de um substantivo + um adjetivo, cuja união não forma um novo vocábulo, haja vista que os adjetivos, respectivamente retratados por "administrativo", "adjunta", "executivo", "financeiro", "administrativa" e "geral" não perdem seu sentido literal, ao contrário do que ocorre em mesa-redonda, cachorro-quente, etc.

Dessa forma, cabe afirmar que quando o adjetivo não conferir uma nova ideia à palavra, não há motivo algum para empregar o hífen, assim como pode ser observado nos exemplos acima.

Editor-chefe, diretor-presidente, diretora-gerente, diretor-superintendente ... Atestamos agora que o uso do hífen se manifestou em todos os compostos, justamente porque tal união (substantivo + substantivo) formou um novo substantivo.

6. Travessões

O primo um pouco mais longo do hífen, o travessão é outro sinal de pontuação popular que nem todo mundo tem certeza de como usar.

Na escrita formal, o travessão é usado para marcar informação ou ideias que não são essenciais para uma compreensão do resto da frase. Por exemplo, você poderia ver: Uma vez que eu tenha uma tarde livre — eu estive completamente ocupado — eu encontrarei você para o almoço.

No entanto, tornou-se bastante comum ver o travessão usado em frases no lugar de outros sinais de pontuação, como em: Depende de quando você gostaria de visitar — estou em casa durante todo o mês de outubro. (Você poderia alternadamente usar um ponto-e-vírgula nesse caso.)

Mesmo que travessões sejam comuns na escrita informal, como e-mails pessoais ou blogues, é melhor usá-los com moderação ao escrever formalmente.

Original em inglês: "6 punctuation marks you might be using incorrectly", OxfordWords blog, http://blog.oxforddictionaries.com/2015/05/punctuation-marks-incorrect-use.

Tradução e adaptação: Abigail Pereira Aranha

Original text in English reproduced without licentiousness movies at Men of Worth Newspaper: "6 punctuation marks you might be using incorrectly", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2017/03/6-punctuation-marks-you-might-be-using-incorrectly.html.
Original text in English reproduced with licentiousness movies at Periódico de Los Hombres de Valía: "6 punctuation marks you might be using incorrectly", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2017/03/6-punctuation-marks-you-might-be-using.html.
Este texto em português sem filmes de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: "5 sinais de pontuação que você pode estar usando incorretamente", http://avezdasmulheres.over-blog.com/2017/03/5-sinais-de-pontuacao-que-voce-pode-estar-usando-incorretamente.html.
Este texto em português com filmes de putaria no A Vez dos Homens que Prestam: "5 sinais de pontuação que você pode estar usando incorretamente", http://avezdoshomens.blogspot.com/2017/03/5-sinais-de-pontuacao-que-voce-pode.html.
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Mz. Buttaworth, le mia insegnante di Fisica del 2° periodo

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