domingo, 22 de fevereiro de 2015

Os homens de mal a pior

Abigail Pereira Aranha

Pessoal, esse texto vai ser depressivo. Eu precisei me desconectar do Facebook e até das últimas notícias para dar sequência a um projeto, a M.I.R.I.A.M., mas já tinha visto esta postagem em dezembro:

Maior derrota dos homens de todos os tempos:

Supremacia feminina agora é lei. Depois da aprovação da lei maria da penha em 2006, agora é aprovada uma lei que a supera em supremacia feminina: Senado aprova a inclusão do "feminicídio" no Código penal.

Agora está sacramentada em lei que a vida das mulheres vale mais que a dos homens. Desde os primórdios, essa foi a norma em quase todas as sociedades do mundo. Só que agora, esse tratamento tornar-se-á obrigatório no Brasil.

Uma das maiores monstras feminazistas, Gleisi Hoffmann, atribuiu essa aprovação às recentes declarações do Dep. Bolsonaro. E tem gente que ainda cairá nesse ardil. Aquela corja aprovaria seja lá por qual motivo fosse.

E o que me dá mais tristeza é que ninguém além de mim (e de alguns que têm afinidade com meu pensamento) pressionou o Senado para não cometer esse ato sórdido.

Infelizmente, não há um verdadeiro movimento brasileiro contrário à violação aos direitos mais básicos dos homens. Nunca existiu. Só há uma meia dúzia de pessoas fazendo isso. Os demais parecem mais um bando com o ego maior do que o planeta, gente preguiçosa, gente que está mais interessada em defender outras ideologias, gente que não tem nenhum interesse em levantar a bunda da cadeira para fazer, efetivamente, alguma coisa.

link: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,senado-aprova-inclusao-do-feminicidio-no-codigo-penal,1608910

Sexo Privilegiado, 18 de dezembro às 17:14, https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=923171167734434&id=358823764169180

E quando eu vi esta postagem, eu já tinha visto um pouco daquilo de que o amigo estava falando.

1) O autor do Feminismo Diabólico já tinha se desassociado de mim e desfeito a amizade no Facebook porque era campanha eleitoral e ele apoiava... Dilma Rousseff. Já na época, a argumentação dele era de qualquer maconheiro vagabundo de DCE, de que o PSDB provoca desemprego e coisas do tipo. O mais pueril, que me chamou a atenção, é que ele dizia que os masculinistas com o governo PT não teriam a preocupação de estarem procurando emprego e poderiam fazer mais. Mas o pior foi quando ele respondeu a uma postagem minha na página A Vez das Mulheres de Verdade no Facebook, ele até apagou os comentários depois: ele dizia que Olavo de Carvalho era um desinformante, mas não pôde explicar desinformante de quê porque nunca leu um artigo dele; ele disse que Olavo era financiado pelas elites, mas ele conseguiu fazer mais do que o idiota (ele usou essa palavra) fazendo um blogue de porte razoável no interior do Mato Grosso do Sul. E ele disse também que conseguiu colocar os esquerdistas contra as feministas, isso antes daquela postagem que vimos lá atrás.

2) Esse eu vou até citar o nome porque o pessoal já vai saber quem é mesmo: Lawlyet Leonardo Wallace. Ele já disse no perfil pessoal dele no Facebook: "eu sou a Real". Tudo isso quando já namorava uma vaca louca lesbonazista, o que já seria desonroso para um rapaz que nunca esteve na Real.

O que eu vou dizer não desmerece a insistência daquele companheiro nem justifica o que eu mesma não fiz: quem sequer menciona Direitos dos Homens não pode nem usar um perfil "verdadeiro" no Facebook sem encheção de saco de amigos e parentes, isso os que pelo menos leem. O amigo Donovan James (dou o nome porque ele já perdeu o perfil mesmo) me contou que compartilhou coisas antifeministas no perfil real (não no da Real) e foi xingado por amigos. E pelo que ele me contou, foi só de "machista", até que xingaram pouco. Isso é um dos motivos, fora o que o amigo do Sexo Privilegiado destaca, pelos quais não há um masculinismo real no Brasil. Os homens são a metade da população mundial que é prejudicada em trabalho, direitos humanos, expectativa média de vida e uma série de aspectos, mas eles são prejudicados principalmente por outros homens, alguns deles servindo de cavaleiros brancos (homens que defendem as mulheres apenas por serem mulheres façam o que fizerem). E os homens que sempre aparecem do nada atacando os homens antifeministas quando eles se manifestam geralmente não são homens privilegiados, são homens emasculados lambedores de salto, casados com uma vaca frígida e desagradável que eles trabalham num emprego horrível pra sustentar, isso quando pelo menos eles comem alguém.

Ainda comentando a postagem do amigo: quando ele publicou aquilo, milhões de eleitores brasileiros, em especial muitos homens, já haviam usado a oportunidade de expulsar do governo federal o partido da desindustrialização, do Mensalão, do Petrolão, do crescimento zero (só pra ficar em coisas "práticas") para dar o quarto mandato seguido para o PT e o segundo seguido para o Poste. Não apenas os antifeministas, todos os que discordam do governo PT e da militância lesbossocialista já tinham sido formalmente derrotados. Não que não adiantasse mostrar a cara, mas isso dá uma bruta desvantagem.

Mas naquele dia, eu também já estava me sentindo um tanto derrotada (já explico o que o que eu vou dizer neste parágrafo tem a ver com os outros). Na internet, é uma grande alegria pra mim ter alguns leitores e amigos do Facebook, com quem eu converso e alguns já me disseram se sentir bem até com uma conversa normal no bate-papo. Mas esses amigos vieram "feitos", nós só nos encontramos. A derrota é que eu vinha fazendo um trabalho na internet desde 2006, contra o Lesbofeminismo e contra a mediocridade das mulheres em geral, e esse trabalho, mesmo modesto, deu muito menos certo do que poderia e deveria dar. Quem já viu o meu blogue A Vez dos Homens que Prestam viu que não é só pornografia, e de pouco tempo pra cá eu ainda tentei colocar outros assuntos além de ateísmo, libertinagem e antifeminismo. E, sim, eu queria mesmo me mostrar, num bom sentido, como uma mocinha ateia, anarquista, antifeminista e fornicária com coisas boas pra oferecer além do que alguns estão pensando. Mas se o número de visualizações do blogue cresceu muito (fora a parte da pornografia), é porque tudo que eu estava abordando era pior do que eu percebia em 2006 e foi só piorando, daí eu ia escrevendo sobre o que eu percebia que devia escrever e homens que já percebiam aquilo, às vezes antes de mim, me descobriram. E essa parte até que não foi ruim. O problema foi no Facebook. Quem conhece o meu perfil já viu que eu não dou foto, não dou informação da família, não costumo conversar sobre ninharia. Eu entrei no Facebook pra compartilhar conteúdo, meu trabalho, trabalho de amigos e outras coisas que fossem proveitosas. Aí vêm alguns ditos amigos homens no bate-papo: "tem WhatsApp?" (nunca vem escrito certo assim); "tem foto?"; "deixa eu te ver na webcam?"; "tecla de onde?" (também nunca certinho assim). E essas e outras vieram de homens que nunca leram a minha linha do tempo / cronologia. Aí, até alguns deles desfizeram amizade porque eu não dava foto nem conversa mole. E encontrei alguns misóginos irracionais, entre eles os únicos dois que eu tenho bloqueados. Eu já disse e reafirmo que, perto das calhordices e das futilidades do universo feminino, a misoginia de verdade é residual, mas o ódio irrefletido contra um grupo indiscriminadamente não acrescenta nada a ninguém.

Tudo isso tem a ver com a falta de dignidade dos homens brasileiros em geral. Eu vejo um exemplar da grande maioria dos homens brasileiros de hoje e me sinto o Arnold Schwarzenegger. Quando estes homens veem um homem com honradez, eles não têm inveja porque não têm a imaginação de que a honradez seja algo desejável. Quando estes homens veem uma mulher com honradez na internet, não é vergonha que eles sentem diante dela, é um autêntico desinteresse, isso quando não dizem que ela é um fake. Foram estes homens que deram dois mandatos da Presidência da República para a senhorita Dilma Rousseff. São alguns destes homens que chegam aos cargos legislativos e fazem projetos de leis feministas. São estes homens que protestam contra o machismo, mas não contra a misandria. São estes homens que estão em roda de conversa exaltando vadia mediana enquanto os guerreiros da Real estão trabalhando na economia produtiva ou metendo a Real no Facebook. São estes homens que encontram a Abigail P. Aranha e quando veem que ela é ateia, procuram nela uma lesbofeminista; quando veem que ela gosta de homem, procuram nela uma vadia pra punhetar no bate-papo. E estes homens se afundam na desonra, não olhando a honra com inveja, mas com estranheza ou mesmo desinteresse. Aliás, é tal a desonra destes homens que cada vez mais mulheres já se manifestam contra o Feminismo nem que seja em questões pontuais.

Mas quem é honrado não pega o caminho da desonra mesmo que a terra da honra esteja inóspita. Vamos continuar ensinando a decência, a força e a honra aos rapazes de hoje e de outras gerações na medida em que pudermos.

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