segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Polícia Federal, desista de ser jagunça do PSOL ou se prepare para enfrentar o exército do Bolsa Família

Abigail Pereira Aranha

PF vai investigar empresa de buffet por causa de mensagens de ódio contra Dilma no Facebook

Funcionária colocou nas redes sociais que iria trabalhar para a presidente e perguntou se alguém teria "algum pedido especial, afinal é uma oportunidade única"

12/09/2015 às 17:21 - Atualizado em 12/09/2015 às 17:35

Tudo começou quando uma funcionária do buffet La Trufel, contratado pela Presidência da República em Teresina, no Piauí, publicou no Facebook a seguinte mensagem: "Hoje, a nossa presidente Dilma está em Teresina, e vou ter o 'prazer' de fazer o evento para ela e toda equipe. Queria saber dos meus colegas se alguém tem algum pedido especial, afinal é uma oportunidade única".

Em seguida, muitas pessoas começaram a postar mensagens agressivas, muitas delas exageradas, a maioria absurda. Alguém sugeriu o envenenamento da presidente.

Dilma esteve em Teresina no dia 11. No dia seguinte, a Secretaria-Geral da Presidência da República informou ter pedido à Polícia Federal para investigar a empresa que prestaria serviços de buffet, como se fosse dela a responsabilidade pelas mensagens estapafúrdias.

Segundo a Secretaria, informações publicadas horas antes do evento, em rede social, poderiam colocar em risco a segurança da presidente, com possível caracterização de "incitação a crime contra a sua pessoa". O buffet foi suspenso antes da hora, depois que a equipe de monitoramento das redes sociais da Presidência identificou os textos. A Advocacia-Geral da União ficou de avaliar as medidas cabíveis para eventual responsabilização penal e civil dos envolvidos.

Não é possível saber com antecedência que tipo de informação a PF poderia obter com a empresa do buffet. Em outra ação que também tem tomado o tempo dos delegados da PF, a instituição abriu inquérito a pedido do Ministério Público Federal para interrogar o escritor paulista Ricardo Lisias, autor de uma série publicada coo e-book (editor e-galáxia), Delegado Tobias. O autor da obra é suspeito de falsificar um documento público e reproduzi-lo no Facebook. O livro, contudo, é de ficção.

(Com Agência Brasil)

Veja, 12/09/2015, http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/pf-vai-investigar-mensagens-de-odio-no-facebook-contra-presidenta-dilma

Governo já cortou quase 800 mil famílias do Bolsa-Família

Junto com os sem-casa e os sem-Pronatec, excluídos do principal programa social do governo formam um novo contingente de desvalidos: o daqueles de quem o Estado, silenciosamente, começou a tirar o que deu

Por: Pieter Zalis, do semiárido do Nordeste 11/09/2015 às 21:57 - Atualizado em 11/09/2015 às 21:57

Os novos retirantes – Desde maio, o agricultor Osmar de Oliveira não recebe mais os 309 reais a que tinha direito pelo Bolsa Família. A moto estacionada na frente da casa, ou o fato de sua mãe, que mora no mesmo terreno, receber aposentadoria do INSS, pode ter sido o motivo da suspensão do pagamento, desconfia ele. Agora, sem dinheiro para a carne e a gasolina, Oliveira estuda seguir a trilha que conterrâneos percorreram décadas atrás e deixar a mulher, Jailma, e os filhos, Beatriz e Ismael, para buscar emprego em São Paulo

Os novos retirantes – Desde maio, o agricultor Osmar de Oliveira não recebe mais os 309 reais a que tinha direito pelo Bolsa Família. A moto estacionada na frente da casa, ou o fato de sua mãe, que mora no mesmo terreno, receber aposentadoria do INSS, pode ter sido o motivo da suspensão do pagamento, desconfia ele. Agora, sem dinheiro para a carne e a gasolina, Oliveira estuda seguir a trilha que conterrâneos percorreram décadas atrás e deixar a mulher, Jailma, e os filhos, Beatriz e Ismael, para buscar emprego em São Paulo (Leo Caldas/VEJA)

Primeiro, chega a "cartinha". Com carimbo do Ministério do Desenvolvimento Social, ela pede ao beneficiário do Bolsa Família que se apresente na prefeitura da cidade para agendar a visita de um assistente social à sua casa. A partir desse momento, o dinheiro do programa já para de entrar na conta da família. Semanas depois, o assistente social toca a campainha. Prancheta, caneta e almofadinha de carimbo na mão (para os casos em que o beneficiado não sabe escrever), ele faz perguntas sobre cada morador da casa: quem estuda, quem trabalha, quanto ganha. Caso note a presença de uma moto, de uma TV de LED ou de qualquer elemento que destoe do cenário de pobreza obrigatório, indaga quando a família adquiriu o bem e com que recursos. Encerrada a entrevista, pede ao beneficiário que assine o formulário preenchido e encaminha o papel à prefeitura. Feito isso, o resultado é quase sempre o mesmo: adeus, Bolsa Família. Poucos dos que recebem a visita do assistente social conseguem manter o benefício.

Sem anúncio nem alarde, o governo federal começou a passar a tesoura nos programas sociais. O Bolsa Família, carro-chefe da administração petista, sofreu neste ano o mais profundo corte desde que foi criado, há onze anos. Apenas no primeiro semestre de 2015, 782.313 famílias deixaram de receber o benefício.

Para diminuir os custos do programa sem admitir sua redução, o governo passou a promover um pente-fino silencioso entre os cadastrados. Desde maio, vem cruzando seus dados com informações do INSS e do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), por exemplo. O objetivo é identificar quem possui bens incompatíveis com o teto de renda permitido aos participantes do programa (até 154 reais por membro da família, o que torna difícil a compra de um carro, por exemplo) ou está acumulando benefícios indevidamente. Os que já recebem a aposentadoria rural de um salário mínimo não podem ganhar Bolsa Família. Também estão impedidos de integrar o programa pescadores que recebem o seguro-defeso - pago durante o período de procriação dos peixes. Esse veto surgiu de uma portaria criada pelo governo federal em março deste ano. Desde então, em cidades do Nordeste que vivem da pesca, como Saubara, na Bahia, a queda no número de beneficiários do Bolsa Família foi de quase 70%.

Veja, 11/09/2015, http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/governo-ja-cortou-quase-800-mil-familias-do-bolsa-familia

Comentários de A Vez dos Homens que Prestam / Jornal dos Homens que Prestam

Puxando de memória casos em que a Polícia Federal deixou de dar sinal de vida: ameaças de morte contra Reinaldo Azevedo nos comentários do blogue dele; ameaças de agressão ao deputado e pastor Marco Feliciano e de estupro à esposa e à filha dele; ameaças do MST contra os movimentos populares contra o governo PT; ameaças de morte via internet ao então candidato à presidência Aécio Neves; "desejos" de envenenamento ao deputado Jair Bolsonaro. Outro caso: a ameaça (art. 147 do Código Penal) e constrangimento ilegal (art. 146) do criminoso Jean Wyllys (PSOL-RJ) de prender membros dos grupos que organizam protestos contra o governo PT, a pretexto de uma investigação de crimes de ódio por comunicação falsa de crime (art. 340). Em primeiro lugar, desonrado imbecil, não é crime odiar políticos socialistas, corruptos e incompetentes, e fazer manifestações ordeiras por isso. E se o nobre deputado tinha certeza de que os seus alvos sairiam do julgamento secreto algemados, Vossa Excelência já tinha preparadas calúnias (art. 138) e violência arbitrária (art. 322), pelo menos. Puxando de memória casos em que a Polícia Federal deu sinal de vida, mas contra a justiça: falsos blogues do Silvio Koerich, feitos para caluniar o antifeminismo; caso tioastolfo.com, em que a Polícia Federal protegeu o verdadeiro autor e fingiu não saber da confissão dele de que estava se fazendo passar por três antifeministas para incriminá-los.

A Polícia Federal, as polícias militares, as polícias civis e as guardas municipais acabaram moralmente. A moral delas não passa de bisbilhotagem da vida pessoal dos soldados e submissão aos chefes idiotas apadrinhados pelo PT. As nossas polícias, quando não são pistoleiras do PT, do PSOL ou de coletivos de esquerda, estão quase se limitando a molestar vendedores ambulantes, molestar motoristas de automóveis e ser coadjuvantes de vadias em falsas denúncias de crimes sexuais ou vinganças contra ex-companheiros.

Os policiais estão virando os professores de escola pública: são agentes diretos da esquerda ou medíocres omissos, só pensam em manter o emprego e algum sossego por mais um ano, a área de atuação deles só afunda e eles só se manifestam para reclamar do salário. Por isso temos mais de 50.000 homicídios por ano, a população não podendo (legalmente) se defender, qualquer praça virando ponto de encontro de drogados e a Polícia Federal preocupada com brincadeiras antipetistas no Facebook.

E o que vai deixar as coisas piores para o governo PT e quem o defende não é só uma notícia de falcatrua depois da outra, não é um futuro novo escândalo de corrupção. Ninguém com um intelecto e um patrimônio moral dignos dá crédito a este governo. Uma notícia de um escândalo novo, o brasileiro decente pode nem ler. O que vai deixar as coisas piores para os lulopetistas também não é a recessão em si. Já estamos regredindo há décadas, a maioria das empresas falindo em menos de cinco anos, produtos que quase nem têm uma indústria brasileira que os fabrique, empresas estrangeiras que estão saindo do Brasil ou desistiram de entrar, bons profissionais que saem da empresa ou do país porque não são valorizados como merecem, são demitidos por picuinhas, e são substituídos por medíocres. Ainda vai acontecer mais um problema: o PT vai perder o apoio que ainda tinha.

Parecendo estranho eu juntar uma notícia sobre investigação da Polícia Federal com outra sobre beneficiários do Bolsa Família perdendo o benefício?

Quem ainda acha o governo Dilma Rousseff ótimo, bom ou regular são cerca de 40 milhões de eleitores. O curioso é que os funcionários públicos são 11 milhões e os beneficiários do Bolsa Família são cerca de 10 milhões. Então quem elegeu o PT de verdade em 2002, 2006 e 2010, a eleição de 2014 foi fraudada por apuração secreta, pode ser dividido com uma boa aproximação em funcionários públicos, filhos e cônjuges de funcionários públicos, beneficiários do Bolsa Família, universitários semianalfabetos do ENEM e do sistema de cotas e membros do grupo familiar desses universitários. Todos estes grupos estão começando a se lascar desde o fim do ano passado. Em várias cidades do Brasil, funcionários públicos estáveis já foram demitidos porque a prefeitura não tem dinheiro para a folha de pagamento dentro do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. As bolsas e os financiamentos estudantis para os beneficiários do sistema de cotas já estão ficando sem dinheiro suficiente. Agora, beneficiários do Bolsa Família estão começando a perder o benefício. Se algum deles achou que já garantiu o seu e queria que o país se explodisse, o país se explodiu e ele viu que ainda estava dentro.

Querem procurar quem quer ver a Dilma pelas costas ou comendo capim pela raiz, policiais frouxos? Vocês tem CEM MILHÕES DE SUSPEITOS, que é cerca de 70% do eleitorado de 142 milhões. Por enquanto. Se Dilma ainda estiver na presidência em 2016, quem pode ir em peso fazer protesto na rua vão ser ex-funcionários públicos, ex-beneficiários do Bolsa Família, cotistas estudantes ou graduados desempregados e talvez ex-militantes esquerdistas. Vão ficar do nosso lado ou vão ser soldados do PT?

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