terça-feira, 9 de setembro de 2014

Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 3: vai rolar uma putaria?

Abigail Pereira Aranha

MC Britney explica inspiração do hit "Casa do Seu Zé": "Velho safado!"

A funkeira disse que escreveu o funk em homenagem a um vizinho que já morreu.

imagem da matéria

MC Britney (foto: Tatiana Machado - BEAT98)

MC Britney é sucesso nos principais bailes com o hit “Casa do Seu Zé”. Na letra, ela diz que por lá rola uma ousadia. Na vida real, o tal seu Zé já existiu mesmo. MC Britney disse no Som do Galerão que o cara era vizinho dela e sempre via uma movimentação grande de meninas nas festas que ele costumava organizar em casa:

- Velho safado! Eu fiz a música porque tinha um vizinho que sempre chamava as meninas para as festas na casa dele. Era um velho safado! – disse MC Britney para DJ Tubarão e Paulo Beto.

MC Britney diz que nunca foi nas festinhas na casa do seu Zé. A composição surgiu depois de trocar uma ideia com algumas das meninas que já tinham ido lá.

- Eu nunca fui, mas conheço gente que ia e contava cada história... – disse MC Britney.

A funkeira vai agitar a galera no aniversário de 6 anos da Rádio BEAT98 com esse e outros hits, dia 4 de maio, na West Show, no Mauá de São Gonçalo, e na Quadra da União da Ilha. Não perca!


MC Britney (foto: Tatiana Machado - BEAT98)


MC Britney e DJ Tubarão (foto: Tatiana Machado - BEAT98)


Paulo Beto, MC Britney e DJ Tubarão (foto: Tatiana Machado - BEAT98)

BEAT98, 10/04/2014, http://beat98.globoradio.globo.com/beatnews/materia/2014/04/10/MC-BRITNEY-EXPLICA-INSPIRACAO-DO-HIT-CASA-DO-SEU-ZE-VELHO-SAFADO.htm

Pessoal, a letra da música foi trocada no vídeo oficial (acima), e isso tem a ver com o assunto do texto

Primeira vez que vejo uma música ter um clipe oficial com uma letra que não é. A letra é esta, para quem não conhece:

Casa do Seu Zé

Mc Britney

Hoje na casa do seu Zé vai rolar uma putaria

Tava cheia de novinha doida pra fazer orgia

Uma fudia no chão, outra em cima da pia

Na casa do seu Zé vai rolar uma putaria

Os leitores habituais não se preocupem: este blogue não vai colocar funk carioca na linha editorial, só pornografia e apologia à fornicação, hehehehe.

Nota sobre a parte da pia: eu que sou um pouco mais robusta (ver foto) não posso montar em cima de uma pia, um dia que eu e quatro amigos estávamos em casa na cozinha, fazendo um bolo de milho com queijo, eu estava com avental tentei brincar de colocar os quatro em fila me comendo por trás apoiada na pia, eu de bunda empinada (eu estava só de avental, hehehehe). Já que o bolo estava assando, fomos pro sofá da sala mesmo, porque a posição apoiada na pia estava horrível, pior que rapidinha no banheiro.

A safadeza na vida cotidiana... ou a falta dela

O Pentateuco foi escrito com pena de morte para adúlteros (Levítico 20:10) e até para mulher que não se casava virgem (Deuteronômio 22:13, 14, 20, 21). Se a data tradicional estiver certa, os livros são do século XVI a. C, e o sexo fora do casamento sobreviveu de lá até hoje. O mercado da prostituição e o da pornografia só existem porque os homens além de sempre gostarem de sexo, geralmente sempre trabalharam para ganhar o próprio dinheiro. Também por isso o adultério sobreviveu.

Sempre foi difícil para um rapaz honesto e gentil fazer sexo com uma mulher, ou beijar ou até olhar para ela. Antigamente, uma mulher se sentia honrada demais para mostrar o corpo para um homem que presta (mostrar "o corpo" nem precisa ser muita coisa, conforme a época podia ser até tirar as luvas das mãos). Ou aceitar um olhar dele, ou sorrir para ele, ou até responder quando ele lhe dirigia a palavra. Ainda hoje é assim até entre mulheres "modernas". Pior: essas mulheres se sentiam muito honradas, que se valorizavam muito, não apenas para fazer isso, mas também porque se recusavam a fazer isso.

Mas quando uma lesbonazista com diploma de historiadora ou socióloga fala de prostituição, é quase certo que ela faça como a senhora Maria Regina Cândido, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro: primeiro, contar aquela lenda de que no começo a sociedade era matriarcal e os homens maus instituíram o patriarcado; segundo, mostrar que a repressão à prostituição foi uma política dos homens para reprimir a sexualidade das mulheres (e não o contrário, já vou chegar neste ponto); terceiro, dizer que foram as feministas que conseguiram a liberação sexual (mentira, também vou chegar nesse ponto).

Mas nessas especulações sempre falta a resposta de uma pergunta óbvia, e o amigo leitor não se ofenda se não parou para pensar nela: se os homens assumiram o poder na sociedade e querem controlar a sexualidade das mulheres, por que eles reprimem essa sexualidade em vez de incentivá-la? Por que, por séculos seguidos, homens impediram outros homens de fazer sexo com as irmãs ou as filhas? Por que, por séculos seguidos, homens denunciaram ou prenderam outros homens porque procuravam ou mantinham serviços de prostitutas? Escrevi sobre isso em 12 de fevereiro de 2011: "O machismo foi criado pelas mulheres – parte 4: se colocarmos o título certo, você pode não conseguir ler este texto (ou: por que uma sociedade machista discrimina a prostituição e a pornografia?)".

A sexualidade masculina como caso de polícia

E o sexo de qualidade, ou o próprio sexo, sempre foi quase impossível na vida real para homens honestos comuns. No Código Penal brasileiro de 1890, por exemplo, uma foda podia ser caso de polícia. Vamos ver:

TITULO VIII

Dos crimes contra a segurança da honra e honestidade das familias e do ultraje publico ao pudor

CAPITULO I

DA VIOLENCIA CARNAL

Art. 267. Deflorar mulher de menor idade, empregando seducção, engano ou fraude:

Pena - de prisão cellular por um a quatro annos.

CAPITULO II

DO RAPTO

Art. 270. Tirar do lar domestico, para fim libidinoso, qualquer mulher honesta, de maior ou menor idade, solteira, casada ou viuva, attrahindo-a por seducção ou emboscada, ou obrigando-a por violencia, não se verificando a satisfação dos gosos genesicos:

Pena - de prisão cellular por um a quatro annos.

§ 1º Si a raptada for maior de 16 e menor de 21 annos, e prestar o seu consentimento:

Pena - de prisão cellular por um a tres annos.

Art. 271. Si o rapto, sem ter attentado contra o pudor e honestidade da raptada, restituir-lhe a liberdade, reconduzindo-a á casa donde a tirou, ou collocando-a em logar seguro e á disposição da familia, soffrerá a pena de prisão cellular por seis mezes a um anno.

Art. 273. As penas estabelecidas para qualquer destes crimes serão applicadas com augmento da sexta parte:

(...) 2º, si for casado;

3º, si for criado, ou domestico da offendida, ou de pessoa de sua familia.

CAPITULO III

DO LENOCINIO

Art. 277. Excitar, favorecer, ou facilitar a prostituição de alguem para satisfazer desejos deshonestos ou paixões lascivas de outrem:

Pena - de prisão cellular por um a dous annos.

CAPITULO IV

DO ADULTERIO OU INFIDELIDADE CONJUGAL

Art. 279. A mulher casada que commetter adulterio será punida com a pena de prisão cellular por um a tres annos.

§ 1º Em igual pena incorrerá:

1º O marido que tiver concubina teuda e manteuda;

2º A concubina;

3º O co-réo adultero.

No Código Penal brasileiro original, Decreto-lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940, não melhorou muito. Título VI (Dos Crimes Contra Os Costumes), Capítulo II (Da Sedução E Da Corrupção De Menores), artigo 217: "Seduzir mulher virgem, menor de 18 (dezoito) anos e maior de 14 (catorze), e ter com ela conjunção carnal, aproveitando-se de sua inexperiência ou justificável confiança: Pena - reclusão, de dois a quatro anos". Capítulo III (Do Rapto): "Rapto consensual. Art. 220 - Se a raptada é maior de catorze anos e menor de vinte e um, e o rapto se dá com seu consentimento: Pena - detenção, de um a três anos. Art. 221 - É diminuída de um terço a pena, se o rapto é para fim de casamento, e de metade, se o agente, sem ter praticado com a vítima qualquer ato libidinoso, a restitue à liberdade ou a coloca em lugar seguro, à disposição da família". Título VII (Dos Crimes Contra A Família), Capítulo I (Dos Crimes Contra O Casamento), artigo 240: "Cometer adultério: Pena - detenção, de quinze dias a seis meses". Tudo isso só foi revogado pela Lei nº 11.106, de 2005. "Favorecimento da prostituição. Art. 228 - Induzir ou atrair alguém à prostituição, facilitá-la ou impedir que alguém a abandone: Pena - reclusão, de dois a cinco anos". Artigo 229: "Manter, por conta própria ou de terceiro, casa de prostituição ou lugar destinado a encontros para fim libidinoso, haja, ou não, intuito de lucro ou mediação direta do proprietário ou gerente: Pena - reclusão, de dois a cinco anos, e multa". Isso só foi revogado mais tarde ainda, pela Lei nº 12.015, de 2009.

Todos aqueles artigos, com exceção daqueles do adultério, eram para penalizar o homem pelo exercício da sexualidade em todo o século XX. E por que eu não estou falando das mulheres? Primeiro, porque os feministas já falam muito. Segundo, já vou mostrar.

O Código Penal brasileiro de 1890 diminuía a pena por estupro se a vítima era prostituta: para punir quem?

Vamos imaginar um caso. A Abigail já era uma jovem boazuda de 23 anos em algum ano depois de 1891 e antes de 1942, ela era casada e tinha um marido maravilhoso, a esposa arrumava pra ele uns adultérios bem selecionados e ele ajudava a ela a trabalhar na prostituição. Aí, um dia a Abigail é estuprada por três homens e foi provado que além de ela ser prostituta, o marido ainda ajudava a mocinha no ramo. Vamos ao Código Penal de 1890:

Art. 277. Excitar, favorecer, ou facilitar a prostituição de alguem para satisfazer desejos deshonestos ou paixões lascivas de outrem:

Paragrapho unico. Si este crime for commettido por ascendente em relação á descendente, por tutor, curador ou pessoa encarregada da educação ou guarda de algum menor com relação a este; pelo marido com relação á sua propria mulher:

Pena - de prisão cellular por dous a quatro annos.

Art. 268. Estuprar mulher virgem ou não, mas honesta:

Pena - de prisão cellular por um a seis annos.

§ 1º Si a estuprada for mulher publica ou prostituta:

Pena - de prisão cellular por seis mezes a dous annos.

§ 2º Si o crime for praticado com o concurso de duas ou mais pessoas, a pena será augmentada da quarta parte.

Portanto, a pena mínima para o marido da Abigail por ter apoiado o trabalho dela como prostituta é quase a máxima para os estupradores dela. E a pena mínima para esses estupradores é 37,5% a menos do que a máxima que eles teriam se a Abigail fosse uma "mulher honesta" e fosse raptada por um deles sem acontecer safadeza nenhuma (art. 271).

Para algumas feministas, aquele parágrafo do Código Penal de 1890 que diminui a pena para o estupro se a vítima é prostituta é para penalizar a sexualidade da mulher. E elas estão... quase certas. De todas as punições nessa área, aquela e a do adultério são as únicas para mulheres com atividade sexual. Vamos voltar naquela seleção dos códigos penais e conferir: no Brasil em todo o século XX, o homem podia ser punido por procurar sexo ou facilitar a oferta sexual de mulheres a outros homens, a mulher podia ser punida por oferecer sexo aos homens fora do casamento. Ainda volto a esse ponto.

Mas falando em prostituição, hoje até melhorou um bocado, mas quem conhece a zona sabe que não temos muitas beldades por lá. Aliás, é difícil até achar uma puta agradável no trato. Geralmente, as moças que caem na prostituição caíram mesmo: baixa escolaridade, desempregadas, mães solteiras, viciadas em álcool (ou coisa pior), e ainda feias pra caralho (de rosto e de corpo). As melhorzinhas, quando viram prostitutas, pegam os VIP’s, quando não viram amantes de velhotes patetas com algum patrimônio. Mas aquelas no fundo do poço vão tentar ganhar a vida oferecendo o que sobra pros caras com menos dinheiro. Ou seja, a mulher é uma múmia ou uma baleia alcoólatra, não muito gentil, nenhum cara cretino quis pra sustentar, oferece um sexo rápido e sem graça pelo mais caro que pode, o homem trabalhador pobre pode passar a vida sexual até os 30 anos comendo esse tipo pra não se humilhar ainda mais para conquistar uma mulher mediana ainda mais desagradável e frígida, e quem está numa situação humilhante é ela. Não que o homem de caráter sem muito dinheiro não esteja sendo quase cuspido, mas ela de certa forma também está. Já volto neste ponto.

Putaria e o que isso tem a ver com as Mulheres Contra o Feminismo

O leitor já deve ter visto, principalmente se for da Real, como amizades entre homem e mulher são pobres para os homens. Mesmo que a mulher tenha dois ou três diplomas universitários, conversas decentes não são comuns, e mesmo nelas não é difícil a madame falar bobagens. Nós quase sempre vemos elas falando delas mesmas e os rapazes ouvindo ou aconselhando, inclusive sobre cafajestes que pisam nelas ou namorados desonrados que elas manipulam. Nós também vemos homens heterossexuais que acham a amiga, digamos, agradável e têm uma vergonha diante dela que ela mesma impõe. Nós também já vimos mulheres terminando uma dessas amizades ou limitando contatos na primeira picuinha que o rapaz disse ou fez alguma coisa que ela entendeu conteúdo sexual, ou por que o namorado babaca ciumento mandou, ou por alguma miudeza. Mas nós dificilmente vemos amizade entre homem e mulher, aliás nem namoro de mulher com homem honesto, que chegue perto da intimidade, da alegria, do respeito mútuo e do um fazer pelo outro de uma amizade entre homens típica.

Aliás, vamos ver as militantes feministas de hoje. No máximo, belezas medianas. Além disso, geralmente lésbicas intratáveis que tentam parecer repulsivas (as feias, até mais repulsivas do que já são) e quando têm alguma formação de gente produtiva, o diploma parece que só serve para disfarçar a mediocridade intelectual e o parasitismo da militante. Tá bom, as feministas do século XIX eram um pouco melhorzinhas de rosto e não pareciam lésbicas psicopatas. Mas uma população masculina machista, todos os cargos de poder e influência ocupados por homens, o que teria feito nas primeiras manifestações em que foi importunada por um bando de lésbicas horrendas ofendendo os homens como grupo em nome das mulheres? Esquartejar umas líderes para exibir em praça pública como fizeram com Tiradentes ou dar a elas o que elas querem? Mas se elas conseguem pressionar por alguma coisa e, para começar, ser levadas a sério, isso mesmo já prova o contrário de um mantra delas: que a mulher é tratada pelos homens em geral como objeto sexual. Se tal movimento foi bem sucedido, é exatamente porque os homens, mesmo que não dispensassem um bom sexo, não classificavam as mulheres exclusivamente pelos atrativos físicos ou pela expectativa sexual.

Mesmo hoje no Brasil, onde a prostituição deixou de ser crime, se eu for prostituta, não posso manter um outro trabalho (se eu tiver e descobrirem eu perco), minha família não pode descobrir, é bom eu trabalhar em outra cidade, pode ser bom até eu me identificar com outro nome. É mais seguro usar drogas ilícitas no centro da cidade do que ser prostituta. E boa parte das ameaças e das agressões contra prostitutas vêm de mulheres casadas. E por que algumas prostitutas tinham que se submeter a rufiões, algumas eram até reféns do crime organizado? Exatamente porque a prostituição era contra a lei por si só, então as mulheres sozinhas, donos de pontos e em alguns lugares até os clientes podiam ser presos ou ameaçados por funcionários públicos e policiais corruptos. E mesmo quando e onde a prostituição não é crime, ou até onde é regulamentada, ainda não é uma profissão normal, na visão popular. Se a filha virar prostituta, a mãe não vai apoiar nem ficar orgulhosa, no máximo aceita. Aliás, parece que a mãe vai se sentir melhor se a filha chegar na "vida" porque precisa, não porque gosta.

E o que eu disse aqui sobre prostituição também se aplica em boa parte, fora a parte legal, à pornografia.

Parece que eu misturei um tanto de coisas e não cheguei na pergunta: o que a safadeza tem a ver com a mulher ser contra o Feminismo?

Não é que as mulheres sejam naturalmente burras ou mau caráter, mas no Ginocentrismo, e mais ainda no Feminismo, a mulher é mais do que mimada só por ser mulher, ela é incentivada a oferecer e se desenvolver pouco. Pior que isso: no Ginocentrismo, e mais ainda no Feminismo, a mulher pode oferecer pouco aos homens e ao seu entorno, pode mais tirar do que acrescenta, pode ser protegida de oferecer o que pode ou deve e ainda pode atrapalhar outras mulheres de oferecer o que ela não oferece.

A questão sexual não resume o que uma mulher é e pode oferecer aos homens, mas é ilustrativa da canalhice do relacionamento das mulheres em geral com os homens e o seu grupo social. Já sei o que algum@s leitor@s estão pensando: você mulher pode ter respeito por si mesma sem deixar de levar rola. Outra: tratar doença venérea como castigo divino é resgatar o pior da Baixa Idade Média.

A mulher feminista se diz defensora da liberdade sexual mas você nunca viu uma delas falar em sexo hétero. A mulher que é antifeminista porque é conservadora diz que o Feminismo propaga a promiscuidade. A mulher feminista diz que essa mulher é uma recalcada.

O homem que atende as feministas ou se junta a elas acha que pensar em sexo com elas é desrespeito, isso se elas dão a possibilidade de pensar em sexo com elas. O homem que está com uma ou várias mulheres tradicionais também acha que pensar em sexo com elas é desrespeito.

O homem feminista espera pouco das mulheres feministas, o homem que quer se casar com uma mulher tradicional espera pouco dela. Mas os dois tipos de mulher costumam detestar as mulheres sem-vergonha. Eu abordei em "O Puritano-Feminismo episódio 17": as mulheres tradicionais / machistas / patriarcais / misóginas acusam as mulheres sexualmente liberais de servirem ao Feminismo e ao Socialismo, as mulheres feministas acusam as mulheres sexualmente liberais de servirem ao machismo / patriarcado.

Eu estou escrevendo esse texto enorme sobre sexo, mas, como eu disse, isso não é tudo que a mulher pode dar ao homem. E eu nem penso tanto nisso. Juro. É que uma mulher pode ser contra o Feminismo por dois motivos: porque ela vê que o Feminismo está destruindo a sociedade estilo meados do século XX ou porque ela rejeita o Ginocentrismo. No primeiro caso, essa mulher não quer oferecer aos homens, ela quer preservar esse estilo de vida que é bom para ela em alguma coisa. Talvez vamos ver uma mulher assim trabalhando duro e dando a cara a tapa numa militância antifeminista, antissocialista e pró-tradicionalismo. Mas o que ela está disposta a oferecer aos homens que prestam em geral vai até algum ponto antes de uma bela foda. Por isso ela pode encerrar uma amizade se o amigo fizer uma piada que possa ter sentido sexual. Por isso ela talvez defenda o sexo apenas depois do casamento. Mas a mulher que rejeita o Ginocentrismo tem horror a receber muito mais do que dá. Quando ela não pode evitar receber muito mais do que dá, tem a gratidão de oferecer o que pode para quem merece. E por que não oferecer sexo, ou só um ato libidinoso, quando não há grandes motivos para não fazê-lo? Eu posso encontrar um homem que vai me julgar mal se eu for muito assanhada. Eu posso encontrar um homem que não mereça esse deleite da carne, pelo menos comigo. Eu posso encontrar um homem perigoso. Então, melhor eu desistir, de preferência nem insinuar. Mas eu posso encontrar um homem bacana. Aí ele me oferece uma carona até em casa, por que não chamá-lo pra dentro pra tomar um café e eu engolir a pica dele? Ou ele é um atendente muito simpático de um estabelecimento aonde vou com frequência, por que não fazer uma visita a ele na casa dele, ou chamá-lo pra um passeio num dia de folga pra dar uma foda? Os colegas do trabalho em grupo de faculdade, se eles são tão estudiosos e participam tanto quanto eu, por que não aproveitar o intervalo dos estudos pra uma DP (dupla penetração)? Eu vou merecer mais respeito se eu não transar com aquele(s) rapaz(es)? Eu estou me protegendo de alguma coisa, ou dele(s)? Eu disse e repito: eu não sou ninfomaníaca. E também repito: há várias coisas boas que uma mulher oferecer a um homem além de safadeza. Mas a questão é: por que não oferecer sexo? Veja bem, isso é mesmo uma pergunta. E talvez nem sempre haja a resposta. Hehehehe!

Abaixo o Feminismo e viva a putaria!

Apêndice

Trechos do que eu escrevi em "Quem não é contra o lesbocomunismo é parte dele – parte 2: de onde saíram tantas mulheres contra o feminismo?", 26 de fevereiro

(http://avezdasmulheres.blog.com/2014/02/26/quem-nao-e-contra-o-comunismo-e-parte-dele-parte-2)

Eu defino Feminismo como justificar tudo que uma mulher é e faz, dar todo o suporte a toda a baixeza de espírito dela, dar a ela os direitos que ela tem e os que não tem só por ela ser mulher e defender o que satisfaz ou beneficia às piores mulheres como regra para a sociedade como um todo. (...)

(...) Explicando melhor: ser contra pelo menos parte do Feminismo virou obrigação psiquiátrica para pessoas comuns e agora até estratégica para quem não tem patrimônio moral; defender o Feminismo na íntegra é coisa de lésbicas insensatas, sindicalistas e homens frouxos esquizofrênicos.

(...) Uma mulher deve muito aos homens, principalmente aos homens que prestam, inclusive a oportunidade de fazer feminismo no mundo desenvolvido. Se uma mulher não está interessada em fazer mais pela sociedade, principalmente os homens que prestam, do que a sociedade faz por ela, ou, no pior dos casos, recebe mais da sociedade ou dos homens bons do que dá a eles sem ter vergonha, humildade ou gratidão, ela deve ser classificada como feminista.

Trechos do que eu escrevi em "Minha vida sexual não me desqualifica", em 27 de agosto de 2009

(http://avezdasmulheres.blog.com/2012/09/12/minha-vida-sexual-nao-me-desqualifica)

Eu nunca fui prostituta, eu transo com vários por prazer mesmo, e isso não me desqualifica. O que desqualifica uma mulher é ela se separar metendo a mão no patrimônio do marido e ainda jogar os filhos contra o pai ganhando pensão dele.

Eu já desvirginei rapazes que tinham namorada que amarrava sexo até o casamento, e isso não me desqualifica. O que desqualifica uma mulher é ela engravidar pra prender um homem ou ganhar pensão.

(...) Eu tenho vários amigos homens que transam comigo e todos eles gostam de mim pelo que eu sou e pelo sexo, e isso não me desqualifica. O que desqualifica uma mulher é ela ter um marido que só está com ela por causa dos filhos.

(...) Dizem que eu sou muito bonita e atraente, mas eu não dou uma de gostosona quando um gatinho chega junto, e se eu vir que vale a pena eu dou pra ele sem frescura, e isso não me desqualifica. O que desqualifica uma mulher é ela achar que ser mulher bonita e ter um corpo bonito dá o direito de ela ter o defeito que quiser.

(...) Eu vejo muita coisa boa e produtiva na internet, e também estou num grupo de foto de homem pelado, e isso não me desqualifica. O que desqualifica uma mulher é ela cuidar muito do cabelo e pouco do que tem na cabeça.

(...) Eu perdi minha virgindade aos 14 anos com dois rapazes, e isso não me desqualifica. O que desqualifica uma mulher é ela achar que o valor e o caráter de uma mulher têm a ver com ela gostar de sexo.

Trechos do que eu escrevi em "O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 2: minha previsão do futuro do antifeminismo", 06 de dezembro de 2012

(http://avezdasmulheres.blog.com/2012/12/06/antifeminismo-comandado-pelas-mulheres-parte-2)

Eu descobri as pérolas da parte 1 de um ano pra cá. Aí eu fiquei meio chateada porque até uns dois anos atrás, eu era quase a única mulher que denunciava o feminismo e a canalhice feminina em geral, e tinha isso como diretriz de um trabalho na internet. Fora isso, era só uma mulher ou outra com talvez um ou outro texto sobre algum ponto específico. Quando eu comecei o trabalho em 2006, eu fiz isso apenas por amor à ética e ódio à imaturidade das mulheres em geral. Vi algumas coisinhas erradas, achei que isso devia ser mais discutido e eu mesma decidi colocar certas coisas às claras. Mas o que me deixou chateada não foi perder o monopólio da defesa do caráter, da maturidade, do ateísmo, da anarquia e da putaria por uma mulher. Foi que em primeiro lugar a coisa era pior do que eu pensava no começo, em segundo lugar algumas mulheres de medianas para cima que não fariam (e não fizeram) o que eu fiz em 2006 acharam que a coisa estava feia demais para continuarem não dando a cara a tapa.

(...) E por que as mulheres podem ser as principais responsáveis por parar (embora não destruir) o feminismo? Por um lado, pelo lado bom do feminismo (para as mulheres medíocres): o feminismo busca poder para as mulheres apenas por serem mulheres. O masculinismo é um movimento reativo, que luta para que os homens não sejam prejudicados só por serem homens. Pelo outro lado, pelo lado mau do feminismo (para todos): o destaque social de cada vez mais mulheres medíocres ou de mau caráter vai destruir os homens, prejudicar a coletividade como um todo e colocar as mulheres umas contra as outras. Teremos mulheres passando dificuldade financeira porque o marido foi destruído financeiramente pela ex-mulher que está ganhando pensão, e lutando contra a pensão alimentícia. Teremos mulheres contra o aborto. Teremos mulheres lutando contra a discriminação de outras mulheres no mercado de trabalho.

Mas toda esta luta não vai ser movida por princípios éticos elevados ou amor ao próximo, pelo menos não necessariamente. (...) As mulheres numa fase avançada do feminismo vão ser vítimas da máquina feminista, das leis feministas, de si mesmas ou umas das outras. Ou, com um pouco mais de juízo, podem se antecipar a isto e fazerem as suas mudanças pessoais e tentar melhorar um pouco o mundo. Num futuro próximo, podemos ter a maioria dos homens ouvindo falar de antifeminismo ou de direitos dos homens pela primeira vez através de uma mulher. Algumas mulheres antifeministas podem agir por motivos um pouco mais nobres que egoísmo contrariado ou até mesmo por arcaísmos como religião e valorização da família e da moral vitoriana. Mas talvez elas comecem a agir antes que os homens percebam o que está acontecendo - talvez eles estejam começando a ser exterminados ou abortados em massa até lá.

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