quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 2: minha previsão do futuro do antifeminismo

Abigail Pereira Aranha

Eu descobri as pérolas da parte 1 de um ano pra cá. Aí eu fiquei meio chateada porque até uns dois anos atrás, eu era quase a única mulher que denunciava o feminismo e a canalhice feminina em geral, e tinha isso como diretriz de um trabalho na internet. Fora isso, era só uma mulher ou outra com talvez um ou outro texto sobre algum ponto específico. Quando eu comecei o trabalho em 2006, eu fiz isso apenas por amor à ética e ódio à imaturidade das mulheres em geral. Vi algumas coisinhas erradas, achei que isso devia ser mais discutido e eu mesma decidi colocar certas coisas às claras. Mas o que me deixou chateada não foi perder o monopólio da defesa do caráter, da maturidade, do ateísmo, da anarquia e da putaria por uma mulher. Foi que em primeiro lugar a coisa era pior do que eu pensava no começo, em segundo lugar algumas mulheres de medianas para cima que não fariam (e não fizeram) o que eu fiz em 2006 acharam que a coisa estava feia demais para continuarem não dando a cara a tapa.

Quem lê este blogue deve conhecer também os blogues da Real, como o Marxismo Cultural e o Canal do Búfalo, e já deve ter notado o quanto os caras já denunciaram a cafajestagem feminina e feminista. Mas qualquer antifeminista, desde um autor de blogues como estes até um leitor frequente que nunca escreveu um comentário, conhece dezenas de otários que divinizam as mulheres só por serem mulheres (manginas) ou que não acreditam que estão sendo ou podem ser chifrados pela namorada vadia ou "ex-vadia".

Muitos homens só vão cair na Real (no duplo sentido) quando descobrirem que foram traídos pela namorada que sempre trataram com amor e respeito; ou quando se apaixonarem por uma amiguinha que preferiu um cara tosco e se arrebentarem; ou quando forem vítimas ou tiverem um amigo vítima de falsa denúncia de violência contra a mulher ou assédio sexual. Vamos meter uma verdade dura: o Movimento da Real está menos para um exército do que para um CTI psicológica de tomadores de pé de mulher na bunda. A Real salva vidas, sim, mas não está crescendo muito em força porque poucos dos que entram agregam alguma coisa.

Vamos meter mais uma verdade dura: o homem típico pode ser tratado como sub-raça por ser homem, mas vai construir uma ilusão para si mesmo e para os outros enquanto puder. Os meninos da Real fazem um trabalho muito bom (excelente não porque eles defendem a religião, o capitalismo e a família tradicional, hehehehe), mas quando um homem procura esse material, em geral é só quando ele está destroçado pelo universo feminino e tentando se recuperar. Qualquer homem com emprego mediano e que tenha uma tribufu de inteligência medíocre ao lado vai dizer que nós fazemos o trabalho que temos porque nós somos mal resolvidos porque somos incompetentes pra pegar mulher. Peraí, eu disse que nós, inclusive a Abigail, não pegamos mulher? Pois é, dizem isso até de mim, acredita? Eu não pego mulher mesmo, prefiro homem, hehehehe. Voltando. Esses caras vão preferir notícias sobre futebol aos nossos blogues, mesmo quando a gente falar de saúde ou política. Se nos acharem, vão até trabalhar contra nós. Quando chegarem ao fundo do poço, quando a namorada vadia que os colegas pensam que gostariam de ter ao lado já encheu ou já está com outro cara, ou quando metade do patrimônio foi para a ex-mulher, eles vão nos descobrir.

E tenho medo de que num futuro próximo vamos deixar de receber vítimas imprudentes da cafajestagem feminina para receber homens que não só estão arruinados como podiam ter se poupado de tudo nos dando ouvidos a tempo. Outra: vamos ver num futuro próximo homens que já foram bem colocados chorando tarde demais por não terem feito algo decente por si mesmos, pelos homens e pelo mundo lutando contra a mediocridade feminina e o feminismo quando no mínimo podiam ter visibilidade.

E o porquê de ser tão difícil os homens reagirem ao feminismo ou mesmo a canalhice de outros homens, estou tratando nas séries "O machismo foi criado pelas mulheres" e "A Sociedade dos Garotos".

E por que as mulheres podem ser as principais responsáveis por parar (embora não destruir) o feminismo? Por um lado, pelo lado bom do feminismo (para as mulheres medíocres): o feminismo busca poder para as mulheres apenas por serem mulheres. O masculinismo é um movimento reativo, que luta para que os homens não sejam prejudicados só por serem homens. Pelo outro lado, pelo lado mau do feminismo (para todos): o destaque social de cada vez mais mulheres medíocres ou de mau caráter vai destruir os homens, prejudicar a coletividade como um todo e colocar as mulheres umas contra as outras. Teremos mulheres passando dificuldade financeira porque o marido foi destruído financeiramente pela ex-mulher que está ganhando pensão, e lutando contra a pensão alimentícia. Teremos mulheres contra o aborto. Teremos mulheres lutando contra a discriminação de outras mulheres no mercado de trabalho.

Mas toda esta luta não vai ser movida por princípios éticos elevados ou amor ao próximo, pelo menos não necessariamente. Se as mulheres forem a maioria nas universidades, no meio científico, na política, nos altos escalões, e essa maioria for cada vez maior, a oposição feminina ao feminismo vai ter a importância que a Igreja Católica teve na ciência da Idade Média ou o Islamismo na ciência do Oriente Médio: o que fizerem vai ser em si mesmo quase ridículo, mas vai ser quase tudo de decente feito pelas únicas pessoas que têm direito de existir e poder para fazer alguma coisa. As mulheres numa fase avançada do feminismo vão ser vítimas da máquina feminista, das leis feministas, de si mesmas ou umas das outras. Ou, com um pouco mais de juízo, podem se antecipar a isto e fazerem as suas mudanças pessoais e tentar melhorar um pouco o mundo. Num futuro próximo, podemos ter a maioria dos homens ouvindo falar de antifeminismo ou de direitos dos homens pela primeira vez através de uma mulher. Algumas mulheres antifeministas podem agir por motivos um pouco mais nobres que egoísmo contrariado ou até mesmo por arcaísmos como religião e valorização da família e da moral vitoriana. Mas talvez elas comecem a agir antes que os homens percebam o que está acontecendo - talvez eles estejam começando a ser exterminados ou abortados em massa até lá.

Veja, por exemplo, o blogue Mulheres Contra o Feminismo, e o grupo delas no Facebook. Quase todos os jornalistas homens, colunistas homens de grandes jornais e periódicos, funcionários de alto escalão do serviço público e executivos de grandes empresas teriam vergonha de si mesmos vendo o que nós ou o pessoal da Real estamos fazendo com pouco dinheiro no tempo que podemos apenas por amor à verdade e desejo de ajudar pessoas que merecem o nosso trabalho e que às vezes nunca vamos conhecer, enquanto eles estão paquerando vadias no MSN ou preocupados com alimentar o ego. Podem perder tudo para o pior do universo feminino. E perder para as de medianas pra cima o privilégio de encabeçar a luta contra o lesbonazismo.

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