sábado, 10 de janeiro de 2015

A imprensa brasileira não é Charlie Hebdo: aqui, jornalistas preferem morrer de joelhos a viver menos em pé

Abigail Pereira Aranha

Faz só 10 dias que eu publiquei em "Feliz Ano Novo, que quem desfrutou a festa arrume a bagunça" (http://jornaldohomem.blogspot.com.br/2014/12/feliz-ano-novo-que-quem-desfrutou-festa.html):

08) Eu quero ver jornalistas (melhor: colunistas) há muito tempo rápidos para demonizar antiesquerdistas, antifeministas, homens heterossexuais, burgueses, brancos e cristãos perdendo o emprego ou sendo ameaçados quando publicarem a primeiro texto verdadeiro e útil da carreira.

09) Eu quero ver jornalistas (melhor: colunistas) e chargistas que tentam transformar seus jornais em um Opinião Socialista publicando algo que lésbicas desocupad@s metidas a Polícia do Pensamento entendam como racista, machista ou homofóbico, e eles rastejando em explicações, desculpas e declarações de lealdade.

14) Eu quero ver quem achava que o imperialismo ianque ou o patriarcado judaico-cristão deviam acabar choramingando em conversa de banheiro por causa de muçulmano, chinês, chefe mulher ou cotista racial.

Eu já ia escrever outro texto sobre a miséria da imprensa brasileira (vale para outros países também, embora nem sempre cheguem ao ponto do Brasil) e aconteceu o caso do atentado ao jornal satírico francês Charlie Hebdo. Este caso provocou protestos na imprensa dos países desenvolvidos e nas ruas da França. Aqui não produziu só provas de que a imprensa e a televisão do Brasil praticamente se mataram, produziu provas também de que o Brasil está caminhando para ainda mais vergonha e insignificância diante do mundo do que já "conquistaram":

01) Manifestação do povo e da maioria dos jornalistas do Brasil, 2013: vandalizar lojas pedindo censura na mídia e mudanças no sistema político pra pior ou apoiar quem vandaliza. Manifestação de populares da França e de jornalistas estrangeiros nas redes sociais, 2015: cartazes "Eu Sou Charlie" ("Je sui Charlie") e luzes da Torre Eiffel desligadas.

02) Rachel Sheherazade comenta na rádio Jovem Pan e no blogue dela ("Je sui Charlie", 08 de janeiro, em http://rachelsheherazade.blogspot.com.br/2015/01/je-sui-charlie.html): "Há poucos veículos resistentes e independentes. É o caso da revista Veja, que, às vésperas da eleição publicou uma corajosa matéria denunciando a suposta ligação da então candidata Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula com o escândalo do Petrolão. Pela ousadia de informar seus leitores, a editora Abril pagou um alto preço. Teve a sede atacada por vândalos, num sinal claríssimo de intimidação à liberdade de expressão. No Brasil, o maior temor da imprensa livre não são os radicais islâmicos, mas os radicais da esquerda". Maíra Streit publica na lesboesquerdista revista Fórum, mesmo dia 08/01, 15:59: "Rachel Sheherazade compara Charlie Hebdo à 'corajosa' Veja" (http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/01/rachel-sheherazade-compara-charlie-hebdo-corajosa-veja). Deu o atalho para um vídeo no Youtube e a página principal do blogue, e citou a primeira frase, o começo da segunda (até "Veja") e a última frase do trecho que eu citei aqui. Mas isso foi o melhor que eu já vi em página esquerdista depois de Lola Aronovich dando atalho direto para um artigo do Olavo de Carvalho (vulgo "Olavão") no Diário do Comércio.

03) A citada Maíra Streit disse que "muitos profissionais da imprensa manifestaram solidariedade e consternação diante do episódio", mas, dos poucos brasileiros que fazem exatamente isto, ela pega uma pra atacar chamando de "oportunista".

04) James Cimino, do Lado Bi, comenta o texto da Fórum, não o que a jornalista disse realmente: "Porque para ser Charlie é preciso, antes de qualquer coisa, coragem. E não apenas a coragem de ser irreverente e às vezes até ofensivo. Mas coragem de defender, acima de tudo, aqueles que são oprimidos". Então os muçulmanos eram os opressores?! CQD (Como Queríamos Demonstrar)! E o gaysquerdista concorda que o Islamismo é opressor... dos LGBT ("'Veja', Mainardi, Moura Brasil, Sheherazade 'ne sont pas du tout Charlie'", http://www.ladobi.com/2015/01/charlie-hebdo).

05) O Pragmatismo Político copia o texto do Lado Bi, trocando o título para "Oportunistas da mídia brasileira se comparam a mortos do Charlie Hebdo" e os atalhos originais para fontes externas para atalhos para textos e etiquetas da própria página (http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/01/oportunistas-da-midia-brasileira-se-comparam-mortos-charlie-hebdo.html).

06) James Cimino disse que não faria um desenho do profeta Maomé na mesma postagem em que diz que "nenhum veículo de comunicação neste país teria colhões para publicar a charge em apoio ao casamento igualitário que ilustra este texto": Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo fazendo um "trenzinho". É a ilustração do que vários ditos humoristas brasileiros (e estadunidenses, por exemplo) já disseram, uma piada pronta.

07) Rodrigo Vianna, portal Fórum (http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/vasto-mundo/atentado-contra-cartunistas-da-charlie-hebdo-foi-ataque-extrema-esquerda-na-franca): "Atentado contra cartunistas da Charlie Hebdo foi ataque à extrema-esquerda na França". João Alexandre Peschanski, Brasil de Fato (http://www.brasildefato.com.br/node/30939): "Atentado contra a extrema-esquerda na França".

08) "'É cedo para responsabilizar grupos islâmicos pelo ataque em Paris', diz professor" (Brasil de Fato, no mesmo dia, http://www.brasildefato.com.br/node/30930). "Não podemos excluir, por exemplo, a possibilidade de ser um ataque da extrema-direita francesa". Mesmo que a Al Qaeda tenha assumido a responsabilidade dois dias depois.

09) Este professor é Reginaldo Nasser, especialista em Oriente Médio e colunista da Fórum, na qual ele deu entrevista intitulada "Quando é com o Islã, é organizado e ideológico; quando é com a extrema-direita, é individualizado" (http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/01/entrevista-reginaldo-nasser-ataque). Ele é professor de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. PUC que o pariu!

10) Agora vem o pior: todas essas coberturas de portais de esquerda foram melhores do que as da mídia liberal-fascista-cristã-gay-homofóbica.

11) Portal R7, no mesmo dia do atentado: "Turquia condena atentado de Paris e adverte sobre islamofobia na Europa" (07/01/15, http://noticias.r7.com/internacional/turquia-condena-atentado-de-paris-e-adverte-sobre-islamofobia-na-europa-07012015). Diogo Bercito, blogue Orientalíssimo, no portal da Folha de São Paulo: "o ataque desta semana foi realizado por três terroristas em um universo de milhões de muçulmanos" ("A mídia árabe sobre o 'Charlie Hebdo'", 09/01/15, http://orientalissimo.blogfolha.uol.com.br/2015/01/09/charliehebdo). Ah, é? Qualquer cara desanimado da vida que mate meia dúzia de mulheres tem algum mangina colunista ou blogueiro para associá-lo ao ativismo de Direitos dos Homens como quem soca um casaco nu'a mala arredondando de cheia. Mas assim como mulheres feministas não podem ter nem as tosquices do próprio ativismo associadas ao Feminismo, os muçulmanos não podem ser associados ao Islamismo por coisas toscas que não fazem sentido fora do Islamismo. E depois que UM homem canadense filho de um imigrante da Argélia entrou na Escola Politécnica de Montreal e matou 14 mulheres e feriu 13, quem falou que o país tinha milhões de homens? Foi criado o "Dia Nacional de Memória e Ação Contra a Violência Contra Mulheres" dois anos depois.

12) Povo brasileiro nas ruas em novembro de 2014, conforme Laura Capriglione, ex-Veja e Folha de São Paulo, no Yahoo Notícias: "predadores neonazistas" "acostumados a se esgueirar pela noite, sempre em bandos, em busca de homossexuais e negros andando desacompanhados (para cobrir de porradas, quem sabe matar)" (18/11/14, "Quem são os bandidos que batem em jornalistas e pedem o impeachment de Dilma", http://br.noticias.yahoo.com/blogs/laura-capriglione/quem-sao-os-bandidos-que-batem-em-jornalistas-enquanto-222941249.html). Bandidos pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff reeleita com urnas fraudadas com um Petrolão nas costas. Quem não é bandido, em vez de cuspir em uma jornalista que parece de jornaleco de DCE, lincha policiais e mata cinegrafistas.

13) E o que Laura Capriglione publicou sobre o atentado? Nada.

14) Matheus Pichonelli, do Yahoo Notícias, escreveu no dia 8 "Terror lá, estupidez aqui" (http://br.noticias.yahoo.com/blogs/matheus-pichonelli/terror-la-estupidez-aqui-124718557.html), que já estava pronto e ele enxertou alguma coisinha sobre o caso mais bem mais coisinhas para retratar mal os cristãos assumidos do Brasil. O atentado foi um "ato de insanidade", mas os cristãos são "os fanáticos de sempre, que usam púlpitos religiosos e publicações de gostos duvidosos para espalhar o mais ardiloso obscurantismo". Ah, me lembrei de um dado: foram trezentos e poucos casos de "homofobia" no Brasil em 2013, devem ser culpa da corrente dos 300 de Gideão.

15) 22 dias antes (17/12/14), o mesmo Bichonele escreveu "Bolsonaro e Sheherazade: ninguém merece" (http://br.noticias.yahoo.com/blogs/matheus-pichonelli/bolsonaro-e-sheerazade-dois-grandes-erros-121414720.html), este sim um texto inteiro, e grande, dedicado aos dois. Ele citou no outro texto alguém incitando estupro contra mulheres, mas ele não disse nada quando Paulo Ghiraldelli convidou alguém a estuprar a Rachel Sheherazade no ano passado. O Bichonele deve achar que ela merece ser amordaçada e estuprada.

16) Professor de Relações Internacionais da UERJ Williams Gonçalves, em entrevista ao G1: "era uma coisa previsível, quem faz uma provocação dessa não poderia esperar diferente" ("'Vivemos um momento de grande exacerbação política', diz professor", G1, 07/01/15, http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2015/01/vivemos-um-momento-de-grande-exacerbacao-politica-diz-professor.html). E se Rachel Sheherazade, Jair Bolsonaro ou Datena tivesse dito isso na mesma quarta-feira sobre um ladrão que roubou a mesma casa oito vezes e, quando ia ser a nona, o dono tinha preparado uma armadilha que disparava uma espingarda e o ladrão morreu? ("Ladrão invade casa, aciona armadilha e morre baleado em Formosa (GO)", Estadão, 15/07/11, http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,ladrao-invade-casa-aciona-armadilha-e-morre-baleado-em-formosago,745232)

17) Dos 12 mortos, só uma era mulher (É mesmo: quantas mulheres chargistas você já viu na vida? Pode contar as feministas, hehehehe). Então, a grande preocupação dos analistas é a islamofobia (ver item 11). Amigo, é só você ler o Alcorão que a islamofobia passa. Passa pra sua cabeça.

18) Já tivemos atentado a tiro contra jornal no Brasil: Diário do Amazonas. Notícia do Bom Dia Brasil, 23 de junho de 2008 (http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL807015-16020,00-SEDE+DE+JORNAL+EM+MANAUS+SOFRE+ATENTADO+NESTE+FIM+DE+SEMANA.html):

Sede de jornal em Manaus sofre atentado neste fim de semana

Houve um atentado contra a sede do jornal "Diário do Amazonas", atingido por 11 tiros na madrugada de sábado (21). As balas acertaram o portão e os vidros da janela do setor de recursos humanos.

Em Manaus, houve um atentado contra a sede do jornal "Diário do Amazonas", atingido por 11 tiros na madrugada de sábado (21). As balas acertaram o portão e os vidros da janela do setor de recursos humanos.

As câmeras da polícia filmaram o momento em que dois homens de moto pararam em frente ao prédio. A placa estava virada. Ninguém ficou ferido.

19) Dados do Committee to Protect Journalists (http://www.cpj.org): os jornalistas assassinados da França desde 92 foram 9, os oito deste atentado e Nicolas Giudici por causa não confirmada em 2001; os jornalistas assassinados do Brasil desde 2012 foram 12. A lista da França tem uma mulher (Elsa Cayat). A lista do Brasil desde 1992 tem 39 jornalistas, e dos 30 com causa confirmada, 13% foram por questão de Direitos Humanos, o que dá 4. Mas nos 39, nenhuma mulher. Cadê o sangue, moças?

20) Pra registrar uma coisa boa: "As faces do fanatismo mortal contra Charlie Hebdo", de Juremir Machado da Silva no Correio do Povo, dia 08, https://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=6850.

Jornais e revistas da década de 80 ou do meio da década de 90, eu já li alguns em bibliotecas, até tinham textos proveitosos, mas no meio de um bocado de banalidades, lixo desinformativo e provincianismo. Às vezes, algumas cartas de leitores ou um artigo escrito por um leitor, como da seção "Ponto de Vista" da Veja, eram o que fazia valer a leitura. Mesmo assim, cada periódico tinha seu público-alvo, tinha sua linha editorial e um dava uma reportagem sobre um assunto dizendo uma coisa e o concorrente contava de outro jeito; ou um cobria o assunto e outro não. Mas todos viviam de vender exemplares e anúncios. Ah, e até os esquerdistas do meio escreviam coisas inteligentes. Ou desenhavam, como um Millôr Fernandes. A internet se popularizou em meados da década de 90, quem desconfiava que alguma coisa estava errada nos veículos convencionais passou a ter certeza, passou a descobrir coisas que eles não traziam e ainda pôde produzir o próprio conteúdo. Então, aqueles periódicos tradicionais foram perdendo cada vez mais vendas, credibilidade e aquela coisa de eu-falo-vocês-escutam. Os periódicos impressos e os jornais do rádio e da televisão viraram quase um coletivo de lésbicas mal encaradas, vadias enrustidas, parentes de diretores, escravos de buceta e até ativistas esquerdistas notórios, para escrever com talento medíocre sobre futebol, celebridades, filmes, turismo, reportagens irrelevantes ou colunas de opinião sobre banalidades ou sobre o que não sabem; tudo isso talvez salvo por um ou dois colunistas fora do esquerdismo e da idiotice reinante, mas sem caprichar muito na qualidade para não perder verbas publicitárias das três esferas de governo nem atrair muito público inteligente para não constranger a mediocridade intelectual reinante nas redações.

Esta geração de brasileiros está construindo a sua marca com este caso e com a reeleição da srta. Dilma Rousseff para a Presidência da República: os bisnetos olharão para esta época e verão que, quando precisamos salvar a democracia, esta geração, fora pouquíssimas pessoas honradas, optou por brincar de revolucionária usando as últimas porções de democracia contra as últimas porções de democracia.

Charb, um dos cartunistas mortos no atentado, disse "prefiro morrer de pé do que viver de joelhos" quando alguém tocou no assunto do risco de fazer trabalhos como aquela charge. Quantos jornalistas ou diretores de jornais ou revistas brasileiros diriam isso? Ora, no jornalismo brasileiro não falta só independência financeira da máquina socialista, nas redações falta virilidade, falta caráter, falta inteligência, falta brilho próprio. A parte mentalmente decente do Brasil já se conecta pela internet e quase não procura televisão ou periódicos impressos para informação ou entretenimento há mais de 10 anos. Se jornalistas, colunistas e grandes veículos de comunicação em geral ignoram a censura à internet ou a meia dúzia de colegas resistentes, não é que eles pensam que vão conseguir o público dos censurados. Eles podem estar solidários no combate à grandeza ou, pior ainda, ter perdido a capacidade de conceber o que ela significa. Se a empresa ou o trabalhador da "mídia" se ajoelhar ao socialismo, naquele sentido dito por Churchill de evangelho da inveja, credo da ignorância e filosofia do fracasso, pode passar a vida de joelhos, mas pode contribuir para a mesma máquina atacar quem tenta se colocar de pé e de cabeça erguida, e evitar passar pela mesma coisa.

Apêndice

Rachel Sheherazade, 08/01/2015. Je sui Charlie Disponível em http://rachelsheherazade.blogspot.com.br/2015/01/je-sui-charlie.html.

Je sui Charlie

Ouça o comentário em: http://m.jovempan.uol.com.br/opiniao-jovem-pan/comentaristas/rachel-sheherazade/o-ataque-em-paris-e-liberdade-de-imprensa.html

O ataque de ontem à sede do Charlie Hebdo não foi o primeiro. Em 2011, após publicar caricaturas do profeta Maomé e de líderes muçulmanos, o jornal francês foi alvo de um incêndio criminoso.

Antes de sua última edição, os jornalistas do Hebdo pressentiam o pior. O cartunista Stéphane Charbonnier, um dos 12 mortos no atentado de ontem, tinha acabado de publicar seu último desenho, com a seguinte frase:

"Ainda não houve atentados na França".

Na charge, a afirmação é respondida por um extremista armado:

"Espere! Temos até o final de janeiro para fazer nossos votos".

A premonição, infelizmente, se cumpriu.

O mundo civilizado condenou o ataque terrorista ao jornal francês. Líderes mundiais o classificaram como um atentado à livre expressão e à liberdade de imprensa.

Até mesmo a presidente Dilma, que costuma ter mais tolerância com terroristas, sugerindo até o diálogo com grupos extremistas, desta vez não teve saída senão, concordar com a lucidez dos demais líderes.

Nossa presidente foi até sensata e afirmou em nota:

"Esse ato de barbárie é um inaceitável ataque a um valor fundamental das sociedades democráticas – a liberdade de imprensa."

Apesar de prudente em suas palavras, Dilma não foi coerente.

A mesma mandatária que defendeu a liberdade de expressão na França, apóia um projeto de regulação da mídia no Brasil, que pode restringir a liberdade de expressão e até evoluir para uma futura censura dos meios de comunicação.

Não é fácil ser jornalista no Brasil. Ameaças, chantagens, assassinatos... Pesquisa de uma ONG ligada às nações Unidas classificou o país como o nono mais perigoso para a atividade jornalística em todo mundo.

Aqui, quem fala ou escreve o que não está no script corre sérios riscos de ser neutralizado. Para se preservar, muitos jornalistas aderem à auto-censura, preferindo calar a denunciar, rezar a cartilha dos poderosos a se voltar contra eles.

Há poucos veículos resistentes e independentes. É o caso da revista Veja, que, às vésperas da eleição publicou uma corajosa matéria denunciando a suposta ligação da então candidata Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula com o escândalo do Petrolão. Pela ousadia de informar seus leitores, a editora Abril pagou um alto preço. Teve a sede atacada por vândalos, num sinal claríssimo de intimidação à liberdade de expressão.

No Brasil, o maior temor da imprensa livre não são os radicais islâmicos, mas os radicais da esquerda.

bom dia, ão paulo

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