domingo, 12 de maio de 2013

Ataque (não só) pessoal

Abigail Pereira Aranha

Se você já tentou explicar que é antifeminista mas não é machista, que é contra cotas sociorraciais e não é racista, que é contra o homossexualismo mas não é homofóbico, deve ter notado que quanto mais e melhor você se explica, mais a turba ignorante parece que entende o contrário. E isso não é só analfabetismo funcional, falta de argumentos para o debate e, como os marxistas tanto falam, alienação.

Hoje, nós temos a democratização do despotismo. Tirar de um pedestal os não-brancos, os homossexuais, as mulheres e as pessoas de regiões subdesenvolvidas hoje ficou parecido com falar contra "as elites" na década de 60. Não é que um consenso fabricado seja coisa nova ou que já tenha sido mais fácil manifestar ideias divergentes. Mas até há pouco tempo atrás a maioria da população mundial e de países como o Brasil era analfabeta ou semianalfabeta (de verdade) e quando um popular era contrário a certas ideias "novas", ainda se podia explicar isso com o argumento da ignorância e do medo da natureza, da marginalização ou do poder. Hoje temos mais recursos, qualidade de vida, liberdades e meios de expressão do que nunca, mas parece que nenhum vovô disse "agora eu vou falar e fazer tudo que eu estou querendo há 50 anos". Pelo contrário! Em geral, os idosos ou são fósseis mentais ou são palhaços tentando fazer inveja nos jovens.

Citei o caso da "melhor idade" só como exemplo de exaltação e supremacismo da mediocridade. Aliás, quando alguém diz dentro ou fora da internet que fala ou escreve o que quer, não está reivindicando um direito fundamental de todos os cidadãos, está afirmando um privilégio reservado aos idiotas. A liberdade só é invocada quando a "pessoa livre" encontra quem diz uma verdade incômoda que ela não tem o que responder. E para o cidadão que se expressa fora do politicamente correto (ainda) dentro da lei, essa liberdade não existe.

Mas não é falta de argumentos, ou não só falta de argumentos, quando ativistas ou simplesmente pessoas desagradáveis perseguem alguém. As pessoas baixas de moral, de qualidades e de inteligência odeiam tanto a verdade quanto quem a diz. É engraçado que foi (ou dizem que foi) Che Guevara que disse "os poderosos podem matar uma, duas, três flores, mas jamais deterão a primavera". Quem fez o socialismo ter o sucesso que teve, entendeu que poderia ganhar com um despotismo popular.

É por estarem em uma estratégia de invasão, de pilhagem, de dominação e de repressão à oposição que os esquerdistas usam o "quanto melhor, pior". O Brasil ficou mais machista do que nunca depois da Delegacia da Mulher, do Apartheid Lésbico (lei Maria da Penha e outras) e da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SS-PM). Onde as feministas estavam quando mulheres não podiam ter suas próprias contas bancárias? Onde elas estão quando mulheres são estupradas ou apedrejadas no Oriente Médio ou na África? O Brasil ficou mais racista do que nunca depois da universalização da educação básica e das cotas para negros com desempenho abaixo do medíocre. Se essa turma do bem acreditasse no que diz, estariam contando como quebraram a cara no Oriente Médio tentando conseguir lá o que todos os cidadãos têm no Brasil, na Europa desenvolvida ou nos Estados Unidos há meio século.

Qualquer pessoa sensata já viu esse "despotismo popular". Esquerdistas e lésbicas enrustidas aparecem nos perfis do Facebook de amigos meus soltando seus clichês quando eles põem nos perfis deles algum fato real que desmonta um dogma esquerdista. Mas nos perfis desses indignados, só amigos comentam. Só em uma postagem do grupo Pensão Alimentícia Um Roubo, a primeira participação de três mulheres é para defender as parasitas de pensão dizendo que os homens vítimas de alienação parental são canalhas que não se importam com os filhos. Quando o Denner Coutinho era administrador de um agregador de blogues ateus e disse que ele não apoiava o homossexualismo, outros ateus disseram que ele era homofóbico, e foi tanto o aborrecimento que ele encerrou a página.

Um bonde dos cretinos (nota para os não-brasileiros: "bonde" também é uma gíria para um bando que se junta para fazer um roubo) também explica por que nenhuma daquelas feministas da igualdade apareceu em um blogue que publicou o Manifesto SCUM para repudiá-lo em três anos, mas aparecem em qualquer fórum ou blogue que tire a mulher do pedestal, como algumas foram ao Pensão Alimentícia Um Roubo para defender lésbicas parasitas. Ou por que nenhum dos que querem linchar qualquer autor de dois tuítes "racistas" repudiou um poema que prega o estupro de mulheres brancas e diz que dos brancos "talvez" só as crianças sejam puras. Ou por que nenhum grupo homofóbico perturbou qualquer manifestação LGBT, mas um grupo gayzista invadiu um culto evangélico (culto aliás que nem foi divulgado para evitar esse tipo de coisa). Isso também explica por que alguns dos verdadeiros defensores das liberdades civis e da democracia elogiam as "ditaduras militares" que foram reações à ameaça socialista. É porque a mediocridade, inclusive a muito medíocre para ser militante, encara qualquer um com um mínimo de qualidades como uma nação inimiga. Está unida para saquear o melhor da sociedade construída pelo homem branco ocidental, num ódio, numa inveja e num narcisismo em que todo desrespeito e toda patifaria são válidos e justificáveis desde que venham deles contra o "opressor". Parece discurso Ku Klux Klan, mas é uma guerra que já foi declarada, não de homens contra mulheres, ou negros contra brancos, ou heterossexuais contra homossexuais, mas da mediocridade reinante contra quem se dá ao respeito, e quem ignorar a guerra, prefiro não dizer onde pode acabar a bandeira da paz, mas qualquer homem trabalhador, honrado e com senso crítico sabe do que estou falando.

E é por hipocrisia e para manipular ingênuos que eles nos igualam a babacas racistas misóginos homofóbicos que já foram expulsos do nosso meio, por ter dito algo que trocando as pessoas e dito no meio deles não dá em nada.

É isto que está por trás dos ataques pessoais de esquerdistas e dos medíocres em geral. Você já deve ter recebido no seu perfil de rede social ou no seu e-mail alguém da turma do bem comentando algo que você escreveu ou compartilhou pondo nome de alguém que não foi citado com alguma ofensa (Olavo de Carvalho, Jair Bolsonaro, Silas Malafaia, Hitler, etc). Não é só por falta de argumentos, de falta de raciocínio abstrato e de criatividade que eles igualam qualquer discordante a algum demônio do racismo, da homofobia, do "sexismo", do crime ou da direita, o que em geral são só as poucas pessoas que conseguem aparecer na "mídia" metendo uma real. Atacar uma pessoa e repudiar alguma ideia que ela defende são duas coisas diferentes e não necessariamente andam juntas, principalmente quando essa pessoa diz uma verdade. Mas isso para nós, que amamos a verdade, a lógica, a honra, o mérito e a justiça. Não para "el@s".

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