segunda-feira, 22 de julho de 2013

Evangélicos crescem no Brasil, principalmente em irrelevância

Bancada de evangélicos cresce

Entre as duas últimas eleições, o número de parlamentares religiosos passou de 45 para 76

Predomínio

A Comissão de Direitos Humanos é formada, em sua maioria, por deputados evangélicos, comandados por Marco Feliciano

PUBLICADO EM 20/06/13 – 03h00

Lucas Pavanelli

Se os evangélicos na Câmara estivessem reunidos em um único partido, formariam a terceira maior bancada da Casa – atrás apenas do PT, com 89, e do PMDB, com 82 deputados federais. São 76 os parlamentares que compõem a Frente Parlamentar Evangélica (FPE). No Senado, a bancada tem número equivalente à representatividade de um Estado: três.

A proporção de evangélicos no Congresso supera a curva de crescimento dos religiosos observada na sociedade brasileira como um todo. Entre 2000 e 2010, o número de evangélicos no Brasil aumentou em 61%, passando de 26,2 milhões para 42,3 milhões de pessoas. Ou seja, de 15,4% para 22% do total da população brasileira em dez anos.

Na Câmara Federal, entre as duas últimas eleições, a bancada dos parlamentares evangélicos passou de 45 para 76 deputados, crescimento de 68%. Para as eleições do ano que vem, a estratégia é ampliar ainda mais o número de evangélicos.

O PSC, que hoje comanda a Comissão de Direitos Humanos da Câmara com o Pastor Marco Feliciano à frente do colegiado, é o mais ambicioso e pretende puxar o crescimento da bancada evangélica em Brasília.

Para isso, o partido vai lançar chapa completa para as eleições majoritárias, com candidato a presidente, senador e até governador em alguns Estados (incluindo Minas Gerais, onde o deputado federal Leonardo Quintão negocia sua filiação para a disputa do Executivo estadual).

Nas eleições para a Câmara, os cristãos lançaram mão de uma meta ambiciosa: ampliar o número de 16 deputados em exercício para, no mínimo, 25, um crescimento superior a 50%.

Repercussão. O puxador de votos do partido deve ser o pastor Marco Feliciano, cuja expectativa de votação supera os 211.855 votos obtidos por ele, em 2010, no Estado de São Paulo.

"Uma de nossas estratégias já definidas é que o Feliciano saia novamente para deputado federal. A repercussão que ele obteve nos últimos meses deve ser responsável por garantir mais outras duas vagas para o partido na Câmara", afirmou o secretário geral do partido, Antonio Oliboni.

Outro partido ligado aos evangélicos e que também trabalha para aumentar sua participação no Parlamento é o PRB, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus. São dez parlamentares (um deles por Minas, o deputado George Hilton). A meta é que os mineiros ocupem dois lugares na Câmara Federal e, na Assembleia de Minas, passem de duas para quatro vagas.

Líderanças da FPE

João Campos (PSDB-GO). Autor do projeto da "Cura gay", é o presidente da bancada e vice-líder do PSDB na Câmara.

Anthony Garotinho (PR-RJ). Foi governador do Rio e pretende se candidatar de novo, no ano que vem. É investigado pelo STF.

Magno Malta (PR-ES). É senador. Defende plebiscito para temas polêmicos como casamento gay e aborto.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ). É líder do partido na Câmara e articulou a eleição de Feliciano na Comissão de Direitos Humanos.

Jornal O Tempo, Belo Horizonte, 20/06/13, http://www.otempo.com.br/capa/política/bancada-de-evangélicos-cresce-1.667158

42,3 milhões de evangélicos, qual a relevância deles?

Os evangélicos são 42,3 milhões de pessoas, 22% do total da população brasileira. Só pra termos ideia, vamos ver os cinco países mais populosos da América fora o Brasil (Wikipedia, estimativas de 2007):

1º: Estados Unidos, 307.007.900

3º: México, 106.682.891

4º: Colômbia, 44.858.434

5º: Argentina, 40.677.348

6º: Canadá, 33.411.092

Ou seja, se a gente contar que a Argentina passou dos 42 milhões, só Estados Unidos, México, Colômbia e Argentina na América inteira tem mais gente que o Brasil tem de evangélicos. Qual a revista decente voltada para os evangélicos brasileiros? Qual o jornal decente voltado para o público evangélico? Por que os programas que os evangélicos têm na televisão aberta são basicamente gravação de culto ou estudo bíblico, em horários alugados de pouca audiência?

Até esta matéria acima mostra como a imprensa respeita os evangélicos. Eles chamam um projeto de lei que revoga dois trechos autoritários de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia de cura gay. O Reinaldo Azevedo já mostrou a mentira. Os homossexuais, de acordo com alguns grupos LGBT, são 10 ou 15 por cento da população. Tipo dois evangélicos para cada homossexual. Comparando os dois grupos, estou considerando que eles não têm elementos comuns, e o pior é que têm. Mas militantes LGBT invadem um evento promovido pelo pastor e deputado Marco Feliciano para se beijarem na frente dos fiéis (escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa e impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso, artigo 208 do Código Penal), e como a imprensa trata esta e outras ofensas? Como protesto popular. E quando um evento evangélico pela família e pelos valores cristãos junta mais de 100 mil pessoas em Brasília em meio de semana? Só notinha quase pé de página em alguns jornais.

Os deputados citados, também vereadores e prefeitos evangélicos ou apoiados por evangélicos, muitos aparecem na igreja pra conseguir votos prometendo arrumar terreno pra igreja ou defender o provincianismo evangélico. Teve um caso de uma pastora candidata a vice-prefeita de Ibirité, Minas Gerais, que prometeu transformar a cidade em 100% evangélica em quatro anos (ela e o candidato a prefeito acusado de abuso de poder político, de autoridade e de conduta vedada a agente público foram eleitos).

Qual o espaço para os evangélicos em uma livraria comum? Qual evangélico já leu algum livro ou pelo menos ouviu falar de Aníbal Pereira dos Reis, Gióia Júnior, Mary Schultze, Israel Belo de Azevedo, Josh McDowell, Dave Hunt, Frank Peretti ou Henry Morris? Só esclarecendo: eu nunca fui cristã, mas conheci alguns cristãos sérios com hábito de leitura (nem todos pecaram contra a castidade, hehehehe). Quantos facebuquianos evangélicos já compartilharam um texto do Júlio Severo no Facebook?

E a música? Com 22% de evangélicos no Brasil, você ouve gente que não existia musicalmente no ano anterior cantando aquela coisa mal definida chamada de sertanejo ou funk carioca nas rádios, mas não ouve (só em rádio evangélica, e olhe lá) Juízo Final, Canarinhos de Cristo, João Alexandre, Carlinhos Félix, Rebanhão, Fruto Sagrado, Catedral, Oficina G3, Vanilda de Paula, Talita, Fernanda Brum, Michael W. Smith, Petra. É, os cristãos sérios com hábito de leitura que eu conheci também tinham LP e CD com música boa.

Preconceito contra o povo evangélico? Ah, tá! Há quanto tempo os gays têm revista própria? Os espíritas sempre foram muito menos que os evangélicos e há muito tempo eles têm a revista Planeta, que é da Editora Três, a mesma editora da IstoÉ.

Antigamente, a visão que o povo tinha da mulher evangélica era u'a macaca bizarra, semianalfabeta, mente fechada e com horror a sexo. Fora que ela vivia falando de benção e vitória mas estava entre os mais pobres do Brasil, falava que educação sexual era do Demônio e a filha adolescente virava mãe solteira. Hoje… ela é a mesma coisa. Claro, falando de uns 90, 95 por cento da mulherada.

Por que os pregadores, com honrosas exceções, ou tentam encaixar as novidades do mundo na pregação ou insistem no discurso estilo zona rural de cidade pequena da década de 30? Enquanto os esquerdistas estão fazendo o caixão do que sobra de cristãos sérios, os paspalhos chamam seu país onde mais de 90% da população é católica ou evangélica de mundo perdido.

E enquanto os evangélicos em geral chamam cenas de mulher de biquíni ou de casal se beijando debaixo de lençol de pornografia, eles são uma vergonha moral. Os vigaristas que fundaram igrejas que foram proibidas em Angola são chamados de homens de Deus aqui. Eles dão valor a Edir Macedo, Valdemiro Santiago, Sônia Hernandes, mas Silas Malafaia é chamado de homofóbico, Marco Feliciano é ameaçado pela militância gay, Júlio Severo tem que sair do Brasil porque denuncia o gayzismo e eles nem comentam. O público da igreja evangélica em geral mistura com um pouquinho de gente decente (como cristãos e como pessoas) semianalfabetos, analfabetos de verdade, foragidos, adúlteros, caloteiros, vadias em fim de carreira, cafajestes namorando com elas e baleias velhas.

Ainda falando de vergonha moral, a onda agora é "só Deus pode me julgar". No tempo dos apóstolos, o lema era ter "o vosso viver honesto entre os gentios; para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem" (1 Pedro 2:12). Imagine um pastor pregar sobre 2 Tessalonicenses 3 no culto de domingo de manhã. É, fofinho, você é cristão e está vendo essa ateia fornicária citando a Bíblia e autores de livros cristãos, ela pode estar sendo um instrumento de Deus. Mas você não tem coragem de ficar sozinho com ela pra fazer um estudo bíblico, né? Hua, hua, hua, hua, hua!

A igreja evangélica, com honrosas exceções, é um lixo. Gente, eu sou ateia e contra o Cristianismo, mas queria que a igreja morresse com mais dignidade, com mais identidade, com mais doutrina e (no duplo sentido) sem ser penetrada pelo público GLBT.

Abigail Pereira Aranha

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