domingo, 18 de janeiro de 2015

Suicídio de reputações

Abigail Pereira Aranha

A nossa geração e a geração passada inteiras, com honrosas exceções, estão deixando de herança um lugar na lata de lixo da História e um mundo para os filhos morrerem consertando. Até a militância esquerdista já foi mais nobre e inteligente.

Sim, foi o movimento socialista que nos trouxe essa encrenca, mas no Brasil há 50 anos atrás, ou mesmo há 20 ou 30, até a militância de esquerda tinha pessoas inteligentes, bem informadas, e com alguma decência de caráter. Hoje, a militância socialista é formada de vigaristas, bandidos comuns, funcionários públicos medíocres, políticos ordinários, viciados em drogas, analfabetos funcionais, lésbicas toscas, manginas e parasitas profissionais. Se alguma pessoa com bom raciocínio e caráter ainda estiver lá, vai sair ou ser expulsa em breve. No caso do Feminismo, mesmo acobertando o discurso de ódio, o ambiente feminista ainda tinha gente intelectualmente decente com bom coração, e quase toda a oposição ao discurso das feministas era "machistas" dizendo asneiras depreciativas, pais e maridos cretinos possessivos e puritanos mostrando horror ao diferente. Já haviam mulheres ex-feministas com denúncias que os antifeministas trazem hoje, e já haviam livros feministas com mensagens de ódio aos homens, mas muitos cristãos preferiram combater o Feminismo na base da exaltação do atraso e da antissexualidade. Ou pior: ainda na década de 90, até pastores de igrejas cristãs tradicionais fizeram pregações de tendência feminista. Por isso, até a década de 2000 ainda tínhamos muita gente boa se associando às feministas, gente boa que talvez só descobrisse o que o Feminismo realmente é depois de um baque já dentro do ambiente da militância. Hoje, visto que não há comunidade ou página feminista onde não seja visível que o lesbianismo psicótico e o pavor de homem são no mínimo tolerados, só lésbicas paranóicas e puritanas anorgásmicas podem pensar em se associar às lesbofeministas.

A militância socialista já teve jornalistas e professores que, mesmo trapaceando, escreviam bem, que apresentavam, na pior das hipóteses, falácias e mentiras que davam trabalho de pesquisa e interpretação para desmascarar. Hoje, um pós-graduado com mentalidade socialista não escreve um texto de uma lauda sem citar um absurdo inverossímil como fato do mundo real, sem citar uma estatística grosseiramente falsa ou sem provar em um parágrafo o contrário do que disse em outro. Não raro, com erros aterrorizantes de escrita. Como essa pessoa não tem talento intelectual, não tem os princípios éticos de um cidadão comum da década de 60 e não tem mérito para uma carreira profissional honesta, começou a difamar qualquer coisa e pessoa que não se ajoelha diante da esquerda (de pouco tempo pra cá, ataques até contra outros esquerdistas) mal se firmou em um emprego público, da máquina esquerdista ou de uma empresa privada que rasteja por verbas públicas. Não é mais luta de socialistas contra liberais, é um bando de boçais, já vencedores e bem instalados, atacando todos acima deles próprios para se garantirem onde estão ou crescerem num sistema onde o mérito e a decência trazem maldição em vez de benção. Então, mal lendo um artigo ou duas postagens em redes sociais e percebendo que o autor não é alguém da tribo, basta isso para um destes rotular o outro de fascista, machista, racista e, com os rótulos, dizer o que o outro pensa sem ouvir ou ler de fonte primária. Para dar um exemplo, quantos homens contrários ao Movimento LGBT manifestos heterossexuais já foram chamados de gays? Em vários países hoje, até jornalistas da suposta mídia da elite não sabem o que é descrever o que uma pessoa diz ou pensa consultando o que ela própria diz, ou o que é descrever um evento real colhendo informações do tal evento primeiro e analisando depois (e os erros são para o lado direito e o lado esquerdo). E mais: por aqui, "leia mais" é sinônimo de "você apresentou argumentos irrefutáveis ou que eu não tenho condições de responder".

Um exemplo comum no Brasil. Um babaca que se identifica como Carlos Eduardo aparece em todos os vídeos com o professor, jornalista e filósofo brasileiro Olavo de Carvalho para perturbar. Aliás, o Olavo sabe o que é ter dezenas de livros, mais de mil artigos publicados em grandes jornais do Brasil e dezenas de vídeos de uma hora e meia no Youtube para um paspalho qualquer pegar um vídeo de uma hora e meia, criar um espantalho com um fragmento de um ou dois minutos, bater no espantalho por vinte e fazer daquilo o vídeo mais acessado do canal dele no Youtube, talvez o único com mais de 1.000 acessos (analogamente, também vale para blogues citando trechos sem referência de terceira mão). Pois bem, eu, que leio o perfil do Olavo de Carvalho no Facebook de vez em quando, vi uma postagem lá em dezembro, depois vi um comentário deste Carlos Eduardo um mês depois na postagem "Oposição em franco crescimento: Olavo de Carvalho termina o ano como um dos tops no Twitter", no Epoch Times (de Robson A. D. Silva, publicada originalmente na Revista Militar). Tive que zoar o sujeito. Vou transcrever o texto da imagem:

https://www.facebook.com/carvalho.olavo/photos/a.275188992633182.1073741828.275181425967272/412697712215642

Olavo de Carvalho

Uma "intervenção militar" pode derrubar um presidente, mas nunca se viu intervenção militar que se voltasse ao mesmo tempo contra o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, e isto sem contar nem mesmo com algum apoio civil organizado. O fenômeno -- inédito no mundo -- do aparelhamento total do Estado exige reações inventivas e não o apelo a um automatismo saudosista. Os militares, com certeza, terão algum papel a desempenhar no conjunto, mas primeiro é preciso HAVER o conjunto. O atual movimento de protesto é sem dúvida a semente de uma gigantesca aliança de oposição, mas uma semente não é ainda uma árvore. Encerradas as décadas de passividade inerme e atônita, os próximos anos parecem anunciar que serão uma escalada de heroísmo. Pela primeira vez na nossa História ("nunca ântef na iftória dêfte paíf") a sociedade civil se mobiliza espontaneamente, sem ser esporeada por organizações bilionárias. O povo brasileiro está começando a descobrir que é um povo, e, independentemente das dificuldades que ainda serão muitas, ISSO É O MELHOR QUE PODERIA ACONTECER.

4 de dezembro de 2014

[Minha "arte":]

Olha eu aqui em 04/01/2015 para desconstruir Olavo de Carvalho, hahahahahahahahaha. E ele acha que vai diminuir o que eu digo sobre ele só porque ele mesmo disse o contrário um mês antes no próprio perfil do Facebook numa postagem pública?! Hahahahahahahahaha! Eu não leio o que você escreve, eu POSTO sobre o que você escreve. Deu pra entender? Hahahahahahahahaha! Mas que pena eu tenho de você! Hahahahahahahahaha!

https://www.epochtimes.com.br/oposicao-franco-crescimento-olavo-carvalho-termina-ano-como-tops-twitter

Oposição em franco crescimento: Olavo de Carvalho termina o ano como um dos tops no Twitter

Carlos Eduardo

Astrólogo Olavo de Carvalho

INTERVENÇÃO MILITAR

Somente os militares podem salvar o Brasil dos comunistas

Mesmo no Brasil da década de 90, a militância esquerdista já condenou coisa melhor dentro dela própria. Mas o pior disso tudo nem é a militância. A pior parte é o cidadão comum típico. O pior não é o movimento socialista que assumiu até o Poder Executivo do governo formal do Brasil, o pior é a mentalidade socialista que domina o país. O leitor percebe que mentalidade socialista não exige adesão declarada ao Socialismo?

Você pode ver a mentalidade socialista na pessoa que só posta no Facebook sobre amenidades, futebol e banalidades pessoais compartilhando alguma porcaria de conteúdo lesbofeminista ou ambientalista. A mentalidade socialista pode ser uma coisa que qualquer criança pode receber na escola, mas, depois de certa altura da vida, é uma construção que exige no mínimo preguiça mental e covardia. E o pior é que quanto mais a pessoa tem o que fingir ou de que se envergonhar, mais ela se entrega à guerra contra a virtude genuína, indo desde a omissão até o afundamento moral, e daí para mais vergonha, mais sucesso imerecido e mais fragilidade, e daí para mais guerra à decência. E como o socialismo é a politização da pobreza de espírito, o indivíduo vai trocar a discussão política por conversas de refeitório sobre fins de semana movidos a álcool, música ruim e vadias vistas de longe; ou vai bajular chefes ou o governo socialista para poder proteger o seu cargo sem mérito de alguém que o mereça moralmente e profissionalmente.

Seção Viva a Putaria: vocês já notaram que uma coisa boa para derrubar gente qualificada de onde merece estar e gente desqualificada de onde já vai tarde é sexo? Uma funcionária com uma foto sensual ou um "vídeo íntimo" fora do trabalho é mais escandaloso e mais contra a ética do que mau atendimento, incompetência ou desvio de dinheiro. E por que isto? Não é gimnofobia nem ginofobia. A maioria das mulheres odeiam as mulheres que oferecem aos homens mais do que elas mesmas oferecem (nem que seja uma foto de um belo corpo). A maioria dos homens estão frustrados casados com estas mulheres e transformam esta frustração em raiva invejosa. Mesmo as mulheres bonitas, inclusive muitas na indústria adulta, mal passam de explorar o próprio capital erótico, para casamento, carreira facilitada ou renda. Os leitores brasileiros se lembram do caso da "Denise Furacão"? No Brasil, chegamos ao cúmulo de o governo federal desviar a atenção do caso Mensalão, que ia para sete anos sem ser julgado, pescando um vídeo sexual amador de uma funcionária pública desconhecida de Brasília de seis anos antes.

Se os netos dos jovens de hoje conhecerem a História de fim do século XX em diante e tiverem expectativa de recuperação, vão repudiar as mães solteiras que maldiziam os homens, o governo, a Igreja e a sociedade mas exigiam respeito dos filhos; vão repudiar os jornalistas que preferiram participar de ardis difamatórios ou escrever sobre amenidades por falta de capacidade ou de caráter para fazerem Jornalismo; vão repudiar os professores e pesquisadores universitários que calaram a verdade para garantir um emprego justificado por trabalhos acadêmicos que ninguém leu e aulas onde eles faltaram com frequência; vão repudiar os homens que se envergonhavam da heterossexualidade masculina e tornaram o Lesbonazismo possível; vão repudiar a geração que achava normal que um diploma de pós-graduação pudesse estar ao alcance de qualquer lésbica desagradável que não consegue lidar com duas frases discordantes; vão repudiar uma igreja evangélica que já teve uma reputação que não era atacada nem pelos piores inimigos e se permitiu ser um clube de vadias em fim de carreira e múmias neuróticas com horror ao prazer com um socialismo disfarçado de Evangelho; vão repudiar uma geração que só falou em transformação social para construir carreira sem mérito; vão repudiar uma geração que aceitava como descrição coerente da realidade que uma sociedade tinha leis contra o estupro, incentivava o estupro contra mulheres e reprimia a sexualidade feminina, isso dito por mulheres professoras de universidades financiadas com dinheiro público; vão repudiar os cidadãos comuns que entendiam liberdade de expressão como compartilhar amenidades e palhaçadas em redes sociais enquanto a verdadeira democracia estava sendo destruída por dentro. Aliás, podemos nos distrair um pouco de juntar capturas de tela mostrando que feministas odeiam os homens, que africanistas odeiam os brancos ricos honestos ou que amigos e inimigos apoiaram os socialistas quando eles destruíam a democracia por dentro: vamos juntar o que nós mesmos publicamos para podermos dizer "isso foi o que eu dizia enquanto esse país estava indo pra m...".

O ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior escreveu um livro tenebroso intitulado "Assassinato de Reputações" descrevendo como o Partido dos Trabalhadores usou o Poder Judiciário para bisbilhotar adversários e forjar material para represálias e linchamento moral. Perto do nível intelectual da esquerda na década de 2010, Romeu Tuma Júnior fez um favor à esquerda de preservação histórica.

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